Nunca tive nenhuma simpatia pela exigência
mínima dos 10.000 lugares...
Sempre achei uma medida absurda e
elitista.
Portanto, a permanência do
América em Goianinha, mandando seus jogos no Nazarenão me deixou satisfeito.
Entretanto, o ponto fundamental
do acordo firmado na presença do juiz Carlos Adel, entre o Ministério Público e
o América foi o xeque-mate dado na CBF...
Sem dúvida uma vitória do
promotor Augusto Peres.
Segundo o promotor, a CBF está
obrigada a aceitar que outros clubes também possam jogar em estádios com
capacidade inferior aos 10 mil exigidos, desde esses estádios que tenham laudos
liberatórios da polícia, corpo de bombeiros, vigilância sanitária e da engenharia.
Nada mais justo, nada mais isonômico.
Está aberta a brecha.
Jamais consegui entender o motivo
de se penalizar cidades e clubes por causa de uma determinação esdrúxula e megalomaníaca.
A tal medida, praticamente impede
grande parte dos clubes do interior do Brasil de jogar em suas cidades, caso
cheguem a Série B.
Porém, e exigência se torna ainda
mais ridícula quando se constata que poucas equipes que disputam a segunda divisão
são capazes de colocar tanta gente dentro de um estádio.
Este ano, nos dez jogos com
público acima de quinze mil pessoas, sete, tiveram o Palmeiras como
protagonista.
Os três jogos sem a presença do
Palmeiras, foram jogos do Sport, disputados em Recife.