sábado, agosto 31, 2013

Jesse Hines e Joey Crum em Cape Hatteras, Carolina do Norte, Estados Unidos...

Imagem: Matt Lusk - Red Bull Illume

América 2x1 São Caetano... o gramado entra e garante a vitória.



O América fez a contratação exigida por todos...

Infelizmente, quem indicou o novo contratado não pode saborear sua indicação...

Argel Fucks, foi demitido antes do gramado do Nazarenão ser incorporado pelo presidente Alexandro Ferreira de Melo ao elenco rubro.

No entanto, deu certo...

O América venceu o São Caetano numa partida em que os rubros foram melhores do início ao fim...

Por sinal, quem deve estar tendo orgasmos são aqueles que acreditam em bruxas, duendes, coelhinhos da páscoa, mula sem cabeça, Saci Pererê e todo o kit de criaturinhas capazes de fazer a sorte virar azar e vice-versa...

O gramado e as forças do além, hoje, terão lugar especial na mesa dos americanos.

Porém, o árbitro não vai passar em branco...

O pênalti que proporcionou ao São Caetano empatar a partida, foi marcado por mera vontade do apitador – não houve.

A merecida vitória deixou o América na porta de saída da zona de rebaixamento e deixou Santos Neto, feliz...

Hoje, ele ao encerrar o jogo pode dizer que o futebol do Rio Grande do Norte venceu.

Márcio Passos aos 21 minutos do primeiro tempo abriu a contagem para o América, Jael aos 25, empatou para o São Caetano e aos 33 da segunda etapa, garantiu a quarta vitória na competição para a equipe potiguar.


Fogo no Horto...

Charge: Mário Alberto

Avaí 2x0 ABC... o que antes patinava, agora, começa a afundar.



Uma frase que certamente não causa nenhuma alegria a Santos Neto de rádio Globo, este ano, acabou virando bordão do âncora da emissora.

Ao fim de cada partida da Série B, Santos Neto abre o microfone e diz:

“Não deu, o futebol do Rio Grande do Norte perde mais uma”...

Ontem, em Florianópolis, não foi diferente...

Santos Neto ao fim da partida disse:

“Não deu, o ABC perdeu mais uma”.

Mais uma, que somada as dez anteriores, colocam a equipe do ABC na vexatória condição de “lanterna”, com um aproveitamento de apenas 20,4%.

E agora?

Acreditar na expectativa do treinador Roberto Fernandes, que disse que será na reta final, quando o alvinegro terá 6 jogos em casa, que a grande arrancada deverá acontecer?

Ou engolir a corda do surrado discurso do jogador Edson que ao sair do campo afirmou que os jogadores precisam ter vergonha na cara?

Não sei...

A expectativa de Roberto Fernandes, só terá possibilidade de se concretizar, caso a diferença de pontos entre o ABC e o décimo sétimo colocado, na reta final, for menor que 10 ou 12 pontos...

Isso, acreditando-se que o décimo sétimo perderá mais que ganhará.

Sinceramente, Roberto Fernandes, mesmo que eu saiba que ele não pode dizer nada muito diferente disso, foi de um otimismo gigantesco.

No entanto, a realidade diz que, ou ABC, busca sair agora, quando a diferença ainda está na casa dos 7, 8 ou 9 pontos, ou então, de nada valerão as tais seis partidas em casa na reta final.

Quanto a frase do Edson, nada a declarar...

Boleiro, repete, repetitivamente, os mesmos clichês.

Sobre o jogo, faço apenas as seguintes considerações...

Um desempenho só pode ser bom, se o resultado final for bom...

Caso contrário, há que procurar onde e quando o bom desempenho desafinou...

No caso, o onde, se localiza no ataque e o quando, nas penetrações e finalizações desse ataque.

O goleiro do Avaí, voltou para sua casa sem ter sentido nenhum tipo de frio na barriga.

Sobre Lopes, goleiro do ABC, escrevo com muita tranquilidade, pois nunca o achei um goleiro que fosse além do regular, mas jogar sobre ele toda a responsabilidade, é crueldade...

Lopes, falhou feio...

Falhou de forma bisonha...

Porém, antes da falha que resultou no gol de Cléber Santana, aos 39 minutos do primeiro tempo, seus companheiros tiveram 38 minutos para fazer alguma coisa e depois da falha, mais 51 minutos, fora os acréscimos, para mudar o placar...

Não conseguiram...

Ou melhor, conseguiram um pênalti a favor do Avaí, que Cléber Santana converteu aos 44 minutos e fechou a conta.

No mais, só registrar a frase de Levi Araújo que ao invés de me esclarecer, a respeito das condições técnicas do goleiro Getúlio Vargas, me deixou completamente confuso:

“O goleiro Getúlio Vargas no jogo contra o Ceará, não foi exigido. Fez um bom jogo, mas não foi exigido”.

Ah, tá!

quinta-feira, agosto 29, 2013

Erik Journee em Denekamp, Holanda...

Imagem: Jeroen Nieuwhuis/Red Bull Illume

Resposta ao leitor Valdy Freire...



Fernando Amaral,
Por favor, emita sua opinião quanto a lisura do referido promotor na questão, referente a ambulância não ter acesso ao campo de jogo do estádio Frasqueirão.
Fere frontalmente ao código do torcedor.
Justiça para ser boa começa em casa.
Aguardo o comentário de sua parte porque acredito na sua imparcialidade e dignidade como jornalista e ser humano.

Valdy Freire.

Meu caro Valdy Freire,

Obrigado por suas palavras...

É bom saber que tenho sua confiança.

Mas vamos ao que interessa:

Antes de escrever esse texto, como de hábito, pesquisei sobre o assunto...

No Estatuto do Torcedor, que nada mais é do que a Lei 10.671/03, sancionada pelo então Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, em 15 de maio de 2003, consta no artigo 16, o seguinte texto:

Art. 16. É dever da entidade responsável pela organização da competição:

I – confirmar com até 48 horas de antecedência, o horário e o local da realização das partidas em que a definição das equipes dependa de resultado anterior;

II – contratar seguro de acidentes pessoais, tendo como benificiário o torcedor portador de ingresso, válido a partir do momento em que ingressar no estádio;

III – disponibilizar um médico e dois enfermeiros-padrão para cada dez mil torcedores presentes à partida.

IV – disponibilizar uma ambulância para cada dez mil torcedores presentes à partida; e

V – comunicar previamente à autoridade de saúde a realização do evento.


Pois bem, me dei ao trabalho em respeito à você, de copiar exatamente o que está posto no artigo 16 do Estatuto do Torcedor.

Porém, no caso de você querer confirmar tudo o que transcrevi, aí vai o link...


Continuando:

Em nenhum momento, o estatuto especifica em que parte do estádio os médicos, os enfermeiros e as ambulância devem ficar...

O estatuto, obriga a presença dos profissionais e da ambulância...

Somente isso.

Na ótica fria da lei, o fato da ambulância não ficar visível, ou não se postar nas laterais ou nas linhas de fundo do campo do estádio Maria Lamas Farache, não fere em nenhum momento o Estatuto do Torcedor, nem em partes e nem in totum.

Portanto, o promotor, Augusto Peres Filho, nada pode fazer em relação a essa situação...

Caso tomasse alguma medida, estaria extrapolando sua função e cometendo abuso de autoridade, pois um promotor é uma agente da lei e não, um legislador.

Por outro lado, você nunca se deu ao trabalho de se questionar, porque a direção do América ou o departamento jurídico do clube, formularam qualquer denúncia a respeito desse assunto?

Não e estranho que só os torcedores do América saibam que existe uma ilegalidade no Maria Lamas Farache?

Ou será que tal medida nunca foi tomada pela instituição América, por falta de amparo legal?

Pare, pense...

Mas calma, continue lendo...

Se você se der ao trabalho de pesquisar, verá que nas novas arenas erguidas no Brasil, não há como posicionar nenhum veículo do porte de uma ambulância em torno do gramado...

Estendendo sua pesquisa, você verá que em nenhum moderno estádio europeu ou de qualquer parte do planeta, existe tal espaço... (estádios modernos, repito)

Ainda pesquisando, você encontrará nos estádios da Europa, construídos nos anos 50, 60 e 70, que tenham pistas de atletismo em torno do gramado, espaço para estacionar ambulâncias – nesse ponto, a Europa e o Brasil, assim como quase todos os estádios erguidos nesse período e que tenham sido contemplados com pistas de atletismo, puderam manter ambulâncias nas margens do campo a vista de todos, assim que a legislação de cada país, obrigou a presença das mesmas.

No entanto, nos estádio da Inglaterra e de outros países europeus, construídos em datas anteriores, não existe tal espaço.

Pois bem, chegamos ao ponto crucial...

Em seu texto, você afirma que o fato das ambulâncias não terem acesso ao gramado do estádio Maria Lamas Farache, fere o frontalmente o Estatuto do Torcedor...

Infelizmente, não é verdade...

No artigo 16, não existe nenhum inciso, que sugira, recomende ou obrigue tal acesso...

Porém, concordo com você...

Esse acesso é fundamental...

Em todas as arenas modernas construídas no Brasil, assim como em todas as arenas modernas construídas na Europa, tal acesso existe.

Como também, existem acessos para ambulâncias nos pequenos e velhos estádios da Europa...

Por que lá tem a aqui, não?

Por que lá, a lei especificou tal necessidade e aqui, como consta no artigo 16, não.

Entretanto, alguns estados, buscando se aperfeiçoar, adotaram através do Corpo de Bombeiros, Instruções Técnicas, exigindo a existência de no mínimo dois acessos ao gramado para as ambulâncias...

E, segundo o blog “Vermelho de Paixão”, do torcedor, Sérgio Fraiman, o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Norte, vai adotar a mesma Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, que exige os dois acessos.

Portanto, caso se confirme a adoção por parte do Corpo de Bombeiros do RN, da Instrução Técnica adotada pelos bombeiros de São Paulo, nem será necessária a intervenção do promotor Augusto Peres Filho...

O próprio comando do bombeiros, exigirá a adequação dos nossos estádios a nova norma adotada pela corporação.

Muito bem, é isso.

Espero ter lhe respondido e mais uma vez lhe agradeço as palavras gentis a meu respeito.

Para finalizar, desejo que fique absolutamente claro, que não tenho lado e que me pauto apenas pelos fatos e não pelas versões, afirmações de senso comum ou que sejam embasadas no “alguém me disse”.

Meu único patrimônio é minha credibilidade, sem ela, não sou ninguém.

Forte abraço e obrigado por ter o Fernando Amaral FC em seus favoritos.