segunda-feira, setembro 30, 2019

London Stadium... As meninas do West Ham e do Tottenham colocaram 24.790 pessoas para ver a vitória do Hotspurs por 2 a 0.

Imagem: Women's Super League

Alecrim e Parnamirim: o outro lado da segunda divisão...

Imagem: Marcos Arboés

A saga de um repórter cobrindo a segunda divisão do Estadual

Por Ícaro Carvalho do Universidade do Esporte

Cobrir futebol é algo sensacional.

Acho que todo repórter na vida deve passar por essa experiência ao menos uma vez...

Já cobri as Séries B, C, D, Campeonato Potiguar, Copa do Brasil, jogo festivo e uma infinidade de eventos, mas nunca tinha ido a um jogo da segunda divisão do futebol do RN.

Pois bem.

Imagine o seguinte cenário: um sábado à tarde, jogo no Frasqueirão entre o tradicional Alecrim e o desconhecido (pelo menos para este que escreve) Parnamirim, da Grande Natal, tentando uma graça entre outros times da segunda divisão.

Ao lado de Luiz Gustavo, Pedro Brandão, Vinícius Kato, Gustavo Sousa e Marcus Arboés, chegamos ao estádio logo cedo para preparar todo o material da transmissão.

Escalado para narrar fiquei preocupado: faltando uma hora para início do jogo a escalação do Parnamirim que recebi, não ajudava em nada...

Do jeito que estava escrita cheguei a ficar inseguro se era de fato a escalação oficial.

Era...

Respirei fundo e fui confirmar pessoalmente.

O fato de ir atrás da escalação era, no mínimo, algo incomum: geralmente elas chegam via assessoria de imprensa ou por meio de algum colega.

Enfim.
Curiosamente consigo acesso fácil ao campo.

As exigências as quais estou acostumado em outros jogos não estão presentes ali.

Sem nenhum impedimento prossigo na missão de confirmar a escalação do Parnamirim.

No vestiário sou recebido pelo treinador, que sem camisa me atende sem nenhum problema...

- “O senhor já tem os titulares e relacionados, professor? Vou transmitir o jogo”.

- “Os titulares já tenho, mas ainda estamos fechando a lista. “Dois fila da puta” que disseram que iam vir ainda não chegaram. Pô, falta de comprometimento é foda”, declarou de forma enfática.

A vontade de rir foi grande, mas segurei.

Que situação: o time vai pleitear um acesso à elite do futebol potiguar e sequer tem os jogadores confirmados para a partida de estreia.

De todo modo, consegui a relação dos atletas e fui embora.

Me atentei para outro detalhe: lá nas cabines não tinha copos para imprensa tomar água.

Os que tinham estavam jogados no lixo.

Avisto Deusinha, torcedora símbolo do ABC, que foi ao jogo vender seus pastéis e refrigerantes:

- “Deusinha, querida, por gentileza, tem como conseguir uns copos pra mim?”

- “Meu filho, estou sem aqui. Faça o seguinte, pegue a chave do meu bar e vá lá. Tem uns em cima do fogão”.

Foi uma gentileza imensa da Deusinha, mas acabei recusando pela pressa e fui embora.

Faltava menos de meia hora para a bola rolar.

Por sorte encontrei outro vendedor que gentilmente me cedeu alguns copos...

Subi para as cabines satisfeito com o resultado de minha aventura na busca dos nomes dos jogadores do Parnamirim

Lá do alto acompanhei o aquecimento de um treinador de goleiros que foi algo sensacional: a maior parte das bolas chutadas por ele ia para fora ao invés ir para as mãos do arqueiro.

Vida que segue.

A bola rolou e a batucada da torcida alecrinense era intensa durante todo o tempo.

E não é que o franzino Parnamirim abriu o placar?

Num gol olímpico?

Confesso que fiquei para lá de incrédulo.

Porém, o melhor foi a comemoração dos parnamirinenses em campo...

Foi sensacional.

Como era de se esperar, a frágil equipe do Parnamirim não resistiu à pressão e ao bom futebol apresentado pelo Alecrim e acabou permitindo a virada: 3 a 1.

Apesar da derrota o goleiro Edson, do Parnamirim, foi um dos melhores em campo...

Pegou um pênalti e se esticando todo para fazer boas defesas, evitou um desastre maior.

É preciso reconhecer a garra do Parnamirim, que com apenas quatro homens no banco de reservas e com visível limitação em campo não se entregou e nem apelou.

Agora, feliz mesmo estavam os alecrinenses...

Depois de um ano sem ver sua equipe jogar, os esmeraldinos curtiram a vitória, mataram a saudade e saíram confiantes.

No final, como diria Fiori Giglioti, apagaram-se as luzes, fecharam-se as cortinas e o espetáculo foi encerrado.

Voltamos para casa com a sensação de missão cumprida e uma bolsa cheia de histórias...

Parou... Foi falta!

Imagem: Alex Davidson/Getty Images

A duríssima entrada de Briseño em Giovani dos Santos, na partida em que o América derrotou o Chivas de Guadalajara por 4 a 1...

domingo, setembro 29, 2019

O Alecrim começa bem a segunda divisão ao vencer o Parnamirim por 3 a 1...

Imagem: Marcos Arboés/Universidade do Esporte

O Alecrim começou bem...

Venceu o Parnamirim por 3 a 1.

Não fosse a enxurrada de gols perdidos pelo atacante Anderson, os verdes poderiam ter estreado com um resultado bem mais elástico...

Não afirmação ainda, mas apesar da fragilidade do adversário o Alecrim mostrou que é candidato ao título.

O calção tá caindo Mané...

Imagem: Liverpool FC via Getty Images

Campeonato Carioca de Futebol Feminino: gols aos montes e humilhação a granel...

Imagem: Autor Desconhecido

O Flamengo/Marinha goleou por 56 a 0 a equipe Greminho pelo campeonato carioca de futebol feminino...

Parabéns para o Flamengo/Marinha, provavelmente nunca na história do futebol feminino uma equipe conseguiu um resultado tão acachapante.

Aliás, os placares no campeonato carioca têm sido assim...

O próprio Flamengo/Marinha já havia derrotado o Barramansense por 13 a 0 e depois mandou um 10 a 0 para cima do Campo Grande.

Só para se ter uma ideia da dificuldade que é disputar a competição, a equipe do Flamengo/Marinha em apenas três rodadas já marcou 79 gols, média de 26,3 por jogo...

Mas não é só a equipe rubro-negra que se diverte com a fragilidade de suas adversárias, o Fluminense fez 23 a 0 sobre o Rogi Mirim e o Vasco marcou 19 a 0 no Bela Vista.

Apesar de Flamengo/Marinha, Vasco da Gama e Fluminense não terem culpa, a pergunta que fica no ar é: o que um campeonato com amontoado de equipes completamente desprovidas de estrutura, acrescentam ao futebol feminino?

Humilhar publicamente essas moças com goleadas gigantescas faz bem a quem?

Não seria melhor organizar um torneio com equipes mais bem estruturadas?

Provavelmente, as jogadoras do Greminho, Barramansense e Campo Grande, não terão, nem agora e nem no futuro, nenhuma boa lembrança dos gramados...

O que vão guardar é a triste lembrança da humilhação a que foram expostas.

Veloz...

Imagem: Paul Currie/BPI/REX/Shutterstock

O Mundial de Atletismo de Doha, no Catar, é um teste de sobrevivência...

Imagem: Autor Desconhecido



Quem está acompanhando o Mundial de Atletismo, em Doha, no Catar, tem feito duas coisas...

A primeira é torcer para que nenhum atleta morra durante as competições e segunda, é aumentar seu nível de preocupação com o que vai acontecer em 2022 no Mundial de Futebol...

A coisa toda é tão séria que a maratona começou à meia-noite, mesmo assim, com quase 33 graus e 73% de umidade, o que fez várias atletas desmaiarem.

Doha, a impressionante capital do Catar se transformou na capital mundial do esporte, por força dos petrodólares...

Inúmeros eventos esportivos têm acontecido na cidade erguida às portas do deserto.

Cada competição serve de teste...

Afinal, tudo tem que estar perfeito para o grande momento que será a Copa do Mundo, em 2022.

Mas voltemos ao Mundial de Atletismo...

A maratona que teve seu tiro de partida à meia-noite foi um teste de sobrevivência.

30 das 70 atletas inscritas, desistiram...

As 40 restantes enfrentaram uma temperatura de 32,7 graus e umidade de 73% - sensação térmica de 40 graus.

O resultado acabou sendo comemorado pela Federação Internacional das Associações de Atletismo (IAAF) como tendo sido um número animador...

Deve ter sido mesmo - nenhuma morreu e só uma foi hospitalizada.

"A umidade nos-matou. Não havia como respirar. Pensei que não terminaria. Isto é um desrespeito para com os atletas", reclamou a bielorrussa Volha Mazuronak...

A atleta tinha todas as razões estar indignada:

"Um grupo de dirigentes importantes decidiu que estes campeonatos tinham que acontecer, mas eles estão sentados no ar-condicionado ou, a esta hora, já foram dormir"...

O relógio já passava 3h00 da madrugada quando a atleta falou.

A maratona, ganha pela queniana Ruth Chepngetich em 2h32m43s...

Foi pior tempo na história dos mundiais.

O público também decepcionou...

Nada além de oficiais de polícia, gente da organização, jornalistas e meia-dúzia de estrangeiros que vivem no Catar e quiseram aplaudir atletas do seu país.

Sobrou irritação...

Imagem: Getty Images

A New Balance vai a justiça para permanecer fornecedora do Liverpool...



87 milhões de dólares por ano a Nike pagará ao Liverpool, US$ 31 milhões a mais do que paga a New Balance, que recorrerá à Justiça para seguir no time...

Fonte: Máquina do Esporte

sábado, setembro 28, 2019

A despedida Bellini, o eterno capitão do Brasil...

Imagem: Athletico Paranaense

A despedida de Bellini, o eterno capitão

Por Pedro Henrique Brandão Lopes/Universidade do Esporte

No dia em que Bellini (na foto com Djalma Santos) se despediu do futebol, na Arena da Baixada, Neil Armstrong entrou para a história como o primeiro ser humano a pisar o solo lunar.

Hilderaldo Luís Bellini marcou seu nome na história do futebol como Bellini, um ótimo zagueiro que foi responsável por levantar a Jules Rimet na primeira vez em que o Brasil conquistou o mundo.

Apesar da qualidade com a bola nos pés e o vigor físico para marcar os adversários, Bellini ficou conhecido por um gesto que fez com as mãos: ao receber a taça da Copa do Mundo, em tempos que as cerimônias de premiação não eram tão organizadas e planejadas como atualmente, o zagueiro percebeu que alguns fotógrafos não conseguiam ver o troféu e o levantou acima da cabeça segurando com as duas mãos.

Estava imortalizado o gesto do eterno capitão e criado um protocolo que se tornou obrigatório para qualquer conquista, depois daquele 29 de junho de 1958, no Estádio Rasunda.

Uma década mais tarde, porém, o inevitável final de carreira chegou para Bellini, quando o zagueiro atuava pelo Atlético Paranaense.

Contratado em 1968, chegou ao Furacão prestes a completar 38 anos e, mesmo veterano, desfilou sua classe habitual dos tempos de Vasco da Gama e Seleção Brasileira pelos campos do Paraná.

Junto aos jogadores consagrados como Zequinha, Sucupira e Djalma Santos, Bellini jogou por um ano e meio no Atlético, que há 50 anos, sequer sonhava em ter um H na grafia de seu nome.

Em julho de 1969, aos 39 anos, decidiu encerrar a vitoriosa carreira e usou a Arena da Baixada como último palco.

Na tarde de 20 de julho de 1969, com a camisa 3 do Furacão, Bellini entrou no gramado do estádio da Água Verde para fazer sua última partida como profissional.

O jogo era um Atletiba, válido pela última rodada do Campeonato Paranaense daquele ano em que o Coritiba já havia conquistado o título três jogos antes.

O jogo terminou empatado sem gols, mas a festa teve direito a apresentação de Orlando Silva, a Voz das Multidões e um dos mais famosos cantores da época.

Além dessa homenagem, Bellini recebeu uma placa das mãos do cantor e, ao final da partida, outro evento chamaria a atenção e faria daquele dia uma data especial mundialmente.

Para quem gosta de datas, o 20 de julho de 1969 soa familiar.

Praticamente no mesmo horário em que Bellini dava a volta olímpica no gramado da Arena da Baixada para dizer adeus ao futebol sob aplausos das torcidas de Coxa e Furacão, Neil Armstrong pisou a Lua com o famoso "pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade".

Neste sábado, o Arquibancada Móvel conta essa e muitas outras histórias da Arena da Baixada que você não pode perder no episódio inédito disponível no Spotify, Deezer e nos principais agregadores de podcast.

Grasski World Championships - Marbach, Suíça...

Imagem: Alexandra Wey/EPA 

Leonardo Bezerra será aclamado presidente do América...

Imagem: Rafael Reis/Universidade do Esporte

As 17 horas desta sexta-feira o prazo para o registro de candidaturas à presidência do América findou...

Portanto, a chapa encabeçada pelo conselheiro Leonardo Bezerra não terá adversário.

Mais uma vez o América terá um presidente eleito por aclamação...

Mundial de Rúgbi do Japão... Reece Hodge - Austrália.

Imagem: AFP/Getty Images

Atlético de Madrid espera faturar nesta temporada mais de 500 milhões de euros...



O Atlético de Madrid espera faturar 515 milhões de euros na temporada 2019/2020...

Em caso de sucesso, o clube terá um aumento de 27% em relação a 2018/2019.

Fonte: Máquina do Esporte

quinta-feira, setembro 26, 2019

Jogos Mundiais dos Povos Nômades - Quirguízia...

Imagem: Abylai Saralayev/Tass 

A judoca Rafaela Silva perde a medalha de ouro conquistada nos Jogos Pan-Americanos de 2019...

Imagem: Autor Desconhecido

O programa antidoping dos Jogos Pan-Americanos de 2019 determinou a perda da medalha de ouro da judoca Rafaela Silva, nesta quarta-feira...

Após a análise dos exames de sangue e urina de diversos atletas, dentro e fora da competição, foram identificados 15 resultados adversos.

Sete casos resultaram na desclassificação de atletas dos Jogos.

No Brasil, além de Rafaela, o ciclista Kacio Fonseca da Silva   perdeu sua medalha, pego com a substância LGD-4033...

Com essa decisão, o Brasil fica com 53 medalhas no Pan, permanecendo na segunda colocação geral.

Quando foi divulgado o resultado do exame, Rafaela afirmou ser inocente e disse suspeitar que a contaminação com a substância tenha acontecido em contato com a boca de uma criança que faz uso da substância, filha de uma companheira de treinos do Instituto Reação...

Segundo Rafaela, é costume que ela deixe bebês chuparem seu nariz, em gesto de carinho.

Uma das principais esportistas da modalidade do país, Rafaela, que luta pela categoria peso leve (menos de 57 quilos), é medalhista de ouro em Olimpíadas (2016), Mundiais (2013) e Jogos Pan-Americanos (2019)...

No último Mundial de Judô, ficou com os bronzes individual e por equipes – a atleta estava em busca de vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Fonte: O Globo

Aquela forcinha para remendar a rede...

Imagem: Alan Crowhurst/Getty Images

Falência do operador turístico Thomas Cook deve atingir o Wolverhampton Wanderers...

Imagem: Folha/UOL

A falência do operador turístico britânico Thomas Cook pode afetar o Wolverhampton Wanderers FC...

Segundo o jornal 'Daily Mail', a holding chinesa Fosun International, proprietária do clube inglês, é a maior acionista individual da empresa e enfrenta perdas que podem chegar a um bilhão de libras.

Entretanto, a direção do Wolverhampton divulgou nota afirmando que as perdas da holding vão afetar o clube...

Mas o ‘Daily Mail’ insiste que os chineses diante da crise podem vender até 20% das ações do clube para reduzir as perdas.

Desde que a Fosun International adquiriu o Wolverhampton, em 2016, o clube chegou à Premier League e conquistou vaga na Liga Europa...

Naquele dia nada deu certo...

Imagem: Getty Images

Barcelona vai gastar 3 bilhões de reais na reforma do Camp Nou...

Imagem: Autor Desconhecido

O Barcelona vai reformar o Estádio Camp Nou...

O valor da obra, na última cotação, estava em quase R$2,8 bilhões, porém, o valor foi corrigido para R$3,137 bilhões.

O projeto, intitulado “Espaço Barça”, inclui reformas de modernização no ginásio poliesportivo Palau Blaugrana, local onde as equipes de basquete, handebol e de outras modalidades do Barcelona atuam...

A previsão para o término da obra é 2024.

quarta-feira, setembro 25, 2019

Com atraso, as imagens da inauguração da Arena América...

Imagem: Rafael Reis/Universidade do Esporte

Imagem: Rafael Reis/Universidade do Esporte

Imagem: Rafael Reis/Universidade do Esporte

Imagem: Rafael Reis/Universidade do Esporte

Vem aí mais uma competição continental na Europa... A Europa Conference League terá início na temporada 2021/2022...

Imagem: Autor Desconhecido

Nesta terça-feira o Comitê Executivo do organismo, reunido em Ljubljana, na Eslovênia, confirmou que a criação da Europa Conference League, conforme o previsto em dezembro de 2018...

O novo torneio, que se junta à Liga dos Campeões a à Liga da Europa, será disputada por 32 países de menor representatividade no futebol europeu.

A competição começa na temporada 2021/2022 e vai, à semelhança da Liga Europa, ter 141 jogos, distribuídos em 15 rodadas, que serão jogadas às quintas-feiras...

O vencedor garante presença na Liga Europa do ano seguinte.

A UEFA informou ainda, que será jogada uma fase preliminar, disputada antes das oitavas de final, entre equipes segundo colocadas de cada grupo e os terceiros colocados dos grupos da Liga da Europa...

Na verdade, a UEFA está voltando ao passado.

A Liga dos Campeões é a sucessora da Copa dos Campeões da Europa, competição idealizada pelos jornalistas do L’Equipe, Jacques Ferran e Gabriel Hanot...

Segundo Jacques Ferrand, o Campeonato Sul-Americano de Campeões de 1948 foi a inspiração para a Copa dos Campeões da Europa.

A competição teve início na temporada 1955/1956 e foi substituída pela Liga dos Campeões em 1992...

Já a Liga da Europa, sucedeu a Copas dos Campeões Vencedores de Copas ou Copas das Copas, no Brasil conhecida como Recopa Europeia.

A primeira competição aconteceu na temporada 1960/1961 e durou até a temporada 1998/1999, quando foi absorvida pela Taça da UEFA...

A Taça da UEFA substituiu a Copa das Cidades com Feiras, criada em 1955.

Em 1971 a UEFA assumiu a organização, mudou o formato e o nome da competição para Taça UEFA...

Hoje, Liga da Europa.

Festa na casa do adversário...

Imagem: Christopher Lee/Getty Images

Dois gols em 30 segundos...


A partida entre o King's Lynn Elite e Cogenhoe United começou frenética...

Em apenas 30 segundos dois gols foram marcados.

em um estilo altamente divertido quando dois gols foram marcados em 30 segundos.

O Cogenhoe United saiu na frente logo após o início da partida válida pela Premier League Sub-16...

Na saída o King’s Lynn empatou o jogo.

A equipe de Lynn venceu por 3 a 1.

Werder Bremen...

Imagem: Carmen Jaspersen/AP

A UEFA anunciou os locais das finais da Champions League de 2021,2022 e 2023...

Imagem: UEFA

A UEFA anunciou esta terça-feira os locais onde serão jogadas as finais da Liga dos Campeões de 2021, 2022 e 2023...

São Petersburgo, na Rússia, receberá a final de 2021 no estádio do Zenit.

No ano seguinte, a decisão será em Munique, no palco do Bayern...

Em 2023, a prova acabará em Inglaterra, no Estádio de Wembley.

A próxima final da Champions, em 2020, acontecerá em Istambul, Turquia...

Já a final da Liga Europa vai ocorrer no Sánchez-Pizjuán, em Sevilha, em 26 de maio de 2021.

A bola vai rolar na Supercopa Europeia de 2021 em Belfast, Irlanda do Norte...

O palco será o Estádio Windsor Park, casa do Linfield FC.

segunda-feira, setembro 23, 2019

Ira infantil... jovem torcedor chuta o portão do Goodison Park depois da derrota do Everton por 2 a 0.

Imagem: Nathan Stirk/Getty Images

A final da Série C é nordestina... Sampaio Correa e Náutico brigam pela taça.

Imagem: Autor Desconhecido

A final da Série C é nordestina...

Sampaio Correa e Náutico decidirão o título.

No sábado o Sampaio, que havia derrotado os sergipanos no jogo de ida por 2 a 0, confirmou sua presença na final vencendo o Confiança por 1 a 0, no Estádio Castelão em São Luiz...

Ontem, domingo (22), o Náutico derrotou o Juventude por 2 a 1, mas como havia sido derrotado, em Caxias, pelo mesmo placar, precisou confirmar seu lugar na decisão derrotando os gaúchos por 4 a 3, na disputa de pênaltis.

As datas ainda não foram definidas pela CBF, mas o Sampaio por ter melhor campanha decide em casa...

Os maranhenses somaram 41 pontos contra 38 dos pernambucanos.

O Náutico nunca ganhou um título nacional...

Já o Sampaio Correa foi campeão da Série B de 1972, da Série C de 1997, e venceu a Série D de 2012.

A vergonha de tomar 5 gols em 18 minutos... Manchester City 8x0 Watford.

Imagem: Magi Haroun/REX/Shutterstock

“O meu, o seu, o nosso Pacaembu!”... Tema do Podcast, "Arquibancada Móvel", do Universidade do Esporte.

Imagem: Divulgação

“O meu, o seu, o nosso Pacaembu!”

Se o Pateo do Collegio é o berço da cidade de São Paulo, o Pacaembu é o berço do futebol paulista.

A metrópole cresceu em torno da capela erguida pelos Jesuítas e o estádio viu florescer grandes craques e camisas.

Um vale que convidava para uma pelada desde quando os habitantes eram os índios, hoje, tem um gigante de concreto que é patrimônio cultural e histórico, uma praça chamada Charles Miller e é o museu de todas as lembranças de quem já gritou por seu time do coração nas arquibancadas do Paulo Machado de Carvalho.

Pedro Henrique Brandão Lopes

O ano era 1940, o dia, 27 de abril, foi quando a cidade de São Paulo recebeu como presente o que seria, naquela época, a mais moderna praça esportiva da América Latina: o Estádio Municipal do Pacaembu.

Situado numa baixada que parece ter sido projetada pela natureza para abrigar um estádio, pois tem um vale cercado por morrotes que lembram um campo cercado por arquibancadas, a estrutura surgiu de um ambicioso projeto do então interventor federal do estado de São Paulo, Ademar de Barros, em seu segundo ano de mandato.

Além de abrigar jogos de futebol, a prática esportiva crescente no gosto popular do paulista e do brasileiro, a ideia era também proporcionar um local para receber apresentações musicais como as de sinfonias.

Por isso, o projeto original contava com a famosa Concha Acústica, que reverberava o som e fazia das arquibancadas uma grande plateia.

Desde a inauguração, o Pacaembu se tornou um importante espaço de discussão e manifestação política de São Paulo, já na cerimônia que inaugurou o estádio, Getúlio Vargas, foi fortemente vaiado pelos paulistas que eram contra o Estado Novo, regime recém instaurado pelo ditador que chegou ao poder depois de um golpe.

Contra o ditador gaúcho, pesava a mágoa do povo paulista pela derrota do movimento revolucionário de 1932, que foi reprimido pelas forças federais.

Por conta disso, as bandeiras paulistas eram proibidas pela ditadura, mas na entrada da delegação do São Paulo, lá estava a bandeira paulista no gramado do Pacaembu, exposta na cara de Getúlio Vargas, que acompanhava a cerimônia das tribunas.

No dia seguinte à inauguração, o estádio sediou sua primeira competição, a Taça Cidade de São Paulo, um campeonato amistoso que reuniu quatro clubes: Palestra Itália (atual Palmeiras), Corinthians, Coritiba e Atlético Mineiro.

Palestra Itália e Coritiba fizeram o jogo inaugural e o Alviverde paulista goleou o paranaense por 6 a 2 e se classificou para a decisão na semana seguinte, contra o arquirrival Corinthians, e marcou o nome do Palmeiras na história como o primeiro campeão do Pacaembu.

Quando o Brasil foi anunciado como sede da Copa do Mundo de 1950, São Paulo pulou na frente por ter um dos melhores estádios do mundo na época.

Mesmo depois de 10 anos da inauguração, o Pacaembu continuava sendo referência de modernidade e conforto.

Mesmo com a construção do Maracanã, no Rio de Janeiro, foram disputados seis jogos do Mundial no Pacaembu.

Três da fase de grupos e três da fase final.

A Seleção Brasileira fez um jogo no estádio durante aquela Copa e empatou em 2 a 2 com a Suíça.

Em 1961, o estádio, que até então se chamava Estádio Municipal, recebeu a adição do nome Paulo Machado de Carvalho, que ostenta até hoje em sua clássica faixada.

Isso se deu por uma homenagem ao chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo de 1958.

Paulo Machado de Carvalho foi o homem que liderou o projeto brasileiro do Mundial de 1958, quando, pela primeira vez na história, a Seleção foi preparada para a disputa do título inédito.

Carvalho foi o responsável pela escolha do azul como segundo uniforme brasileiro para a final da Copa, já que a Suécia usava amarelo como o Brasil.

Temendo pela superstição dos jogadores, doutor Paulo, como era conhecido pelos atletas, disse que havia sonhado com Nossa Senhora Aparecida e que a santa lhe pediu para que os jogadores usassem azul, a cor do manto da padroeira do Brasil.

Chefiando também a delegação de 1962, no bicampeonato mundial, ele ganhou o apelido de Marechal da Vitória.

No final da década de 1960, a Concha Acústica passou a ser considerada um problema para o estádio, que já não comportava o público que queria assistir aos jogos no tradicional gramado.

Com a justificativa de aumentar a capacidade do local, a Concha foi demolida e no lugar foi erguido o Tobogã, o que rendeu cerca de mais 10 mil lugares, assim, a capacidade total subiu para 37.952 lugares.

A obra aconteceu durante a gestão de Paulo Maluf à frente da prefeitura de São Paulo e é contestada até hoje por ter descaracterizado um patrimônio arquitetônico da cidade.

Para evitar novas intervenções danosas à arquitetura do Pacaembu, em 1994, o estádio foi tombado como patrimônio histórico da cidade e do Estado.

Também foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

Assim, ficou proibida qualquer intervenção na estrutura do estádio sem a aprovação dos órgãos competentes.

Por esse motivo, a privatização do Pacaembu foi atrasada por algumas décadas, o que permitiu que o velho estádio revivesse tempos de glórias, recebendo os times da capital que ficaram sem casa, enquanto construíam seus novos estádios.

Se em outros tempos o Pacaembu foi a casa dos Jogos Pan-americanos de 1963 e até de Copa do Mundo, em 1950, os anos 2000 levaram ao Paulo Machado de Carvalho o glamour das grandes decisões e o cotidiano do futebol.

Com os aluguéis cada vez mais caros cobrados pelo São Paulo, para que Palmeiras e Corinthians jogassem no Morumbi, os dois times decidiram encontrar outra opção para mandar seus jogos.

O Palmeiras voltou a jogar no Palestra Itália, 1840, na rua Turiassú, enquanto o Corinthians, que não comportava sua torcida no Parque São Jorge, optou pelo Pacaembu.

A identificação da torcida alvinegra com o estádio foi imediata, como um amor adormecido há anos, de outras vidas.

Em pouco tempo, a Fiel chamava o Pacaembu de Saudosa Maloca, e foi na Maloca abarrotada com um bando de loucos que a Libertadores, enfim, foi conquistada pelo Time do Povo e o Corinthians, enfim, foi libertado de suas dores.

Quando o Palmeiras fechou o Parque Antártica para reformá-lo e fazer nascer o moderníssimo Allianz Parque, foi a vez do povo alviverde lotar as arquibancadas do velho Paulo Machado de Carvalho, para passar pelo calvário da década perdida e da Série B de 2013.

Quantas noites frias e de chuva, quantas tardes ensolaradas, e com jogos duros contra adversários que desconsideravam a grandeza da instituição Palmeiras pelo time que encontravam vestindo verde, cada palmeirense passou naquele período em que a torcida foi o último pilar do Verdão.

Com muito carinho, mesmo numa das piores fases do time, a torcida palmeirense apelidou o estádio de Porcoembu.

Comer um dogão prensado na Praça Charles Miller, beber as mais saborosas cervejas depois de atravessar os arcos dos portões principais, levando para casa uma vitória revigorante no bolso, ir para o jogo de metrô pela estação Clínicas, caminhar margeando o muro branco e silencioso do cemitério do Araçá, subir a longa ladeira de volta à estação carregando nos ombros mais uma derrota amarga, não assistir um gol por ficar em baixo do bandeirão ou correr 10 lances de arquibancadas do Tobogã, por completo desespero, por mais um gol perdido pelo atacante que ninguém explica como é profissional...

Tudo isso tem cheiro, gosto, textura, som e cor de Pacaembu.

Isso tudo e muito mais com experiências particulares de cada pessoa que já frequentou o Estádio Municipal é Pacaembu.

Todas essas experiências só são acessíveis para quem, um dia, viu seu time jogar no velho Pacaembu, que já recebeu até FlaFlu, que já foi casa de São Paulo e Santos, quando o Morumbi e a Vila Belmiro não estavam disponíveis.

Depois das inaugurações da Arena Itaquera e do Allianz Parque, mesmo abrigando o Museu do Futebol desde 2008, e, de vez em quando, jogos do Santos, a privatização voltou a ser pauta do governo que alega altos gastos para manutenção do estádio.

Claro que é preciso sopesar os gastos públicos com equipamentos que não são de primeira necessidade, como um estádio num país onde faltam hospitais e escolas, mas a concessão à iniciativa privada de um patrimônio que hoje atende todas as faixas da sociedade, já que é o único estádio paulistano que respeita a lei da gratuidade para menores de 12 anos, é um erro se não forem observadas regras para a continuidade do acesso às classes populares.

São 79 anos de histórias que não cabem num texto, ou até num livro, por isso, se faz necessário discutir, mais do que nunca, o futuro do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, para que mais 80 anos sejam escritos de experiências e lembranças, como as minhas doces lembranças particulares que, entre tantas, guardo com muito carinho a única vez que fui com minha mãe ao estádio e sentamos na arquibancada verde do "meu, do seu, do nosso Paaacaaaembuuuu".

Sete meses depois daquele domingo de setembro em que o Palmeiras perdeu o Derby que assistimos juntos pela primeira vez no estádio, Judy partiu para conhecer o segredo da luz.

A casa do futebol paulista, palco tradicional do futebol brasileiro, lar do divertimento paulistano, apelidado por corintianos e palmeirenses carinhosamente de Saudosa Maloca e Porcoembu.

Em quase 80 anos de história, o estádio foi de praça esportiva mais moderna da América Latina a obsoleto, e hoje vive o drama da concessão à iniciativa privada.

Imagem: Autor Desconhecido 

Arte: Marcos Arboés

Neste episódio, o Arquibancada Móvel vai contar a história do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, de todos os paulistas, do Edson Sorriso e de todos que amam o futebol. 

Você já pode conferir o episódio nos principais agregadores de podcast: