sexta-feira, novembro 30, 2018

Futebol e arte... Nedved.

Artista: Florian Nicolle

Assembleia Legislativa de Goiás vai homenagear o Tenente César Salustiano, o PM que comemorou no aeroporto de Goiânia com a torcida do Goiás o acesso a Série A...




Policial torcedor humaniza a PM

Tenente César Salustiano será homenageado nesta sexta-feira na Assembleia Legislativa de Goiás.

Por Pedro Henrique Brandão, do Universidade do Esporte

Com a vitória por 3 a 1 sobre o Oeste, no último dia 17, o Goiás voltou à elite do futebol brasileiro.

A partida que garantiu o acesso aconteceu na Arena Barueri, na grande São Paulo, onde o rubro-negro do interior tem mandado seus jogos.

Ao final do jogo a festa tomou conta do vestiário do Alviverde do Cerrado, mas faltava o encontro com a torcida esmeraldina para que a celebração fosse completa.

Na manhã do dia seguinte a delegação embarcou rumo à capital goiana.

O aeroporto de Goiânia seria o ponto de encontro entre time e torcida.

O poder público goiano planejou um forte esquema policial para garantir a segurança de quem fosse festejar.

Foi assim que o tenente César Salustiano foi parar no meio da comemoração do acesso de seu clube de coração.

Salustiano ficaria responsável pelo cordão de isolamento que garantiria a passagem dos jogadores entre a torcida.

Porém enquanto delimitava o território dos torcedores, tenente César se empolgou com o batuque e cânticos esmeraldinos e o cativante gesto aconteceu: um policial fardado cantando e pulando com os torcedores.

Ali estava mais um apaixonado pelo Goiás que não cabia em si pelo acesso do clube de coração.

A repercussão foi imediata, não entre os torcedores que só viram mais um entre eles, mas entre os homens da “razão” que são os mais ilógicos e tomam sempre as decisões mais estapafúrdias.

A Polícia Militar de Goiás abriu um Procedimento Administrativo Disciplinar para investigar a conduta e punir o policial, mesmo depois da comoção popular e das homenagens do clube Esmeraldino e da Câmara Municipal de Goiânia.

Por isso a deputada Lêda Borges (PSDB) propôs a homenagem que acontecerá na noite desta sexta-feira, na sede da Alego.

Justo reconhecimento ao profissional que cumpriu seu dever sem ferir o direito dos torcedores, devido tributo ao ser humano que se lembrou que antes de ser policial é gente.

O agradecimento é justo ao tenente César Salustiano que humaniza a Polícia Militar, que cumpre com humanidade o papel de proteger e não despertou medo àqueles que foram ao aeroporto para festejar o acesso do Goiás e acabaram vendo o acesso de alegria e espontaneidade do homem César.

E o cavalo: "disse, não vou"...

Imagem: EPA/Erik S. Lesser

A absurda história do telefone desaparecido do jogador Diego Baristone, que morreu em 2015...

Imagem: Autor Desconhecido

O zagueiro argentino Diego Barisone, de 26 anos, morreu em 2015, num acidente de trânsito...

Seu carro ficou totalmente destruído após se chocar com a traseira de um caminhão.

Não muito tempo depois do acidente várias fotografias do jogador já sem vida foram divulgadas no WhatsApp...

Diante da indignação dos familiares do jogador as autoridades de Santa Fé levaram a cabo uma investigação que resultou na prisão de um policial e no afastamento das funções de outros 10.

O telefone de Diego Barisone que estava desaparecido desde o dia do acidente foi encontrado na posse do agente agora detido, que o teria roubado e com o qual teria tirado as fotografias do jogador sem vida e posteriormente divulgado...

Nas buscas também foram encontradas armas e droga.

As autoridades argentinas pedem aos meios de comunicação social prudência, sublinhando que "a investigação ainda está em curso", mas admitem que o telefone foi encontrado...

O caso chocou a opinião pública Argentina.

Com informações do Jornal Record

Rúgbi: Inglaterra versus África do Sul...

Imagem: Patrick Khachfe/JMP/REX/Shutterstock

Piloto de parapente morre, mas consegue salvar seu acompanhante...


No vídeo vemos Pursottam Tismina, um piloto de parapente de 22 anos que a dois anos voa na região de Kalimpong, na Índia...

Com ele, um turista nepalês chamado Gaurav Chaudbury, de 35 anos.

O voo transcorria tranquilo...

Entretanto, num dado momento, uma forte rajada de vento os afastou da área destinada ao pouso.

Tismina, então, tenta uma manobra para voltar, mas as cordas do parapente se rompem e se torcem...

O piloto agarra como pode seu acompanhante ainda tentando evitar o pior, mas não consegue e ambos acabam se chocando com um edifício.

Pursottam Tismina morreu ao bater fortemente com a cabeça...

Gaurav Chaudbury, quebrou uma perna, uma mão, mas sobreviveu.


Está reclamando do que?

Imagem: Jason Cairnduff/Action Images via Reuters

DAZN amplia suas horas de transmissão de esportes...

Imagem: DAZN


200 milhões de horas de transmissão de esportes deve alcançar o DAZN neste ano...

Entrada na Itália, EUA e Espanha levou ao recorde.

Fonte: Máquina do Esporte

quinta-feira, novembro 29, 2018

As 20 Ligas que mais gastam com seus jogadores...

Imagem: Carl Recine/Action Images via Reuters 

A consultoria financeira 'Sporting Intelligence' elaborou um ranking das ligas que mais gastam anualmente, em média, com salários dos seus jogadores...

O Brasil ocupa o nono lugar.

01. Premier League (Inglaterra) - 3.379,520 milhões de euros
02. La Liga (Espanha) - 2.487,194 milhões de euros
03. Serie A (Itália) - 1.717,470 milhões de euros
04. Bundesliga (Alemanha) - 1.578,130 milhões de euros
05. Ligue 1 (França) - 1.118,447 milhões de euros
06. Super League (China) - 903.110 mil euros
07. Russian Premier-Liga (Rússia) - 753.223 mil euros
08. Spor Toto Super League (Turquia) - 742.043 mil euros
09. Campeonato Brasileiro da Série A (Brasil) - 576.027 mil euros
10. MLS (Canadá) - 446,472 mil euros (Vancouver Whitecaps, Montreal Impact e Toronto FC são canadenses, mas participam do campeonato dos Estados Unidos)
11. Premier League (Arábia Saudita) - 436.209 mil euros
12. Jupiler Pro League (Bélgica) - 346.043 mil euros
13. Liga MX (México) - 345.721 mil euros
14. Primeira Division (Argentina) - 325.529 mil euros
15. Liga de Portugal - 307,053 mil euros
16. MLS (Estados Unidos) - 303.147 mil euros
17. Super League (Suiça) - 278.266 mil euros
18. Eredivisie (Holanda) - 277.809 mil euros
19. J-League (Japão) - 270.557 mil euros
20. Bundesliga (Áustria) - 200,193 mil euros

Icardi, atacante da Internazionale presenteou seus colegas de equipe com relógios Rolex...

Imagem: Autor Desconhecido

O atacante argentino, Icardi presenteou com relógios Rolex seus companheiros de equipe...

Segundo Icardi, foi a maneira que encontrou para agradecer os 29 gols que marcou na temporada 2017/2018, que deram o posto de artilheiro da Série A.

“Sem eles não seria possível”...

O argentino presenteou a todos, sem esquecer até aqueles que já não estão mais na Internazionale, como é o caso do português, João Cancelo, agora lateral da Juventus.

Victoria Stadium... futebol à sombra do rochedo de Gibraltar...

Imagem: Alexandre Simões 

As meninas e os primeiros "passos" no surf...

Imagem: EPA/Javier Etxezarreta

Knickers, a maior vaca do mundo escapou do matadouro...


É impossível não a ver...

Knickers, a vaca, mesmo no meio do rebanho, se destaca.

Afinal, como se “esconder” no pasto, quando se tem 1,94 metros e 1.400 quilos?

Pois bem...

Suas dimensões, salvaram sua vida.

O fazendeiro australiano, Geoff Pearson, dono de Knickers, explicou que devido seu tamanho, ela não pode fazer parte do rebanho destinado a exportação e posterior abate...

Assim sendo, a maior vaca australiana, e talvez a maior do mundo, escapou do matadouro e passará o resto de seus dias nos pastos da fazenda, localizada no oeste da Austrália.

José Mourinho e Eto'o comemoram o título da Champions League 2009/2010...

Imagem: Ben Radford/Corbis via Getty Images

Comitê Olímpico Internacional financia o serviço de streaming Olympic Channel...

490 milhões de euros destinará o Comitê Olímpico Internacional ao serviço de streaming Olympic Channel até 2021.

Fonte: Máquina do Esporte

quarta-feira, novembro 28, 2018

Base Jumpers - Kuala Lampur...

Imagem: Ahmad Yusni/EPA

Durante 2 minutos e 14 segundos Chris Gursky segurou sua vida com as próprias mãos...


Foram 2 minutos e 14 segundos “inesquecíveis” ...

Chris Gursky só queria deslizar pelo céu numa asa delta e curtir a bela paisagem dos vilarejos suíços.

Porém, o piloto e responsável pelo passeio, “esqueceu” de enganchar o arnês de seu passageiro à asa delta...

Daí em diante Gursky precisou manter uma calma inimaginável, e uma força gigantesca para segurar sua vida com as próprias mãos.

Nem todo jogador de futebol se deixa encantar por carros potentes e luxuosos...

Imagem: Arquivo Pessoal

Nem todo jogador de futebol se deixa encantar por carros potentes e luxuosos...

Existem aqueles, que jogam em grandes equipes, ganham muito bem, mas passeiam por aí, em veículos bem modestos.

Eis alguns...

Pedro Rodríguez (jogador do Chelsea): Recebe 113 mil euros por semana, mas conduz um Peugeot 208 GTi que custa 27 mil euros

Fernando Llorente (jogador do Tottenham): Recebe 85 mil euros por semana, mas conduz um Fiat Punto que custa 15 mil euros

John Stones (jogador do Manchester City): Recebe 113 mil euros por semana, mas conduz um Mini Cooper clássico que custa 6 mil euros

N'Golo Kanté (jogador do Chelsea): Recebe 327 mil euros por semana, mas conduz um Mini Cooper S que custa cerca de 32 mil euros

Thomas Vermaelen (jogador do Barcelona): Recebe 62 mil euros por semana, mas conduz um Nissan Figaro que custa 6 mil euros

Raheem Sterling (jogador do Manchester City): Recebe 338 mil euros por semana, mas conduz um Smart que custa 6 mil euros

Bernardo Silva (jogador do Manchester City): Recebe 135 mil euros por semana, mas conduz um Smart ForTwo que custa 12 mil euros

Fonte: Jornal Record/Portugal

Kevin Magnussen de equipe Haas versus Fernando Alonso da MacLaren...

Imagem: Sam Bloxham/LAT Images/Rex/Shutterstock 

Na Alemanha, o homem que planejou e executou o ataque ao ônibus do Borussia Dortmund, em abril de 2017, foi condenado a 14 anos de prisão...

Imagem: Autor Desconhecido

Enquanto a torcida do River Plate, ou parte dela, envolvida no ataque ao ônibus do Boca Juniors, antes final da Libertadores da América, ainda não teve nenhum de seus membros identificados e presos, na Alemanha, o homem que planejou e realizou o ataque ao ônibus do Borussia Dortmund, em abril de 2017, no qual resultaram dois feridos, foi condenado a 14 anos de prisão depois de ter sido acusado pelo Ministério Público alemão de 28 tentativas de homicídio...

Identificado de acordo com as regras de privacidade, Sergei W., esteve no tribunal estadual de Dortmund para ouvir a sentença.

O tribunal estadual de Dortmund anunciou a condenação nesta terça-feira...

O julgamento durou 11 meses.

Durante o julgamento, ficou provado que além da execução, o autor do ação também tentou fazer as autoridades acreditarem que se tratava de um ataque terrorista, deixando no local do crime cartas escritas em árabe, visando incriminar movimentos extremistas.

Nas cartas afirmava que o ataque aconteceu em retaliação à intervenção militar alemã no Iraque e na Síria e apontava a autoria para o Daesh (Estado Islâmico)...

Entretanto, durante as investigações peritos da polícia alemã atestaram que as manifestações eram ilegítimas.

Preso, Sergei W., disse que não queria matar ninguém, mas, provocar uma queda nas ações do Borussia Dortmund para poder faturar com a desvalorização no mercado financeiro.

Imagem: Autor Desconhecido

Devidamente advertidos...

Imagem: Matthew Ashton/AMA/Getty Images

José Mourinho desabafa contra seus críticos...

Imagem: Oli Scarff/AFP/Getty Images

Depois da vitória do Manchester United sobre o Young Boys da Suíça, com um gol marcado por Fallaine, nos acréscimos e que classificou a equipe inglesa para as oitavas de final da Champions League, Mourinho disparou...

“Para os que me amam, para os que gostam de estatísticas, 14 temporadas na Champions League, 14 classificações para o mata-mata. Nunca um dos meus times ficou na fase de grupos. Na temporada em que eu não joguei a Champions League, eu ganhei a Liga Europa”.

Imagem: Carl Recine/Action Images via Reuters

terça-feira, novembro 27, 2018

Futebol e arte... Pirlo.

Arte: Florian Nicolle

A maior final de Libertadores da história se transformou em uma vergonha mundial...

Imagem: Autor Desconhecido

A maior final de Libertadores da história se transformou em uma vergonha mundial

Por Gabriel Leme

River Plate e Boca Junior, ambos da Argentina e eternos rivais, tinham tudo para protagonizar a maior final da Libertadores de todos os tempos.

Com boas equipes e boas campanhas, as equipes bateram Grêmio e Palmeiras para jogarem a grande decisão.

Expectativa alta, torcedores gritando e comemorando muito, pais levando seus pequenos filhos para o estádio na esperança de contar com um amuleto para o time do coração.

Tudo isso acompanhado de uma data inédita no torneio: os dois jogos aconteceriam no sábado (as decisões sempre foram em dias de semana).

Com todos esses ingredientes, a possibilidade de ser algo inédito e grandioso era enorme.

Contudo, a rivalidade acabou transformando completamente as torcidas.

No primeiro jogo, na casa do Boca, já havia acontecido o adiamento da partida para o dia seguinte (domingo, 11), em virtude de uma forte chuva que caiu em Buenos Aires.

Assim, a Conmebol decidiu adiar a partida.

Primeira final disputada: 2 a 2.

O jogo da volta, marcado para o último sábado poderia suprir essa pequena frustração involuntária no primeiro confronto.

Não foi o que aconteceu.

Torcedores do River cercaram o ônibus do Boca Junior na entrada do Monumental del Nuñez e, pasmem, atiraram pedras e gás de pimenta no veículo.

A situação gerou pânico nos jogadores, tendo inclusive, alguns feridos (como o capitão Pablo Perez, que teve um olho atingido pelos estilhaços dos vidros da janela).

O gás de pimenta também gerou mal-estar nos jogadores dentro do vestiário.

Sem condições físicas e psicológicas, o Boca pediu o adiamento da partida.

A CONMEBOL decidiu adiar, mas apenas por uma hora (há rumores que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, pressionou para que jogo acontecesse ainda no sábado).

Depois de quase 5 horas, veio a confirmação do adiamento da partida, mais uma vez para o domingo – mesmo com os presidentes de Boca e River assinando um “acordo de cavalheiros” mais cedo, concordando em adiar o jogo).

Não há como esconder a frustração dos torcedores sensatos que foram ao estádio prestigiar um grande jogo de futebol.

Ficar na fila por horas para conseguir um ingresso, mais algumas horas para entrar no Monumental e, com esse papelão, pra sair também.

Foi comum ver crianças chorando e a visível tristeza nos olhares das pessoas ali presentes.

Os criminosos disfarçados de torcedores que não foram ao estádio para ver uma partida de futebol, causaram tumulto na saída também, tendo até relatos de confrontos com a polícia.

A CONMEBOL falhou em diversos quesitos que vão além da segurança básica.

Falhou como instituição, falhou como amparo aos clubes, falhou como organização.

São várias as falhas que a Confederação Sul-Americana de Futebol cometeu e vêm cometendo.

Como fechamento, ao menos por essa semana, o Boca Juniors solicitou a suspensão da final e providências para achar os culpados pela violência.

A suspensão foi aceita e averiguações estão sendo feitas para localizar os culpados.

A partida que vai decidir o campeão segue sem prazo, mas o mais provável é que ela aconteça no dia 8 (4 dias antes do início do Mundial de Clubes).

Se a CONMEBOL quer recuperar a credibilidade no cenário futebolístico, punições devem ser feitas.

F91 Dudelange de Luxemburgo (amarelo) x Olympiakos d Grécia (vermelho)...

Imagem: Anadolu Agency/Getty Images 

O ex-atacante da seleção da Itália, Gianluca Vialli revela sua luta contra o câncer...

Imagem: Autor Desconhecido

O ex-atacante italiano Gianluca Vialli, 54 anos, enfrenta um câncer...

Diagnosticado há um ano, Vialli revelou a doença, numa entrevista ao diário Corriere della Sera em que garantiu que, neste momento, está tudo bem.

"Estou bem, muito bem. Estou recuperando a boa forma", disse.

O ex atacante da Sampdoria, Juventus, Chelsea e Itália, disse ter superado o “constrangimento” de tocar no assunto, mas agora, resolveu falar e escrever sobre como enfrentou a doença...

"Não tenho garantia alguma sobre o que virá a seguir e como vai acabar este jogo. Espero, em todo o caso, que a minha história possa ajudar outros", afirmou, a propósito do livro que está escrevendo.

David Brook... AFC Bournemouth.

Imagem: Mike Hewitt/Getty Images 

Entre as 20 equipes que mais gastam com salários, apenas oito são de futebol...

Imagem: Matthew Childs/Action Images via Reuters

A Premier League é o campeonato em que mais se paga, em média... 

Porém, os clubes que mais gastam com salário atuam na Espanha.

Barcelona e Real Madrid, de acordo com o Global Sports Salaries Survey de 2018, em relatório publicado nesta segunda-feira, são os clubes que mais gastam anualmente com salários de seus jogadores.

O clube da Catalunha paga, em média, 11,7 milhões de euros a cada jogador, mais que o Real Madrid, que vem logo a seguir, com 9,1 milhões de euros de salário anual para cada jogador.

O próximo clube de futebol na lista, a Juventus, está em nono lugar...

Os italianos, gastam 7,5 milhões de euros por ano com cada jogador.

Entre o Real e a Juventus estão seis equipes da NBA: 

Oklahoma City Thunder (8,8 milhões de euros), Golden State Warriors (8,7 milhões), Washington Wizards (8,5 milhões), Toronto Raptors (8,5 milhões), Houston Rockets (8,4 milhões) e Miami Heat (7,9 milhões).

Na décima posição aparece o Manchester United, com 7,3 milhões de euros em salários.

Até a posição de número 20 apenas mais quatro equipes de futebol:

Bayern Munique, Atlético Madrid, PSG e Manchester City, fechando o ranking...

As outras posições são todas ocupadas por equipes da NBA.

Amarelou?

Imagem: Gareth Copley/Getty Images

Cruzeiro de Macaíba 1x1 Palmeiras das Rocas... Um outro olhar.


Cruzeiro de Macaíba e Palmeiras da Rocas empatam pela terceira rodada do estadual feminino

Por: PH Dias, repórter do Universidade do Esporte

Gramado sem condições da bola rolar, estádio sem conforto, vestiários desgastados.

Tudo isso poderia ser motivo para não realização do jogo… mas não foi o que ocorreu.

Pela terceira rodada do estadual, no estádio Dr. José Jorge Maciel, em Macaíba, as meninas do Cruzeiro enfrentaram as meninas do Palmeiras, originário da Rocas.
  
Meninas que jogam pelo prazer, sem receber nada em troca, a não ser a alegria de praticar o esporte que tanto gostam.

Elas merecem reconhecimento e apoio...

Amam estar ali, correndo atrás da bola, mesmo num ambiente sem as condições ideais para tal.

Duas equipes, duas histórias diferentes.

O Cruzeiro de Macaíba, melhor estruturado, procurou sempre, apesar das más condições do campo, fazer a bola rolar no “gramado.”

Mais entrosadas, as meninas de azul, companheiras da seleção feminina da UFRN, buscaram, primeiro ter a posse de bola, para só então, armar jogadas com melhores chances de êxito.

Do outro lado, vestindo a camisa do Palmeiras, meninas que se juntam algumas vezes durante a semana para treinar...

E, mesmo sem uma estrutura adequada, lutaram com garra, raça e força de vontade.

Armadas para jogar no contra-ataque, esperando o melhor momento para dar o bote, as meninas do Palmeiras das Rocas souberam aproveitar o vacilo da defensiva do Cruzeiro e abriram o marcador.

Porém, o gol de Keké não intimidou a equipe do Cruzeiro...

As garotas foram em busca do empate que acabaram conseguindo por meio de uma penalidade máxima convertida por Deize.

O jogo, não se enganem, não foi morno...

Foi disputado, aberto e muito divertido.

A disputa foi tão intensa que não faltaram paralisações para atender que levou a pior nas muitas divididas e combates pela posse da bola...

Nos momentos em que alguém caia a falta de estrutura saltava aos olhos.

O atendimento na maioria das vezes foi realizado pelas próprias atletas...

Por sorte, todas terminaram a partida bem, a não ser com um outro arranhão, ou vermelhão causado por uma entrada mais forte.

No fim, cansadas, suadas, mas felizes, as meninas de Cruzeiro e Palmeiras deixaram o campo certas de que seu esforço valeu a pena...

Ponto para o futebol feminino potiguar.

segunda-feira, novembro 26, 2018

É segredo, não conte para ninguém...

Imagem: Sebastian Frej/MB Media/Getty Images 

Campeonato Potiguar de Futebol Feminino... Cruzeiro de Macaíba lidera a competição.

Imagem: Marcus Arboés

Palmeiras das Rocas e Cruzeiro de Macaíba empatam em 1 a 1 pelo Estadual.

Por Marcus Arboés para o Universidade do Esporte

O duelo válido pela terceira rodada do Campeonato Potiguar de Futebol Feminino, aconteceu no estádio Dr. José Jorge Maciel, e fechou o primeiro turno da competição.

A partida que começou equilibra, mudou completamente após a equipe macaibense sofrer o primeiro gol.

O Palmeiras abriu o placar aproveitando uma bola mal desviada pela defesa cruzeirense em cobrança de falta...

Aproveitando o erro, Keké abriu o placar em favor da equipe natalense.

A partir daí o panorama mudou...

Sem se abalar, o Cruzeiro se organizou e tomou conta do jogo.

Porém, foi só no segundo tempo saiu o gol de empate.

Deize, que tinha perdido uma boa chance na primeira etapa, acabou sofrendo uma penalidade máxima...

Ela mesmo bateu e decretou o 1 a 1.

Enquanto as palmeirenses jogavam por uma bola e contavam com as milagrosas defesas da goleira Sabrina, as cruzeirenses insistiam no ataque.

No entanto, o desgaste físico terminou por prejudicar as duas equipes, sem condições físicas as jogadoras terminaram por se contentar com a igualdade no placar.

O resultado deixou o Cruzeiro em primeiro lugar com 4 pontos e o Palmeiras, logo atrás, em segundo, com 2 pontos.

O Parnamirim, que folgou na rodada, segue em último lugar com apenas 1 ponto.

A equipe parnamirinense enfrentará o Palmeiras na próxima rodada, que acontece nesta quarta-feira, 28.

Lewis Hamilton - GP de Abu Dhabi.

Imagem: Charles Coates/Getty Images

SE Palmeiras com todos os méritos, Campeão Brasileiro de 2018.

Imagem: Wilton Junior/Estadão

O Palmeiras mereceu...

A taça ficou em boas mãos.

A equipe paulista fez valer a força de seu elenco, mas também se valeu dos vacilos e escorregões de seus adversários...

Fez da inconstância de todos eles, escada para chegar ao seu décimo título nacional.

Leicester City... Vardy.

Imagem: Ian Walton/Reuters

Da D para C, da C para B e da B para A... CSA. Parma Calcio da Itália parabeniza a equipe alagoana.


domingo, novembro 25, 2018

Um banho de Gatorade durante a partida...

Imagem: Holly Allison/TPI/REX/Shutterstock

Acabou a Série B...

Imagem: Autor Desconhecido

Terminou a Série B...

Na parte de cima da tabela, quatro equipes, agradecem e se despedem.

Vão frequentar, pelo menos por um ano, as delicias de estar entre as estrelas do futebol brasileiro...

Fortaleza, CSA, Avaí e Goiás, fizeram por merecer...

Conquistaram com méritos o direito de desembarcar do trem da segunda divisão e esperar na sala VIP o embarque, em 2019, no avião da Série A.

Entretanto, os que que agora sobem, abrem vaga para os que descem...

Paraná e Vitória, já fizeram o checkout e estão esperando a chamada para tomar seus lugares na volta à Série B.

América Mineiro e Sport, desesperados, se agarram a escorregadios fiapos de esperança...

A Chapecoense prepara uma última arrancada, para longe da zona de rebaixamento.

Ceará, Vasco da Gama e Fluminense, aparentemente aliviados, procuram mostrar com um sorriso amarelo, que o pior já passou...

“Pero no mucho.”

Já na parte de baixo, o chororô é grande...

Paysandu, Sampaio Correa, Juventude e Boa Esporte, despencaram.

Voltaram para o purgatório...

Estão na Série C.

Por outro lado, Operário, Cuiabá, Botafogo e Bragantino, chegam fazendo algazarra...

Afinal, estar na Série B é estar a um passo do paraíso.

Futebol e arte: Del Piero...

Artista: Florian Nicolle

A Libertadores envergonhada...

Imagem: Autor Desconhecido

O que deveria ser inesquecível, na verdade, será...

Porém, não pelo encanto do confronto de gigantes, mas, pela vergonha que os torcedores do River Plate resolveram passar diante do mundo.

O mais triste é ver que muitos ainda tentam justificar, o injustificável...

Romantizam a violência e a barbárie, insistindo em chamar de “pasión”, os atos de selvageria.

Amarrar na cintura de uma criança, sinalizadores, não é paixão...

É demência.

Apedrejar um ônibus apenas por estar nele, adversários, não é paixão...

É a negação da civilidade, é a vitória da insanidade.

Tudo o que aconteceu em Buenos Aires não tem nenhuma ligação com a “pasión” ...

Não!

Foi apenas o desfile triunfante da “Vergüenza.”

Ousmane Dembelé, complicado, mas artilheiro...

Imagem: Javier Soriano/AFP/Getty Images

César Noval... Médico durante a semana, auxiliar de linha nos fins de semana.

Imagem: Autor Desconhecido

César Noval, sempre quis ser médico...

Conseguiu.

Se tornou cirurgião...

Foi pioneiro na realização de cirurgias de troca de sexo, na Espanha.

A primeira intervenção durou 17 horas...

Foi um sucesso.

Porém, César Noval também sonhou ser jogador de futebol...

Não conseguiu.

O fracasso não o afastou dos campos...

Buscou uma outra maneira de estar perto da sua segunda paixão.

Hoje, divide seu tempo entre a sua clínica, as salas de cirurgia e os gramados...

Médico durante a semana, auxiliar de linha nos fins de semana.

“É claro que na medicina a pressão é muito maior. Mas reconheço que o ínfimo tempo que tenho para tomar uma decisão num jogo, é extremamente estressante”, costuma dizer Noval, sempre que lhe perguntam sobre sua vida dupla.

 Imagem: Autor Desconhecido

sábado, novembro 24, 2018

13 coisas que você talvez não saiba sobre o Superclássico River/Boca...

Imagem: Autor Desconhecido

13 coisas que você talvez não saiba sobre o Superclássico River-Boca

Os dois times arqui-inimigos se deparam pela 1ª vez na final da Copa Libertadores

Ariel Palacios para a revista Época

1 - A Marlene e a Emilinha Borba do futebol argentino (ou mundial)

A somatória das torcidas do Boca Juniors (43% segundo pesquisas) e a do River Plate (32%) aglutinaria 75% da torcida total da Argentina.

Não existem paralelos no mundo (exceto no Uruguai, entre o Peñarol e o Nacional de Montevidéu, que reúnem 95% da torcida desse país) de uma tão elevada concentração de rivalidades futebolísticas de dois times com mais de um século de confrontos e com duas torcidas tão enfáticas sobre esta inimizade mútua.

Outro diferencial é que estão na mesma cidade, Buenos Aires, ao contrário de outros rivais clássicos mundiais, como o Real Madri e o Barcelona, com 115 anos de rivalidade, em cidades diferentes, nas quais os torcedores inimigos possuem pouco contato cotidiano.

Ou o Milan versus o Juventus ou o embate Bayern versus Dortmund.

Além das estatísticas, existe o lado folclórico desta rivalidade, equivalente, mutatis mutandis, às protagonizadas entre Marlene e Emilinha Borba, Michelangelo e Leonardo Da Vinci ou os generais Rommel e Montgomey.

Mas, neste caso, são rivais em uma situação de desatado frenesi, já que disputam um campeonato internacional.

É a primeira vez que uma Libertadores coloca o River contra o Boca em uma final.

Para o River, o Boca é uma espécie de Nêmesis, um Voldemort, um dr. Moriarty.

E vice-versa.

2 - Clássicos, Superclássico e o mega-clássico (com fervor e misteriosa lealdade)

Anos atrás o semanário inglês "The Observer" fez uma lista de 50 coisas da área esportiva que uma pessoa deveria fazer antes de morrer.

E o 1ª item da lista era "Ver um jogo Boca-River". O jornal "The Sun" também colocou esse embate como "a experiência esportiva mais intensa do mundo".

E a revista britânica Four Four Two o catalogou como "o maior clássico do mundo".

Mas os próprios argentinos não o chamam de "clássico".

Eles consideram que existem clássicos no futebol local, como o Racing x Independiente, San Lorenzo x Huracan, Vélez x Ferro, Estudiantes x Gimnasia e o Rosario x Newell’s.

Mas esses são "clássicos".

O confronto River-Boca é o "Superclássico".

É uma rivalidade que acumula mais de 100 anos de existência, com saldo superavitário para o Boca.

No entanto, este confronto pela Libertadores não está sequer sendo chamado de "Superclássico".

Os argentinos turbinaram o assunto e se referem a ele como o "mega-clássico".

O escritor argentino Jorge Luis Borges tinha uma definição sobre os clássicos na Literatura, mas que aplica-se a todos os clássicos de forma geral:

"Um clássico não possui necessariamente estes ou aqueles méritos...é um livro que as gerações dos homens, levadas por diversas razões, leem com prévio fervor e com misteriosa lealdade..."


3 - Mais frisson do que pela Copa do mundo

Os embates River—Boca, ao concentrar a atenção de 3 de cada 4 argentinos, costumam superar em audiência os jogos da seleção argentina na Copa do Mundo.

Nos últimos dias as notícias, análises e expectativa sobre a final superaram amplamente qualquer outro assunto.

A única notícia que conseguiu desviar o foco futebolístico foi a localização do submarino San Juan, afundado há mais de um ano nas águas do Atlântico Sul.

Mas, o San Juan foi notícia por apenas 3 dias.

Logo depois o foco foi redirecionado ao River-Boca, que está chamando mais a atenção do que a visita de Donald Trump, Vladimir Putin, além de outros 18 líderes que estarão presentes no dia 30 para a cúpula do G-20.

4 - Nascidos no mesmo bairro

Os dois times foram fundados em La Boca, na época o bairro dos genoveses que haviam migrado para a Argentina.

O River foi o resultado da fusão, em 1901, de dois times, o Santa Rosa e o Rosales.

Quase colocaram o nome de “Juventude Boquense”, o que poderia ter causado confusões futuras.

Mas, optaram pelo de "River Plate".

Aliás, as cores do time, vermelho e branco, são as cores da cidade de Gênova.

Pouco depois da fundação, o River foi embora de La Boca.

Primeiro para a cidade de Avellaneda, na zona sul da Grande Buenos Aires.

Depois foram para o bairro portenho de La Recoleta, instalando seu estádio de madeira onde hoje existe uma escultura metálica imensa representando uma flor, na avenida Figueroa Alcorta.

E posteriormente mudaram para a localização atual, em Belgrano.

Já o Boca foi fundado 4 anos após o River, em 1905.

A definição do nome também gerou debates. "Filhos de Itália", "Defensor da Boca", "Estrela da Itália", "Boca Juniors" eram as opções.

Finalmente, cinco rapazes, filhos de imigrantes italianos de Gênova, escolheram o de Boca Juniors.

No entanto, ainda faltavam as cores.

A primeira camiseta foi cor de rosa.

Mas, diante de uma saraivada de gozações e de uma derrota de 3 a 1 para um time já extinto do bairro de Almagro, os fundadores decidiram que a cor de rosa, além de ser um visto como um tanto quanto feminino, era – supostamente - "azarenta".

Para resolver as divergências cromáticas, o quinteto genovês-argentino decidiu que as cores do Boca Juniors seriam as mesmas da bandeira do primeiro navio que entrasse no porto.

A nave que chegou minutos depois ostentava as cores do estandarte sueco: azul e amarelo.

5 - Os primórdios do Superclássico

O River ainda estava em seu bairro original, La Boca, quando ocorreu o 1º embate bilateral contra o Boca Juniors.

Mas existem dúvidas se esse jogo foi em 1908 ou 1912, quando eles estavam respectivamente na 2ª e 3ª divisão.

O primeiro confronto oficial foi em agosto de 1913.

De lá para cá foram 211 partidas.

6 - Apelidos mútuos que pretendiam ser ofensivos e foram adotados com orgulho

Um dos apelidos do River é o de "millonarios" (milionários).

Uma lenda urbana fora da Argentina sustenta que esse apelido fazia referência ao suposto predomínio de torcedores ricos do River.

Nada disso.

O apelido vem da contratação, em 1932, de Carlos Peucelle, por 10 mil pesos.

E no mesmo ano o River também contratou Bernabé Ferreyra por 35 mil pesos, que era uma pequena fortuna na época, coisa de "milionários".

35 mil pesos naquele ano serviam para comprar 11 carros da marca alemã Opel de 4 cilindros, 514 ternos de casimira inglesa ou meia tonelada de trigo ou 70 mil ingressos para ver um jogo de futebol.

No mesmo ano o clube fez outras 4 contrações caríssimas.

Daí o apelido de "milionários".

Outro apelido do River é o de "gallinas", isto é, "galinhas".

Esta denominação veio em 1966, surgida na final da Copa Libertadores contra o Peñarol, do Uruguai.

O River começou vencendo por 2 a 0, mas ficou com medo da reação dos uruguaios e o time começou a perder terreno até ser derrotado por 4 a 2.

Por isso, quando dias depois o River enfrentou o Banfield, um torcedor rival soltou uma galinha branca no gramado, com uma faixa vermelha em diagonal pintada sobre suas penas.

Mas a ironia durou pouco: rapidamente os torcedores do River adotaram o apelido e se autodenominam de "galhinhas".

Já os torcedores do Boca se definem como "boquenses", mas também como "xeneizes" (pelas origens genovesas do bairro).

E há a denominação de "bosteros".

Esta teve origem depreciativa, lançada décadas atrás pelo rival River Plate, que sugeriu que os torcedores do Boca não passavam de meros carregadores de bosta de cavalo.

No entanto, os boquense passaram a ostentar o "bosteros" com orgulho.

7 - Torcedores pobres x torcedores ricos, um clichê sem fundamento há décadas

Há muitas décadas o perfil do torcedor do Boca tendia a ser mais proletário e de classe média baixa, enquanto que o do River tendia a ter apoiadores de classe média e alta.

Essa divisão, no entanto, nunca foi categórica.

Além disso, as diversas crises econômicas argentinas (foram 7 graves crises desde 1975) se encarregaram de alterar qualquer estrutura social existente anteriormente.

Atualmente os dois times têm proporções equivalentes de torcedores das classes baixa, média e alta.

8 - Problemas cartográficos — o Monumental de Núñez não está em Núñez

O estádio Monumental, do River, foi erguido em 1938 e só passou por uma reforma quando fez 50 anos, em 1978, para a Copa do Mundo feita no país.

O estádio, na realidade, chama-se "Antonio Vespucio Liberti", em homenagem ao presidente do clube que o construiu.

No entanto, as pessoas usam a denominação popular de "estádio Monumental de Núnez", em referência ao bairro de Núñez.

Apesar do nome informal, o estádio está localizado no bairro de Belgrano, a poucos quarteirões da fronteira com Núñez.

Coincidentemente, existe um time chamado "Defensores de Belgrano"... mas que fica no bairro de Núñez!

9 - La Bombonera, a "catedral" do futebol argentino

O estádio de "La Bombonera" foi inaugurado em 1940 e, embora não seja o maior templo do futebol da Argentina, é considerada a "catedral" esportiva do país por excelência, devido à mística que acumula.

O nome oficial do estádio é "Alberto J. Armando", em homenagem ao diretor do time nos anos 60 e 70. Mas o nome informal do estádio surgiu quando a secretária do arquiteto esloveno Viktor Sulčič lhe deu de presente para seu aniversário uma caixa de bombons.

Sulčič ficou impressionado, pois a caixa tinha o formato exato que desejava para o estádio.

O arquiteto começou, então, a levar a caixa em todas as reuniões com o engenheiro José Delpini e o geômetra Raúl Bes, que precisaram quebrar a cabeça para resolver os problemas estruturais daquele projeto.

No próprio dia da inauguração, as autoridades do clube, fazendo piada, chamaram o estádio de "La Bombonera".

Boquenses e não-boquenses sustentam que La Bombonera “vibra” junto com seus torcedores. Isso ocorre especialmente quando a torcida grita os cânticos de respaldo ao time.

10 - Valsas & Cânticos

Muitos estrangeiros acreditam que antigamente só se ouvia tango em Buenos Aires.

Nada disso.

Durante décadas foram também hit parades os "valsecitos", ou "valsinhas", compostas pelos próprios tangueiros.

Uma delas era a valsinha "Desde a alma", música de Rosita Mello e letra de Homero Manzi.

Essa valsa, com frequência é cantada pela torcida do Boca.

Em um ponto do jogo, em vez de gritar o tradicional "Dale bó, y dale bóooo" cantam "y dale bo, dale dale bó" no compasso da valsa, isto é, o 3 por 4.

Tudo começou há 78 anos, quando era muito popular um programa na rádio chamado "Grande Pensão, o campeonato", no qual os pensionistas eram a personalização dos clubes de futebol (cada um com suas características).

A dona da pensão, que representava a AFA, ostentava o nome de "Dona Associação".

E todos os pensionistas flertavam com a filha dela, que era a Missa Campeonato.

E, desta forma, o programa transcorria anarquicamente ao longo do ano, enquanto os jogos aconteciam.

Mas, no final do ano, um deles casava com a moça.

No ano de estreia o Boca venceu o campeonato e a torcida organizou uma simulação de casamento no gramado: a noiva e "Pedrín el fainero"*, que era o clichê do imigrante italiano, de grandes bigodes, carregando embaixo do braço uma faina (que embora tenha o formato da pizza é diferente, pois é feita de farinha de grão-de-bico e é um prato tipicamente genovês, tal como os fundadores do Boca).

O River era "Barnabé o Millonário", o Racing era "Acadêmico García", enquanto que o Newells Old Boys, por ironia com seu nome inglês, era "Mister Nhuls".

O programa foi ao ar de 1940 a 1952. Depois, em 1972, virou programa de TV, mas sem o mesmo sucesso.

Atenção, turistas: os hoolingans do Boca, os barrabravas, reunidos na temida "La Doce", avisam: a valsa não se aplaude no final!

11 - Cardápio para o mega-clássico

O snack clássico dos jogos é o " choripán ", sanduíche feito de pão francês e uma linguiça de grandes dimensões.

O crocante pão com o suculento – e costumeiramente oleoso – chorizo é a pièce de résistance de todo estádio argentino.

O torcedor habitué dos jogos costuma sublimar a ostensiva presença de estafilococos e outros perigos à longevidade humana contidos nesse snack, como se estivesse blindado à miríade de bactérias que passeiam nesse ícone alimentício geralmente elaborado em controvertidas condições de higiene.

Não comer um choripán poderia ser visto como um sinal de esnobismo ou falta de testosterona.

Os consumidores também sublimam a adulteração dos ingredientes do “chorizo”, que incluem carne bovina, suína e eqüina em proporções nunca definidas de forma explícita.

Nem implícita. A única certeza é que se trata de proteína animal.

O choripán é onipresente nos estádios, já que ele vai mais além de suas fronteiras físicas da crosta do pão francês: seu cheiro paira sobre todo o campo de futebol, além de impregnar a roupa dos presentes por intermédio da fumaça e de manchas.

E também, está presente como ondas sonoras, por intermédio dos gritos dos vendedores, que anunciam seu produto em elevados decibéis.

Embora o "chorizo" e a salsicha sejam diferentes, possuem um parentesco próximo.

Nos últimos tempos surgiu uma variedade cada vez mais popular nos estádios: o "morcipán", que em vez da linguiça utiliza a " morcilla " (morcela, uma espécie de linguiça feita com sangue).

Outro caso de sucesso entre os torcedores é o “Paty”, denominação de uma marca que se tornou sinônimo de hambúrgueres de baixo custo na Argentina.

Nas barraquinhas montadas nas proximidades dos lugares de jogos os comerciantes vendem patys feitos de forma doméstica com algo que tem sabor de carne... e que possivelmente provém de algum mamífero.

12 - Simpatias e superstições dos torcedores

Os torcedores do time derrotado sofrerão ironias, zoeiras e ácidos comentários pela Eternidade...ou até que a conjunção de astros permita que novamente os dois times possam se enfrentar em uma final de Libertadores.

Por esse motivo, vastos setores das duas torcidas estão se aferrando a todo tipo de apelo ao sobrenatural para implorar pela vitória de seu clube.

Estas são algumas delas:

— Modalidade Religiosa: Fazer promessas a deuses, santos e virgens.

— Vestimenta: Colocar sempre a mesma camiseta do River ou Boca (ou qualquer outra camiseta...em alguns casos, até sem lavá-la, para não diluir seus ‘poderes mágicos’).

— Alimentícia: Ingerir o mesmo cardápio que “deu sorte” em outras ocasiões. Raviólis, nhoques, churrasco, etc.

— Localização: Assistir os jogos sentado no mesmo ambiente da casa do jogo anterior, mesmo sofá ou cadeira.

Em alguns casos os torcedores assistem o jogo de costas à TV, somente ouvindo o relato dos locutores.

Em outros, a família dos torcedores deve se sentar de forma estritamente ordenada no sofá, seguindo com ortodoxia uma sequência.

Por exemplo: da direita à esquerda de acordo com as idades.
— Todas as opções acima, misturadas: rezar à Virgem, colocar a mesma fedorenta camiseta de jogos prévios, sentar de costas pra TV na sala da mesma casa e comer os raviólis de ricota com molho de tomate...com um número específico de colheradas de queijo ralado!

13 – Para quem o autor desta lista estará torcendo?

Muitas pessoas, pelas redes sociais, me fazem esta pergunta há semanas:

"Ei, você torce para o River ou para o Boca?".

Resposta: Nenhum dos dois.

Nem qualquer outro time da Argentina, país onde moro desde 1995.

Eu sou brasileiro e torço para o Londrina Esporte Clube, a.k.a. "Tubarão".

Me criei em Londrina, Paraná. Logo, logicamente, torço para o Londrina.

Não torço por nenhum outro time no resto do Brasil nem no resto do planeta.