terça-feira, novembro 05, 2013

Chapecoense 0x0 América...


O América começou com força...

Antes do relógio marcar 30 segundos, Régis chutou e a bola se chocou com a trave.

Sem medo, o América foi para frente...

Rodrigo Pimpão primeiro e, Pardal, depois, perderam ótimas chances.

15 minutos de um América decidido a vencer.

Aos 22 minutos, novamente Adriano Pardal deixa escapar a chance de abrir o marcador.

Jogando fácil e dominando o adversário, o América perde chance atrás de chance.

Entretanto, a insistência arrefeceu, a Chapecoense equilibrou e a partida perdeu um pouco do brilho.

No segundo tempo, a Chapecoense buscou impor seu jogo e manteve o equilíbrio conquistado no fim da primeira fase.

Mesmo assim, o América continuou rondando a área do adversário...

Porém, Adriano Parda, ainda sob efeito da boa partida contra o ABC, resolveu testar a sorte...

Já havia levado um cartão amarelo...

Fez uma falta feia e desnecessária e o árbitro, fingiu que não viu...

Aí, Pardal forçou geral...

Meteu a mão na bola...

Conseguiu, foi expulso.

A partir daí, o América sumiu...

Perdeu o atacante que fazia dupla com Pimpão e perdeu a velocidade.

Acossado, Leandro Sena tentou se resguardar...

Tirou Pimpão, colocou Zé Antônio para tentar fechar a porteira.

Tentou e fechou.

A Chapecoense bateu, empurrou, chutou, mas não quebrou o cadeado...

Leandro Sena com a chave na mão, observava impávido o desespero do adversário...

Impávido enquanto a bola rolou...

Feliz quando ouviu o apito do árbitro encerrar a partida.

Como disse antes, não caí mais, no máximo, tropeça.

Por cartão amarelo, Adriano Pardal e Andrey estão fora da partida contra o América Mineiro

Pelé, o homem que colocou o Brasil no mapa...

Imagem: Autor Desconhecido

O futebol, Recife e a Estrela de David...




Em Recife já houve um time de futebol formado por judeus...

Somente judeus.

O clube nasceu em 8 de setembro de 1922, fundado por um grupo de alunos do Colégio Israelita do Recife, localizado no bairro da Torre. Seu nome completo era Israelita Sport Club...

Suas cores: Azul e Branco.

Seu mascote, um pombo e seu apelido, Estrela de David.

Durante três anos disputou o Campeonato Pernambucano – 1931,32 e 33...

Venceu uma única partida contra o Flamengo do Recife em 1932, por surpreendentes 3 a 2.

O Flamengo que havia conquistado em 1915, o primeiro Campeonato Pernambucano, à época ainda posava entre os grandes e em 32, foi o terceiro colocado.

Como não tinham estádio próprio os jogos do Israelita eram disputados nos campos da Avenida Malaquias e da Jaqueira...

Em 1945, o clube foi extinto, mas em sua curta história, o Israelita SC conquistou por duas vezes a Copa Torre – 1927 e 1941.

Infelizmente, pouco se guardou sobre essa equipe, mas ainda assim uma de suas escalações resistiu ao tempo...

Esse era o time de 1928: Israel Rissin, Miguel Longman, Luiz Cherpark, Rafael Markman e Abraam Boiucansky; José Foigel, Isaac Posternak, Simão Foigel e Jonas Rabin; Samuel Buchatsky e Aron Gorenstein.

Não se sabe ao certo, mas provavelmente, tenha sido a base da formação que venceu a Copa Torre em 1927.

 A Copa Torre foi criada em 1921 por comerciantes do bairro e tinha como propósito substituir a Liga Desportiva da Torre que existiu entre 1911 e 1914.

A competição era disputada por equipes do bairro, mas recebia convidados...

O América, o Flamengo e Santa Cruz, também do Recife foram participantes.

O América conquistou o bicampeonato – 1923/24.

As equipes que que se sagraram campeãs da Copa Torre, foram as seguintes: Torre SC: 1921, 1926, 1928,1929, 1930, 1932, 1940 e 1942. Santa Maria: 1922. América: 1923,1924. Íris SC: 1925, 1931 e 1933. Tramways: 1934,1935,1936,1937,1938 e 1939. Israelita SC: 1927 E 1941.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Inspiração: O vídeo acima.

Manfred Müller se desespera, Rummenige se lamenta...

Imagem: Imago

Ser campeão brasileiro é o objetivo de todo clube de futebol...



O título de Campeão Brasileiro da Série D conquistado pelo Botafogo de João Pessoa, Paraíba, abre uma nova possibilidade para se colocar as coisas em seu devido lugar...

Vencer uma competição nacional é inquestionavelmente o grande objetivo de qualquer clube de futebol, principalmente, aqueles cujas limitações financeiras estão sempre na ordem do dia.

Quem desqualifica tal conquista o faz por duas razões:

A primeira é a mais primaria e primitiva...

A inveja.

Se não fui eu, então não tem valor.

Entretanto, tal comportamento infantil tem seus riscos...

Amanhã, o que é desdenhado hoje, pode acontecer a você e então, o ridículo terá que ser assumido em toda a sua plenitude...

Aquilo que não prestava nas mãos do outro, vira ouro em suas mãos.

A segunda razão, tão ruim quanto a primeira é porém, mais grave:

É cognitiva...

Isto é, a total incapacidade de perceber a diferença entre o mais e o menos valioso.

A Série D que começou em 2009, teve até aqui, quatro campeões...

Três nordestinos, um nortista e um do centro-oeste...

São Raimundo em 2009, Guarany de Sobral em 2010, Tupi de Juiz de Fora em 2011, Sampaio Correa em 2012 e Botafogo da Paraíba em 2013.

Isto não tem valor?

A Série C teve sua primeira competição em 1981...

Ficou suspensa entre os anos de 1982 a 1987...

Retornou em 1988, parou novamente em 1989, retornou em 1990, em 1991 não houve disputa, em 1992 é retomada, para em 1993 e só a partir de 1994, engrenou de vez.

Durante sua existência a Série C teve 23 campeões, só um clube conquistou o bicampeonato; o Atlético Goianiense.

Figueirense, Bahia, Náutico e Paysandu, América de Natal e Paraná, a frequentaram sem conhecer o sabor de vencê-la...

Como então, dizer que vencê-la, não presta?

Presta sim...

Vencer uma competição nacional é vencer os melhores do país em sua categoria...

É vencer quem estava ao seu lado naquele momento de sua história.

É ter em casa a taça que todos disputaram, mas que só você ganhou.

Abaixo a lista dos Campeões Brasileiros da Série C, a quem presto minha homenagem...

Leia com calma e veja que muita gente boa já comemorou sua conquista.


1981 – Olaria/RJ
1988 – União São João/SP
1990 – Atlético Goainiense/GO
1992 – Tuna Luso/PA
1994 – Novorizontino/SP
1995 – XV de Piracicaba/SP
1996 – Vila Nova/GO
1997 – Sampaio Correa/MA
1998 – Avaí/SC
1999 – Fluminense/RJ
2000 – Malutrom/PR
2001 – Paulista/SP
2002 – Brasiliense/DF
2003 – Ituano/SP
2004 – União Barbarense/SP
2005 – Remo/PA
2006 – Criciúma/SC
2007 – Bragantino/SP
2008 – Atlético Goianiense/GO
2009 – América/MG
2010 – ABC/RN
2011 – Joinville/SC
2012 – Oeste/SP

A Série B, não precisa comentários.

É glória, até para quem é da Série A.

segunda-feira, novembro 04, 2013

Pela cara do primeiro a esquerda, tem alguma coisa errada...

Imagem: Getty Images/Ricardo Ramos

Faça o que diz e não, diga ao outros para fazer o que você não faz...



Para reflexão dos fundamentalistas que insistem que um sujeito ao nascer em Mirada da Serra, é obrigado a torcer pelo Nossa Terra FC ou Meu Rincão AC...

Na hora em que os dois se apresentam, nem os fundamentalistas vão...

Mas quando lá de fora vem os lá de fora, tem superlotação.

Para quem a distância ouve tanta falação, só resta tristeza de perceber que no final das contas que o discurso é só bravata, barata.