Bastou o Flamengo vencer a Copa do Brasil para que vozes se
levantassem contra aqueles que que comemoraram a vitória rubro negra aqui em
Natal.
O velho discurso aflorou como sempre, repleto de preconceito...
Não discuto mais esse assunto...
Apenas leio e lamento...
Lamento que ainda exista quem imagine ser possível controlar
não só mentes, como também corações.
Me assusta que a ignorância sobre a natureza humana ainda viceje.
Nada mais bolchevista e nazista que tal comportamento...
Ou é conosco ou é inimigo.
Nada mais religioso...
Ou crê ou é infiel.
Nada mais propício para que germine a violência.
Ser América, ABC ou Alecrim, não é obrigação, é opção...
Ser América/Flamengo, Alecrim/São Paulo ou ABC/Vasco, é um
direito.
Ambos deve ser respeitados, jamais criticados.
O futebol como conhecemos nasceu na Inglaterra,
cavalheiros...
Foram os ingleses que o fizeram universal, gostem os senhores ou
não.
Seus criadores, os britânicos, não pediram royalties e nem
obrigaram a ninguém a torcer pelas equipes que deram os primeiros chutes na
ilha do Rei Arthur.
Para quem não sabe, uma informação:
Curiosamente, foi nos países que não faziam parte do Império
Britânico que o esporte floresceu e cresceu com mais força...
Nas colônias, ele existe, mais não tão forte como fora
delas.
Portanto, está claro que o colonizador não impôs seu gosto ao colonizado.
Como disse Daniel Menezes na Carta Potiguar...
“Galera, um pouco mais de cosmopolitismo.”
“Nem o ataque rasteiro aos clubes locais (ABC, América ou o
Alecrim), como fazem aqueles impactados pelo complexo de vira-lata. Nem a
condenação do legítimo direito de curtir o Flamengo, o Barcelona ou o
Manchester.”
Por fim, não será apontando o dedo para ninguém ou obrigando
as pessoas a torcer pelos clubes locais, que os fará grandes..
.
O que torna grande uma instituição ou uma pessoa, são seus
feitos.