sexta-feira, junho 15, 2012

O tambor holandês...


Imagem: World Soccer

Espanha 4x0 Irlanda...


Imagem: Mundo Deportivo - Jose Antonio Garcia Sirvent



A esperança da Irlanda de dar algum trabalho à Espanha não durou mais que quatro minutos...

Neste curto espaço de tempo, Fernando Torres deixou sua marca e começou a fazer as pazes com a torcida espanhola.

Daí em diante só restou aos irlandeses tentar resistir e evitar um placar maior.

A tentativa foi exitosa, mas o primeiro tempo seria encerrado com uma certeza...

A Irlanda estava não tinha a menor chance de mudar a sorte da partida. 

No segundo tempo os espanhóis continuaram senhores do jogo e logo aos 4 minutos, Davi Silva executou uma bela jogada diante da defensiva irlandesa e encontrou um pequeno espaço para tocar a bola para o fundo das redes do goleiro Given.

Aos 25 minutos, Fernando Torres entra na área e com um chute forte, mata qualquer possibilidade de Given evitar o terceiro gol.

Criticado por muitos, Torres aproveitou a confiança de seu treinador, Vicente Del Bosque para voltar a marcar e calar seus desafetos.

Faltando 7 minutos para o fim do jogo, Cesc Fabregas que havia substituído Fernando Torres, marcou o quarto gol da seleção espanhola, decretando a eliminação da equipe do veterano treinador italiano, Giovanni Trapattoni.


O "Exército Vermelho" e a "Marinha", relaxam nas arquibancadas...


Imagem: AFP - Franck Fife

Itália 1x1 Croácia...


Imagem: AP - Gregorio Borgia



Croatas e italianos começaram a partida num ritmo intenso...

Os italianos forçaram mais, tiveram mais a bola em seu poder.

Porém, lentamente a Croácia equilibrou as ações... 

Curiosamente foi quando tomou o gol.

Andrea Pirlo aos 39 minutos cobrou com perfeição uma falta e colocou os italianos à frente do marcador.

No segundo tempo os italianos voltaram mais cautelosos e os croatas passaram a pressionar, mas encontravam dificuldades de vencer a forte marcação de seus adversários.

De tanto insistir, a Croácia acabou por conseguir o empate aos 27 minutos com um potente chute de Mario Mandžukić, que Buffon não conseguiu defender.

O empate perdurou até o final da partida.

Para a Itália o resultado não foi nada bom, mas historicamente, os italianos costumam não brilhar na fase de grupos...

Portanto, desconsiderar a Itália, pode ser um tanto precipitado.


quinta-feira, junho 14, 2012

O dinamarquês Daniel Agger é fã dos Vikings...


Imagem: AP - Michael Probst

Jornalista na cabine ou na redação, é fera... dentro do campo, nem tanto...



Jornalistas esportivos são na maioria excelentes críticos...

Sabem exatamente o que cada jogador deve fazer em campo...

Mesmo que nunca tenham jogado nenhuma partida, além das peladas na escola ou com os amigos.

Falam sobre tática com a convicção de um Muricy Ramalho, de um José Mourinho ou até mesmo do saudoso Telê Santana...

Mesmo que nunca tenham distribuído uma só camisa num vestiário ou caminhado de lá para cá na área destinada aos treinadores.

Pois bem, vejamos como se saiu Diego Breno, repórter do TVU Esporte da TV Universitária de Natal, Rio Grande do Norte, dentro das quatro linhas...

Confira o vídeo da excelente matéria deste jovem, competente e promissor homem de imprensa.



O coração no rosto da polonesa...


Imagem: Getty Images

Rubens Guilherme desabafa...



"Vem o lado que eu não consigo conviver. No futebol tem muito lixo. Existem interesses políticos e partidários, como ficou claro na reunião do Conselho Deliberativo e não vim aqui para isso. Existem as vaidades pessoais, que ficam acima do clube. Tem as pessoas que não tem o que fazer e que vivem pelas redes sociais, destilando ódio e raiva. Tem gente que reclama que eu não vivo no ABC. Se eu viver lá, só vou conseguir problemas e contas. Os recursos que vieram, foram de fora para dentro. Lá no ABC, só tem fofoca e contas". 

Rubens Guilherme, presidente do ABC FC.

Alemanha 2x1 Holanda...


Imagem: Getty Images



A Holanda tinha que vencer para se manter viva na competição...

A Alemanha queria vencer para manter a tradição de força que foi construída por Sepp Herberguer na Suíça em 1954, quando os germânicos puseram fim ao sonho de Puskas e companhia de se tornarem campeões do mundo.

Não foi um jogo fácil...

Pelo menos nos minutos iniciais.

Os holandeses, donos de um futebol mais vistoso, ofensivo e técnico, haviam sido surpreendidos pela Dinamarca na primeira rodada, foram para o tudo ou nada...

Os laranjas entraram mais soltos, mais determinados e velozes...

O gol alemão era o objetivo.

Martelaram, tentaram e até chegaram a assustar, mas ao poucos, a Alemanha impôs seu estilo frio e imperturbável...

Esse estilo costuma tornar os alemães perigosos quando formam apenas equipes medianas...

No entanto, quando surge uma fornada que lhes proporciona agrupar quatro ou cinco excelentes jogadores, esse estilo é mortal para os adversários.

Foi assim em todos os títulos que conquistaram ou que chegaram perto de conquistar...

A geração da última fornada produziu Sami Khedira, Mesut Özil, Thomas Müller e Mats Hummels, que juntos com Bastian Schweinsteiger e Philipp Lahm formam uma equipe do mais alto calibre...

Isto sem falar que no banco, ainda esperam sua hora, Toni Kroos, Mario Götze, Marco Reus e André Schürrle...

Sobre Manuel Neuer, não tecerei comentário, pois a escola de goleiros da Alemanha sempre foi uma das melhores do planeta.

Pois bem, o estilo frio, imperturbável e preciso, propiciou aos alemães a vantagem no marcador com os dois gols marcados por Mario Gomez...

Aliás, Mario Gomez não tem nenhum refinamento quando o assunto é passe ou dribles desconcertantes, mas dentro da área, qualquer minúsculo espaço que lhe deem é espaço suficiente para causar pânico em defensores e goleiros.

Desconcertada e desanimada diante dos gols sofridos aos 24 e 38 minutos, a Holanda foi para o vestiário, cheia de interrogações.

Na etapa final, os holandeses que sabiam estar diante de uma gigantesca tarefa, primeiro usaram a técnica, depois, o coração...

Aos 28 minutos, van Persie encontrou um brecha e com um chute preciso e violento, diminuiu o marcador...

Esperançosos, os holandeses se lançaram em busca do gol de empate, mas esbarraram no forte e eficiente sistema defensivo alemão...

Cientes do desespero de seus oponentes, os germânicos mantiveram o ritmo e esperaram o apito final.


Sacanagem holandesa...


A boneca inflável fez sucesso na torcida da Alemanha...


Imagem: AFP - Damen Mayer

Portugal 2x1 Dinamarca...


Imagem: Picture Alliance




Em doze minutos Portugal marcou dois gols...

Pepe aos 24 e Postiga aos 36, abriram uma vantagem bastante significativa para os lusos...

Justa vantagem.

Portugal naquele momento era superior, tinha a posse de bola e mantinha a Dinamarca dominada...

A pressão portuguesa sobre a defesa dinamarquesa impedia que os daneses trocassem bons passes e saíssem rapidamente em contra ataque.

Imaginei que os lusos fossem aproveitar sua superioridade e a timidez dinamarquesa para tentar liquidar o jogo, mas não foi o que aconteceu.

Os dois gols de Portugal forçaram os daneses a avançar suas linhas, soltar seus laterais e buscar o jogo franco.

Aos 41 minutos, a defensiva portuguesa falhou e Bendtner, depois de receber um passe de cabeça de Michael Krohn-Dehli, também de cabeça, tocou para o gol vazio a sua frente.

Na segunda etapa, a seleção da Dinamarca passou a buscar o ataque e Portugal que antes dominava as ações passou a contra atacar...

Infelizmente para os lusos, Cristiano Ronaldo não estava num bom dia...

O perigoso atacante, não acertava passes, não completava dribles e perdia boas chances...

A mais clamorosa foi quando ficou frente a frente com Andersen e displicentemente, tocou a bola para linha de fundo.

Percebendo que seu adversário havia caído de produção e que a marcação afrouxara, os dinamarqueses se soltaram ainda mais...

Aos 35 minutos, o ótimo Jacobsen, cruzou a bola para área portuguesa, Pepe falhou e Bendtner livre, cabeceou sem chances para o goleiro Rui Patrício...

Portugal gelou...

A Dinamarca ferveu e passou a crer que era possível vencer.

Entretanto, aos 42 minutos, quando o empate já era praticamente dado como certo, Varela recém-entrado no lugar Raul Meireles, ficou com a bola a sua disposição para marcar...

Furou espetacularmente na primeira tentativa...

Mas, bafejado pela sorte e pela ineficiente e pouco determinada cobertura de Poulsen, conseguiu uma segunda chance e com um chute potente e certeiro, colocou a bola no fundo das redes de Andersen.

A Dinamarca gelou...

Portugal ferveu e euforicamente, comemorou a vitória.