segunda-feira, julho 02, 2012

Gatos não voam...



Como disse o ET em seu blog, há um gato no telhado do estádio Maria Lamas Farache...

Assim como os gatos, Márcio Goiano não sabe voar.

E quem não sabe voar, costuma cair dos telhados, dos muros, das falésias e todos os lugares altos aqui ou em qualquer lugar.



Bonito pescoço...


Imagem: EFE/Kerim Okten

O Baraúnas de Mossoró começa bem a Série D...



O Baraúnas foi ao Ceará e voltou com ótimo resultado: empatou com a equipe do Horizonte em 0x0, pela Série D...

Para o Horizonte o empate foi um péssimo resultado...

A vitória sobre o Ypiranga em Pernambuco por 3x1 colocava o time cearense como favorito.

Com o empate, o Baraúnas ganha moral para receber em Mossoró no próximo fim de semana o Petrolina de Pernambuco.


A vedete de Kyiv...


Imagem: Getty Images

Um paralelo entre 1970 e 2012...



Depois do jogo, tomei um café, ascendi um cigarro e pensei: a Itália disputou a final, não contra a Espanha, mas sim, contra a Alemanha...

Foi contra os alemães que os italianos fizeram sua melhor apresentação...

Melhor?

Não, não...

Na verdade, fizeram mais que isso...

Jogaram muito além do esperavam e talvez, muito além do que podiam...

A partida contra a Alemanha foi a final, antes da finalíssima.

Mas o custo de abater um gingante foi alto demais...

Fisicamente destroçados, os italianos não foram páreo para o gigante seguinte.

Com este pensamento na cabeça, acabei por lembrar que havia acontecido algo semelhante com a seleção italiana e foi então, que voltando no tempo, acabei no México em 1970.

Na Copa do Mundo de 1970, a Itália chegou à fase final como integrante do Grupo 2 e classificou-se para as quartas de final em primeiro lugar com 4 pontos...

Vencendo a Suécia, e obtendo dois empates com Uruguai e Israel.

Na Eurocopa de 2012, a Itália integrou na fase final, o Grupo C.

Os italianos ficaram em segundo lugar com 5 pontos...

Com uma vitória sobre a Irlanda e dois empates contra a Espanha e a Croácia.

O motivo dos italianos terem somado 4 pontos em 70 e 5 em 2012, tendo feito campanha idêntica, é de fácil explicação: em 70 as vitórias ainda valiam apenas dois pontos.

No México, nas quartas de final, a Itália eliminou os mexicanos por 4x1...

Garantiram sua passagem para a semifinal, ganharam a antipatia de uma nação inteira e tiveram pela frente a Alemanha, na época, favorita.

Na Polônia/Ucrânia a Itália precisou nas quartas de final, dos pênaltis para eliminar a Inglaterra por 4x2.

Em 1970, as semifinais ficaram para a história como uma das maiores partidas já disputadas num mundial...

Os 4x3 impostos pelos italianos na seleção de Maier, Beckenbauer, Overath, Müller, Seeler e Vogts, foram memoráveis...

Assim que a bola rolou, Boninsegna abriu o marcador para os italianos aos 7 minutos... 

No segundo tempo, quando o juiz se prepara para encerrar a partida, Schnellinger aos 45, empatou para a Alemanha.

Na prorrogação, Müller aos 4 minutos do primeiro tempo, botou a Alemanha na frente, mas aos 8, Burgnich empatou.

No etapa final, aos 4 minutos, Riva virou para a Itália e aos 10, novamente Müller igualou.

No entanto, os alemães nem tiveram tempo de comemorar...

Rivera, um minuto depois, marcou o gol que eliminaria a Alemanha.

Albertosi, Riva, Rivera, Boninsegna, Sandro Mazzola e Faccheti, fizeram em 70, o que Pirlo, Buffon, Bonucci, Cassano e Montolivo, repetiram diante da Alemanha de Neuer, Özil, Kedirah, Hummels e Kroos... 

Jogaram a final, antes da finalíssima.

E, como ontem, chegaram destroçados diante de um gigante chamado Brasil.

Como curiosidade, naquele jogo de 1970, os alemães tinham em suas fileiras, um filho de poloneses: Grabowisk.

Na semifinal de 2012, a Itália venceu a Alemanha por 2x1...

A Azurra marcou dois gols ainda no primeiro tempo e os alemães diminuíram aos 45 do segundo. 

Neste jogo, dois filhos de poloneses, naturalizados alemães, estavam em campo; Podolski e Klose.

Ao concluir minhas lembranças, sorri ao me lembrar de que depois de eliminar a os alemães nas duas finais antecipadas, os italianos, foram goleados por Brasil e Espanha...

4x1 em 1970 e, 4x0 em 2012.


Lágrimas...


Imagem: Picture Alliance

Espanha 4x0 Itália - Ainda resta alguma dúvida?



Imagem: Getty Images



Fora a os italianos, não consegui entender a torcida de alguns contra a Espanha…

Ou melhor, entendi sim...

O velho recalque nunca falha nessas horas.

Ver os espanhóis conseguirem o feito de vencer consecutivamente, uma Copa do Mundo e duas Eurocopas, é demais para o fígado de alguns compatriotas...

Mesmo aqueles que propagam aos quatro ventos amar o jogo bonito e a técnica, não suportam ver que o Brasil pode ser alcançado e até mesmo ser desbancado a qualquer momento.

Mas, felizmente o futebol bem jogado venceu...

Venceu, convenceu e mostrou que ainda vai dar o que falar.

Durante o jogo, alguém reverberando um comentário de um dos analistas televisivos disse:

- “É verdade, esse excesso de toques da Espanha deixa o jogo chato”...

Pensei comigo; chato para quem cara pálida?

Depois, dei um sorriso e continuei a conversar comigo mesmo...

A Espanha não toca a bola, passa a bola...

Faz a bola rolar de pé em pé e com isso, transforma o adversário numa presa fácil do desgaste físico...
Os onze jogadores de vermelho, fazem os onze jogadores de qualquer cor, correrem de um lado para o outro como meninos numa disputa de “bobinho”...

Por coincidência ou não, logo depois, numa troca de passes rápidos e precisos, a bola chegou a Fábregas... 

Este por sua vez, cruzou para David Silva de cabeça abrir o marcador.

Esses passes são mesmo chatos...

Que o diga Buffon.

Depois disso, a Itália ficou com a bola, mas como os italianos não são chatos, não souberam como fazê-la chegar ao gol de Casillas.

Pensei então; esses espanhóis são mesmos uns chatos: quando estão com a bola, transformam seus adversários em baratas tontas a correr atrás dela e, quando o adversário tem a bola, fica como barata tonta, tentando encontrar uma brecha para fazê-la chegar ao gol.

O tempo passou e a Itália, tentava, mas não conseguia...

Repentinamente, a Espanha resolveu não ficar tocando de lá para cá e sim, sair em velocidade e num único passe resolver o problema...

Foi exatamente o que fez Xavi...

Viu Jordi Alba correr em direção ao gol e passou a bola em linha reta para que o jovem lateral esquerdo superasse Buffon e ampliasse o marcador para 2x0.

No segundo tempo, os italianos com ar de derrotados, perderam Thiago e com ele as esperanças...

Se com onze perdiam, imagine com dez.

Nada mais havia para ser feito a não ser esperar o fim do jogo.

No entanto, antes do apito final, a Espanha fez seu terceiro gol através de Fernando Torres e, logo a seguir, Torres, numa demonstração de companheirismo, percebeu a entrada pelo meio da área de Mata e ao invés de chutar, passou-lhe a bola para este encerrasse a goleada.


domingo, julho 01, 2012

Havia uma macaca no meio do caminho, mas ela foi gentil e abriu passagem...


Charge: Mário Alberto

Minha Homenagem às vítimas do Holodomor – Um genocídio de proporções gigantescas que o mundo fez questão de esquecer.

Arte Digital: Fernando Amaral


Esperei em vão.

Nenhuma homenagem...

Nenhuma palavra...

Nenhum mísero texto num canto qualquer de jornal...

Nenhuma flor jogada numa calçada...

Nenhuma prece...

Nenhuma lágrima.

Para o mundo, os 7 milhões de ucranianos vítimas do Moryty Gholodom ou Holodomor, não tem nenhum significado...

A página arrancada da história da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, jamais repercutiu com a intensidade devida, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França e nos demais parceiros do comunismo na luta para derrotar o Nacional Socialismo no século passado.

O pacto de silêncio sobre os crimes do aliado vermelho foi mantido mesmo quando a aliança se partiu...

Ingleses, americanos e franceses, não poderiam admitir, assim como não admitem até hoje, que para derrotar um monstro, se uniram a outro...

Talvez por isso, minha espera tenha sido em vão.

Logo mais, em Kyiv, cidade onde se localiza a ravina de Babi Yar, local onde outro povo – os judeus - foi massacrado sem nenhuma compaixão pelos Einsaztgruppen a serviço das SS da Alemanha Nacional Socialista, as seleções da Espanha e da Itália vão decidir a Eurocopa 2012   e, certamente não ouvirei e nem verei nenhuma menção ao Holodomor.

As 7 milhões de pessoas mortas pela fome genocida imposta pelos comunistas comandados pelo camarada Joseph Stalin, cujo objetivo era quebrar a resistência do campesinato ucraniano à coletivização de suas terras e destruir os ideais de uma Ucrânia livre e independente, ainda “vagam” pelos campos e cidades a espera do reconhecimento de seu sofrimento.

7 milhões de seres humanos que morreram lentamente entre 1932 e 1933...

7 milhões de homens e mulheres, mas principalmente, velhos e crianças que foram “competentemente” eliminadas pelos asseclas do camarada Stalin.

Genrikh Yagoda, chefe da OGPU (antecessora da NKVD e depois, KGB)...

Vyacheslav Molotov, Ministro de Relações Exteriores e, responsável pela Campanha de Requisição das Colheitas dos camponeses ucranianos...

Stanislav Kosior, Secretário-Geral do Partido Comunista na Ucrânia e, responsável pelas estatísticas enviadas diretamente a Stalin sobre o crescimento do número de mortos.

 Lazar Kaganovitch, Líder do Partido Comunista da Ucrânia, membro do Politiburo e homem de destaque na coletivização das fazendas em território ucraniano...

Estes e tantos outros, cantados em prosa e verso por Máximo Gorki, o escritor, dramaturgo, romancista e contista que sem nenhum escrúpulo, emprestou seus talentos a União Soviética.

Com a frase abaixo, encerro minha solitária e singela homenagem aos 7 milhões de esquecidos pela história e pelos que a contaram depois de 1945.

“a insatisfatória evolução das sementeiras em numerosas regiões, prova que a fome ainda não levou à razão muitos kolkhozianos”.

Stanislav Kosior.


sábado, junho 30, 2012

Invasora ousada...


Imagem: AP/ Eric Francis

América 1x0 Guarani...




Sem esse papo de gol polêmico... Isac de cabeça aos 2 minutos do segundo tempo.

Ou a bola entrou ou não entrou.

Para quem concorda com o auxiliar, ótimo, assunto encerrado...

Para quem discorda, uma frase de consolo; roa-se.

O blogueiro aqui vai ficar se roendo, por discordar do auxiliar.

No mais, o que importa é que o América segue firme forte entre os quatro melhores times da Série B.

Já o Guarani, patina na crise e permanece na zona de rebaixamento.

Com oito jogos, seis vitórias, um empate e uma derrota, a equipe americana acumula os pontos necessários e abre vantagem sobre aqueles que lutam para chegar à zona de classificação.

Sabe aquela continha que se costuma fazer próximo às últimas rodadas do campeonato, quando a vaca está indo ou já se encontra no brejo?

Começo a fazer agora, não com a preocupação dos anos anteriores, mas como contagem regressiva...

Faltam 29 pontos para o América atingir os 46 necessários para permanecer na Série B e aí, partir em busca da vaga para a Série A.


Perdido no espaço...


Charge: Gustavo Duarte

ASA 3x1 ABC...


No jogo das letrinhas em Arapiraca, o ABC perdeu para o ASA e negou a sua torcida o esperado presente de aniversário dos 97 anos do clube.

Pior que isso, o ABC saiu na frente com Raul aos 29 minutos do primeiro tempo...

Seis minutos depois, permitiu que Danilo Cruz empatasse a partida.

Na segunda etapa, logo com um minuto de jogo, Lúcio Maranhão virou e aos 9 minutos, Roberto Jacaré marcou o terceiro gol do ASA e deu números final a partida.

Não vi o jogo, mas deixo o vídeo dos lances dos gols para que você meu caro leitor, acompanhe atentamente as jogadas que terminaram nas redes alvinegras e tire suas conclusões sobre o sistema defensivo do ABC.

Porém, como tudo o que está ruim, pode ficar pior; nas próximas três rodadas, o ABC enfrenta o Vitória em casa, o Atlético Paranaense no Paraná e volta para jogar com o Criciúma...

Complicado né?



sexta-feira, junho 29, 2012

Super Mario ou Balotália? Escolha.


Imagem: Getty Images

Itália 2x1 Alemanha...



Imagem: Getty Images  



Imagem: Picture Alliance


 
Durante a execução dos hinos nacionais de Itália e Alemanha antes do início da partida que definiria o segundo finalista da Eurocopa, um detalhe me chamou atenção...

A forma como os italianos cataram o hino nacional de seu país.

Havia uma vibração acima do comum...

Orgulho, concentração e aquele ar de vamos para cima deles, pairava sobre os onze italianos escalados para começar um embate onde tese, eram inferiores.

Quando os acordes do Deutschland, Deutschland Über Alles começou; percebi um ar gelado...

Tão gelado que me pareceu deixar escapar uma certa arrogância.

Podolski, Özil, Kehdira e Boateng, silenciaram...

Apenas os alemães, de nascimento e descendência, cantaram, mas ainda assim, burocraticamente.

Nascido na Polônia, Podolski era dentre os “estrangeiros” da Nationalmanschaft, o único que tinha um motivo politico para calar... o jogo era em Varsóvia, capital da terra de seus pais...

Os outros foram cautelosos e evitaram que as imagens que certamente chegariam à Turquia, Tunísia e Gana, despertasse nas populações dos países de seus ascendentes, desnecessária antipatia.

Mesmo tendo nascido em território alemão, os poloneses nunca perdoaram Podolski e Klose por terem optado pela nacionalidade alemã, na hora de escolher em que seleção jogar...

O mesmo ocorre com Özil, entre os turcos e com Kehdira entre os tunisianos.

Já os Boateng, salomonicamente resolveram a questão...

Jérôme optou pela Alemanha e Kevin-Pince, por Gana.

Quando o jogo começou, imaginei que o detalhe fora apenas um detalhe, pois a Alemanha como uma avalanche, despencou sobre os transalpinos e por três vezes a bola não entrou no gol de Buffon...

Parecia que os prognósticos iriam se cumprir.

Mas a Itália é a Itália...

Claudica na fase de grupos...

Perde jogos “imperdíveis” e tropeça em empates...

Classifica-se quase sempre, no apagar das luzes...

Foi assim em outros tempos e foi assim desta vez.

No entanto, passado o sufoco, crescem e quando crescem, atropelam favoritos e derrubam apostadores...

Foi assim em 1970, diante da mesma Alemanha...

Foi assim em 1982, frente ao Brasil...

Foi assim e 1996 contra França e foi assim, ontem, novamente contra a Alemanha...

Não sei será assim contra a Espanha, mas que se cuidem os ibéricos.

O jogo

- “Nos faltou concentração frente a uma Itália muito forte”.

Assim, Joachim Löw definiu a atuação de sua equipe...

E, ele tem toda razão.

Os gols de Balotelli são provas cabais da afirmação de Löw...

Badstuber, no primeiro gol marcou a bola...

No segundo, o mesmo Badstuber mal posicionado permitiu que o atacante italiano, tivesse liberdade para dominar, correr e chutar...

Onde estava Hummels?

- “Depois do primeiro gol, perdemos a organização e cedemos espaços para eles”, concluiu Löw...

Também está correto.

Depois do primeiro gol, Itália cresceu, equilibrou e passou a ter o domínio psicológico do jogo...

Os alemães mantinham sua típica determinação, mas emocionalmente, não eram os mesmos de sempre.

Muito jovens em sua maioria, sentiram o peso dos gols que não imaginavam iriam tomar.

Porém, Löw, o excelente treinador germânico, não comentou sobre seu único erro...

Erro que só corrigiu no segundo tempo, quando substituiu Podolski e Mario Gomez por Klose e Schürrle...

Não entendo a insistência de Löwe com Podolski e a titularidade de Gomez.

Com as mudanças, a avalanche alemã voltou a desabar sobre a Itália...

Mas como marcam esses italianos...

Como são dedicados e disciplinados esses sujeitos e, como sabem jogar emparedados e descobrir brechas para cutucar o adversário...

Sofreram pressão, mas estiveram mais próximos do terceiro gol que a Alemanha do primeiro em algumas oportunidades.

Por fim, veio o gol alemão...

Veio, mas veio tarde demais para evitar a derrota.

Quando o árbitro apitou o fim do jogo, lembrei-me do momento da execução dos hinos e entendi o 2x1.