segunda-feira, setembro 10, 2012

Baraúnas, passo a passo...




Serão duas partidas...

Ou será melhor dizer que serão 180 minutos de futebol?

Tanto faz, creio eu...

O que importa é que Wassil Mendes e seus atletas estão a dois jogos da Série C em 2013.

Muito legal!

Ontem em Mossoró o Baraúnas que já havia vencido o Souza por 1x0 na Paraíba, voltou a vencer, mas desta vez, fez um gol a mais...

Alvinho e Rafinha foram os autores dos gols que classificaram o Baraúnas para enfrentar o Campinense da Paraíba na próxima fase da Série D.

O primeiro jogo será em Campina Grande e o segundo em Mossoró.

Tomara tudo corra dentro da normalidade, pois o Campinense por si só, já é um adversário bastante respeitável.




Do necrotério para as Paraolímpiadas de Londres...

Imagem: Hospital Headley Court


A paraolimpíada é repleta de grandes histórias...

Superação, fé em si mesmo e vontade férrea, estão presentes na vida de todos aqueles que dela participam.

Há poucos dias publiquei uma postagem sobre o nadador sul-africano, Achmat Hassien que perdeu uma perna ao salvar seu irmão mais novo do ataque de um tubarão branco em 2006 e que subiu ao pódio como ganhador da medalha de prata em sua categoria.

Hoje, trago a história de Derek Derenalagi, um britânico nascido nas ilhas Fiji...

Em 2007, Derek servia no Afeganistão quando seu Land Rover recebeu um violento impacto de uma bomba colocada na estrada pela guerrilha talibã.

Derek foi dado como morto.

“Colocaram-me numa bolsa plástica e levaram meu corpo para ser preparado para a repatriação. Neste momento, alguém percebeu que eu tinha pulso, muito débil, mas tinha”.

Derek foi levado às pressas para o hospital militar e lá, apesar das tentativas dos médicos, perdeu suas pernas.

Foram oito dias em coma e três semanas no hospital...

Quando despertou, estava na casa de Selly Oak em Birmingham com sua mulher Ana ao seu lado.

“Não fiquei me lamentando. Não tinha tempo para isso. Mesmo sem minhas pernas, ainda era um soldado e o exército me havia ensinado que só a morte pode deter um homem. Eu estava vivo”.

“Durante as a paraolimpíadas de Pequim, eu estava no centro de reabilitação de Headley Court e foi então que decidi o que iria fazer dali para frente”.

“Ver aquela gente com o mesmo problema que eu me fez pensar que o esporte seria uma maneira de continuar a servir a Grã Bretanha”.

Cinco anos, seis semanas e um dia após a fatídica explosão, Derek entrou no Estádio Olímpico de Stratford para competir no lançamento de disco, diante de um público de 80 mil pessoas.

Infelizmente Derek não conseguiu passar as finais...

A marca de 39.37 metros o deixou muito distante dos 41.41 que lhe deu a medalha de ouro no paraolímpico europeu.

Derek deixou o estádio aplaudido de pé e recebeu continência de todos os militares presentes.

“Não estou triste. O que queria era colocar um sorriso no rosto das pessoas e mostrar para todos que é possível viver, ser útil e feliz. Agora, já não sou mais um soldado, mas nunca deixarei de pertencer ao exército britânico, pois assim como milhares de outros em nossa história, estive aonde precisaram de mim e sei que não desonrei meus camaradas, minha unidade, minha bandeira e minha pátria”.


Sai debaixo...

Imagem: Getty Images

Paralímpico? Porque este blog não vai usar a grafia Paralímpico.




Por Pasquale Cipro Neto

O meu querido amigo, vizinho, filho e irmão Márcio Ribeiro me pergunta, com o seu falar italianado e com influência do linguajar da Casa Verde, bairro paulistano em que passou boa parte da vida: "Ma que história é essa de 'paralímpico'? 

Emburreci, emburrecemos todos?". 

E não foi só o Márcio. 

Vários leitores escreveram diretamente para o jornal ou para mim para pedir explicações.

Não, meu caro Márcio, não emburreceste. Nem tu nem os leitores que se manifestaram. 

E, é bom que se diga logo, a Folha não embarcou nessa canoa furadésima, furadissíssima.

Parece que o Comitê Paralímpico Brasileiro adotou a forma "paralímpico" para se aproximar da grafia do nome do comitê internacional ("paralympic"). Por sinal, o de Portugal também emprega essa aberração --o deles se chama "Comité Paralímpico de Portugal" (com acento agudo mesmo em "comité").

É bom lembrar que o "par(a)-" da legítima forma portuguesa "paraolímpico" vem do grego, em que, de acordo com o "Houaiss", tem o sentido de "junto; ao lado de; ao longo de; para além de". 

Na nossa língua, ainda de acordo com o "Houaiss", esse prefixo ocorre com o sentido de "proximidade" ("paratireoide", "parágrafo"), de "oposição" ("paradoxo"), de "para além de" ("parapsicologia"), de "distúrbio" ("paraplegia", "paralexia") ou de "semelhança" ("parastêmone"). Os jogos são paraolímpicos porque são disputados à semelhança dos olímpicos.

Talvez seja desnecessário lembrar que esse "par(a)-" nada tem que ver com o "para" de "paraquedas" ou "para-raios", que é do verbo "parar" (não esqueçamos que o infame "Des/Acordo Ortográfico" eliminou o acento agudo da forma verbal "para").

Pois bem. A formação de "paraolímpico" é semelhante à de termos como "gastroenterologista", "gastroenterite", "hidroelétrico/a", "socioeconômico", das quais existem formas variantes, em que se suprime a vogal/fonema final do primeiro elemento (mas nunca a vogal/fonema inicial do segundo elemento): "gastrenterologia", "gastrenterite", "hidrelétrico/a", "socieconômico". 

O uso não registra preferência por um determinado tipo de processo: se tomarmos a dupla "hidroelétrico/hidrelétrico", por exemplo, veremos que a mais usada sem dúvida é a segunda; se tomarmos "socioeconômico/socieconômico", veremos que a vitória é da primeira.

O fato é que em português poderíamos perfeitamente ter também a forma "parolímpico", mas nunca "paralímpico", que, pelo jeito, não passa de macaquice, explicitação do invencível complexo de vira-lata (como dizia o grande Nélson Rodrigues). 

Pelo que sei, em inglês... 

Bem, dane-se o inglês. 

Danem-se os Estados Unidos, a Inglaterra e a língua inglesa.

Alta fonte de uma das nossas mais importantes emissoras de rádio me disse que o Comitê Paralímpico Brasileiro fez pressão para que a emissora adotasse a bobagem, digo, a forma americanoide, anglicoide, ou seja, lá o que for. 

A farsa é tão grande que, em algumas emissoras de rádio e de TV, os repórteres (que seguem ordens superiores) se esforçam para pronunciar a aberração, mas os atletas paraolímpicos logo se encarregam de pôr as coisas nos devidos lugares, já que, quando entrevistados, dão de ombros para a bobagem recém-pronunciada pelo entrevistador e dizem "paraolímpico", "paraolimpíada/s".

Eu gostaria também de trocar duas palavras sobre "brasuca/brazuca" e sobre o barulho causado pelo "porque" da presidente Dilma, mas o espaço acabou. 

Trato disso na semana que vem.

É isso.



domingo, setembro 09, 2012

Se não vai por terra, vai pelo ar...

Imagem: AP/Ivan Sekretarev

ABC surpreende e vence o São Caetano por 1x0...




Diferente do América que na sexta-feira subiu para sétima posição e ontem, sábado, voltou para a oitava, o ABC ao vencer de forma surpreendente o São Caetano no Anacleto Campanella por 1x0, galgou a décima terceira posição na tabela e deu um definitivo adeus para o rebaixamento.

Antes que algum americano melindroso venha a cuspir marimbondos por aqui, lembro que o que afirmei é um fato que qualquer aluno do primeiro módulo do ensino supletivo pode comprovar sem grande esforço.

Mas, primeiro o jogo.

O ABC começou a partida, fechadinho...

Ademir Fonseca não quis arriscar...

Mas, arriscou.

Encolhido observou o adversário, viu seus pontos fortes e concentrou-se nos pontos fracos.

E se o São Caetano não tivesse encontrado Andrey em noite tão feliz?

Foi assim até o encerramento da primeira etapa.

No segundo tempo, o ABC voltou mais solto...

Ademir fez nos 45 minutos finais o inverso do que fez na primeira etapa...

Fez duas modificações: Cascata deu lugar a Adriano Pardal e Ederson saiu para a entrada de Diego Clementino...

Com Adriano Pardal e ganhou velocidade e, com Diego Clementino, ganhou o gol da vitória.

Tecnicamente a partida foi ruim...

Estrategicamente, temerária, mas deu certo e o que dá certo é inútil discutir.

O ABC retorna de São Paulo livre do rebaixamento.

Agora o motivo de ter citado o América numa postagem sobre a vitória do ABC.

O América venceu e venceu bem o Guaratinguetá...

Fez o que tinha que fazer...

Subiu uma posição, mas os rubros têm atrás de si, clubes que como ele ainda almejam voltar ou chegar à zona de classificação...

Portanto, nada mais natural que esse sobe e desce.

A situação do América é mais confortável...

Está a cinco pontos da porta do céu...

Voltar a ocupar um lugar entre os quatro ungidos não seja tarefa fácil, mas negar essa possibilidade é estupidez pura e simples.

Já o ABC está livre da Série C...

Só um fanático absolutamente cego de ódio para acreditar no contrário...

Nem mesmo os mais ardorosos amantes do Grêmio Barueri, do Bragantino, do Ipatinga ou do Guaratinguetá acreditam que esses clubes tenham força bastante para uma épica arrancada...

Podem até fazer aqui ou acolá, uma graça...

Podem até tirar pontos importantes dos que almejam a Série A ou puxar para perto da zona de rebaixamento A ou B...

Mas, escapar da Série C duvido muito que consigam.

Na pior das hipóteses, América e ABC vão fazer o que mais gostam: tentar terminar a Série B, um à frente do outro.