quinta-feira, maio 16, 2013

ABC FC 1928... Campeão da Taça Chevrolet - Infelizmente, ainda estava distante a fabricação do Chevetão.

Imagem: Cortesia do leitor Paulo Moura/ Autor Desconhecido


Estou bastante satisfeito...

Lancei um desafio aos meu leitores e obtive resultado.

Paulo Moura, me mandou a foto acima.

Ao recebê-la minha primeira reação foi ficar por muitos minutos observando, tentando descobri algum detalhe “escondido” – gosto de fotografia e observá-las me fez aprender muito, mas isso é uma outra história para um outro momento.

Alguns detalhes me chamaram atenção:

As chuteiras, aparentemente tinha matizes diferentes...

O oitavo jogador da esquerda para a direita, em pé, usava uma bem “estranha”.

Dos 10, dois não usavam nenhum tipo de proteção para os joelhos, dois protegeram apenas o joelho direito e os outros preferiram não arriscar.

Olhando o campo, entendi o porquê.

O escudo do clube só aparece na camisa do goleiro, que sem luvas e orgulhoso, segura a bola.

Um dos componentes do time, está com um calção diferente.

Atrás, podemos perceber a vegetação nativa e o time do América, infelizmente sem nitidez.

Mas o melhor da foto é que dos 11 jogadores, apenas dois parecem ser brancos, todos os outros são negros.

Isso confirma aparentemente a origem popular do ABC.

Enfim, mesmo sem ter como confirmar autenticidade e a autoria da foto, a publico muito feliz e agradeço enormemente ao Paulo Moura.

Enfim, não tenho muito leitores, mas certamente, tenho os melhores.

Faltou uma coisa...

Que genial o resultado:

2 gols e um corner contra dois corners.

Ah, quase esqueço: quem não vai gostar muito é o José Vanildo, pois segundo o texto abaixo da foto, ABC e América disputaram a Taça Chevrolet – portanto, os pioneiros em conseguir apoio de grandes montadores multinacionais não foram nem o Marco Polo Del Nero e nem o José Vanildo, mas sim, a turma dos anos 20 (brincadeira viu seu Vanildo – hehehehe).

Como se promove uma liga que enfrentou uma greve e os reflexos do atentado em Boston...

Quebrando barreiras...

Imagem: EFE/Angelika Warmuth

A vida como ela é...



Todos os jornalistas esportivos tem princípios, mas alguns, quando necessário, negociam parte desses princípios em condições bastante favoráveis para si mesmos.

quarta-feira, maio 15, 2013

Ops, escorregou...

Charge: Mário Alberto

Potiguar 2x2 América... Um grande primeiro tempo, mas o segundo, esquece.






 Imagem: Autor Desconhecido/Arte: Brum/Arte: Fernando Amaral



Foi um primeiro tempo sensacional...

Digno dos grandes estádios, dos grandes públicos, das grandes rendas e das grandes transmissões.

Exagero?

Não, não mesmo!

Jogo disputado, brigado, movimentado, repleto de alternativas e com empenho total de todos os jogadores.

O Potiguar começou assanhado, mas aos 4 minutos Índio Oliveira num toque bonito cobriu o goleiro Santos e jogou água fria na fervura do Potiguar.

Apesar de sentir o gol, o Potiguar chegou ao empate aos 14 minutos num chute indefensável de Daniel.

Aos 24, Paulinho virou a partida.

Cheguei a imaginar que o América se perderia, mas não foi isso que aconteceu...

Os rubros continuaram pressionando, apertando o adversário e buscando mudar a sorte da partida.

Melhor em campo, o América empatou com o bonito gol de Renatinho aos 31 minutos.
 
Os minutos restantes não diminuíram o ímpeto dos atletas...

Até o árbitro encerrar o primeira parte o placar ficou indefinido.

Valeu cada minuto.

Aproveitei o intervalo para fazer um sanduíche de queijo e presunto com azeitonas pretas...

Reforcei a caneca com gelo e Coca-Cola e todo empolgado, esperei ansioso a bola rolar.

Que decepção...

O segundo tempo foi bisonho.

Digno do atual abandono do Nogueirão, da público fraquinho, da renda medíocre e das transmissões onde o diretor e os câmeras não conseguem se entender.

Exagero?

Não, não mesmo!

Jogo chato, cheio de chutões, passes errados, bumba meu boi, erros, erros e erros.

Tivemos de tudo...

Alysson bateu um lateral tão tosco que até ele deve ter ficado envergonhado...

Se não ficou, fiquei por ele.

O Menino Maluquinho dando chilique na lateral e o Bruno, depois de sofrer falta, resolve sem nenhuma razão aparente, chutar o adversário.

Encolhido, aporrinhado e sem entender como duas equipes conseguem mudar tanto, torci para o jogo acabar.

Dei sorte...

Não demorou muito e sofrimento teve fim.

Senti saudade do primeiro tempo.

Tomara domingo em Ceará-Mirim eles repitam na primeira e na segunda etapa o que vi nos 45 minutos iniciais hoje.

1928/29 - O primeiro título do Barcelona - Ah, se alguém tiver uma da mesma época de qualquer clube local, publico com a maior satisfação.

Imagem: Mundo Deportivo