terça-feira, julho 09, 2013

Antenção comunicadores e torcedores... Direto do Dicionário.




reverter Datação: sXIV cf. RLor

n verbo

transitivo indireto

1 retornar (à condição inicial, ao ponto de onde se partiu etc.); retroceder, regressar

Ex.: 

o conselho do pai o fez r. novamente à realidade

transitivo indireto

1.1 Rubrica: termo jurídico.

voltar (para a posse de alguém); tornar a ser novamente propriedade do dono legítimo (falando de bens)

Ex.: 

transitivo direto e pronominal

2 dar ou tomar direção contrária a; tomar ou ganhar sentido oposto àquele em que se encontra
Ex.:

transitivo direto, bitransitivo e pronominal

3 transformar(-se) (uma coisa, concreta ou abstrata) [em outra]; converter(-se)

Ex.:

transitivo indireto

4 redundar em benefício a; converter-se

Ex.: sua campanha caluniosa reverteu em favor do candidato concorrente

transitivo indireto

4.1 ser destinado a (falando de renda, dinheiro arrecadado etc.); converter-se, redundar

Ex.: a renda do espetáculo reverterá em benefício da Casa dos Artistas

transitivo indireto

5 voltar (o aposentado, o reformado) à atividade

Ex.: o militar reformado reverteu ao trabalho  

Fonte: Juca Kfouri.

Muito bem, leram?

Entenderam?

Se sim, que evite-se daqui por diante, o uso inadequado da palavra reverter.

Nenhum clube ou atleta reverte um resultado...

Inverte.

Exemplo: se um jornalista ou radialista diz que seu time precisa reverter o resultado de 3 a 0 para buscar uma classificação em um torneio, o que ele estará dizendo é que sua equipe deve voltar ao 0 a 0...

Convenhamos, é um péssimo negócio.


segunda-feira, julho 08, 2013

As torcedoras do Tour de France, bem melhor que no futebol...

Imagem: AP/San Tang

Para Anderson Silva...



Me desculpe a ousadia meu caro Anderson Silva...

Afinal, quem sou eu para vir aqui e postar um conselho para alguém que como você atingiu o topo.

Não sou lutador, não tenho a menor noção de nada que se relacione com defesa pessoal ou ataque a pessoas.

Já briguei sim, muitas vezes...

Mas o fiz da maneira mais simplória possível...

Fechei os olhos em algumas ocasiões e saí distribuído socos e pontapés...

Ridículo não?

Também acho...

Vou além, é patético.

Apanhei muito por causa desse método pouco recomendável de combate...

Ganhei algumas, poucas é verdade, mas ganhei sim.

No entanto não é sobre lutas, brigas e confrontos que desejo lhe aconselhar...

Tenho noção das coisas e não chegaria a tanto.

Meu conselho é sobre conhecimento...

Para ser mais exato, sobre história.

Ler sobre aquilo que fazemos, aprender com quem fez, imagino eu, ajude um pouco.

Aliás, ler ajuda muito, a qualquer um em qualquer circunstância.

Por isso li...

Li muito, pois sou burrinho e os burrinhos precisam ler mais, precisam ler tudo, precisam aprender com a história e dela se valer quando a necessidade chega.

Esse é meu conselho...

Leia mais sobre lutas e lutadores...

Vá fundo...

Se possível assista os velhos vídeos dos Velhos tempos...

Lá, existem inestimáveis lições.

Mas, veja, leia tudo, assista tudo...

Não se prenda apenas aquilo que seja do seu interesse ou do interesse de suas crenças.

Lendo e vendo tudo, é possível tirar uma média...

Fazer reflexões e não empacar num só contexto.

Bem, é isso...

Ah, sim...

Meu conselho é...

Leia sobre Cassius Marcellus Clay Jr, ou melhor, Muhammad Ali...

Veja tudo sobre ele...

Talvez assim meu caro Anderson, você possa ser petulante, arrogante e aparentemente descuidado...

Talvez, você aprenda a ser um “bailarino” no octógono e aí, possa tentar ser o que foi Cassius Clay, hoje, Muhammad Ali.

No mais, continuo seu admirador...

Mesmo não sendo fã do esporte que você pratica, sou sim, um admirador de sua luta para chegar onde chegou.

Respeito pessoas pelo que eles fizeram...

Diferente de seus fãs, que só respeitam suas vitórias e não, sua história.


As freiras do Monastério da Consolação em Draguignan, França, acompanham a passagem dos ciclistas do Tour de France

Imagem: AP - Laurent Cipriani

Simples assim...



Por Sérgio Lima.

Texto pinçado do blog do Juca Kfouri.

Hoje é sábado, dia seis de julho de 2013.

Em Massachusetts, contudo, hoje é mais um daqueles dias em que um gesto de um time da liga de futebol americano, a NFL, poderia muito bem servir de lição a tantos clubes e a muuuuitas empresas deste nosso Brasil.

O super poderoso New England Patriots, da cidade de Boston, tinha, até a semana passada, como um de seus principais jogadores, um rapaz de nome Aaron Hernandez.

Jogador espetacular, que acabara de assinar uma extensão contratual de quatro anos no valor de 40 milhões de dólares.

Contudo, Hernandez foi preso há cerca de dez dias, acusado de ter planejado e matado com vários tiros um de seus amigos que, segundo testemunhas, sabia do envolvimento de Hernandez em outro crime mortal e que poderia por toda a sua vida de fama e fortuna a perder.

O que Hernandez não esperava era ter contra si e seu crime bárbaro, diversas câmeras de vigilância contando toda a história do crime em imagens bem claras.

Ninguém tem nenhuma dúvida de que foi ele o autor e de que será condenado.

Já a empresa New England Patriots, imediatamente tratou de rescindir o contrato e apagar a imagem de Hernandez de tudo o que pudesse ligá-lo ao negócio.

Todas as camisas com o nome do ex-jogador foram recolhidas de todos os pontos de venda.

Mas o que chamou mais a atenção foi terem rapidamente achado uma solução para os pais que haviam comprado camisas oficiais caríssimas de Hernandez para os filhos e que sentiam que os filhos não deveriam usar o nome de um bandido nas costas.

Neste sábado e domingo o New England Patriots está trocando qualquer camisa que tenha o nome de Hernandez por qualquer outra camisa oficial do time.

Até o meio dia de hoje mais de mil e duzentas camisas já haviam sido trocadas.

A verdade é que em breve Aaron Hernandez será esquecido em uma cela qualquer de alguma penitenciária americana.

E o New England Patriots e sua diretoria estão fazendo de tudo para que as pessoas lembrem-se de que os fãs ainda continuam sendo, não importando as circunstâncias, mais importantes que qualquer outro indivíduo da organização.