No texto abaixo, Edi Souza,
representante do meio-campista Rodriguinho conta algumas passagens sobre a
atual situação do jogador e como o colocou no mercado do sudeste e como chegou
a ele.
Nessa longa e interessante
história, há um trecho em que Edi fala sobre minha pequena participação.
Participação da qual me orgulho
por duas razões.
Percebi que permanecendo aqui,
Rodriguinho acabaria se tornando mais um a se perder e, então, resolvi
intervir.
Indiquei a Edi por ter sido ele me
apresentado por meu filho Alexandre e por descobrir que se tratava de um
sujeito cujo nome não causava repudio ou repugnância a ninguém.
Edi, só comete um equívoco – pelo
tempo já assado, normal.
Fui eu que indiquei Nêgo a ele...
Por razões parecidas com as de
Rodriguinho, mas não iguais.
Quando falei de Rodriguinho, ele,
naturalmente buscou informações sobre o jogador e, as procurou junto à Nêgo,
que já estava com ele em São Paulo.
Nêgo, confirmou o que eu tinha
dito e o assunto tomou rumo próprio.
AS MENTIRAS, AS VERDADES E AS
SATISFAÇÕES PROPORCIONADAS PELO FUTEBOL
Por Edi Souza.
Não gosto muito de usar desses artifícios
para justificar situações, porque as verdades por si só já me satisfazem.
Mas vamos lá...
Hoje aconteceram duas situações
distintas, mas que servem para confirmar três pontos reais:
1) Rodriguinho é o assunto do momento do
futebol brasileiro.
2) Existem pessoas de caráter no
futebol.
3) Existem pessoas aproveitadoras
e mentirosas no futebol....
Explico!
1) Concluo que Rodriguinho é a
bola da vez, porque recebo inúmeras ligações de empresários, imprensa, clubes,
amigos fazendo perguntas e consultas sobre o jogador.
Eu explico exatamente a situação
como deve ser explicada, respeitando todas as partes, pois é assim que
trabalho.
Hoje recebi a ligação de um clube
mexicano através de um agente brasileiro que mora nos Estados Unidos.
Recebi também a ligação de um
amigo pessoal que estava ladeado de um diretor de um gigante clube brasileiro
querendo saber detalhes sobre a possibilidade da compra do jogador.
Existem muitas consultas,
pesquisas e talvez, a insistência do América Mineiro em exigir o pagamento da
multa integralmente, afaste a possibilidade de uma proposta oficial.
E é totalmente compreensível a
postura do clube mineiro, afinal, agora sim, até onde sei, Rodriguinho é
cobiçado por 8, dos 10 maiores clubes do futebol brasileiro.
Fico feliz!
2) Existem pessoas de caráter,
porque nessa ligação do amigo que citei, o diretor executivo que estava ao lado
se dizia envergonhando para falar comigo, pois em 2010 ele havia negado um
pedido feito por mim na indicação do próprio Rodriguinho, e em 2011, me pediu
uma informação e não deu crédito no que foi dito por mim.
Pedi ao amigo que passasse o
telefone e que eu falaria sem qualquer tipo de ressentimento, afinal não sou o
dono da verdade.
O fato é que em 2011 esse
executivo me ligou pedindo informações sobre o Romarinho, e mesmo após minhas
boas informações preferiu não contratá-lo.
Mas a justiça foi feita, fazendo
com que ele fosse para o Bragantino e agora no Corinthians.
Em 2010, eu liguei e pedi uma
ajuda, fazendo a indicação do Rodriguinho, assim como fiz com nos principais
clubes do interior da primeira divisão do estado de São Paulo, sem sucesso.
Relendo novamente o e-mail que
ele fez questão de me enviar novamente com sua resposta, notei que eu havia
assumido as responsabilidades salariais caso o Rodriguinho não demonstrasse a
qualidade indicada.
E mesmo assim houve uma recusa
com a alegação de que o jogador era do nordeste, poderia não se adaptar e o
clube recebia muitas indicações diárias de jogadores que se destacavam por aqui
mesmo.
Na época respondi o e-mail
explicando que minhas indicações em jogadores desconhecidos eram feitas de
maneiras minuciosas e estudadas, e mesmo assim, a resposta foi não.
Não guardei ressentimentos porque
no futebol já ouvi muito isso, inclusive referente a jogadores que depois
serviram/servem seleção brasileira.
E também, porque praticamente 8
dos 10 clubes indicados me disseram não.
Sem contar os clubes de outros
estados.
Pode até ser que por obra das
injustiças da bola Rodriguinho não chegue a seleção e outros que já tive o privilégio
de indicar e não tinham tanta qualidade conseguiram chegar, mas o fato é que
qualidade para esse jogador, não falta!!!
Faço questão de destacar esse
assunto, porque muito embora o diretor se sentiu envergonhado, o fato de ter
dito a verdade e se desculpado do seu erro (que ao meu ver não é exatamente um
erro), ao menos reconheceu que poderia ter confiado em mim.
Fiquei Feliz!
3) Existem aproveitadores e
mentirosos no futebol:
Por outro lado, na ligação do
agente brasileiro sobre o interesse do clube mexicano, ele me informou que já
havia feito a tentativa em contratar o jogador no final de 2011, mas o contato
foi feito com outra pessoa (agente não credenciado) que alegou conhecer e ter
revelado RODRIGUINHO no ABC e tê-lo indicado ao Bragantino.
Conheço muito bem essa pessoa, e
liguei para ela.
Fui surpreendido com a história
que me contou, relatando histórias verídicas sobre a carreira de Rodriguinho
desde a base no ABC, como se ele realmente estivesse vivenciado e acompanhado
tudo.
Fiquei indignado, confesso que
por um minuto pensei em armar uma cilada para desmenti-lo, mas respirei fundo,
pedi desculpas e disse que ligaria em 15 minutos.
Pensei bem, e resolvi desmenti-lo
diretamente, sem exageros e sem alarmes, afinal a verdade dita nos olhos ou
diretamente tem efeito imediato e definitivo.
A baderna ou o divulgação
desnecessária fere o ego e gera revoltas e mais mentiras.
Dentre as histórias contadas, me
revelou que Rodriguinho não tinha pai e que era filho único, que foi criado
apenas pelo padrasto que o considera como filho e tal...
Parte dessa história é verídica,
mas Rodrigo tem pai sim, e inclusive não é filho único, e a consideração pelo
seu padrasto é recíproca.
Enfim, a mentira nunca é
perfeita, e tive a oportunidade em desmascará-lo e cortar relações, pois onde
existe uma relação apenas profissional e muita mentira, não há porque insistir
nela...
Mas para mim, no futebol isso não
é novidade, pois várias vezes, alguns agentes me ligavam oferecendo jogadores
que já trabalhavam comigo, inclusive mostrando "falsas" autorizações.
Fico triste!
O fato é que em Abril de 2008 fui
à Natal, fiz o acerto para representar o Rodriguinho, fui muito bem
recepcionado por ele, pelo pai Sr. Marinho, na sequencia houveram muitas
"brigas" com o ABC que não aproveitou o talento do jogador, mas
acabamos acertando a rescisão e trazendo ele para São Paulo, onde consegui um
investidor e um clube (Bragantino) para que ele pudesse mostrar seu belo
futebol.
Durante o afastamento no ABC e a
apresentação ao Bragantino, foi um período difícil para o jogador, mas ele
nunca desacreditou que eu iria deixar de cumprir o que foi pactuado, e eu nunca
desisti de acreditar que ele iria arrebentar, mesmo diante de tantos NÃO!
Rodriguinho nunca deu
"migué", nunca foi de ficar pedindo coisas e dinheiro, nunca deixou
de se dedicar, nunca ficou "metendo marra", praticando modismo
desnecessário.
Sempre foi muito sóbrio e
inteligente ao conceder entrevistas.
Não tenho dúvidas de que logo
estará num grande clube brasileiro e não economizo palavras em dizer que se
tivesse num clube de série A, já estaria na seleção brasileira, pois ele tem
muito mais a render ainda.
O repertório ali é extenso e de
qualidade.
Brincadeiras à parte, sempre digo
à ele que tenho direito a metade desses gols que ele faz de longe (RISOS).
E que não são poucos e nem para
qualquer um.
Cheguei até Rodriguinho após a
indicação feita pelo meu amigo e jogador, Nêgo e coincidentemente também, indicado pelo meu amigo Fernando Amaral, a quem devo gratidão pela amizade
sincera.
Nunca me pediram um centavo pela
indicação.
Na oportunidade do nosso
encontro, percebi que além de craque, tratava-se de uma pessoa inteligente e
que sábia onde queria chegar...
Um encontro com Rodriguinho e
"Seo Marinho", depois com Rodriguinho e "Dona Salete"
selaram nosso acordo e foi assim que tudo aconteceu.
Quando chegou em SP, me encontrei
com Rodrigo num hotel em Itu, e ele veio acompanhando do seu ex-treinador ainda
na base do futsal, Prof. Ernane, que foi quem o buscou no aeroporto.
E logo ele me apresentou dizendo
que o Prof. Ernane era um amigo que o ajudou muito, e que ele tinha muita
consideração e gratidão.
Ali, naquele instante tive outra
prova de que ele era diferente, pois quem não tem gratidão, não tem caráter.
Essa é a verdade que não pode ser
contestada, nem contada de outra forma por ninguém.
Fico feliz!!!


