sábado, novembro 02, 2013

ABC 3x3 América... Jogo muito bom, mas resultado nem tanto.



Correu tudo bem...

Nada de grave a relatar...

A violência foi contida.

Infelizmente, a má educação não.

No final da partida, um cidadão jogou um tênis do presidente do América...

Já sei, já sei, alguns vão dizer que Alex é isso, que Alex é aquilo...

Que o Alex fala demais, provoca, alfineta, ataca e etc.

Quem afirma isso não deixa de alguma razão, mas agressão não vai resolver tal questão.

Não concordo com agressão, não acredito que um tênis jogado no presidente americano vá mudar as coisas.

É só uma opinião.

Em relação ao jogo, a partida foi jogada como deveria ser.

Sem muitos cuidados defensivos...

Afinal, a situação não é para cautelas excessivas, América e ABC, estão fora da zona de rebaixamento, mas não tão distantes quanto deveriam estar.

O primeiro tempo começou alvirrubro...

Max perdeu um gol log nos primeiros minutos...

Marcou aos 11 minutos...

Régis foi o autor.

Depois, o ABC passou a ter o domínio da bola, mesmo que quando tacasse o América fosse mais perigoso.

Porém, com a bola sob controle, o ABC foi a luta e quando chegou, chegou com eficiência e empatou aos 31 minutos com Rodrigo Silva.

Daí para frente, os alvinegros passaram a mandar...

O América se perdeu e perdeu espaço...

O segundo gol do ABC era uma questão de tempo...

Não muito tempo, pois 11 minutos depois de empatar, o ABC virou...

Novamente Rodrigo Silva.

O cronometro apontava a marca de 42 minutos.

Restando pouco tempo, nada mais pode ser feito e o primeiro tempo terminou sem modificações.
Na segunda etapa, o Leandro Sena reinou...

Fez mudanças e as mudanças mudaram o ritmo da partida.

O América foi o dono do jogo...

Não fosse a péssima pontaria, o goleiro do ABC teria sofrido muito mais.

Aos 19 minutos, Adriano Pardal, aposta de Leandro Sena, marcou...

De cabeça, aos 19 minutos.

Logo depois, novamente, Adriano Pardal aos 24 minutos, revirou o placar.

Com mais atitude, com mais volume de jogo o América poderia de ampliado...

Não o fez e no final, já pertinho do árbitro encerrar a partida, Edson, aproveitando uma bola parada, de cabeça, empatou.

Água fria nos americanos...

Alegria para os alvinegros.

Edson marcou, na verdade, Edson, “achou” um gol quando já não parecia que nada iria mudar.

Não sei se o resultado foi ou não justo, mas certamente, não foi bom, nem para o América e nem para o ABC.

sexta-feira, novembro 01, 2013

1931 - Arsenal FC...

Imagem: Autor Desconhecido

Para que existe a justiça desportiva, alguém sabe?



O Superior Tribunal de Justiça Desportiva é um órgão desmoralizado que fechada suas portas não faria falta a ninguém.


Batalha campal entre torcedores do Besiktas e do Galatasaray...

Imagem: AFP/STR/Getty Images

Seriedade, investimento e leis duras contra a violência...



 Matéria do Jornal o Estado de São Paulo.

Nos anos 70, um ditado inglês dizia que não havia nada mais perigoso que estar num estádio de futebol no sábado pela noite. 

40 anos depois, o ditado foi radicalmente transformado: não há lugar mais seguro em Londres que um estádio de futebol. 

Contaminado pela violência durante anos, o futebol europeu apenas se converteu em uma indústria bilionária quando conseguiu controlar a violência. 

Apesar de terem aprendido da forma mais dura, cartolas do futebol, advogados e representantes de governos europeus confessaram ao Estado que a experiência mostra que apenas uma reforma completa do esporte, com pacotes de medidas, novas leis, novas estruturas de estádios, novo relacionamento entre torcida e clube, um novo comportamento de jogadores e técnicos e muito investimento conseguiram pacificar os estádios.

Estudos sociológicos consultados pelo Estado revelam que a relação entre o futebol e a violência data ainda do século XIII na Inglaterra, quando o que era considerado como o primo distante do esporte não era nada mais que um enfrentamento entre jovens de vilarejos rivais.

Em muitas ocasiões, chegavam a ser palco de disputas entre feudos.

As frequentes mortes acabaram fazendo os monarcas banirem o esporte por quase cinco séculos.

No futebol moderno, os distúrbios atingiram seu ponto mais alto nos 70 e 80 no Reino Unido.

O fenômeno se espalharia e estádios foram esvaziados. 

O divisor de águas foi a tragédia de Heysel, em 1985. 

Numa final da Copa da Europa entre Juventus e Liverpool, 39 torcedores italianos foram mortos.

O Conselho da Europa aprovou uma convenção continental com medias concretas que governos deveriam seguir para lidar com a situação. 

Mas longe de tratar apenas de punir os elementos violentos, o receituário foi amplo. 

Desde então, clubes passaram a ser em parte responsabilizados por seus torcedores, o que os forçou a fazer parte da organização de viagens.

Outra medida foi redesenhar estádios para separar torcidas rivais, mas também para retirar grades e qualquer sinal de que torcedores estão presos. 

Jan Wegmann, um dos maiores especialistas em segurança de estádios e que prestou serviço para a Copa da Alemanha, aponta que alta tecnologia já se mostrou mais eficiente que incrementar de forma desproporcional o número de policiais em um jogo. 

"Há alguns anos, os estádios europeus ergueram grades para proteger os jogadores dos torcedores. Hoje, a proteção começa com a venda nominal de ingressos pela internet, a chegada nos aeroportos, monitoramento de vídeo e outras tecnologias."

A convenção ainda deu amplos poderes para que as polícias nacionais cooperassem com a troca de informação, operações camufladas em meio a torcidas e a presença de câmeras nos estádios para identificar líderes de grupos violentos.

O Reino Unido acabou sendo um dos líderes na implementação dessas leis. 

Os ingleses chegaram a banir seus cidadãos considerados como violentos de viajarem ao exterior a partir de 2000 para jogos, numa lei que na época foi polêmica. 

Na Copa de 2010, 3 mil ingleses foram impedidos de embarcar em voos para a África do Sul. 

Em casa, tribunais passaram a ter o direito de banir um torcedor apenas por sua "atitude violenta", ainda que ele jamais tenha sido condenado.

Questionado inicialmente por eventuais abusos de direitos humanos, a lei de 2000 pouco a pouco se mostrou eficiente. 

Prisões de torcedores caíram em 10% entre a introdução da lei e 2004, para cerca de 3,9 mil casos por ano. 

Mais de 2,5 mil torcedores são banidos dos estádios por ano, no mesmo momento que a média de público começou a crescer e atingiu seu maior nível em 35 anos. 

Mas o fim da violência no futebol também custa caro. 

Só no modesto campeonato suíço, a federação local e o governo dividem uma conta de quase US$ 30 milhões por ano apenas para o policiamento dos estádios.

As medidas punitivas não foram as únicas utilizadas na Europa. 

Na Alemanha, país com maior média de público, treinadores e psicólogos foram contratados por clubes para orientar suas torcidas sobre comportamentos em campo que poderiam ajudar a equipe. 

Outra proposta é a de elevar o número de mulheres nas arquibancadas. 

"Não necessitamos de mais policiais. Mas só de um número maior do público feminino", disse Harald Lange, da Universidade de Wurzburg.

Mas nem tudo é simples. 

Neste ano, políticos alertaram que o número de incidentes violentos voltou a subir e propuseram um scanner facial para identificar aqueles torcedores banidos dos estádios e que continuam a encontrar uma forma de entrar nos campos.

Mas as entidades de torcedores criticaram a proposta. 

"Isso seria uma desgraça para a democracia", disse Philipp Markhardt, da associação Pro-Fans.

"A tentativa de combater o problema com mais controle e não lidando com a raiz do problema mostra que nossos políticos estão longe de conhecer a realidade", disse. 

"Isso é uma afronta às liberdades civis", disse.

O presidente da Uefa, Michel Platini, insiste que seja qual for o motivo da violência, ela precisa ser controlada. 

Um exemplo é a Itália, onde a violência continua a fazer estádios vazios. 

"A violência em campo, nos estádios e nas ruas que levam aos estádios está envenenando o futebol", disse. "A ameaça é séria e precisamos adotar tolerância zero." 

Para ele, não cabe apenas à polícia e federações lidar com o fenômeno e jogadores e técnicos precisam também a ajudar a acalmar os ânimos de torcedores. 

"O comportamento de alguns jogadores é vergonhoso." 

Não é por acaso a insistência de Platini por acabar com a violência. 

Em 1985, o francês era o capitão da Juventus na final da Copa da Europa. 

"As pessoas vieram me ver jogar e nunca voltaram para casa." 

Barcelona FC... 1944/1945.

Imagem: Autor Desconhecido