terça-feira, abril 10, 2012

Quem chegar por último paga o jantar...



Imagem: AP Photo/Alvaro Barrientos

"Luxo" custa caro sim senhor...



Li a respeito do valor desembolsado pelo América para custear a vinda do árbitro FIFA, Wilson Seneme... R$ 14.263,40.

Não se pode negar que o valor gasto é bastante salgado sim.

Mas, é uma escolha...

Coisa de quem pode, pois quem não pode, não vai cometer tal desatino.

Principalmente num campeonato que fora os que sempre vão, somados a dirigentes, caronas mor, familiares de jogadores, soldados da polícia escalados para ir e radialistas e jornalistas, obrigados por dever de ofício a comparecer, ninguém mais vai.

Não Fernando, eles são uma “garantia” dirá a maioria (principalmente aquela maioria que não tirou um centavo do bolso) – quero ver o dia que um desses FIFAS desembarcar aqui e fizer uma lambança daquelas, o que vão dizer seus contratantes.

Eu, pessoalmente, acho um mimo...

Um luxo desnecessário...

Uma forma nada sútil de desancar os árbitros locais.

Só para ilustrar, a renda liquida do jogo ASSU e América ficou na casa dos R$ 11.923.75 e o público se resumiu a 1.035 cidadãos.




Putz... que chulé horrível.




Imagem: Getty Images

Para que serve um secretario de esportes municipal ou estadual?



O que fazem os secretários de esportes dos municípios e Estados?

Quando tem dinheiro a disposição de sua pasta, eles repassam...

Como nunca tem; organizam umas peladas disso ou daquilo, distribuem uns uniformes mequetrefes, umas bolinhas chinfrins e tiram fotos ao lado dessas tais lideranças de bairro.

Além disso, para preencher o calendário de eventos de sua secretaria, organizam umas ruazinhas de lazer, promovem corridas para idosos e atletas de fim de semana, produzem uns projetinhos meia boca e dão desculpas esfarrapadas para justificar a falta de manutenção e instalação de novos equipamentos esportivos para a população...

Agora, quer ver qualquer um deles babando de felicidade?

Coloque uma câmera a sua frente, abra alguns microfones e pronto...

Pense numas criaturas felizes!

Politica de esporte, não sabem o que se significa e nem pretendem saber.



domingo, abril 08, 2012

Olá câmeras...



Imagem: Getty Images

A última rodada do Campeonato Potiguar de 2012... Baraúnas semifinalista.



Enfim, chegamos à última rodada do Campeonato Estadual de 2012...

Como era de se esperar, ABC e América conseguiram passar para as semifinais do segundo turno...

Os coadjuvantes serão Baraúnas e Santa Cruz.

A única coisa que não estava no script era o confronto entre ABC e América na primeira fase da semifinal...

Uma final entre os dois maiores seria muito bem-vinda para os cofres de ambos.

Entretanto, o América não fez sua parte como deveria...

Sua melhor estrutura e o aporte financeiro investido na equipe, no mínimo exigiam uma participação menos irregular.

Porém, partindo-se da premissa que o futebol ao contrário do que muitos afirmam nada tem de ilógico e, apenas sofre vez por outra com o improvável: a classificação americana nada tem de estranho num campeonato com equipes tão frágeis.

A semifinal ficou assim:

ABC e América se enfrentam no Maria Lamas Farache, enquanto o Baraúnas recebe o Santa Cruz no estádio Manuel Leonardo Nogueira em Mossoró.

Por falar em Mossoró, o Potiguar terminou sua lamentável participação em 2012, com um empate sem gols frente ao Palmeira de Goianinha.

Os 19 pontos conquistados ao longo da competição não condizem com as tradições da equipe mossoroense nas disputadas dos campeonatos estaduais.

Ainda sobre as equipes mossoroenses...

Enquanto o Potiguar foi muito mal, seu rival, o Baraúnas foi a Currais Novos – o Corintians perdeu o mando de campo em seu estádio – e venceu o alvinegro caicoense por 3x0...

Fabinho Cambalhota duas vezes e Richardson marcaram os gols do tricolor mossoroense e garantiram a segunda colocação e a classificação para as semifinais do segundo turno.


A bola prestou queixa por agressão...



Imagem: Picture Alliance

Alecrim 2x1 Santa Cruz... Santa Cruz semifinalista.



Que boas notícias, recebemos de Goianinha...

O Alecrim venceu o Santa Cruz por 2x1...

Paulinho marcou os dois gols do Alecrim e Zé Paulo, marcou o gol do Santa Cruz.

A vitória mantém a mais simpática equipe do futebol norte-rio-grandense na primeira divisão e deixa todo mundo mais aliviado...

Explico:

O Alecrim já foi um clube que brigou por títulos no Rio Grande do Norte...

Hoje, depois de anos de má gestão, perdeu patrimônio e sua capacidade de lutar por títulos.

Vive do esforço de uma meia dúzia de apaixonados incondicionais que não medem esforços ou consequências para manter viva a esperança de um dia quem sabe, voltar a ocupar um lugar de destaque no futebol da terrinha.

Seus dirigentes, quando podem, dão e quando não, pedem...

Dão o que tem e pedem aquilo que está acima de suas possibilidades.

São uns loucos que não se envergonham de bater a porta de quem quer que seja para conseguir o que for possível conseguir...

São figuras admiráveis, pois seu amor chega a ser incompreensível para quem os observa de longe...

São amadores no sentido estrito e no sentido lato da palavra.

Mas sobrevivem.

Este ano os verdes, como em anos anteriores, balançaram e chegaram mesmo a ficar dependurados em fios de esperança...

Não caíram.

Ano que vem, lá estará o Alecrim de novo a disputar o campeonato estadual na primeira divisão e lá estarão seus poucos e loucos torcedores a vibrar nas vitórias e aplaudir nas derrotas...

Creiam em mim...

Eles aplaudem seus jogadores nas derrotas.

Ano que vem novamente seus dirigentes vão choramingar, reclamar e mal dizer aqueles que se dizem alecrinenses, tem posses, mas em nada contribuem...

Eles são assim...

Ano que vem as onze camisas verdes vão correr pelos gramados do Rio Grande do Norte, mais uma vez talvez, lutando para não cair, mas sempre carregando na passada de seus jogadores, as esperanças desses poucos e loucos por futebol que acreditam que mais dia, menos dia, o velho Alecrim vai ressurgir...

Assim também, espero eu.


Espera, eu vi a bola primeiro...



Imagem: Getty Images

ABC 2x0 Caicó... ABC semifinalista.



O “mistão” de Leandro Campos todo mundo já sabia, não seria quente, mas se esperava que ao menos fosse morno...

Que nada...

Foi frio, muito frio...

Não fossem as entradas de Bileu e Raul, o “mistão” frio acabaria dando ao medíocre Caicó, motivos para comemorar um empate em pleno estádio Maria Lamas Farache.

Leandro Cardoso de cabeça e Raul de pênalti garantiram um honroso 2x0, num dia em que o Leandro Campos descobriu que o misto a sua disposição, ao invés de alimentar, pode causar uma triste indigestão.

Quanto ao Caicó, uma história que li ou ouvi por aí, não me lembro ao certo, traduz de forma cristalina o porquê de sua volta para as sombras...

Dizem que o presidente da equipe seridoense, perguntou a um dos cinco treinadores que por lá passaram neste campeonato o seguinte:

- “Se você só pode mudar três peças, por que levar mais gente”?

O cidadão, não entendia a razão de mais de três jogadores no banco de reservas.

Bendita trave...


Imagem: Picture Alliance

ASSU 1x1 América... América semifinalista.



Vi o jogo ASSU e América...

Ou melhor, vi o América chutar uma bola que foi muito bem defendida por Erasmo e depois vi o Isac perder um gol – grande novidade, ele perderia outro bem pior no segundo tempo.

Por sorte, vi ainda dois belos gols...

Primeiro e o mais bonito, foi marcado por Flavinho para o ASSU e o segundo, saiu dos pés de Junior Xuxa que sem marcação, mandou um certeiro chute no canto do goleiro Erasmo...

A partir daí o que vi foi uma ou outra inspiração num jogo onde a transpiração reinou.

Passes errados foram muitos...

Chutões para frente na tentativa de encontrar alguém disposto a correr como um louco, incontáveis.

Bola para o mato que o jogo é de campeonato, várias...

Faltas, trombadas e empurrões, diversos...

Jogadas trabalhadas, poucas...

Lances de algum perigo, alguns.

Bem, não deu para ver mais por que o árbitro FIFA, Wilson Seneme acabou o jogo.








sábado, abril 07, 2012

Em boas mãos...



Charge: Mário Alberto

Baseado em fatos reais...



A frase “é uma infelicidade da época, que os doidos guiem os cegos” do dramaturgo e poeta inglês, William Shakespeare, me soa cada vez mais, atualíssima e perfeita.


Um fato que gerou um julgamento na República de Guantanamera...

Em cinco atos.

Primeiro ato.

Um homem cuja missão é fiscalizar a conduta de outros homens em um determinado evento, por dever de ofício, chama o responsável pela manutenção da ordem no espaço a ele circunscrito e denuncia uma ação agressiva e deselegante de um dos presentes.

Afasta-se e deixa que o responsável tome as providências que julgar cabíveis.

Sem pestanejar ou levar em consideração qualquer atenuante, o responsável usando de suas prerrogativas e de seu poder discricionário, expulsa do local o denunciado.

Ato continuo o denunciado volta-se contra quem o denunciou e durante minutos a fio, grita, esbraveja e cospe todo o tipo de impropérios e palavrões...

Tentam contê-lo, mas ele afasta rispidamente a todos, e num vai e vem nervoso, insiste em derramar sua fúria.

O homem que o denunciou, reage passivamente – sua função exige que assim seja.

Ouve sem desviar o olhar e o máximo que se permite, é esboçar um sorriso estupefato diante da patética tragicomédia.

Já a reação do agressor ao se retirar é continuar a agressão, agora não mais contra o homem que provocou sua expulsão...

Com gestos obscenos, investe contra aqueles que presenciaram a descabida e desproporcional reação e o vaiaram.

Segundo Ato.

Terminado o evento, todos voltam para casa e no caminho discutem e opinam sobre o acontecido...

Sabe-se lá o que cada um disse no caminho de retorno...

Entretanto, as coisas não findam com o apagar das luzes; o responsável, reunido com seus auxiliares e o homem que denunciou e foi agredido, redige um relatório e nele, com riqueza de detalhes, mas sem fugir do que foi captado por todos os microfones e ouvido por todos os ouvidos, informa as razões de ter sido chamado pelo denunciante, à atitude que tomou e tudo o que ouviu.

Missão cumprida.

Mesmo que o evento seja um singelo e lúdico entretenimento, convencionou-se que se deve levá-lo a sério, pois este, não só mexe com as emoções de marmanjos pobres e endinheirados, mas também, com um significante montante financeiro...

Portanto, cumpra-se o combinado.

Terceiro Ato.

 Ao receber o relatório, os gestores do evento o repassam para as autoridades competentes para julgar e punir os excessos e as transgressões das regras, cuja finalidade é dar um mínimo de civilidade as tardes-noites dos amantes e dos praticantes do ludopédio.

De posse do relatório, as autoridades competentes resolvem que o melhor a ser feito é teatralizar o fato e levar a julgamento o agressor.

Coibir abusos com punições rápidas e eficazes, não dá manchete, não repercute nas resenhas, não provoca comentários nas redes sociais e nem tão pouco atrai as câmeras de fotógrafos e cinegrafistas dos jornais e televisão.

Todo homem precisa de seus 15 minutos de fama, já dizia o empresário, pintor e cineasta Andy Warhol.

Assim foi feito.

No dia marcado, lá estavam os membros da comissão, advogados, testemunhas, jornalistas, curiosos e desocupados em geral...

Só o agressor, não foi.

Com a pompa e a circunstância que toda ação jurídica é revestida – não fosse assim, os homens que deveriam apenas e tão somente ser justos, ficariam impedidos de assumir a postura de deuses muito acima do bem e do mal – o julgamento foi realizado.

Finalizadas todas as formalidades, cada um dos membros da mesa julgadora pronunciou seu voto...

O agressor é absolvido.

Segundo os julgadores, nada aconteceu.

Os microfones mentiram...

Aquilo que captaram e transmitiram para seus ouvintes, não foi à voz do agressor e sim, alguma interferência na frequência das rádios presentes ao evento, de alguma rádio pirata que transmitia no mesmo dia e horário, algum programa policial.

As câmeras de televisão exibiram falsas imagens...

As imagens não mostram o agressor enfurecido a gritar e fazer gestos ameaçadores...

Não, aquilo provavelmente, foi uma montagem grosseira de algum programa sensacionalista de auditório e que por inconfessáveis motivos, foi levado ao ar com a cumplicidade de todos os chefes de redação e editores dos canais de televisão.

Por fim, as centenas de pessoas presentes ao evento, não viram o que viram...

Segundo os julgadores, os presentes podem ter sido vítimas de algum inescrupuloso e fanático seguidor do Santo Daime que misturou no líquido original dos refrigerantes e água por ele vendido, uma pequena mais significativa porção do chá de ayahuasca e com isso, os levou a entrar em transe e ter visões terríveis.

Quarto Ato.

Chocado com o resultado do julgamento, o agredido resolveu se pronunciar...

Não deveria...

Falou o que pensava...

Também não deveria...

Ao dizer que os julgadores haviam julgado com o coração e não com a razão, deu a entender que os ilustres julgadores tinham optado pela absolvição do agressor por envolvimento emocional com seu empregador e não com os fatos.

 “Eu tinha outras palavras para dizer, mas eu não vou ofender os senhores. Prefiro me calar”.

Essas foram às últimas palavras do agredido.

Quinto Ato.

Diante da negativa repercussão do julgamento, aquele que preside os outros julgadores, acatou a sugestão do homem que procura e vai levar o caso ao um tal de pleno – seja lá o que isso signifique – para que então, possam novamente julgar mais racionalmente aquilo que o coração decidiu tão emocionalmente.


sexta-feira, abril 06, 2012

Viva a Flórida!


Charge: Gustavo Duarte

Leandro Campos foi absolvido... que vergonha TJD!



François Andriex escreveu o conto “O Moleiro de Sans-Souci” e nele, Andriex conta uma história que enaltece a singela e ingênua coragem de um simplório moleiro e torna ainda maior um rei.

No século XVIII, Frederico II, “o Grande”, rei da Prússia, considerado um doa maiores exemplos de “déspota esclarecido”, gênio militar, amante das artes e amigo de Voltaire, resolveu construir seu palácio de verão em Potsdam, próximo a Berlim.

O local escolhido foi à encosta de uma colina, onde já se elevava um moinho de vento, o Moinho de Sans-Souci, e decidiu que seu palácio teria o mesmo nome.

Passados alguns anos, o rei decidiu ampliar sua propriedade e, um dia, incomodado com a presença do moinho que o impedia de ampliar uma ala, decidiu compra-lo...

Porém, o moleiro que era proprietário do moinho, recusou a oferta e argumentou que não poderia vender sua casa, onde seu pai havia falecido e seus filhos haveriam de nascer.

Irritado, Frederico II insistiu e diante da continua recusa, disse que, se quisesse, poderia simplesmente lhe tomar a propriedade.

Nesse momento, o moleiro pronunciou a frase que se tornaria célebre: “Como se houvessem juízes em Berlim”.

A ousada e ingênua resposta deixou Frederico II, pasmo...

O moleiro deixou claro que estava disposto a litigar na justiça contra o próprio rei.

Diante da inusitada situação, o rei da Prússia, mudou seus planos e deixou o moleiro (e seu moinho) em paz.

O moinho ainda existe e a corajosa resposta do moleiro e o respeitoso recuo do rei, tem servido até os dias de hoje, para lembrar que o judiciário jamais deve se curvar diante do que quer que seja, pois a última coisa antes do caos é a justiça perder sua credibilidade.

Sempre que um juiz se posiciona com independência e imparcialidade, se ouve alguém dizer:

“Ainda existem juízes em Berlim”.

Este pequeno preambulo, é apenas para lamentar que os homens que compõem o Tribunal de Justiça Desportiva da Federação norte-rio-grandense de Futebol, nunca tenham lido “o Moleiro de Sans-Souci”...

Caso tivessem lido, não protagonizariam o patético espetáculo de ontem – quinta-feira...

O advogado do ABC, Doutor José Wilson, não precisou ser brilhante em sua defesa, afinal, competente como é, logo percebeu que nada ali luzia.

Talvez envergonhados, tenham aproveitado para absolver o América Futebol Clube, pelo atraso proposital na divulgação da escalação da equipe, durante o último clássico disputado em Goianinha.

Carregando nas costas...


Charge: Mário Alberto

Fabrice Muamba, se recupera bem...



Fabrice Muamba, durante 78 minutos, esteve clinicamente morto, segundo contou o médico do Bolton, Jonathan Tobin.

Hoje, o meio campista do Bolton Wanderes, que sofreu uma parada cardíaca na partida contra o Tottenham Hotspurs pela Copa da Inglaterra, completa 24 anos e está vivo.

Antes da ambulância, Muamba ficou nas mãos competentes dos socorristas e médicos que cumpriam seu plantão no estádio...

Antes da ambulância, os socorristas e médicos tiveram ao alcance das mãos todo o material necessário para lutar pela vida de Muamba, ainda no gramado.

Antes da ambulância, o posto médico do estádio White Hart Lane, estava apto a receber o atleta e proporcionar aos socorristas e médicos a condições necessárias para trazer de volta Muamba.

Depois de reanimado, Muamba foi colocado numa ambulância totalmente equipada para casos como o dele e levado para o hospital.

No entanto, ainda existe um outro pequeno detalhe e este, foi fundamental para que Muamba esteja vivo...

O Chest Hospital de Londres estava devidamente pronto para receber qualquer ocorrência proveniente do White Hart Lane...

Lá, toda vez que um jogo de futebol acontece, o hospital mais próximo do estádio é comunicado e imediatamente entra em estado de alerta.

Portanto, que fique claro aos que insistem em sua orquestrada ladainha, que não é uma ambulância dentro do campo ou do lado de fora, mas visível, que vai salvar a vida de ninguém.

O que vai ser decisivo na hora de manter vivo um atleta ou torcedor num estádio, é o preparo de quem vai prestar os primeiros socorros e o material a sua disposição...

O que vai permitir que o atleta ou torcedor vitimado chegue vivo ao hospital, é uma ambulância equipada para tal...

Por fim, o que vai garantir que o atleta ou torcedor, volte para sua casa e sua família, é um hospital que esteja próximo, pronto e preparado para receber o paciente e lhe dar todo o atendimento possível.

No nosso caso, a ambulância, símbolo do fetiche de alguns, apenas vai retirar do local alguém ainda vivo, entregar num hospital público um quase morto, e que em poucas horas, dependendo da gravidade, deixará o hospital num carro da funerária, chamada para levar o corpo do paciente que não teve a paciência de esperar horas a fio num corredor.


quinta-feira, abril 05, 2012

Chegueiiiii...



Imagem: Picture Alliance

A oitava rodada do campeonato potiguar de 2012...



Apagaram as luzes dos estádios e deram por encerrada a penúltima rodada do campeonato estadual do Rio Grande do Norte, edição 2012...

- O Palmeira recebeu em Goianinha a equipe do Baraúnas e ficou num insosso zero a zero...

Insosso, mas produtivo, pois a equipe de Goianinha está garantida na primeira divisão de 2013.

Já o Baraúnas conseguiu uma das quatro vagas para disputa das semifinais e sua duvida se resume apenas a posição que vai ocupar...

Os mossoroenses podem ser os primeiros, mas para isso, dependem de um quase improvável alinhamento de resultados.

- O Alecrim recebeu o Corintians de Caicó na preliminar do jogo ABC e ASSU e não saiu de um empate em 1x1...

Bem, não fosse a ultima rodada reservar para seu concorrente direto, o Caicó, o ABC no Maria Lamas Farache, as coisas poderiam ficar bem mais tempestuosas...

A situação dos verdes é angustiante – jogam em Santa Cruz contra o tricolor do Trairi que mesmo já estando garantido na semifinal, briga pela possibilidade de ser o primeiro e pelos pontos que podem levá-lo até mesmo para o Campeonato do Nordeste, caso o América seja eliminado pelo ASSU.

Seu concorrente direto na luta contra o rebaixamento, o Caicó, vem a Natal enfrentar o ABC...

Se o Caicó fizer uma graça e o Alecrim perder, o Alecrim cai.

Honestamente, acredito que o Alecrim fica, pois é quase certo que ambos percam.

- Por falar no Caicó, o resultado colhido pela equipe da cidade homônima foi péssimo...

Jogando em casa, eles perderam novamente e perderam de goleada para o Santa Cruz.

Estão a um ponto do Alecrim, mas como está escrito acima, pegam o ABC na última rodada na casa do alvinegro.

Não gosto de bancar a pitonisa, mas é difícil imaginar o Caicó arrancando uma épica vitória em Natal.