Gustavo Marques, zagueiro do Red
Bull Bragantino ao término da partida contra o São Paulo, deu show de estupidez
ao atacar a árbitra Daiane Muniz com palavras cheias de preconceito descabido.
“Primeiramente quero falar da
arbitragem. Não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras e Corinthians
e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Eu acho que ela
não foi honesta pelo que ela fez”, disse o jogador...
“Eu acho que a Federação
Paulista tem que olhar para, em jogos desse tamanho, não colocar uma mulher.
Todo respeito às mulheres do mundo. Eu sou casado, eu tenho minha mãe, então
desculpa aí se eu tô falando alguma coisa para as mulheres, mas do tamanho
dela, eu acho que ela não tem capacidade de estar apitando um jogo desse”, afirmou.
Quem é ele para definir qual o
tamanho de um jogo se encaixa Daiane?
Ele sabe, mas como todo
preconceituoso, fingi não saber...
Daiane não chegou aonde chegou
por apadrinhamento.
Chegou por competência, determinação
e capacidade técnica e mental de superar tudo que poderia obstaculizar seu
sonho...
Afinal, ele também deve ter
enfrentado mil dificuldades para galgar espaço no futebol.
Mas a sua pequena e limitada cabeça não aceita que Daiane Muniz, amparada por merecida autoridade, tenha fincado pé na “praia” que ele considera impróprio para uma mulher... Mesmo que a mulher em questão, assim como tantas e tantas outras, estejam aptas a arbitrar, jogar, reportar, comentar, narrar ou apenas se sentar na arquibancada e torcer, torcer até morrer, sem que homem nenhum se sinta no direito de sair por aí vomitando baboseiras.

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