sábado, outubro 12, 2013

Leonardo Sakamoto, sobre entrevistas e entrevistados... serve para a imprensa esportiva também.



Adoro o jornalismo que, quando o tema exige, pressiona o entrevistado, não tem medo de ser inconveniente e nem fica levantando bola para o convidado cortar. 

Ou sendo capacho para tentar agradar.

Mas fazer uma entrevista, ao vivo, de forma dura e instigante, sem perder a educação ou o bom senso, demanda preparo – coisa que é rara no jornalismo preguiçoso, arrogante ou que obedece ao modelo “linha de montagem” – no qual trabalhamos tanto que não temos tempo para a reflexão. 

Ou ainda no jornalismo que acaba por defender governos ou pontos de vista hegemônicos por uma questionável linha editorial alinhada.

Leonardo Sakamoto (Jornalista e Doutor em Ciência Política).

Dieter Burdenski, a maioria não sabe, foi um grande goleiro... seu azar: eram tempos de Sepp Maier.

Imagem: Picture Alliance

América 2x1 Atlético Goianiense... até aqui, Leandro Sena se livrou da chatíssima santa irregularidade



Nazarenão festivo...

Torcida presente, mesmo tendo que enfrentar cerca 54 km para ir e 54 km para voltar.

Jogo importante, não tinha como faltar, não é mesmo?

Primeiro tempo:

No campo, com a bola rolando, o América de Leandro Sena nem parece o América de pouco tempo atrás.

É outro...

Não, na verdade, é o mesmo...

Mas, diferente.

Diferente na forma de jogar, diferente na forma de encarar os desafios...

Mais solto, mais leve, mais rápido, mais decidido.

Max, voltou e ao que parece, voltou renovado...

Um novo Max.

Mais focado, mais dedicado, mais profissional.

Que bom.

Seria uma pena, caso fosse diferente.

Max não é um gênio, não é um craque na acepção total da palavra, mas é importante, é decisivo...

Decisivo com eram os velhos e eficazes artilheiros dos velhos tempos...

Pois bem, foi dos pés do novo Max que saiu a jogada que terminou nas redes do Atlético.

Max dono da bola, Max capaz de perceber a chegada de Régis, Max o garçom perfeito...

Quando a bola de Max chegou, Régis, livre, tocou para o fundo das redes.

Foi um primeiro tempo onde o América foi melhor...

Mereceu.

Segundo tempo:

Futebol é um esporte estranho...

Quem chegou atrasado, sentou e viu atentamente o segundo tempo, deve ter ficado preocupado...

O América arrefeceu seu ímpeto, freou e o Atlético cresceu.

Até Régis, sumiu...

Sumiu e foi substituído.

Por sorte, o Atlético não é hoje uma equipe capaz de grandes feitos, mas incomodou.

Deixou a turma da arquibancada preocupada, pois o empate seria um péssimo resultado.

No entanto, os astros parecem querer colaborar...

Aos 30 minutos, uma falta que em circunstâncias normais, não seria preocupante, foi batida por Raí que havia entrado minutos antes ...

Deu certo...

A bola morreu nas redes de Márcio...

Enfim, o segundo gol...

O gol do alívio...

O gol que garantiu a chegada aos 33 pontos, a saída da zona de rebaixamento, mesmo que os últimos minutos tenham sido sufocantes.


A escada imaginária para o céu...

Imagem: Reuters/Alessandro Bianchi

Árbitros profissionais: quem paga a conta é quem contrata...



Com profissionalização, clubes e CBF gastarão mais com árbitros.

Por Rodrigo Mattos

Sancionada como lei nesta sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff, a profissionalização dos árbitros vai implicar em aumento de despesas da CBF e dos clubes. 

A ANAF (Associação Nacional de Árbitros) entende que, com direitos trabalhistas, poderá negociar em acordos coletivos taxas e participação em patrocínios, entre outros itens. 

Ou seja, poderá demandar valores maiores.

A nova legislação aprovada prevê que os juízes prestarão serviços às entidades esportivas, mas não estabelece relações empregatícias entre eles. 

Só que, ao dar o direito de formação de sindicatos, estabelece negociações trabalhistas para remuneração e condições de trabalho, na opinião da Anaf.

“Muda a relação. Antes os árbitros eram obrigados a aceitar o que a CBF impunha. Agora, a relação trabalhista estabelece que haverá acordos coletivos”, afirmou o presidente da Anaf, Marco Antônio Martins. “As taxas não são tão baixas, mas não houve reajustes recentes. E há outras questões além das taxas, como não podermos emitir passagens por conta própria, ter que se condicionar fisicamente sozinho, o patrocínio. Isso vai ser negociado”.

Atualmente, um árbitro Fifa recebe R$ 3.300,00 por um jogo, com desconto de 30% para impostos. 

Esse dinheiro sai da renda dos jogos de futebol, ou seja, reduz a receita dos clubes. 

Mas é a CBF quem determina o valor da taxa.

Além disso, são vendidos patrocínios dos uniformes dos árbitros pela confederação. Até agora, os juízes não tinham participação nesta renda. Agora, a Anaf pretende reivindica-la.

Para ter força na negociação, Martins conta com “quase 100%” dos juízes das Séries A e B filiados à Anaf. 

Também entende que a prerrogativa para o treinamento deles é da associação, e não das federações estaduais como ocorre atualmente.

Nada mudará neste Brasileiro já em curso. 

Os árbitros farão assembleia em novembro para definir uma pauta de reivindicações. 

Certo é que, a partir de agora, a CBF terá mais uma entidade com quem será obrigada a negociar para realizar os campeonatos. 

Em 2013, a confederação já tem de conversar com os jogadores por conta do movimento do Bom Senso FC.