quarta-feira, outubro 16, 2013

ABC 2x0 São Caetano... Degrau por degrau até sair de perto da zonda de rebaixamento.



Lá vai o ABC subindo a ladeira...

Mas não vai se arrastando...

Sobe de cabeça erguida e sem ofegar...

Sobe como quem quer chegar.

Diante do São Caetano, não foi diferente, o ABC foi melhor...

Aqui e ali, os paulista chegaram a igualar...

Chegara mesmo a ter uma chance clara de marcar...

Não marcaram.

Sorte do ABC?

Talvez... 

Mas eu, prefiro acreditar que seria injusto o São Caetano sair na frente numa partida que veio para jogar lá atrás.

Um lá atrás que não permitiu um ABC mais incisivo, mas que não impediu a vitória do alvinegro.

Lino aos 14 minutos do segundo tempo, de calcanhar, fez o primeiro e Junior Timbó, 14 minutos depois, aos 28, fez o segundo.

A vitória alvinegro foi merecida e sua campanha prova isso...

Até aqui, foram seis vitórias consecutivas, seis vitórias que tiraram o ABC das sombras da zona de rebaixamento para as luzes...

Se não são as luzes fortes do palco principal, são luzes que iluminam um semblante mais esperançoso de uma torcida que sofreu demais nesta Série B.

O Caso do cadeado

O repórter Levi Araújo da rádio Globo, cumprindo seu papel, informou que o vestiário do São Caetano estava trancado...

Trancado com um cadeado e policiado por seguranças...

Não sei porque, mas me vieram lembranças do Muro de Berlim.

Levi informou também, que a pessoa que guardava a chave do tal cadeado não se encontrava nas proximidades.

Fim da primeira parte.

Início da segunda parte.

Pouco depois, Levi voltou a informar que o quarto árbitro não conseguia pegar a escalação da equipe visitante em virtude do cadeado impedir sua entrada no vestiário e os seguranças não encontrarem o guardião das chaves.

Na confusão, apareceu um segundo cadeado que segundo se informou, teria sido comprado pelo São Caetano numa loja de ferragens antes do embarque e colocado no portão de acesso ao gramado do Maria Lamas Farache por sua comissão técnica para evitar, sabe-se lá o que...

Aberto o cadeado do ABC, o cadeado que segundo dizem foi colocado pelo São Caetano, precisou ser cerrado, quebrado, baleado, sei lá eu...

Fim da segunda parte.

Início da terceira parte.

Novamente o repórter Levi Araújo voltou a cumprir seu papel e diante da informação de que o segundo cadeado pertencia ao São Caetano, Levi fez o que devia fazer...

Entrevistou o senhor Wilson eu portava o cadeado serrado e o levava para a mesa do delegado do jogo.

Antes da entrevista, Levi disse que falaria como o mesmo e que este tinha uma séria denúncia a fazer...

Foi o pingo d’água no copo do Wilson...

O homem ficou bravo.

“Não sei que história é essa de denúncia grave”, disse o cidadão...

“O que houve, foi isso, aquilo e aquilo outro” (Como já contei a história nos trechos acima, não vou repetir tudo de novo).

“Pelo amor de Deus parem de criar problemas para o ABC, vocês de imprensa local”.

Levi, congelou...

Me desculpe o companheiro Levi, mas em seu lugar eu teria dito:

“Ômi seu menino, não se avexe não pela caridade... Se o sinhô tá me dizendo que o cadeado na sua mão é do São Caetano, então, claro que a denúncia é grave, visse. Preste atenção cabra da peste: se eles botaram um cadeado deles no portão e não apareceram para abrir, pense bem, Wilson: tá na cara que eles é que queriam prejudicar o ABC, e não eu com a minha entrevista, tá entendo, criatura de Deus”?

E continuaria:

“Se você Wilson ou seja lá quem foi que abriu, não tivesse como abrir o cadeado que o senhor diz que é deles, já imaginou a confusão? Ia ser a sua palavra contra a deles e, tudo isso, na frente do árbitro, das câmeras e de quem mais estivesse junto. Portanto, ômi... a denúncia é grave sim, mas é contra eles e não contra nós, entendeu agora”?

E finalizaria:

“O povo tá muito melindroso por aqui, Santinho”.

Aviso: o texto contém exageros propositais, cujo objetivo é torná-lo bem humorado e irônico.

Ok?

Ah, eis o que o árbitro escreveu na súmula sobre os cadeados:

FUI INFORMADO PELO 4ºARBITRO DA PARTIDA, QUE HOUVE UM ATRASO NA ENTREGA DA RELAÇÃO DA EQUIPE DO SÃO CAETANO À IMPRENSA DE 15 MINUTOS, DEVIDO AO TÚNEL QUE DAR ACESSO AO GRAMADO ESTAR FECHADO COM DOIS CADEADOS E COM SEGURANÇAS DA EQUIPE DO ABC QUE IMPEDIAM A ENTRADA DA MESMA PARA AQUECIMENTO NO GRAMADO. AO CHEGAR NO TÚNEL QUE DÁ ACESSO AO VESTIÁRIO DA EQUIPE DO SÃO CAETANO OS SEGURANÇAS DA EQUIPE DO ABC, ABRIRAM UM DOS CADEADOS E INFORMARAM QUE O OUTRO ERA DA EQUIPE DO SÃO CAETANO, PORTANTO NÃO PODERIAM ABRIR, POIS NÃO TINHA A CHAVE. DIANTE DISSO UM FUNCIONÁRIO DO ESTÁDIO FOI DESIGNADO PARA CERRAR O REFERIDO CADEADO E O PORTÃO FOI ABERTO.

terça-feira, outubro 15, 2013

Oscar Blanquet não vai esquecer Akira Yaegashi por muito tempo...

Imagem: Reuters

ASA 1x2 América... mais uns metros distante da zona de rebaixamento.



Um primeiro tempo pobre...

Pobre, pobre, pobre / de marré deci...

Truncado, cheio de faltas e passes errados.

O América teve duas chances...

O ASA, nem vento fez.

Leandro Sena, depois da saída de Márcio Passos, machucado, mandou para o campo, Cascata... 

A ideia era tornar o América mais ofensivo e mais efetivo.

Não funcionou...

Não na primeira etapa...

Quem sabe, na segunda, dê certo.

E não é que deu...

Leandro tinha razão...

Mal começou o segundo tempo, e Cascata numa grande jogada, deixou Adriano Pardal na cara do goleiro Gilson...

Gilson, então, driblado, tocou na perna de Pardal e o derrubou...

O árbitro, sem pestanejar, marcou a penalidade.

Max bateu e aos 6 minutos, abriu o placar.

Depois do gol, o jogo não ficou nem brilhante e nem emocionante, mas o América, bem mais atuante.

Aos 21 minutos, Max, fez o que Adriano Pardal não fez quando teve oportunidade fazer: o gol.

Porém, como quem acerta, também erra...

Leandro Sena permitiu o recuo de seu time e o ASA resolveu voar.

Mesmo num voo errante, o ASA acabou conseguido seu gol...

Aos 32 minutos, Valdívia marcou o gol dos alagoanos.

Daí para frente, o ASA tentou, mas esbarrou na defesa rubra.

Deu para o gasto...

Um gasto que acabou dando lucro...

Três pontinhos...

Na verdade, três “pontões”.

Focado...

Imagem: Diário AS

Evo Morales interviu em favor dos 12 corintianos presos na Bolívia...



O presidente da Bolívia, Evo Morales, admitiu publicamente que interveio para que os 12 corintianos presos em Oruro fossem libertados.

"Escutei comentários de que a Justiça por aqui está submetida ao Poder Executivo. Quero dizer a vocês, com muita sinceridade, que eu me comuniquei com o Fiscal Geral sobre o tema Corinthians. Foi a única vez, e só porque o assunto vinha trazendo conflitos diplomáticos e bilaterais".

Foi com essa declaração que Morales fez a imprensa durante uma entrevista onde ele foi questionado sobre o quanto o Poder Executivo interfere nas decisões judiciais do país.

Lendo a declaração de Morales, fica claro que o que ele chama de conflitos diplomáticos e bilaterais, na verdade podem ser entendidos como pressão do governo brasileiro em favor da libertação dos 12.

A questão que precisa ser aclarada é quem fez a pressão e a quem no governo brasileiro interessava a libertação dos corintianos detidos em Oruro.

Por outro lado há perguntas que ficam no ar...

Quem no governo brasileiro teria tanta força para pressionar o presidente de um país estrangeiro?

Que tipo de pressão foi feita?

Que represálias poderia sofrer a Bolívia, caso Morales se negasse a interferir e deixar que o curso da justiça seguisse livremente?

Porque o governo brasileiro faria pressão e favor de 12 membros de uma torcida organizada, reconhecidamente violenta, agressiva e que tem boa parte de seus membros respondendo inquéritos policiais, tanto por agir de forma selvagem, quanto por outros ilícitos?

Enfim, causa estranheza que o senhor Evo Morales tenha virado as costas para a família de Kevin Espada e preferido apoiar estrangeiros.

"Eu pedi que se faça justiça de verdade", explicou Morales. 

No entanto, o presidente não eximiu todo o grupo de culpa: "Um deles pode ser culpado".

O final da entrevista ainda é mais comprometedor...

Se havia a possibilidade de pelo menos um deles ser culpado, segundo admite o próprio Morales, porque então não deixar que as investigações fossem até o seu final?

O resultado da liberação dos moços, todos nós aqui já sabemos...

Raphael Machado Castilho de Araújo, 19 anos, foi baleado na cidade de Santo Estevão, na Bahia, após trocar tiros com a polícia, durante uma perseguição.

Leandro da Silva Oliveira, vulgo Soldado, era um dos envolvidos na briga com a torcida do Vasco e depois, com a polícia no Mané Garrincha em Brasília.

Curiosamente, Soldado que faz parte da cúpula da Gaviões da Fiel, não trabalha...

Porém, sempre viaja, sempre está nos estádios e ao que parece, sempre se envolve em confusão.

Não custa lembrar que uma brasileira membro do Greenpeace, está presa na Rússia e pelo que se sabe, nem o governo e nem o Itamaraty estão tão empenhados na sua libertação como estiveram na libertação dos 12 de Oruro.

Ouve a penas uma declaração da presidente Dilma Rousseff que disse:

"Eu vou intervir. Ela é uma cidadã brasileira e é minha obrigação"...

Esperamos que sim.

Quem sabe se Ana Paula Maciel declarando ser corintiana, as coisas não andem mais céleres e o deputado petista, Vicente Cândido da Silva, vice-presidente da Região Metropolitana e ABCD da Federação Paulista de Futebol, se desloque até Moscou como fez, indo a La Paz.

Se bem, que o Putin, não é o Morales e a Rússia, não é a Bolívia.



Mundial de Balões em Chambley-Bussieres, França...

Imagem: AFP