terça-feira, outubro 22, 2013

A CBF resolveu brincar com a fogueira...



A CBF como era de se esperar, não cumpriu com a palavra dada aos jogadores membros do Bom Senso FC...

A dezesseis dias atrás em reunião na sede da entidade, o Bom Senso FC entregou um documento com uma série de reivindicações e a entidade pediu um tempo para analisar e submeter aos clubes.

Ontem, cobrada formalmente a CBF deu uma resposta evasiva...

Disse ter submetido o tema aos demais segmentos interessados.

Não fosse esse o argumento usado quando pediu um prazo à 15 dias.

Resta agora ao movimento Bom Senso FC, duas alternativas...

Esperar ou então, radicalizar e parar o campeonato.

Porém, que não se diga que os jogadores caso paralisem, são radicais...

Fizeram eles o caminho correto...

Discutiram...

Elaboraram um documento...

Foram a sede do poder e entregaram suas reivindicações...

Aceitaram o prazo pedido e como resposta, obtiveram a mesma desculpa...

Como diz Juca Kfouri:

“O silencio dos omissos leva ao barulho dos ativistas”.

Torcedores em um estádio na faixa de Gaza na partida entre Shati e Rafah pelo campeonato palestino...

Imagem: Reuters/Mohammed Salem - Shati vs Rafah - Gaza

Impunes e livres para circular, eles vão ao Mangueirão como se nada tivesse acontecido...



A direção do Paysandu que hoje enfrenta o ABC no Mangueirão em virtude da selvageria de seus torcedores no último jogo contra o Avaí na Curuzu, bem que tentou registrar boletim de ocorrência contra o torcedor que jogou um rojão dentro do campo de jogo...

Infelizmente, a delegada que estava de plantão na delegacia do bairro São Brás em Belém, liberou o torcedor que havia sido detido alegando que o mesmo não havia cometido nenhum delito.

Segundo a direção do clube, o departamento jurídico do Paysandu pretende representar contra a delegada na corregedoria da polícia civil.

Do blog:

Está claro que a atitude da direção do Paysandu não está exatamente ligada a sua luta contra a violência nos estádio paraenses e sim, minorar uma possível punição do clube pelo STJD, porém, diante do quadro atual, qualquer coisa contra essa gente, é melhor que nada.

No entanto, a medida mais eficaz que os clubes poderiam tomar seria dar basta aos mimos e benefícios que concedem a essas facções e principalmente aos seus líderes.

Deixar de financiar esses grupos e passar a tratá-los como tratam qualquer torcedor já seria um avanço.

segunda-feira, outubro 21, 2013

Seleção olímpica da Alemanha de 1928...

Imagem: Autor Desconhecido

As Federações Estaduais e o Arrumadinho Atlético Clube...



Folha de São Paulo

Sérgio Rangel


Força oculta


RIO DE JANEIRO

O primeiro ficou 56 dias preso em Brasília, envolvido num suposto esquema de desvio de verbas federais no Amapá em 2010.

O segundo foi multado em R$ 1,1 milhão pelo Tribunal de Contas do Amazonas no mês passado, por 35 irregularidades encontradas na sua prestação de contas quando era prefeito de Eirunepé, em 2005.

O terceiro foi preso pelo Exército, acusado de fazer boca de urna em 2010. Dois anos depois, foi eleito prefeito de Boca da Mata, Alagoas.

Praticamente desconhecidos do mundo da bola, Roberto Góes, Dissica Valério e Gustavo Feijó fazem parte do pequeno grupo que vai escolher, em abril, o responsável por comandar a mais alta entidade do futebol brasileiro, a CBF.

Os três presidem as federações dos seus Estados. 

No colégio eleitoral da confederação, eles são maioria, com 27 votos no pleito.

O poder deles é superior ao dos clubes que disputam a primeira divisão do Campeonato Brasileiro deste ano. 

Juntos, os times, como Flamengo e Corinthians, têm os outros 20 votos em jogo na corrida eleitoral. 

Responsáveis pela festa em campo, os jogadores, que ontem fizeram protesto antes de cada partida pedindo bom senso, não têm nem poder de voto.

Herdeiro político de Ricardo Teixeira, que ficou 23 anos no poder, o atual presidente da CBF, José Maria Marin, trata com carinho os obscuros cartolas regionais.

Em campanha silenciosa para fazer o paulista Marco Polo Del Nero seu sucessor na eleição, Marin dobrou os repasses para as federações. 

O "mensalinho", como é chamado pelos cartolas, pulou em um ano de R$ 30 mil para R$ 60 mil mensais. 

Pelo menos 18 federações declararam, em seus balanços, que receberam, no mínimo, R$ 732 mil no ano passado. 

No total, Marin gastou quase R$ 20 milhões com eles. 

Com tanto dinheiro, não será fácil para a oposição derrotar Marin e Del Nero.


Boleiros mostrando aos letrados e iletrados da assistência que é possível ser civilizado...

 Imagem: Autor Desconhecido


Imagem: Autor Desconhecido