quarta-feira, abril 02, 2014

A Portuguesa de Desportos vai a justiça comum... "Cesse tudo o que a Musa antíga canta, que outro valor mais alto se alevanta" (Luís de Camões em os Lusíadas, Canto I).



Em São Paulo, a Portuguesa de Desportos foi a justiça comum em busca de seus direitos e de imediato, conseguiu duas liminares:

A primeira a recoloca na Série A do Campeonato Brasileiro, rebaixada que foi por uma decisão bastante polêmica do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

A segunda determina que a CBF, a FIFA e a Federação Paulista de Futebol estão proibidas de estabelecer qualquer punição contra a equipe paulista por esta ter buscado a justiça comum para resgatar aquilo que considera um direito seu.

Em casa de descumprimento de qualquer uma das liminares, a multa diária contra a CBF, a FIFA e Federação Paulista de Futebol será de 500 mil reais por dia.

Agora?

Tudo pode acontecer...

Porém é bom lembrar que a CBF já foi obrigada a se curvar a uma decisão da justiça comum, que deu ganho de causa ao Gama de Brasília em 1999, numa demanda semelhante.

Vem confusão grande por aí...

A decisão do juiz Miguel Ferrari Junior, da 43ª Vara Cível de São Paulo...



Em face do exposto, concedo a tutela de urgência para o exato fim de suspender os efeitos do julgamento nº 320/2013 do Pleno da Justiça Desportiva e restabelecer os quatro pontos perdidos pela autora, devendo a CBF inclui-la no Campeonato Brasileiro de 2014, sob pena de multa diária que fixo em R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), para o caso de descumprimento do preceito, a contar do início do campeonato. Concedo, também, a tutela de urgência, para que as rés se abstenham de impor à autora qualquer espécie de sanção pelo fato de ter ingressado em juízo, sob pena de multa diária que fixo em R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Citem-se, observando-se as recomendações feitas pela autora. Intime-se. São Paulo, 02 de abril de 2014.

Futebol de cegos na Alemanha...

Imagem: Hansjürgen Britsch

O ABC vence a Desportiva Ferroviária e está calssificado para a segunda fase da Copa do Brasil... O Potiguar de Mossoró, a grande estrela da noite, derrotou a Portuguesa de Desportos.

O ABC começou mal.

Levou sufoco da Desportiva...

Por duas ou três vezes escapou.

Mas como o futebol é uma caixinha de surpresas, o ABC surpreendeu...

Daniel Paulista aos 18 e Beto aos 21 minutos, marcaram.

Adeus, Desportiva, pensaram todos...

De repente, Bombom, de falta, diminuiu.

Bombom amargo.

Durou pouco o doce na boca dos capixabas...

Somália ampliou.

O ABC melhorou, pressionou e por pouco não fez o quarto.

No segundo tempo, o jogo foi movimentado...

Apesar dos inúmeros passes errados.

Aos 47 minutos, quando a Desportiva Ferroviária tentava no desespero o gol que lhe daria a classificação, um contra-ataque definiu...

Daniel Paulista marcou seu segundo gol, liquidou a fatura e todo mundo foi dormir feliz.

Agora, sejamos honestos...

A grande estrela da noite foi o Potiguar de Mossoró...

Venceu a Portuguesa de Desportos por um a zero e forçou o jogo de volta em São Paulo.

Reginaldo Junior foi o herói..

Marcou aos 10 minutos do primeiro tempo.

Lá, no Canindé, em São Paulo, é uma outra história, mas e daí?

Ninguém está impedido de sonhar.

Iuhuuuuu...

Imagem: AP/Miguel Angel Morenatti

América vence, mas vai ter o jogo da volta...

O América foi a Saquarema e ainda no primeiro tempo Rodrigo Pimpão aos 29 minutos e Arthur Maia aos 35, marcaram os gols que deram ampla vantagem aos rubros...

Vantagem que se mantida evitaria o desgastante jogo da volta...

Porém, havia um árbitro no meio do caminho...

No meio do caminho havia um árbitro e esse árbitro “viu” um pênalti e marcou...

Gustavo do Boavista bateu, marcou e cancelou a vantagem americana.

Haverá o segundo jogo...

Jogo desnecessário.

Mas havia um árbitro no meio do caminho...

No meio do caminho havia um árbitro.

Aprendendo a voar...

Imagem: AP/Alvaro Barrientos

Mais uma vítima dos idiotas financiados pelos clubes...

A violência das torcidas organizadas não é privilégio nosso...

Clubes financiando esses grupos, também não.

No Peru, o Universitário de Lima teve seu estádio, o Monumental, fechado por 30 dias depois que um adolescente morreu ao ser baleado no peito, no domingo, num confronto entre torcidas.

Torcidas rivais?

Não...

Torcedores do próprio Universitário que se confrontaram por discordar do número de ingressos distribuídos pelo clube gratuitamente...

As facções rivais atiçadas pela derrota diante do Sport Huancayo por 3 a 1, entraram em choque após uma delas começar a protestar contra a divisão dos ingressos entre as várias correntes que apoiam o clube.

"Enquanto não houver garantias para evitar atos de violência, não vamos dar ao clube licença para utilizar o Monumental”, declarou o prefeito de Lima, Oscar Benavides.

Benavides informou ainda que o Universitário, um dos maiores e mais populares clubes do Peru, tem 30 dias para apresentar um relatório sobre a segurança no estádio.

Esta não é a primeira vez que as autoridades forçaram o clube a fechar o estádio, após a morte de um torcedor em confrontos violentos.

Em 2011, um torcedor do clube Alianza Lima, foi jogado das arquibancadas por hooligans do Universitário.

A bola é minha, doa em quem doer...

Imagem: AFP/Getty Images

Jose "Pepe" Mujica, presidente do Uruguai, encurrala, os barra brvas, os clubes e a federação...

Por Leonardo Lepri Ferro


Um país como outro qualquer, que enfrenta os mesmos problemas e dificuldades de outro qualquer. 

Mas o que faz do Uruguai, e de seu presidente, um Estado especial, é a valentia em tomar decisões que nenhum outro mandatário jamais ousou colocar em prática.

Desta vez Pepe Mujica decidiu concentrar esforços para combater um problema latino-americano (e que não se trata de uma exclusividade nossa) bem comum: a violência no futebol, que ele próprio definiu como uma “causa nacional”.

“Os uruguaios não podem continuar com essa irracionalidade, consolidando a estupidez humana. Devemos reagir urgente”, declarou Mujica após os incidentes que envolveram torcedores do Nacional e policiais na última quarta-feira. 

Após a derrota para o Newell’s, partida válida pela Copa Libertadores, hinchas locais entraram em um confronto generalizado com os homens da lei. 

O saldo ficou em 40 torcedores presos, 28 policiais feridos e três torcedores argentinos esfaqueados em uma emboscada preparada por torcedores do Nacional.

O presidente anunciou sua decisão; RETIRAR O POLICIAMENTO das partidas de Peñarol e Nacional. 

Ou seja, não haverá mais controle nos estádios Centenário e Parque Central. 

“Estou disposto a parar o futebol, se for necessário, até que se tomem medidas. Para começar vamos cortar a proteção policial. Cada vez pedem mais segurança nos estádios, mas depois não respeitam nada e ainda por cima colocam a culpa na polícia”, disse Mujica.

A medida é polêmica e pode interromper o campeonato uruguaio. 

Muitos alegam que é inconstitucional e ilegal, uma vez que o Estado deve prover a proteção em espetáculos públicos e não pode renunciar às suas responsabilidades.

Pepe Mujica convocou uma reunião para a tarde desta sexta-feira. 

Ele quer ver e ouvir propostas dos presidentes de Peñarol (que inclusive cogita jogar com portões fechados caso não houver policiamento), Nacional e da Associação Uruguaia de Futebol. 

Segundo Pepe; “Os grandes são os primeiros que devem reagir pois representam 90% do país”.
 
Apesar do grande debate ao redor do tema, vale considerar que esta é a primeira vez que o Poder Executivo do país se posiciona em relação à violência nos estádios, e que algo similar nunca foi tentado antes. 

“Já sabemos que amontoando policias não solucionamos nada. Hoje parece que devemos separar (os torcedores) como se fôssemos todos leprosos”, comentou Pepe.

Enquanto muitos engravatados por aí apresentam planos mirabolantes, soluções a largo prazo, medidas educacionais, limitações para as torcidas, maior concentração de efetivos policiais em eventos esportivos, Mujica, novamente, foge da obviedade de suposições e recursos que não chegam nem perto de serem efetivos; de quebra demonstra o quanto seu Uruguai está à frente dos demais. 

Não pela proposta em si, mas pela coragem em adotá-la.


Do blog: 

Depois da decisão de José Mujica, O Conselho Executivo da AUF – Associação Uruguaia de Futebol apresentou a demissão em bloco após reunião com o presidente, Sebastián Bauzá, presidente do conselho.

Apesar de uma nova direção já ter ocupado o cargo, o presidente uruguaio não abre mão de sua decisão.

Mujica nega que tenha tentado influenciar a gestão do futebol. 

Disse apenas ter exigido dos clubes que aprovassem o regulamento da Fifa que prevê punições com pontos aos times envolvidos em brigas.

Além disso, ele quer que se defina uma data para que a AUF compre um software que permita o reconhecimento dos barra-bravas que brigam nos estádios.

Segundo o presidente, a polícia poderá voltar aos estádios se essas condições forem cumpridas.

Menina muçulmana no futebol feminino alemão...

Imagem: Dieter Mene