Este espaço não propõe defesa nem ataque a nenhum clube ou pessoa.
Este espaço se destina à postagem de observações, idéias, fatos históricos, estatísticas e pesquisas sobre o mundo do futebol. As opiniões aqui postadas não têm o intuito de estabelecer verdades absolutas e devem ser vistas apenas como uma posição pessoal sujeita a revisão.
Pois reconsiderar uma opinião não é sinal de fraqueza, mas sim da necessidade constante de acompanhar o dinamismo e mutabilidade da vida e das coisas.
O placar foi apertado, mas, não
houve sufoco, no máximo apreensão...
Afinal, estamos falando de
futebol e como no futebol tudo pode acontecer, nada mais normal que os mais de
10 mil americanos presentes ao Arena das Dunas ficassem apreensivos com a
possibilidade de uma bola marota acabar em suas redes.
No primeiro tempo, Zé Teodoro até
que ainda pensou em jogar na espera de um erro dos rubros ou acerto dos seus,
mas ficou por aí...
O América dominou sem maiores
problemas os 45 minutos iniciais, mesmo que aqui ou ali, a Aparecidense desse
uma escapadela.
Na etapa final, Zé Teodoro
desistiu, reforçou ainda mais o bom bloqueio montado e decidiu que seria melhor
tentar a sorte nas penalidades máximas...
Virou, a defensa da Aparecidense
contra o ataque o ataque do América.
Já pertinho do fim, Tadeu, aos 43
minutos, numa improvável falha da defesa adversária marcou o gol que carimbaria
a passagem do América para a segunda fase do mata-mata...
Curiosamente, o adversário será o
Ceilândia de Brasília, mais uma equipe do Centro-Oeste.
Até aqui, o América vem
realizando uma campanha irretocável, a melhor da Série D...
Dentro da sua realidade e no seu
nível, os americanos estão dando uma lição de excelência, eficiência e suficiência.
O brasileiro Marcelo Melo e o polonês
Lukasz Kubot se tornaram campeões de duplas do torneio de Wimbledon, o único
Grand Slam que faltava ao Brasil na Era Aberta (desde 1968) ...
Mas não foi fácil vencer o
austríaco o austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic, cabeças de chave 16,
por 3 sets a 2, parciais de 5/7, 7/5, 7/6(2) e 3/6 13/11 – a partida durou 4
horas e 41 minutos.
Wimbledon é o segundo torneio
Grand Slam vencido por Marcelo Melo, em 2015 venceu Roland Garros...
O título dá a Marcelo Melo a
posição de melhor do mundo nas duplas.
Mais tarde o adversário do ABC na
segundona é o Luverdense, clube do Mato Grosso.
A equipe já disputou 3
competições (Copa Verde, estadual e Copa do Brasil) e disputa a série B.
Na décima sétima posição na
tabela, o time é adversário do ABC no Z4.
No estadual, a equipe de Júnior
Rocha fez uma excelente primeira fase.
No grupo A, com o Sinop, o
Luverdense somou 18 pontos em 8 jogos.
Apesar disso, o Sinop fez uma
campanha praticamente idêntica, só levando vantagem nos gols sofridos (8 do
Luverdense contra 6 do Sinop).
Até os gols feitos foram iguais
(16). Com isso a equipe avançou até a semifinal da competição.
O adversário era o Cuiabá (que
acabaria sendo campeão contra o Sinop).
Uma vitória por 1 a 0 para cada
lado. Com isso, a decisão foi nos pênaltis.
Vitória do Cuiabá por 4 a 2.
Na Copa Verde, a equipe sagrou-se
campeã.
A competição já começou no
mata-mata, com confrontos de ida e volta.
Assim, o primeiro adversário foi
o Ceilândia. Vitória tranquila por 4 a 1.
Na sequência, duas goleadas
colocaram o Luverdense na final. Um 7 a 2 sobre o Rio Branco/ES e um 5 a 2
sobre o Rondoniense.
O adversário da final era o
Paysandu, mas o Luverdense não encontrou dificuldades e venceu por 4 a 2 (3 a 1
na ida e 1 a 1 na volta).
Na Copa do Brasil, o time foi
eliminado na terceira fase pelo Corinthians (perdeu a primeira por 2 a 0 e
empatou na volta por 1 a 1).
Antes disso, a equipe enfrentou o
URT na primeira fase e venceu por 2 a 1.
Na sequência, derrotou o Avaí nos
pênaltis por 3 a 2, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar.
Atualmente na segundona, a equipe
não faz um bom campeonato e ocupa a décima sétima posição, com treze pontos em
treze jogos.
A campanha é de duas vitórias,
sete empates e quatro derrotas.
O time está a quatro jogos sem
vencer.
Contudo, a equipe costuma ser
ofensiva.
Nos últimos quatro jogos, Júnior
Rocha armou seu time no 4-3-3. Essa tática exige boa movimentação no meio e no
ataque e o time conta com jogadores especiais para essas posições.
Sérgio Mota (meia) é experiente e
marcou dois gols contra o Santa Cruz na rodada passada.
Os atacantes Rafael Silva e Léo
Cereja formam uma dupla perigosa na frente.
Cereja é rápido e passa muito bem
a bola, enquanto Rafael Silva é um bom finalizador.
O último, inclusive, foi o
artilheiro da Copa Verde com 4 gols.
A equipe marca muitos gols, mas a
fragilidade defensiva é um ponto fraco.
Na série B, foram 16 gols
marcados contra 19 sofridos.
Devido ao estilo de jogo do
adversário, o ABC pode sair do estádio Passo das Emas com no mínimo uma
vitória.
Já passou de obrigação para o
Mais Querido se reabilitar na competição e uma vitória seria o começo de uma
recuperação para a equipe de Geninho.
O futebol possui uma diversidade
cultural incrível.
Em cada país o esporte se vive de
uma maneira diferente, e isso se deve a participação e integração de todos, independentemente
de classe social ou econômica.
Sou espanhol, de Málaga, e,
claro, cresci assistindo a liga das estrelas.
Por motivos que nenhum fenômeno
da natureza nunca conseguiu explicar, me apaixonei pelo time rival da minha
cidade, o Real Betis (de Sevilha).
De forma que, as únicas vezes que
eu visitei o estádio de La Rosaleda (de Málaga), foram para assistir aos jogos
do Barcelona, Real Madrid e Betis.
Sempre acompanhado do meu avô e
irmão, que possuíam cadeiras cativas no estádio.
Antes de cada jogo, porém, eu era
devidamente alertado pelo meu avô: “você pode ir, se não levar a camisa do
Betis”.
E eu, que não fui a criança mais
comportada, nunca obedecia e carregava minha camisa mesmo assim.
Chegando no estádio, o transito
era sempre caótico (para sair, ainda pior).
E encontrar uma vaga para
estacionar requeria um exercício de paciência elevado (vagas para carros na
Espanha são escassíssimas e, em sua grande maioria, privadas).
Ainda do lado de fora, fazíamos a
parada obrigatória para todo espanhol: a compra de Pipas (conhecidas aqui como
sementes de girassol).
Produto responsável por grande
parte da sujeira nos estádios, tendo em vista que sua casca não é comestível e,
portanto, jogada no chão (sim, não somos tão educados como dizem).
Dentro, o ambiente era sempre
espetacular.
Afinal, presenciar jogos em
estádios lotados, com 20 ou 30 mil pessoas, é sempre algo emocionante.
E aproveito para desmentir a
ideia de muitos brasileiros de que na Europa as torcidas são como plateias de
teatro.
Não poderiam estar mais
errados...
Além de possuírem um setor
inteiro destinados aos Ultras (torcidas organizadas), que sempre comparecem em
grande número, independente do jogo, os demais torcedores também apoiam e
cantam.
Nunca esquecerei o dia em que vi
meu avô pulando em sua cadeira, já com mais de 80 anos, cantando junto com o
estádio inteiro: “quem não pular é sevilhano”.
Acontece, que nos estádios da
Espanha já não existem mais arquibancadas.
De forma que, se quiser ver um
jogo em pé, como muitas pessoas tem o costume de fazer no Brasil, terá que
conseguir um ingresso no setor dos Ultras.
A atmosfera na Espanha durante os
dias de jogos, gira em torno do futebol.
E isso, confesso, é algo de que
sinto falta.
Hoje, a saudade de viver a
atmosfera única de um estádio de futebol me leva a acompanhar ABC e América, em
Natal.
Para ser justo, a Arena das Dunas
é um dos estádios mais espetaculares do mundo e, sem dúvidas, o melhor que eu
já tive a oportunidade de entrar.
Ainda que com públicos de mil ou
dois mil pessoas (como vários durante o estadual), assistir a jogos nesse
estádio não deixa de ser algo impressionante.
Em relação a qualidade das
partidas...
Bom, isso é assunto para outra
matéria.
Aqui as pessoas não comem pipas
durante os jogos, mas bebem uma barbaridade (claro, não estou generalizando).
Muitos conhecidos já confessaram
que se embebedam tanto que no dia seguinte nem lembram de como foi o jogo.
Na Arena das Dunas, menos, já que
os preços são padrão FIFA.
Mas no Frasqueirão, se você não
tiver cuidado pode até levar uma latada na cabeça.
Não se assustem.
Acontece que a demanda é tão
grande que os vendedores lançam as cervejas de qualquer lugar para não ter que
se deslocar até o comprador.
Em relação aos alimentos, fora
uma coxinha, pastel ou pipoca, dificilmente vejo alguém comendo nos estádios.
Na Espanha é comum levar aqueles
sanduiches gigantes, que certamente quem acompanha o futebol espanhol já viu
pela televisão.
Fico triste de ver jogos, ainda
que eu esteja falando da série B e D, com públicos baixíssimos.
Não é algo normal para mim, que
já acompanhei uma partida do Betis em seu estádio, pela segunda divisão (o
Betis estava em 7 lugar, e passando por uma das piores crises das últimas décadas),
com mais de 35 mil pessoas.
Noto, como um colega já me disse
uma vez, que a torcida brasileira gosta de jogos decisivos.
Diria finais, mas já vi o
Flamengo lotar o Maracanã em época decisiva para a luta contra o rebaixamento.
É isso acaba prejudicando as
equipes e a qualidade do futebol local.
Porém, tem dois aspectos que são
idênticos aqui e na Espanha.
O primeiro é que o juiz sempre
será “o ladrão” e culpado de todos os males da equipe.
E o segundo é que,
independentemente de onde você sentar, sempre haverá algum desconhecido que
nunca viu na vida comentando as jogadas contigo.
Isso é o bonito do futebol.
Não importa se você senta em
arquibancada, cadeira ou camarote.
Dentro do estádio todos somos
iguais e conhecidos.
Seja como for, continuo desfrutando
do futebol em Natal.
Não é à toa que faço questão de
acompanhar, sempre que posso, aos jogos dos times locais.
E, ainda por cima, tenho a sorte
de que o Brasil possui mil canais diferentes de futebol, que me permitem
acompanhar os jogos do meu país.
E, quem sabe, um dia cumpro o
sonho de viver a atmosfera nos estádios de outros países e volto para contar...
As Sereias da Vila saem na frente na final do Brasileirão
Por Amanda Porfírio
Parece que as coisas na Vila
Belmiro andam mudando.
Se no brasileiro masculino, a
equipe vem crescendo na competição.
No feminino, a situação anda bem
favorável para as sereias da vila, que disputaram a primeira partida da final
contra o Corinthians Audax, e venceram por dois a zero.
Jogando em casa e com o apoio de
mais de 15 mil torcedores, que lotaram a Vila Belmiro em uma quinta-feira à
noite, as meninas do Santos dominaram o jogo inteiro, e não deixaram as
adversárias sequer respirarem com a bola no pé.
Marcação assertiva, contra-ataque
eficiente e um setor criativo quase imbatível, assim a equipe santista
agigantou-se na fase final do Brasileirão, e conta agora com uma larga vantagem
que irá levar para o segundo jogo da grande final.
No Corinthians Audax, o resultado
é inverso.
A equipe não consegue se
encontrar em campo, erra bastante e sofre nessa fase final, um apagão do seu
setor ofensivo, que tem Gabi Nunes e Byanca Brasil como destaque.
Ou seja, o time não conseguiu
render o que se esperava, e leva a decisão para a Arena Barueri.
E não dá para concluir deixando
de falar da Sole Jaimes, artilheira da competição e que tem o faro de gol na
equipe santista.
A atacante faz gol, arma jogadas,
tem facilidade para sair de marcação, e é tão boa, que eu me pergunto o porquê
nunca esteve na convocação de Emily.
Ah, esqueci de falar que ela é
Argentina.
Enfim, o próximo jogo será na
próxima quinta-feira (20), na Arena Barueri às 18h.
E se ainda quiser o título, o
Corinthians tem de superar uma equipe forte, um placar de dois gols negativos e
claro, a Sole Jaimes.
Por Marcos Neves Junior, comentarista do "Universidade do Esporte", da 88,9 - FM Universitária de Natal
Depois do show de horrores
oferecido por torcedores do time da casa no clássico Vasco 0x1 Flamengo,
partida disputada no último sábado pelo Campeonato Brasileiro, o Superior
Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) interditou o estádio de São Januário.
A CBF, por sua vez, proibiu
público na Colina em qualquer competição organizada por ela até que o STJD
julgue o clube, que pode perder 25 mandos de campo, além de pagar uma multa de
R$ 350 mil, caso receba a punição máxima.
Com isso, talvez as duas
entidades, assim como Ministério Público, Polícia Militar e todos os outros que
não gostam de futebol, achem que a violência estará automaticamente banida do
esporte.
No entanto, tal decisão, tão
rápida, tende a, mais uma vez, empurrar para debaixo do tapete os problemas
reais relacionados ao comportamento dos torcedores.
Sim, São Januário é um estádio
com um entorno hostil e cheio de dificuldades.
Por muitos anos fui frequentador
dos principais estádios do Rio de Janeiro e este não era o mais fácil de se
circular tranquilamente.
As ruas estreitas, a proximidade
com favelas inseguras e, claro, a presença de duas torcidas organizadas
violentas do Vasco - em constante guerra entre elas, inclusive - são alguns dos
elementos que compõem o cenário.
Não é um ambiente receptivo a
visitantes.
Qualquer um que vá a estádio no
Rio sabe disso.
Porém, lá as bandeiras são
permitidas, a partida se vê de pé, duas torcidas participam e se sente o
verdadeiro clima - algo subjetivo, sei - de um jogo de futebol.
Mas o que acontece agora?
O Vasco não joga mais em sua
casa.
Talvez vá para o Nilton Santos
ou, ainda, consiga um acordo para jogar no ex-Maracanã.
Certo. E quem são os torcedores
que vão assistir aos jogos nesses novos locais (que estão próximos a São
Januário, num raio menor que 12 km)?
Entre a maioria honesta, os
mesmos criminosos que protagonizaram a selvageria de sábado.
Quem frequenta jogos os conhece.
Os seguranças do clube os
conhecem.
Os presidentes e diretores os
conhecem.
A polícia os conhece.
A justiça os conhece.
Mas, impunes, os maus torcedores
seguem triunfando.
Pior, com a anuência já desvelada
de todos os responsáveis - que não veem bombas, armas de fogo e outros objetos
proibidos entrarem.
É muito mais fácil culpar o
estádio.
Este ano o Engenhão já foi palco
de duas brigas de grandes proporções, uma delas com morte.
Brasília sempre que recebe
clássicos apresenta conflitos dentro e no entorno.
O Beira-Rio não fica atrás e tem
episódios recentes de violência e depredação.
Interdições?
Não.
Prisões?
Não.
Pois a culpa é do estádio velho,
do estádio com valor de ingresso justo, do estádio de futebol que já não serve
para o jogo porque não é uma arena confortável.
Estão matando o futebol
brasileiro e nem sei se posso dizer que é sem perceber.
O Lewes FC, da oitava divisão da
Inglaterra tomou uma decisão histórica...
A direção do clube anunciou que
os seus times masculinos e femininos passarão a ter as mesmas condições de trabalho:
os mesmos salários, o mesmo orçamento, o mesmo nível de comissão técnica,
equipamentos e estrutura, além de manter a divisão que já existe do estádio
Dripping Pan, onde ambas as equipes mandam suas partidas.
A ideia, além da igualde é
encorajar mulheres e garotas a entrarem no futebol...
“Ao nos comprometer com pagamentos iguais para homens e mulheres, e
fornecer recursos idênticos para treinamentos e estrutura, esperamos começar
uma mudança ao redor do Reino Unido que ajudará a encerrar as desculpas para
que persista tanta disparidade nos pagamentos”, afirmou a diretora do clube
Jacquie Agnew.
A decisão é sensata...
O time masculino Lewes joga na
Isthmian League Division One South, o equivalente ao oitavo degrau da pirâmide
do futebol masculino.
Já o feminino joga a Premier
League Southern Division, a terceira divisão do futebol feminino na Inglaterra...
Segundo a matéria do Telegraph, que
trata do assunto descrito à cima, em 2015, o capitão da seleção masculina
inglesa, Wayne Rooney, ganhava 260 vezes mais que a sua correspondente na seleção
feminina, Steph Houghton...
Rooney ganhava £ 300 mil por
semana contra £ 35 mil por ano de Houghton.
A Real Associação de Futebol dos Países Baixos ou Koninklijke Nederlandse Voetbalbond (KNVB), alterou o escudo da entidade na camisa da seleção feminina...
O leão foi substituído por uma leoa.
Pode parecer uma bobagem, mas, o impacto histórico é espetacular...
KNVB em parceria com a agência Wieden+Kennedy Amsterdam e a Nike, que criou a campanha “Vista o que você é”, divulgou o vídeo de atualização do escudo.
“Esta é uma ideia muito maior do que apenas a campanha e uma atualização de escudo”, disse a diretora de arte da agência, Hannah Smit...
“É uma ideia que vai perdurar e uma mensagem forte para ajudar a acelerar o bom momento do futebol feminino. É uma mensagem que dá às jogadoras algo em torno do qual se reunir”.
Postei que não estava confiante num bom resultado do ABC na partida contra o Londrina...
Expliquei os motivos.
Achava que quando a bola corresse no Estádio do Café, os anfitriões acabariam se impondo e evitando que o alvinegro somasse qualquer ponto em sua passagem pelo Paraná...
No final da partida o resultado de 3 a 1 favorável ao Londrina confirmou o que imaginei, iria acontecer.
Lucas Coelho estreou marcando...
Quem imaginou que o gol marcado aos 11 minutos desestabilizasse o Londrina e empolgasse o ABC, se enganou redondamente – o alvinegro continuou errando como sempre.
Dez minutos depois sofrer o gol, o Londrina empatou e passados apenas doze minutos, o placar já contava mais dois gols a favor dos anfitriões...
Wellisson, Celsinho e Reginaldo, definiram o marcador.
Estamos a seis rodadas do fim do primeiro turno...
Nas próximas seis partidas o ABC vai precisar definir sua situação – ou avança e sai do sufoco ou patina e afunda cada vez mais.
Próximos jogos do ABC
Luverdense – F
América Mineiro – C
Criciúma – F
Brasil – C
Oeste – F
Ceará – C
Dos seis próximos adversários, hoje, o Luverdense está na zona de rebaixamento e Brasil, Criciúma e Oeste estão abaixo da décima colocação...
O América Mineiro é o terceiro colocado e o Ceará, o oitavo.
O ABC entrou em campo nesta
terça-feira contra o Londrina, no estádio do Café.
Com a confiança abalada pelas
quatro derrotas consecutivas, começar o jogo a frente do placar poderia dar
ânimo e força ao alvinegro na partida de hoje.
Bem, isso aconteceu, em termos.
Lucas Coelho, novo reforço, pegou
uma sobra de bola quase que em cima da linha e botou para dentro.
Porém, entrou em evidência o
deficiente sistema defensivo abecedista nesta Série B.
Um detalhe: Geninho fez mudanças
e escalou três zagueiros e dois volantes.
Não foi suficiente…
O Londrina investia pelos lados e
foi assim que conseguiu virar a partida ainda na etapa inicial.
Primeiro, Jonatas Belusso fez boa
jogada pela direita e achou Wellisson, livre, para abrir o placar.
Logo em seguida, o próprio
Belusso achou Celsinho, que virou o jogo.
E depois, Reginaldo, num
contra-ataque fulminante, fez o terceiro.
Vale notar que as três jogadas
tiveram suas origens/conclusões pela ala esquerda alvinegra, que há alguns
jogos sofre maus bocados.
Se Eltinho é um ala com
características ofensivas, que chega a linha de fundo para tentar o cruzamento,
um dos volantes deve recompor sua chegada ao ataque.
Não é o que acontece…
Porém, o primeiro tempo não foi
apenas isso.
O ABC criou boas chances e parou
no goleiro César, que teve grande atuação e evitou uma reação do time
visitante.
No segundo tempo, o time de Natal
passou a ter mais volume de jogo, mas não era tão efetivo nas suas jogadas.
O Londrina, se conteve em seu
campo de defesa e tentava explorar os contra-ataques.
Nando e Lucas Coelho tiveram duas
grandes chances: numa delas, o goleiro defendeu; a outra, o camisa 11 isolou
uma bola que poderia colocar os visitantes no jogo.
Porém, as falhas do primeiro
tempo atrapalharam os planos abecedistas.
Nos 10 minutos finais, a situação
poderia ter melhorado ainda mais para os paranaenses: foram três chances claras
para ampliar o marcador.
Todas desperdiçadas…
Juntar os cacos, recomeçar,
levantar a cabeça…
Geninho é o culpado?
Não creio.
O que acontece mais uma vez com o
ABC é achar que o estadual é parâmetro para Série B.
Infelizmente não é…
O time que foi suficiente para
campeonato potiguar hoje sofre para construir jogadas e provoca arrepios a cada
bola parada e/ou investida adversária.
O elenco é limitado e precisa de
reforços.
Nomes experientes, com currículo
e que possam passar para jogadores como Dalberto, Cleiton, Erivelton e tantos
outros o que é jogar uma segunda divisão.
É melhor correr…
O tempo está passando e já são 4
pontos para o primeiro time fora da zona de rebaixamento.
Curiosidade
Para quem não sabe, a cidade
paranaense surgiu a partir da exploração do café e chegou a ganhar a alcunha de
“Capital Mundial do Café”, na década de 70.
Diante do fato, o Estádio
Municipal Jacy Scaff ganhou o apelido de “Estádio do Café”.
A praça esportiva foi inaugurada
em 1976, numa partida entre Londrina e Flamengo.
Sem saída, a prefeitura do Rio de
Janeiro está em busca de compradores para os equipamentos usados na Rio 2016 e
que estão abandonados no Parque Olímpico...
Já se fala que algumas empresas
estrangeiras foram contatadas.
Mais tarde o ABC enfrenta o
Londrina, em Londrina, no Paraná, pela décima terceira rodada...
E eu, devo admitir que não estou
otimista em relação ao resultado.
O motivo é que o alvinegro não me
convence...
Não sinto empolgação nas
entrevistas, assim como não sinto vibração com a bola rolando.
Tudo o que ouço dos jogadores é
repetitivo...
É como um script pré-aprovado por
todos e distribuído para que ninguém diga diferente.
Até Geninho já me parece cansado
nas entrevistas, coletivas ou não...
Tenho a sensação que ele a qualquer
momento vai pedir licença e sair da sala por não ter mais o que dizer.
Não estou dizendo que o ABC está
condenado...
Que será rebaixado.
O que estou tentando dizer é que
algo tem que mudar...
Não existe no futebol uma equipe
bem-sucedida sem que exista paixão, ardor, empolgação e a crença de seus
componentes, que o lugar onde se está, é o melhor lugar para se estar.
O ABC precisa recuperar uma
característica que é sua...
A raça.
Fora disso, estaremos condenados
a assistir piques, de mais ou menos, para muito ruim...
Por Gabriel Leme, repórter do “Universidade do Esporte”, da 88,9 – FM Universitária,
Natal/RN
O próximo adversário do ABC na
segundona é o Londrina.
A equipe paranaense está na
décima primeira posição na tabela e tem tudo para dificultar ainda mais a vida
do Mais Querido na competição.
O Tubarão, como é apelidado, já
jogou o estadual, a Copa da Primeira (está nas quartas) e a Copa do Brasil.
No estadual, a equipe de Cláudio Tencati
ficou em quarto lugar na classificação geral, com 16 pontos (12 a menos que o
líder Paraná).
Foram 11 jogos, com 4 vitórias, 4
empates e 3 derrotas, 11 gols feitos e 8 sofridos.
A equipe avançou para as quartas
e enfrentou o Rio Branco.
Resultado: 4 a 0 (1 a 0 na ida e
3 a 0 na volta).
A semifinal foi mais disputada e
o rival era o Atlético Paranaense.
O jogo, que terminou empatado em
3 a 3 (2 a 1 na ida e 2 a 1 na volta) só teve um vencedor nos pênaltis e o
Londrina não se deu bem.
5 a 3 para o rival, que avançou
para o final com o Coritiba.
O título ficou com o Coxa.
3 a 0 na final.
Na Copa da Primeira Liga, o time
se classificou em primeiro no grupo D e enfrenta o Fluminense nas quartas.
O grupo com Paraná, Avaí e
Figueirense foi fichinha para o Londrina.
3 jogos e 3 vitórias e único 100%
na competição ao lado do Internacional.
Na Copa do Brasil, a equipe saiu
na primeira fase ao perder para o Gurupi por 2 a 1.
Na segundona, o Londrina ocupa a
décima primeira posição, com 16 pontos.
São 12 jogos até aqui, com 4
vitórias, 4 empates e 4 derrotas.
Uma campanha regular.
Nos últimos 3 jogos, a equipe
utilizou o 4-3-3 em duas oportunidades e na última rodada, na vitória sobre o
Paysandu, o técnico Cláudio Tencati armou o time com o 4-4-2.
A campanha da equipe em casa é
conhecida como vacilante.
Quando não saiu com a vitória
atuando no Estádio do Café, a equipe perdeu 2 e empatou 3 partidas.
Contudo a equipe não deixa de ser
perigosa, afinal, o artilheiro da série B atua com a camisa 9 do Londrina.
Jonatas Belusso tem 9 gols no
campeonato, artilheiro isolado. Wellison, atacante, também pode oferecer perigo
ao ABC.
O jogador é muito rápido e tem um
bom passe.
Jumar (volante) chega bem na
frente e tem um canhão nos pés.
O ABC vai precisar se impor desde
o início para sair com a vitória.
A expectativa é grande.
O Mais Querido está na zona de
rebaixamento e vem de 4 derrotas consecutivas.
A vitória é essencial e os
jogadores precisam entender que atenção em um jogo de futebol é primordial e
uma das chaves para a conquista dos 3 pontos.
As finais do Campeonato Estadual de Futebol Feminino
Por Júlia Carvalho, repórter do TVU Esportes, da TV Universitária de
Natal/RN
Era 13h30 quando a bola começou a
rolar na Arena das Dunas pelo penúltimo jogo do Estadual Feminino: Cruzeiro x
Globo.
O time de Macaíba tinha 18 pontos
na tabela a mais que o adversário.
A superioridade era evidente
desde os minutos iniciais.
No confronto em si, não
aconteceram muitas surpresas.
O Cruzeiro se esforçou para fazer
o maior número de gols possíveis e tentar superar, no saldo de gols, o União -
que jogou logo em seguida.
Já o Globo, inerte, saiu do campo
quase do mesmo jeito que entrou na competição: sem gols marcados.
A diferença é que sofreu 60 em 8
partidas; 14, só hoje.
O resultado fez com que as
meninas de Macaíba saíssem de campo felizes ao coro de uma torcida que beira a
familiaridade.
Mas o União não deixou que a
alegria fosse de campeão estadual.
Às 15h30, a mesma Arena recebeu o
último jogo da competição.
O Parnamirim até tentou segurar o
União Atheneu, mas as amarelinhas vieram apenas atestar que os sete gols de
diferença para o segundo colocado não são meras coincidências futebolísticas.
É raça.
Talento.
Trabalho em grupo.
A consequência, merecida, é
o bicampeonato potiguar após vencer o Parnamirim por 4 a 0.
Mila, campeã pelo União; e
Amanda, vice pelo Cruzeiro, teceram comentários felizes em alusão aos seus
trajetos no estadual (e você pode conferi-los amanhã, às 19h, no TVU Esporte).
Mas prefiro encerrar com a fala
de quem terminou o campeonato lá no final da tabela.
Janilson Silva, técnico do Globo,
não viu suas meninas ganharem um jogo sequer, mas comemorou como vencedor.
"É um início, uma porta. Quantas dessas meninas não vão sair
felizes daqui por terem apenas pisado em um estádio de Copa do
Mundo?"