quinta-feira, março 01, 2012

Pô, assim não vale... pensei que era um assalto.



Imagem: Getty Images

A Rodada Fetronor marcou a abertura do segundo turno do Campeonato Potiguar de 2012...



Antes que você leitor estranhe o título da postagem, permita uma explicação: a FNF (Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol) decidiu homenagear as empresas e instituições que pela primeira vez na história da competição, apoiaram através de patrocínio a competição.

Este blog apoia a decisão do pessoal responsável pelo marketing da FNF e vai chamar cada uma das oito rodadas que faltam, pelo nome da empresa ou instituição homenageada.


- O ASSU perdeu na preliminar de ABC e Baraúnas para o Alecrim por 2x0...

Com este resultado, o Alecrim chegou aos 8 pontos e entregou a lanterna para o Caicó.

Wigor e Paulinho foram os artilheiros.

- Em Goianinha, o Palmeira recebeu o Santa Cruz e o resultado foi uma 0x0...

- Em Caicó, o América superou a perda do primeiro turno para seu maior rival, o ABC e venceu o Caicó por 3x0.

Soares, duas vezes e Wanderson, marcaram para os rubros.

Oh meu Deus! As duas vão sentar lado a lado...



Imagem: Getty Images

ABC 2x0 Baraúnas...



Fui trabalhar no jogo ABC e Baraúnas, ontem à noite no Maria Lamas Farache...

Corpo mole, febril, nariz entupido e uma tosse constante e irritante.

Meus amigos “médicos” diagnosticaram como virose: pelo visto, aquilo que os profissionais da medicina dizem quando não sabem bem o que você tem, também faz sucesso entro os “charlatães” amadores.

Virose ou não, fui cheio de expectativa...

Queria ver um jogo animado e disputado.

Afinal, só assim, esperava eu, conseguiria superar o mal estar que me dominava.

Tola esperança...

Joguinho ruim.

Para não dizer que nada aconteceu, Raul marcou logo aos 2 minutos um bonito gol de falta e aos 18, ampliou o marcador...

Mas, o lance foi quase um acaso...

Adriano Pardal avançou em direção a área e chutou...

A bola saiu fraca em sem direção, mas acabou sobrando limpa para Raul com um toque, tirar o goleiro Érico da jogada.

Foi só...

Não, não foi...

O ABC mandou uma bola no travessão e o Baraúnas outra.

Agora sim, foi só.

Ah, ainda não foi desta vez...

Teve também a expulsão de Didi Potiguar, que sem bola, agrediu Edson do ABC.

Pronto; dois gols, duas bolas no travessão e uma expulsão.

Muito bem, agora sim, foi só!

Terminado o jogo, voltei para casa pensando: hoje o torcedor deve estar muito arrependido da graninha que gastou.


quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Fica calmo, é só um cisco no seu olho...



Imagem: Marca

Brasil 2x1 Bósnia Herzegovina...



O Brasil foi uma Bósnia e a Bósnia Herzegovina que nem chegou perto de ser um Brasil, perdeu de 2x1 no estádio de St. Gallen na Suíça.




Ou é um grande ator, ou a pancada foi para valer...



Imagem: Getty Images - AFP - Guenter Schiffman

Messi, por amor ao jogo...


Lionel Messi, o argentino, joga futebol por amor ao futebol... 

Messi não faz firulas desnecessárias, desmonta os adversários, sempre mirando o gol. 

Não se “esconde” num dos lados do campo a espera de um lançamento ou de um companheiro para trocar passes... 

Volta, luta e combate e então, segue em direção ao gol. 

Messi ao ser bloqueado, não se esparrama pelo chão e com caras e bocas ensaiadas, busca a câmera melhor colocada... 

Leva botinadas, empurrões, trancos, puxões de camisa, tapas, chute e pisão, mas só cai quando seu corpo franzino não suporta a agressão. 

Messi não se veste como um ator de uma Hollywood de periferia, ou usa o “uniforme” habitual da boleirada... 

Messi tem personalidade. 

Não cortou seus cabelos como se fosse um “pop star” de Tottenham... 

Messi aparece sem precisar de nenhum acessório. 

Não se agarra a nenhuma “modelo” senhorita quem, e, sai a desfilar por aí com cara de garanhão de corredor da folia... 

Messi, com certeza as tem, mas, discreto, não faz questão de exibi-las e nem se postar ao alcance das câmeras para depois fingir descontentamento... 

Enfim, Messi joga por gostar de jogar... 

Ele não usa a bola... 

A ela, trata com carinho e quando a persegue, o faz como um apaixonado. 

Seus gols não são comemorados com dancinhas e trejeitos... 

Messi sempre corre para o companheiro que lhe serviu e em seu rosto não há outra coisa se não, felicidade.

Lionel Messi não é o queridinho de uma mídia carente de heróis... 

É, o queridinho da mídia que se rendeu a sua genialidade. 

Messi joga na Espanha e nasceu na Argentina... 

Talvez isso faça a diferença... 

Enquanto num o sangue é quente, no outro, ferve e ambos ardem de paixão. 

O vídeo, confirma cada palavra.


 


Em homenagem ao grande público...



Imagem: Getty Images - AFP - Andrew Yates

É bom, custa caro... é ruim, qualquer um compra...



Como em qualquer lugar civilizado, os ingressos no futebol espanhol sobem ou descem de preço, segundo a importância do jogo ou do adversário...

O clássico de Madrid entre Atlético e Real, não foge dessa regra.

A entrada mais barata vai custar 60 euros.





Eclipse, o iate do bilionário Roman Abramovich, dono do Chelsea FC.



Imagem: Autor Desconhecido

O feio exemplo da torcida do Central Español do Uruguai...



Jorge Rodriguez é goleiro, tem 36 anos e joga no Progresso, clube da segunda divisão do Uruguai...

E daí?

Jorge é negro e, no último fim de semana torcedores do Central Español, o hostilizaram com insultos racistas, durante o encontro das duas equipes.

Macaco, gorila e negro de merda, foram alguns dos insultos proferidos contra Jorge...

Ao final da partida, o goleiro procurou o árbitro com algumas bananas atiradas contra ele e soube que tantos os insultos, quantos as bananas, iriam fazer parte do relatório do mediador do jogo.

Ao chegar a sua casa, Jorge recebeu um telefonema do presidente do Central Español, que além das desculpas, afirmou que ele e a direção do clube repudiavam com veemência a atitude dos torcedores.

Jorge, agradeceu, disse se sentir confortado, mas que ainda assim tomaria as providências cabíveis.



O encantador de bolas... Isso, fica assim, paradinha.




Imagem: Picture Alliance

Mourinho se prepara para deixar o Real em grande estilo...



De olho na Premier League, José Mourinho fez um visita relâmpago a Londres...

Rico, membro do seleto clube dos treinadores mais cobiçados do planeta, Mourinho levou sua esposa Matilde ver algumas casas...

Mesmo já sendo dono de um apartamento em Londres, fruto do dinheiro que recebeu quando foi despedido do Chelsea, Mourinho acabou comprando uma casa que segundo ele, é grande o bastante para abrigar, ele, a esposa, seus dois filhos e seus cães.

Chelsea, Tottenham e o Arsenal disputam o treinador.


terça-feira, fevereiro 28, 2012

Torcedores sírios, aproveitam uma partida de futebol para protestar contra o governo do ditador Assad...



Imagem: Action Images

Resposta a um leitor anônimo...



Bem, como a segunda-feira foi morna em termos de notícias interessantes e importantes, resolvi publicar aqui, o comentário que aceitei no lugar apropriado – com pequenas correções.

Apesar do autor não ter se identificado, vou lhe dar a devida atenção.

Apenas informo que as minhas intervenções vão estar em negrito e itálico.


Comentário feito sobre a postagem “ABC vence o América por 1x0 e conquista o título do primeiro turno”, publicada na madrugada de segunda-feira, dia 27 de fevereiro de 2012.

Anônimo disse...

A atuação da PM foi péssima, como sempre.

Aqui, o leitor faz uma avaliação pessoal sobre a atuação da Polícia Militar.

Provavelmente, tenha mais conhecimentos que eu, em relação às doutrinas e as estratégias e técnicas utilizadas pelos órgãos de segurança pública.

Eu, pessoalmente, discordo do meu leitor.

Já virou tradição a depredação do patrimônio em dias de clássico.

Tanto os carros particulares que são apedrejados e destruídos pela torcida que sempre sai primeiro do estádio e sem qualquer companhia de policial, isto é, livre para o vandalismo que se repete.

Aqui, o leitor tem uma informação que só ele tem, pois frequento estádios no Rio Grande do Norte há muito tempo e nunca me deparei com nenhum carro destruído, mas já vim sim, alguns atos de vandalismo ser praticados.

Pesquisando sobre ocorrências do gênero, não consegui encontrar nenhum índice alarmante e nem tão pouco, o número de queixas é substancial.

Mesmo que todos saibam que dificilmente alguém vai a uma delegacia prestar queixa de arranhões na pintura de um veículo, imagino que no caso de apedrejamento ou destruição do veículo, a atitude seja diferente.

Portanto, as palavras “tradição e tantos”, me pareceram um tanto quanto exageradas e melodramáticas.

Dentro do estádio já virou uma coreografia os movimentos que a torcida americana faz visando derrubar o alambrado do estádio e depredar intencionalmente o patrimônio alheio, mais uma vez a policia assiste tudo inoperante.

Bem, uma “coreografia” visando derrubar o alambrado no caso, do estádio Maria Lamas Farache, enquanto permanecer como “coreografia”, não configura nada a não ser, um movimento ensaiado, mas sem conclusão.

Entretanto, quando a “coreografia” deixar de visar derrubar e partir para derrubar, o meu leitor anônimo pode ter certeza que a polícia irá agir e aí, duvido que a “coreografia” dos torcedores, americanos ou não, será melhor e mais eficiente que a “coreografia” da tropa de choque.

Nenhuma polícia em um Estado de direito, meu caro leitor, pode intervir seja lá no que for por presunção.

Quanto à depredação do patrimônio alheio, que presumo seja o estádio Maria Lamas Farache...

Procurei saber e, não houve segundo a direção do ABC, nenhum prejuízo digno de nota, nem neste jogo e nem no jogo passado, lamento lhe informar.

Talvez, no dia que o nobre blogueiro tiver seu carro depredado por um torcedor americano deixe de se magoar por uma simples conversa de elevador.

Neste ponto, o bicho pega...

Já tive um carro atingido por vândalos meu caro amigo...

Curiosamente, torcedores do América – você sem querer acertou.

O fato se deu no Machadão, no estacionamento destinado a imprensa na época em que nossos carros podiam ser guardados dentro da proteção gradeada.

Coincidentemente, era por aquele portão que a torcida do América chegava às arquibancadas e neste dia, fiz um comentário que sobre a atuação da equipe americana que pelo estado em que encontrei meu carro, não foi bem digerido.

Como por sorte, não identifiquei ninguém já que quando cheguei o estádio já estava vazio, fiz o que todo cidadão deve fazer.

Chamei a polícia – que, diga-se de passagem, demorou horrores -, prestei queixa, tirei umas fotos e deixei o carro no exato lugar onde estava...

Fui para casa de táxi e no dia seguinte, retornei ao estádio...

Com as fotos e o boletim de ocorrência, falei como então secretário Edivan Martins – vivo e saudável para confirmar o fato – e ele, prontamente resolveu a questão.

Caso não tivesse sido assim, com base no estatuto do torcedor que já vigorava, teria movido uma ação contra a SEL e contra o América, mandante do jogo e, certamente ganharia a questão.

Portanto, no meu caso, não falo do que imagino possa acontecer, falo do que já aconteceu.

Nem por isso, generalizei e a partir da generalização, rotulei a torcida do América como um bando de marginais.

O que será que aconteceria com um Abcedista que entrasse num elevador com cinco santinhos da máfia.

Neste caso, lhe devolvo a pergunta: o que será que aconteceria com um americano, caso entrasse num elevador com cinco “anjinhos” da gang ou da garra alvinegra?

That’s the question.

Mas se o texto foi compreendido, não estávamos num elevador destinado a mafiosos ou membros de gangs, estávamos num elevador destinado a jornalistas e donos de camarotes...

Imagino eu, gente com um nível de instrução acima da média e com posição social respeitável.

Por outro lado, quem lhe disse que fiquei magoado?

Disse antes e repito agora, conheço a senhora e gosto dela, mesmo que continue achando que a atitude dela tenha sido absolutamente pueril e desnecessária.

Para sua informação, deixei para trás faz tempo, os rompantes e, posso lhe afirmar que nada a não ser minha honra, minha vida e a vida das pessoas que amo, me fariam, ficar magoado com alguém...

Sou adulto e não me melindro tão facilmente.


Hipocrisia, de quem nasceu para ser vice e não se conforma em ser um derrotado.

Parte final...

Você meu caro leitor me conhece para me taxar de hipócrita?

Tem intimidade comigo?

Sabe se o que penso e afirmo, difere de como costumo agir?

Não creio que me conheça, mas mesmo assim, lhe garanto que dos mil defeitos que tenho hipocrisia não é um deles.

Sobre sua opinião a respeito das pessoas ou instituições que ocupam o segundo lugar seja lá no que for não vou discutir...

É cultural...

Com certeza, você faz parte da parte que menospreza sem nem saber o porquê menospreza...

Acredito que seja só para agredir...

Falta de argumento.

Pois bem, na vida pessoal, a maioria dos vices é bem-vinda...

Ser segundo num vestibular é ruim?

Ser segundo num concurso cujo salário é compensador é péssimo?

Não creio...

Um amigo certa vez me disse: “não fui o primeiro na vida da minha mulher, mas com certeza fui o melhor, estamos juntos há 20 anos”.

Ele é um vice, feliz!

 No esporte, ser vice não é como dizem os medíocres, ser o melhor dos piores...

É ser aquele que perseguiu e assustou o tempo todo o vencedor...

É ser aquele que num campeonato cujo regulamento permita, ascenderá de divisão...

E, como disse certa vez um ex-futebolista: “esses idiotas não sabem, mas se eu tivesse sido quatro vezes vice-campeão paulista, hoje, não seria taxista. Estaria rico. Infelizmente, as equipes que joguei, nunca chegaram lá”.

Portanto, entre a cultura do menosprezo tão amada em terras brasileiras e a cultura europeia de valorizar aqueles que chegaram até o final, mesmo perdendo, fico com o velho continente...

Todos os clubes europeus consideram seus vices campeonatos, conquistas...

Mas isso é de cada um e eu, não vou debater conceitos tortos.

Não há fracasso em ser segundo...

No máximo, o que pode haver é uma ponta de frustração.

Bem, encerro por aqui e lhe agradeço o comentário e a leitura do blog.

Volte mais vezes e comente, mas da próxima vez, assine seu nome...

Não gosto de debater com uma sombra.




segunda-feira, fevereiro 27, 2012

O gol que deu o título do primeiro turno para o ABC...



Imagem: Blog do ET

ABC vence o América por 1x0 e conquista o título do primeiro turno...




Imagem: Fernando Amaral



Não vou escrever sobre o jogo ABC e América...

Ou melhor, vou me concentrar no que foi importante na minha visão.

Lance aqui, lance ali, não estou com paciência...

Quem foi melhor, quem foi pior, talvez escreva uma ou outra coisa.

Mas, vamos lá...

Polícia:

O policiamento, dentro e fora do estádio foi perfeito.

Soube que a PM através de sua segunda seção mapeou todos os pontos considerados críticos em vários pontos da cidade...

Resultado: não ouvimos mais falar tanto em tiros, garrafadas e troca de sopapos nos trajetos das duas torcidas, indo ou voltando do estádio.

Soube também, que há mais de quinze dias, a PM vem elaborando um detalhado planejamento para por um fim a sandice de alguns imbecis...

Em Goianinha, conseguiu e ontem, no Maria Lamas Farache idem.

Alvinegros e alvirrubros assistiram em paz os dois jogos.

Ponto para a Polícia Militar.

No elevador:

Porém, com em todo jardim há espinhos, acabei passando por uma situação deveras desagradável...

As pessoas às vezes me deixam com a sensação de que o planeta viveria melhor sem a presença humana.

Entrei no elevador e comigo entraram uns 5 alvinegros, uma senhora inclusive...

Engraçado, gosto dela...

Sempre foi educada, gentil e certamente dormiu num berço nobre.

Entretanto, hoje, não sei por qual razão, ao entrar, depois de me cumprimentar, disse:

- “Você só tem um defeito, é americano”...

Sorri e permaneci calado, mas posso afirmar que tenho muitos outros defeitos.

Ela então insistiu em dar continuidade a um ataque gratuito e sem nenhuma razão...

- “Vocês americanos são uns insetos”...

Mantive o sorriso e permaneci quieto, mas um senhor que nada tinha haver com conversa, intrometeu-se, dizendo:

- “Você tem razão minha querida, são insetos e devem ser esmagados como tal”...

Bem, foi à gota d’água...

Calmamente, em tom baixo e respeitoso, olhei para os dois e falei...

- “Não façam isso, não esmaguem e nem agridam a razão de viver do ABC e de vocês”...

- “É por causa dos insetos vermelhos que vocês hoje têm um belo estádio e podem vir passar um domingo entre amigos”...

- “Sem eles, os insetos, talvez estivessem em casa entediados a assistir jogos de times que depois, viriam aqui esmagar vocês”.

A porta do elevador se abriu no segundo andar, segurei para que todos saíssem e cumprimentei a senhora desejando boa sorte...

Sorri para o senhor intrometido e um rapaz que deixou por último o elevador, agradeceu por eu segurar a porta e me disse que não havia entendido a razão daquela conversa...

Olhei para ele e disse: nem eu!

Continuo a gostar dela, afinal, todos temos um dia ruim na vida.

O jogo:

Quando abola rolou, deu para perceber que o jogo seria tenso...

Normal...

O ABC tinha a mão na Taça e o América teria que suar muito para mudar essa realidade.

Com o passar do tempo, percebi também, que não veria um jogo técnico, mas sim, um jogo disputado, palmo a palmo...

O América como era de se esperar, foi para frente e o ABC, ficou controlando os espaços para evitar qualquer penetração que fizesse algum estrago no plano de desesperar o adversário à medida que o tempo corresse.

Deu certo...

O América mantinha uma falsa superioridade ao reter a bola nos pés de seus jogadores...

Falsa, por que nada de produtivo acontecia...

Já o ABC, cozinhava o galo, mas quando buscava o ataque era mais incisivo, digamos assim.

Em outras palavras: o América atacava, esbarrava no bem articulado sistema defensivo do ABC e começava tudo outra vez.

Lá pelos 26 minutos, Berg entregou a bola para Adriano Pardal – jogou muito bem, ontem – e este, cruzou para Washington livre, tocar par o gol.

Incrível, mas nos últimos jogos do ABC, o Washington só apareceu essa única vez...

Muito pouco para quem ganha tão bem e carrega uma fama tão grande.

Depois do gol, o jogo voltou a ser o mesmo de antes...

O América com a bola, não sabia o que fazer com ela – Junior Xuxa, parece que esgotou seu repertório – e o ABC quando a tomava, mantinha o fogo brando...

No final, venceu quem foi mais competente...

Perdeu quem tinha que perder...

No vencedor, vi Camilo em grande forma, Alison jogando com a mesma classe de sempre, Jerson dando qualidade ao meio campo, Raul discreto, mais esforçado e Adriano Pardal, numa ótima tarde.

No perdedor, vi Fabinho, Jairo e Ricardo Baiano...

Os outros, não, pois eles não fizeram questão de aparecer.

O rescaldo:

Ao chegar a minha residência, soube que o técnico Flávio Araújo havia entregado o cargo...

Normal, creio eu...

Perder três clássicos de carreirinha derruba qualquer um.

A queda de Flávio Araújo, no entanto, não resolve o problema do América...

Tem muita gente por ali, que deveria aproveitar e também, entregar as camisas e buscar novos ares.

Em relação ao ABC, a tarde não podia ser melhor...

Venceu o primeiro turno, ganhou o direito de estar na Copa do Brasil em 2013, faturou o carro oferecido pela FNF ao campeão e Leandro Campos continua a azucrinar a vida de seus críticos...

Por falar em Leandro Campos, uma coisa é certa...

Gostem ou não, o América já vai para a oitava partida sem conhecer vitória, diante do treinador do ABC...

No meu tempo, isso se chamava freguesia.


sábado, fevereiro 25, 2012

Na maioria das vezes, a bola sofre muito...



Imagem: Getty Images - AFP - Kirill Kudryavtsev 

O Estatuto de Defesa do Torcedor é sim, um instrumento legal contra a incompetência e o abuso...



Uma notícia importante para o futebol passou em brancas nuvens pelas terras potiguares...

Nenhuma nota foi publica em nenhum blog.

Incrível esse isolamento que nossa imprensa vez por outra se impõe de forma espontânea e incompreensível.

É como se não houvesse vida além das fronteiras do Estado.

Pois bem, na última quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal declarou a constitucionalidade do Estatuto de Defesa do Torcedor.

A decisão foi unanime e liquidou com as pretensões do Partido Progressista, que havia ajuizado uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o estatuto...

O tribunal considerou a ADIN, totalmente improcedente.

A ação em grande parte foi obra do então deputado federal, Eurico Miranda, na época, homem forte da bancada da bola no Congresso.

Com a decisão do STF, acaba definitivamente com o argumento que as entidades esportivas, por serem privadas, são imunes a regulamentação do Estado e, portanto, acima do bem e do mal...

Agora, não existe mais autonomia absoluta e, gostem ou não os dirigentes, o estatuto terá que ser obedecido.

Bem, caro leitor, é bom ler e reler o estatuto e tê-lo sempre próximo, pois mais do que nunca, seus direitos terão que ser garantidos.