terça-feira, maio 18, 2010

AGOVV Apeldoorn passeia no Rio Grande do Norte e faz amistoso contra o ABC FC...

Escudo: Coleção particular



No dia 18 de maio, a equipe do AGOVV da cidade de Apeldoorn, embarca para uma temporada de uma semana no Rio Grande do Norte.


É uma viagem festiva, onde boa parte do tempo será passada entre Ponta Negra e a praia de Pipa.


Entretanto, entre as idas praia e os passeios já programados, o AGOVV Apeldoorn, realizará no dia 20 um amistoso com o ABC FC.


O responsável por esses dia ensolarados no nordeste brasileiro é o senhor Ad van der Molen, diretor da Fly Brasil.


Para a equipe, a viagem será um prêmio, uma espécie de férias antecipadas, pois o campeonato holandês só terá início em agosto.


Mas afinal quem é o AGOVV no mundo da bola?


O que significam tantas letras?


E que cidade é essa?


O AGOVV tem uma história bem interessante, começou como um protesto contra o consumo excessivo de bebida alcoólica e suas consequências, após os jogos dominicais em Apeldoorn.


As pessoas que discordavam da turma do copo fundaram a Associação de Defesa dos Abstêmios e, parte desse pessoal resolveu criar uma equipe de futebol.


Assim nasceu o AGOSV em 25 de fevereiro de 1913...


AGOSV é a sigla de: Apeldoornse Geheel Onthoudersvoetbalvereniging Steeds Voorwaarts...


A tradução literal é: Abstêmios de Apeldoorn Futebol Clube, Sempre Avante.


Após fazer sucesso entre os clubes amadores não filados, o AGOSV foi aceito na Associação de Futebol de Gelderland, província onde se localiza Apeldoorn, mas foi obrigado a mudar seu nome, pois já havia um Steeds Voorwaarts (Sempre Avante) entre os filiados.


Foi aí que surgiu o “VV” – Voetbalvereniging (Futebol Clube)...


O AGOSV se transformou em AGOVV – Apeldornse Geheel Onthouders Voetbalvereniging, isto é, passou a se chamar: Abstêmios de Apeldoorn Futebol Clube.


Seu sucesso na liga provincial foi imediato e após vencer o campeonato local, foi promovido a Terceira Divisão Nacional...


No ano seguinte, venceram a Terceira Divisão e chegaram a Segunda Divisão do futebol holandês, mas a invasão da Holanda pelas tropas alemãs que deram início a Primeira Guerra Mundial, interrompeu a trajetória do AGOVV rumo a Primeira Divisão.


Terminada a guerra em 1918, a Holanda tratou de voltar a normalidade e na temporada 1921/1922, lá estava o AGOVV brigando pela ascensão...


Chegaram bem perto, venceram a Segunda Divisão, mas perderam o play off contra o Enschedese Boys, clube que terminara em penúltimo lugar na Primeira Divisão...


A espera durou pouco, pois na temporada de 1925/1926, novamente conquistaram o título da Segunda Divisão e no torneio de acesso, venceram o Rigtersbleek e o Hengelo.


Enfim, o AGOVV estava entre os grandes.


Esse sucesso levou a direção do clube a repensar seu nome...


Não havia razão para continuar pertencendo a um pequeno grupo – afinal, todo mundo enche a cara mesmo – e então, buscando atrair mais pessoas o clube mudou o significado da sigla.


O AGOVV deixa de ser Apeldornse Geheel Onthouders Voetbalvereniging (Abstêmios de Apeldoorn Futebol Clube) e passa a se chamar, Alleen Gezamenlijk Oefenen Voert Verder, que significa: “Só a prática unida nos leva à frente”.


A partir daí, o AGOVV passou a ser o xodó da região e na temporada de 1926/1927, deixaram de ganhar o campeonato holandês ao serem derrotados na última rodada pelo Zwolle AC.


Em 1937, o clube conseguiu o seu maior feito, passou pela semifinal da KNVB Beker (Copa da Holanda), vencendo o Helmondia por 7x0, mas na final frente ao VSV Velsen, perdeu por 4x1.


Em 1941, o AGOVV estava a pique de ser rebaixado, mas foi “salvo” pela invasão alemã, que interrompeu o campeonato.


Mesmo ocupada pelas tropas da Alemanha Nacional-Socialista, a Holanda voltou a disputar seus campeonatos, só parando novamente, quando do desembarque das tropas aliadas deu início à luta entre os invasores aliados e as tropas de ocupação alemãs.


Antes disso, na temporada de 1941/1942, o AGOVV venceu o grupo da região leste da Primeira Divisão por saldo de gols, ao empatar em 1x1 com Nijmeegse Quick por 1x1, mas na final contra o ADO (hoje, ADO Den Haag), o AGOVV foi derrotado por 5x2.


Em 1948/1949, o clube voltou a vencer o grupo da região leste, mas novamente perdeu a final contra o vencedor da região oeste: SVV Schiedam 1x0 AGOVV.


A partir de 1954, a Holanda entrou na era do profissionalismo e então, o AGOVV passou a viver momentos de incerteza.


Entre 1954 e 1965, o clube estacionou na Segunda Divisão e em 1971, diante uma grande crise o AGOVV foi obrigado a fechar seu departamento de futebol profissional e voltar a disputar as divisões amadoras do país.


Com paciência e determinação, os dirigentes do AGOVV foram “reconstruindo” o clube e em 2003, depois de 32 anos, conseguiram a licença concedida pela NKVB (Koninklijke Nederlandse Voetbalbond) – Real Associação de Futebol dos Países Baixos para retornar ao profissionalismo.


De lá para cá, o AGOVV Apeldoorn permanece como clube da Segunda Divisão (Eerste Divisie).


O AGOVV Apeldoorn relacionou 19 jogadores para a viagem ao Brasil.


Goleiros: Stefan Postma e René van Dieren.


Defensores: Jaime Bruinier, Stanley Tailor, Chiro N’Toko, Nick Mulder, Hesdey Stuart, Koen Garritsen e Jop van den Linden.


Meio Campistas: Mohammed Benlahcen, Paul Mulders, Arnold van Toor, Gaetan Klaassen, Ramon Leeuwin, Remon de Vries e Olaf Lindenbergh.


Atacantes: Jeremy Bokila, Henk Baum e Rachid Ofrany.


Comissão Técnica:


Treinador: John van den Brom.


Treinador Adjunto: Marco Heering.


Treinador Adjunto: Yoessef Fox.


Fisioterapeuta: Frank Renz Brink.

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Mordomo: Alfred von Michaelis


Dirigentes:


Interino: Jan Haze.


Gerente da Equipe: Gerrit Kerssen.


Assessor de Imprensa e Chefe da Delegação: Rob Kruit Bosch.


Para finalizar, uma última curiosidade: O goleiro Stefan Postma é o mais famoso membro da equipe, mas por um motivo bem distante do futebol: em 2006, vazou na internet, um vídeo onde o goleiro e sua mulher apareciam em cenas íntimas.


A cidade de Apeldoorn faz parte da província de Gelderland (Guéldria) e sua população gira em torno de 155.000 habitantes.


Em Apeldoorn está localizado o Palácio Het Loo, residência secundária da família real holandesa.



segunda-feira, maio 17, 2010

É nó para ninguém botar defeito...

Charge: Ivan Cabral

Colocando os pingos onde os pingos devem estar...


Hoje foi um dia movimentado, recebi alguns comentários e e-mails, a respeito de algumas postagens...


Escolhi dois para responder na página principal.


O primeiro comentário rendeu outros e, por isso, vou dividi-lo em partes.

Primeiro Comentário do meu amigo e leitor, Carlos Henrique.


"Amigo, até onde eu sei o presidente da FA é o príncipe William de Gales, não"?


Como somos amigos, liguei para ele e minha resposta, foi não.


Acrescentei também, que todos os jornais europeus, inclusive o The Guardian – considerado um dos mais importantes do Reino Unido – davam, Lorde David Triesman como sendo o presidente da Football Association.


Carlos me informou que no site da Football Association, constava o nome do Príncipe William com sendo o presidente da entidade...


Retruquei que nesse caso, o título era apenas honorífico.


Essa conversa gerou um segundo comentário de Carlos Henrique no blog...


"Bom, se nos jornais espalhados pela Europa figuram que o presidente da FA é esse Mr. Triesman, tudo bem. Mas até onde eu li e conheço o Príncipe William é o mandatário da entidade. Se for ou não de honra eu não vi menções sobre isso. Mas tudo bem, a família real não manda mesmo em PN lá na Inglaterra, não duvido que ele vá lá só receber o dinheiro dos federados".


"Mas para ficar bem nítido, no próprio site da FA está bem claro que William é o seu presidente":


http://www.thefa.com/TheFACup/FACompetitions/TheFACup/NewsAndFeatures/2009/CupFinal_Guest


Novamente liguei e o chamei de teimoso...


E novamente, essa ligação gerou um terceiro comentário...


"Amigo, fui atrás da informação e me certifiquei que David Triesman é PRESIDENTE DO COMITÊ EXECUTIVO DA CANDIDATURA PARA A COPA DE 2018 NA INGLATERRA".


"Agora uma informação importante: o real mandatário da FA chama-se Brian Barwick, cujo cargo é "Chefe Executivo" e o presidente da FA é mesmo o príncipe William. Só que lá as coisas funcionam como o governo inglês. O chefe executivo é quem manda realmente, como um primeiro ministro, e o presidente é como o rei, só governa".


"Não é "achismo", nem impulso. Quando o assunto é sério, é jornalístico, eu procuro me informar e ter fontes seguras para não ser leviano. E você sabe disso".

"Abração"!


Pelo teor desse comentário fica claro que as coisas estavam esquentando e que, uma simples faísca poderia causar uma explosão...


“Vesti então, minhas roupas contra fogo” e mais uma vez liguei...


Repeti que não só o The Guardian, mas o Marca, o AS e o Mundo Deportivo da Espanha, assim como a Kicker da Alemanha e o L’Equipe e o France Football da França, davam Triesman como presidente da FA...


Entretanto disse: “No próprio site da Football Association, o assunto poderia ser esclarecido":


http://www.thefa.com/TheFA/NewsAndFeatures/2010/Lord-Triesman-statement


E finalizei: “Ah, o site da FIFA também afirma a mesma coisa”.


Pois bem, recebi mais um comentário:


"Mas eu vi também os jornais que você leu e diz que o Triesman era o presidente. Alguns órgãos dizem uma coisa, outros dizem diferente... Vai entender! Enfim, tá tudo certo! Ninguém tá errado! Vamos pra frente"! :)


Com esse comentário mais ameno, resolvi encerrar as ligações e Carlos Henrique, deve ter ido dormir...


Mas, uma coisa me incomodou: Ele não admitiu o seu erro na interpretação dos fatos.


Como sei que amanhã ele estará por aqui, vou tentar esclarecer a ele e aos que por ventura leram os comentários no post: “David Triesman renuncia também a Football Association e se afasta do futebol”.


Toda leitura requer algum cuidado, principalmente quando estamos lendo no original, sobre um país com o qual não temos afinidade cultural.


É claro que ninguém é obrigado a saber tudo, mas essa premissa só vale para quem não tem obrigação de informar...


Quem tem, é obrigado a ir fundo, pois a credibilidade é o que o mantêm vivo!


Nesse caso, Carlos se deixou mover pelo “achismo”, quando "achou" que President, no caso da FA teria o mesmo significado que tem para nós.


O cargo existe sim, mas é como afirmei anteriormente, honorifico e, pode ser conferido a qualquer pessoa cuja FA considere importante.


Por motivos óbvios, honraram o Príncipe William.


Depois, Carlos na tentativa de provar seu ponto de vista, agiu por impulso e considerou que o Senhor Brian Barwick, por ocupar o cargo de Chief Executive, seria então, o verdadeiro presidente da FA...


No último comentário, ainda evitando reconhecer que errou, Carlos põe a culpa nos órgãos de imprensa da Europa, afirmando que cada um diz uma coisa e que, portanto, “ninguém estava errado”.


Errou novamente, pois se deixou trair por uma pequena nuance...


Na Football Association, o título usado pelo mandatário da entidade é Chairman e não presidente ou diretor executivo.


"Lord Triesman said: I have decided to resign as chairman of The FA and the World Cup Bid board”.


É assim que o site da Football Association encerra a matéria sobre o caso.


Abaixo, o segundo comentário que achei por bem comentar:


"Mas acontece que o mesmo fato irá ocorrer com o Vitória, com o Sergipe, com o Ceará, com o Santa Cruz e, finalmente, com o CSA."


Só queria saber de qual tabela que você tirou isso?


Pois os únicos clubes prejudicados com isso serão: ABC, Bahia e Náutico (mesma cidade) nos clássicos:


ABC x América

Bahia x Vitória

Náutico x Santa Cruz


E quanto a sua defesa a Eduardo Rocha: isso tudo deve ser mesmo obra do mero acaso, América, Vitória e Santa beneficiados, coincidência não é? Outra coincidência é que na primeira tabela o América era o ÚNICO clube com mais jogos em casa, e aí? Eduardo Rocha também não tem nada com isso, aliás, ele me lembra do presidente LULA deve ser por que ele nem estava sabendo dessas coisas xD


De certos comentaristas, eu até entendo a defesa a Eduardo Rocha, mas não esperava essa ingenuidade toda vindo de você!


O nome do leitor é Romildo Marques...


Meu caro Romildo, primeiro você retira do texto postado sob o título: “O regulamento da Copa do Nordeste e a polêmica sobre a divisão de renda nos jogos entre times da mesma cidade”, essa afirmação: "Mas acontece que o mesmo fato irá ocorrer com o Vitória, com o Sergipe, com o Ceará, com o Santa Cruz e, finalmente, com o CSA."


E então, questiona: “Só queria saber de qual tabela que você tirou isso”?


Simples: da tabela da Copa do Nordeste!


O Club Sportivo Sergipe e Associação Desportiva Confiança não são de Aracaju?


O Clube de Regatas Brasil e Centro Sportivo Alagoano não são de Maceió?


Ceará Sporting Club e Fortaleza Esporte Clube não são de Fortaleza?


Portanto, teremos os clássicos Confiança e Sergipe, Fortaleza e Ceará e CRB e CSA.


Resolvida à primeira questão vamos à segunda:


Se você ler o texto atentamente e sem se deixar levar pela sua justa revolta, verá que não faço nenhuma defesa de Eduardo Rocha, apenas, não o acuso...


Explico:


Procuro fazer um trabalho sério por aqui, preciso conquistar leitores e para isso, sigo uma regra básica do bom jornalismo: “sem provas, sem denuncia ou acusação”!


Não quero conquistar leitores através de especulação ou suposições, não mesmo!


Por outro lado, um blog, assim como qualquer outro veículo de informação, está sujeito às leis...


Mesmo sendo ferrenho defensor da liberdade de expressão, não vejo motivo para quebrar meus princípios em relação a ser responsável com aquilo que escrevo.


Acho que você vai concordar comigo.



Mas, voltemos ao texto...


Logo no início, digo que a reclamação da torcida do ABC procede.


Porém, faço uma ressalva: Vitória, Sergipe, Santa Cruz, Ceará e CSA, também irão sofrer o mesmo – ou não?


Como não tenho nenhuma declaração gravada ou escrita de ninguém, afirmando que ouviu ou viu, Eduardo Rocha “armando” a tabela, não posso sair atirando no escuro – peça tudo de mim, mas não peça que eu seja leviano...


Porém, não deixo de levantar em tese, a possibilidade de Eduardo Rocha ter influído sim.


Ele é presidente da liga e sua vida se confunde com o América – isso é fato e por ser um fato, deixou uma porta aberta para qualquer tipo de insinuação.



No texto, chego a sugerir que Eduardo Rocha poderia ter evitado todas essas insinuações, caso tivesse proposto a inversão do mando de campo no clássico ABC e América – está no último paragrafo.


Por fim, deixo aqui uma última questão para que você reflita sobre ela...


Só haverá um clássico entre clubes da mesma cidade, pois o torneio é de turno único:


O que você faria estando sentado na mesa da presidência e tendo como influenciar?


O que você acha que faria Orlando Caldas do Alecrim se fosse ele o presidente da liga e, Rubens Guilherme, como agiria?


Sejamos honestos eu e você: em que lugar desse planeta, vamos encontrar um ser humano capaz de não “puxar a sardinha” para os seus, caso o barco pesqueiro lhe pertença?


Porém, se você souber de alguém assim, será melhor não identifica-lo, pois a vida de tal criatura correria sérios riscos.


Bem, aproveito para lhe agradecer as “visitas” ao blog e espero que não deixe de voltar...


Respondi a você por considerar que o debate num nível assim, só tem acrescentar e, agradeço suas palavras no final de seu e-mail...


Mas, permita-me discordar, não sou ingênuo, só não posso atirar a esmo e sem motivo...


Desculpe a pequena modificação que fiz no final de seu e-mail.