quarta-feira, janeiro 28, 2026

CBF implanta arbitragem profissional

Imagem: Autor Desconhecido

A CBF vai profissionalizar a arbitragem brasileira...

O processo já começa neste ano para os jogos Série A.

Os escolhidos terão contrato de trabalho com a entidade com duração de um ano...

São 20 árbitros principais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR neste primeiro ano.

Os 72 profissionais vão cobrir todas as 380 partidas da Série A, mas podem ser escalados eventualmente em jogos da Copa do Brasil e em rodadas decisivas da Série B...

A lista para a atuação nos 10 jogos da rodada será atualizada a cada rodada.

A lista dos 20 árbitros profissionais é a seguinte:

Alex Stefano

Anderson Daronco

Bráulio Machado

Bruno Arleu

Davi Lacerda

Edina Batista

Felipe Lima

Flávio Souza

Jonathan Pinheiro

Lucas Casagrande

Lucas Torezin

Matheus Candançan

Paulo Zanovelli

Rafael Klein

Ramon Abatti Abel

Raphael Claus

Rodrigo Pereira

Savio Sampaio

Wagner Magalhães

Wilton Sampaio

A partir da concordância — os árbitros podem recusar a designação e a CBF conta com uma lista de suplentes —, os contratos serão assinados em fevereiro deste ano...

Com o projeto iniciando em 1º de março.

Os profissionais serão contratados como pessoa jurídica...

Portanto pela natureza do contrato de trabalho, a CBF não pode exigir dedicação exclusiva, mas sim, prioridade ao trabalho de árbitro, assistente e VAR.

Os salários fixos serão por categoria, se é árbitro Fifa ou CBF, por exemplo...

Os profissionais contratados além do salário fixo receberão por partida — como já acontece hoje — e ainda um bônus por desempenho.

Os valores de cada categoria não serão divulgados pela CBF...

Mas em média, os 72 contratados terão vencimentos de cerca de R$ 13 mil mensais, porém o grupo de árbitros terá os maiores valores, acima de R$ 30 mil fixos.

Três critérios foram estipulados para escolha dos 72 primeiros contratados

. serem árbitros Fifa ou CBF

. mais escaladas na série A em 2024 e 2025

. nota média na avaliação de desempenho da CBF das temporadas 2024/2025

Promoção e rebaixamento

Esses são os quatro pilares nos quais a CBF aposta para o desenvolvimento da arbitragem brasileira:

remuneração: com salário fixo, cotas variáveis por jogo e bônus, além de “auxílio-academia”, entre outros serviços vinculados à atividade;

excelência física e na saúde: com rotina semanal de treinos, os árbitros serão monitorados por smart watches que virá num kit exclusivo de trabalho da CBF...

Contarão também com auxílio de nutricionista, psicólogos e fisioterapeutas.

Além de quatro avaliações anuais que podem até vetá-los da escala por um "ciclo" entre as avaliações;

capacitação técnica: a CBF vai promover imersões mensais, com aulas teóricas, testes e sessões práticas para o grupo.

Serão treinadas tomadas de decisão e ações gerais de uma partida, com dinâmicas para padronização de critérios.

Os profissionais terão retornos com análise de desempenho e de lances polêmicos em cada rodada;

tecnologia e inovação: a CBF vai estrear o VAR semiautomático nesta temporada, mas ainda não tem previsão de início do uso da tecnologia.

Outra novidade será a 'refcam', aquela câmera acoplada no corpo do árbitro para observar comportamento de atletas e inibir reações desproporcionais dos dois lados.

A CBF também vai usar o ranking de análise dos árbitros para promover nomes que se destacam no quadro nacional e “rebaixar” aqueles com pior desempenho.

Este ranking não será público e as notas virão de avaliação de observadores e da comissão de arbitragem da CBF.

O que conta para a nota: o controle de jogo, a aplicação das regras e o desempenho físico.

Estão previstos mínimo de dois “rebaixamentos” e dois acessos por ano.

 

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