A CBF vai profissionalizar a arbitragem
brasileira...
O processo já começa neste ano
para os jogos Série A.
Os escolhidos terão contrato de trabalho
com a entidade com duração de um ano...
São 20 árbitros principais, 40
assistentes e 12 árbitros de VAR neste primeiro ano.
Os 72 profissionais vão cobrir todas
as 380 partidas da Série A, mas podem ser escalados eventualmente em jogos da
Copa do Brasil e em rodadas decisivas da Série B...
A lista para a atuação nos 10
jogos da rodada será atualizada a cada rodada.
A lista dos 20 árbitros
profissionais é a seguinte:
Alex Stefano
Anderson Daronco
Bráulio Machado
Bruno Arleu
Davi Lacerda
Edina Batista
Felipe Lima
Flávio Souza
Jonathan Pinheiro
Lucas Casagrande
Lucas Torezin
Matheus Candançan
Paulo Zanovelli
Rafael Klein
Ramon Abatti Abel
Raphael Claus
Rodrigo Pereira
Savio Sampaio
Wagner Magalhães
Wilton Sampaio
A partir da concordância — os
árbitros podem recusar a designação e a CBF conta com uma lista de suplentes —,
os contratos serão assinados em fevereiro deste ano...
Com o projeto iniciando em 1º de
março.
Os profissionais serão
contratados como pessoa jurídica...
Portanto pela natureza do
contrato de trabalho, a CBF não pode exigir dedicação exclusiva, mas sim,
prioridade ao trabalho de árbitro, assistente e VAR.
Os salários fixos serão por
categoria, se é árbitro Fifa ou CBF, por exemplo...
Os profissionais contratados além
do salário fixo receberão por partida — como já acontece hoje — e ainda um
bônus por desempenho.
Os valores de cada categoria não
serão divulgados pela CBF...
Mas em média, os 72 contratados
terão vencimentos de cerca de R$ 13 mil mensais, porém o grupo de árbitros terá
os maiores valores, acima de R$ 30 mil fixos.
Três critérios foram
estipulados para escolha dos 72 primeiros contratados
. serem árbitros Fifa ou CBF
. mais escaladas na série A em
2024 e 2025
. nota média na avaliação de
desempenho da CBF das temporadas 2024/2025
Promoção e rebaixamento
Esses são os quatro pilares nos
quais a CBF aposta para o desenvolvimento da arbitragem brasileira:
remuneração: com salário
fixo, cotas variáveis por jogo e bônus, além de “auxílio-academia”,
entre outros serviços vinculados à atividade;
excelência física e na saúde:
com rotina semanal de treinos, os árbitros serão monitorados por smart watches
que virá num kit exclusivo de trabalho da CBF...
Contarão também com auxílio de
nutricionista, psicólogos e fisioterapeutas.
Além de quatro avaliações anuais
que podem até vetá-los da escala por um "ciclo" entre as avaliações;
capacitação técnica: a CBF
vai promover imersões mensais, com aulas teóricas, testes e sessões práticas
para o grupo.
Serão treinadas tomadas de
decisão e ações gerais de uma partida, com dinâmicas para padronização de
critérios.
Os profissionais terão retornos
com análise de desempenho e de lances polêmicos em cada rodada;
tecnologia e inovação: a
CBF vai estrear o VAR semiautomático nesta temporada, mas ainda não tem
previsão de início do uso da tecnologia.
Outra novidade será a 'refcam', aquela câmera acoplada no corpo do árbitro para observar
comportamento de atletas e inibir reações desproporcionais dos dois lados.
A CBF também vai usar o ranking
de análise dos árbitros para promover nomes que se destacam no quadro nacional
e “rebaixar” aqueles com pior desempenho.
Este ranking não será público e
as notas virão de avaliação de observadores e da comissão de arbitragem da CBF.
O que conta para a nota: o
controle de jogo, a aplicação das regras e o desempenho físico.
Estão previstos mínimo de dois “rebaixamentos”
e dois acessos por ano.

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