Sem a Fifa e a receita da Copa
do Mundo, não haveria futebol em 150 países
Presidente da Fifa, Gianni
Infantino foi alvo de críticas nas últimas semanas pelo preço das entradas no
Mundial que será disputado no Canadá, EUA e México
Por Murillo César Alves para o
site ‘Trivela’
Gianni Infantino, presidente da
Fifa, exaltou a receita e a procura por ingressos da Copa do Mundo de 2026
durante World Sports Summit em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, nesta
segunda-feira (29).
Segundo o dirigente italiano, não
haveria futebol em “150 países do mundo” se não fosse pela receita
gerada pelo Mundial.
Ao longo das últimas semanas, a
entidade tem recebido críticas pelo valor cobrado pelos ingressos para a
competição que ocorrerá no Canadá, EUA e México, entre junho e julho de 2026.
O ingresso mais barato para a
final, por exemplo, custa US$ 4,2 mil (R$22,5 mil), cerca de sete vezes mais
caro do que se comparado com a última Copa do Mundo, em 2022.
Durante a sua participação no
evento, Infantino revelou que a Fifa recebeu mais de 150 milhões de pedidos de
ingressos para a Copa de 2026 nas últimas duas semanas.
— O que é crucial é que as
receitas geradas com isso estão voltando para o futebol em todo o mundo Sem a
Fifa, não haveria futebol em 150 países do mundo. O futebol existe porque, e
graças a, essas receitas que geramos a partir da Copa do Mundo, que reinvestimos
em todo o mundo — declarou o presidente da Fifa.
Além dos Estados Unidos, que são
uma das sedes do torneio e receberão o maior número de partidas, torcedores da
Alemanha e Reino Unido estão entre os que mais buscam ingressos para a Copa do
Mundo até agora.
— Temos seis a sete milhões
de ingressos à venda e, em 15 dias, recebemos 150 milhões de pedidos de
ingressos. Nos quase 100 anos de história da Copa do Mundo, a Fifa vendeu 44
milhões de ingressos no total. Em duas semanas poderíamos ter lotado 300 anos
de Copas do Mundo — afirmou Infantino
Preço dos ingressos é criticado
por torcedores
Entre os mais interessados pelos
ingressos para o Mundial, torcedores britânicos afirmaram, entre outras coisas,
que os valores comercializados pela Fifa são “escandalosos”.
A Associação de Torcedores de
Futebol (FSA, na sigla em inglês) se uniu a Football Supporters Europe (FSE) e
passou a exigir que o processo de vendas, que se iniciou em dezembro, fosse
interrompido.
Com isso, haveria uma
possibilidade de diálogo com a Fifa por uma solução para a questão.
Nessa nova fase de vendas, a Fifa
também liberou uma carga de ingressos mais barata para as partidas, mas
extremamente limitada: cerca de mil ingressos por partida, comercializados por
US$ 60 cada (R$ 335).
Atualmente, os ingressos para os
jogos da Copa do Mundo foram divididos em quatro categorias, que variam de
preço.
Categoria 1: Ingressos
mais caros e que permitem ao torcedor ficar localizado em qualquer lugar na
arquibancada inferior ou do segundo andar em um estádio da NFL;
Categoria 2: Ingressos que
permitem ao torcedor ficar no segundo andar superior, ao longo da lateral do
campo;
Categoria 3: Ingressos
permitem que os torcedores fiquem no andar superior, atrás da linha de fundo;
Categoria 4: Ingressos mais em
conta, mais distantes do campo e permitem ao torcedor ficar em pequenas seções
de canto, no andar superior.
Além do preço dos ingressos, a
gestão de Infantino também tem sido alvo de críticas em função da aproximação
com o governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
No sorteio dos grupos da Copa do Mundo, o republicano foi premiado com “troféu da paz”, criado pela Fifa neste ano.

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