segunda-feira, janeiro 05, 2026

Sem a Fifa e a receita da Copa do Mundo, não haveria futebol em 150 países

Sem a Fifa e a receita da Copa do Mundo, não haveria futebol em 150 países

Presidente da Fifa, Gianni Infantino foi alvo de críticas nas últimas semanas pelo preço das entradas no Mundial que será disputado no Canadá, EUA e México

Por Murillo César Alves para o site ‘Trivela’

Gianni Infantino, presidente da Fifa, exaltou a receita e a procura por ingressos da Copa do Mundo de 2026 durante World Sports Summit em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, nesta segunda-feira (29).

Segundo o dirigente italiano, não haveria futebol em “150 países do mundo” se não fosse pela receita gerada pelo Mundial.

Ao longo das últimas semanas, a entidade tem recebido críticas pelo valor cobrado pelos ingressos para a competição que ocorrerá no Canadá, EUA e México, entre junho e julho de 2026.

O ingresso mais barato para a final, por exemplo, custa US$ 4,2 mil (R$22,5 mil), cerca de sete vezes mais caro do que se comparado com a última Copa do Mundo, em 2022.

Durante a sua participação no evento, Infantino revelou que a Fifa recebeu mais de 150 milhões de pedidos de ingressos para a Copa de 2026 nas últimas duas semanas.

— O que é crucial é que as receitas geradas com isso estão voltando para o futebol em todo o mundo Sem a Fifa, não haveria futebol em 150 países do mundo. O futebol existe porque, e graças a, essas receitas que geramos a partir da Copa do Mundo, que reinvestimos em todo o mundo — declarou o presidente da Fifa.

Além dos Estados Unidos, que são uma das sedes do torneio e receberão o maior número de partidas, torcedores da Alemanha e Reino Unido estão entre os que mais buscam ingressos para a Copa do Mundo até agora.

— Temos seis a sete milhões de ingressos à venda e, em 15 dias, recebemos 150 milhões de pedidos de ingressos. Nos quase 100 anos de história da Copa do Mundo, a Fifa vendeu 44 milhões de ingressos no total. Em duas semanas poderíamos ter lotado 300 anos de Copas do Mundo — afirmou Infantino

Preço dos ingressos é criticado por torcedores

Entre os mais interessados pelos ingressos para o Mundial, torcedores britânicos afirmaram, entre outras coisas, que os valores comercializados pela Fifa são “escandalosos”.

A Associação de Torcedores de Futebol (FSA, na sigla em inglês) se uniu a Football Supporters Europe (FSE) e passou a exigir que o processo de vendas, que se iniciou em dezembro, fosse interrompido.

Com isso, haveria uma possibilidade de diálogo com a Fifa por uma solução para a questão.

Nessa nova fase de vendas, a Fifa também liberou uma carga de ingressos mais barata para as partidas, mas extremamente limitada: cerca de mil ingressos por partida, comercializados por US$ 60 cada (R$ 335).

Atualmente, os ingressos para os jogos da Copa do Mundo foram divididos em quatro categorias, que variam de preço.

Categoria 1: Ingressos mais caros e que permitem ao torcedor ficar localizado em qualquer lugar na arquibancada inferior ou do segundo andar em um estádio da NFL;

Categoria 2: Ingressos que permitem ao torcedor ficar no segundo andar superior, ao longo da lateral do campo;

Categoria 3: Ingressos permitem que os torcedores fiquem no andar superior, atrás da linha de fundo;

Categoria 4: Ingressos mais em conta, mais distantes do campo e permitem ao torcedor ficar em pequenas seções de canto, no andar superior.

Além do preço dos ingressos, a gestão de Infantino também tem sido alvo de críticas em função da aproximação com o governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

No sorteio dos grupos da Copa do Mundo, o republicano foi premiado com “troféu da paz”, criado pela Fifa neste ano.

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