terça-feira, agosto 25, 2009

Metendo a colher no feijão...

Pincei o texto baixo do blog do Marcos Lopes (http://www.radioglobonatal.com.br/blog/marcos/ não tive tempo de lhe pedir autorização, mas, como a fonte está citada, posso dormir com a consciência tranqüila.


No texto, Marcos Lopes transcreve a posição do Deputado Estadual e conselheiro do ABC FC, José Adécio, em relação à atual crise por que passa o alvinegro.


Li e resolvi comentar.


Na ultima reunião do Conselho Deliberativo do ABC o Deputado e conselheiro, José Adécio apresentou um documento com sugestões e um requerimento cobrando explicações sobre a real situação financeira do clube.


Blog: É dever de todo conselheiro, participar ativamente da vida da instituição, melhor ainda, quando envia um documento contendo sugestões, já que de um conselheiro, além de conselhos e doações financeiras, generosas ou não, se espera também indicações de saídas em casos emergenciais.


Cobrar explicações sobre a real situação financeira do clube, também faz parte da função de um conselheiro, pois, em são os conselheiros que acabam aprovando as contas do clube.


Aliás, creio que contas transparentes devia ser regra na vida de qualquer instituição que tenham sócios, sejam eles efetivos ou temporários.


José Adécio sugeriu a criação de uma Comissão que ficaria responsável pela elaboração de um planejamento estratégico para buscar soluções para a crise financeira do clube e segundo o conselheiro até agora nada do que foi proposto foi colocado em prática, e tampouco os questionamentos do seu requerimento respondidos.


Blog: O deputado sugere uma comissão (políticos adoram comissões) que ficaria responsável por um planejamento estratégico para buscar soluções pra a crise financeira do clube...


A frase é pomposa, mas no popular, a única estratégia que no momento teria algum efeito é que todos aqueles que possam, cocem o bolso e doem alguns caraminguás ao clube, já que a atual campanha da equipe, suas dividas e problemas políticos internos, não são lá grandes atrativos para nenhum investidor na acepção da palavra.


Sobre a afirmação de que nada que foi proposto, foi colocado em prática: é preciso saber se as propostas apresentadas eram viáveis ou meras idéias que não correspondiam aos fatos (com a permissão de Cazuza).


Porém, é grave a afirmação do deputado que até agora, nenhum dos seus requerimentos ou questionamentos tenham sido respondidos...


Tal postura por parte da direção do clube demonstra deselegância ou a pouca ou nenhuma importância que o conselheiro tem junto a direção do ABC.


Obter resposta é um direito de qualquer pessoa, mesmo que a resposta seja um sonoro não!


No documento o conselheiro afirma textualmente: "Um clube com o tamanho, a força e a tradição do ABC FC deve entrar definitivamente na era da modernidade administrativa. É preciso um gerenciamento profissional no departamento de futebol – com um trabalho intenso na área do marketing esportivo para valorizar a nossa marca que é uma das mais fortes do Nordeste, bem como a edição de um estatuto moderno, que ofereça ao torcedor a possibilidade de participar diretamente na vida do clube".


Blog: Nesse ponto o deputado joga para a platéia, pois faz uma afirmação sem nenhum amparo técnico ou cientifico; baseia-se no achismo pessoal ou reverbera um mantra repetido por almas apaixonadas e desejosas que seus sonhos fossem realidade...


Desde quando, ABC E América são marcas fortes fora da cidade de Natal?


Onde o deputado colheu os dados para fazer tal afirmação?


Qual é o apelo que esses clubes têm no oeste do Estado?


No mais, nada indica que fora de suas fronteiras, Ceará, Fortaleza, América, ABC, Sergipe, CRB, Sampaio Correia, Vitória, Bahia, Náutico e outros, arrastem multidões...


Qual o público de América e Ceará no último encontro?


Quantas vezes, meu caro leitor, você comprou um produto por ver a marca do mesmo estampado em algumas dessas camisas?


América e ABC são fortes aqui e, talvez, fosse melhor, primeiro conquistar sua gente em sua terra, para só então, começar a ter crises megalomaníacas.


Nunca ouvi falar que nenhum dos nossos clubes, tenha escolhido uma cidade interiorana para realizar uma pré-temporada ou mesmo, para jogos amistosos com outras equipes do mesmo porte.


Sobre intenso trabalho de marketing, digo o seguinte: estamos tratando de assunto que não é decidido pela razão, mas pela emoção e, portanto, ninguém vai roubar torcedor de ninguém, no máximo se pode atrair o interesse de uma parcela da juventude que ainda não tenha tomado partido por A ou por B, mas esse interesse só virá se os feitos forem grandes.


Sobre um estatuto moderno, me vejo forçado a concordar, mas antes, gostaria de lembrar que a modernidade de uns, nem sempre é a modernidade de outros.


Lembra a crise que o clube viveu na década de 70: "O cenário atual do ABC é mais preocupante que o vivido na década de 70 quando uma crise financeira e administrativa culminou com a renúncia da Diretoria e a formação de uma Junta Governativa, formada por Aluízio Bezerra, Bira Rocha e José Nilson de Sá e que teve a competência de reordenar o clube no terreno financeiro e administrativo.



Blog: Sobre esse tópico, nada tenho a comentar, pois ainda não morava em Natal e, seria leviano tecer qualquer opinião a respeito.



Assim, neste momento, proponho objetivamente a constituição de uma comissão diretiva para junto com o nosso Presidente administrar o futebol, contornando as dificuldades hoje enfrentadas, comissão esta que seria composta três ou cinco pessoas previamente aprovadas pelo Conselho Deliberativo e pelo Presidente do Clube, para preparar e por em prática um Plano de Ação urgente para inibir a derrocada que se avizinha a passos velozes.



Blog: Aqui o texto é suave e repleto de obviedades democráticas, mas na parte final, volta a derrapar no desejo que três ou cinco pessoas, venham a tirar da cartola alguma solução mágica parra inibir a derrocada...


Agora?



Nesse momento, só existe uma condição de se evitar o pior: dispor de dinheiro suficiente para seduzir grandes jogadores que ainda não tenham jogado as seis partidas permitidas para que continuem jogando na Série B (alguém conhece algum nesse caso?), ou convencer os que estão na Série A, a descer um degrau e vir brigar por dez vitórias nas vinte partidas restantes.



Deixo claro que não se trata de junta governativa, mas uma comissão para auxiliar a diretoria executiva na condução da política do futebol durante o restante da série “B” 2009, com poderes deliberativos".



E explica o papel da Comissão: "Tal comissão teria a responsabilidade, junto com a Diretoria Executiva, de avaliar e aprovar a contratação de jogadores para o clube, diminuindo assim a chance de repetirmos os inúmeros erros de contratação ocorridos este ano.



Além disso, a Comissão teria a responsabilidade de elaborar um planejamento estratégico para solucionar a parte financeira do clube, buscando aporte para custeio do time através de patrocínios, de apoios de históricos abcedistas que possuam boa estabilidade financeira, além de iniciativas de marketing visando trazer a nossa grande torcida para ser efetiva colaboradora nas finanças do clube.



“Tudo isso, dentro de um espírito democrático e de absoluta transparência”.



Blog: O texto termina num oito, pois apenas reitera tudo o que já havia sido dito...



Faço apenas uma sugestão: o maior patrimônio do ABC é sua torcida, ela tem que ser tratada com carinho, atenção, cuidado e outros mimos, mas para isso, é preciso que alguém no ABC ou em qualquer outro clube da região, descubra um ramo do marketing, chamado de marketing de relacionamento...



Quando descobrirem, estarão dando um grande passo na direção da modernidade e do interesse de possíveis patrocinadores, enquanto isso não acontecer, ajudas de ricos, serão chamadas de patrocínio e rifas, vaquinhas e outras baboseiras irão fazer parte do cardápio de bobagens que pomposamente alguns apelidam de ações de marketing.

Derrota - Berlim 2009...

Imagem: Pictures Alliance

Fermento

Do blog: O texto abaixo explica Negritomuitas coisas que um coração repleto de paixão não consegue enxergar.


Coloca algumas vírgulas e alguns pontos numa discussão que infelizmente é travada por uma imensa maioria que pouca profundidade tem para tratar do assunto...


Mas o mundo da bola é uma mãe: qualquer um pode dizer o que quiser, que logo outros reverberam como verdades absolutas.



O texto abaixo foi pinçado do blog do Juca Kfouri.




Por OLIVER SEITZ


O futebol gera mais exposição do que dinheiro.


E, talvez por isso, todo mundo ache que vale muito, mas muito dinheiro.


Você não vai gostar do que vai ler.


Provavelmente, irá reclamar.


Quiçá me enviará um e-mail.


Mas alguém tem que dizer. O futebol não é um negócio tão grande quanto você imagina.


Não é.


Nunca foi.


Provavelmente, nunca será.



Alguém, em algum lugar, criou o mito.


Provavelmente foi o William MacGregor, um escocês que era dono do Aston Villa e fundou a Football League na metade do século XIX.


Ele, em seu livro ‘The book of Football’, escreveu: ‘football is a big business’. A idéia pegou, e todo mundo passou a reproduzir.




Você pode estar pensando que eu sou idiota, o que é justo.


Afinal, todo mundo diz que o negócio do futebol é enorme, só que mal explorado.


Mas a verdade, infelizmente, é que o futebol é um negócio extremamente supervalorizado.


Ele gera mais exposição do que dinheiro. E, talvez por isso, todo mundo ache que vale muito, mas muito dinheiro.



Você conhece a Usina Itaiquara de Açúcar e Álcool S.A.?


É provável que não.


A não ser que você trabalhe no setor de cana-de-açúcar, ou que compre produtos de panificação, ou que more em Tapiratiba, São Paulo, ou que torça pela Portuguesa, o que eu imagino não serem características do perfil dos poucos que lêem essa coluna.



De qualquer maneira, a Itaiquara produz energia, produtos pra confeitaria e produtos pra uso doméstico, como açúcar, mistura pra bolo, mistura pra pão de queijo e fermento, que minha mãe sempre disse também ser energia.




Incrivelmente, ou não, a Itaiquara patrocina a Portuguesa, além da Pizza na Roça, supostamente a melhor pizzaria do Brasil, localizada em Caconde, São Paulo.


Incrivelmente, também, é que a Itaiquara não está sendo citada aqui por nada disso.


A Itaiquara está sendo usada de exemplo porque ela foi à milésima empresa em vendas do Brasil no ano de 2008, de acordo com o índice "Melhores e Maiores" da revista "Exame".


A Itaiquara faturou no ano o passado 133,9 milhões de dólares, o que dá cerca de 320 milhões de reais de acordo com a cotação usada pela revista. A milésima empresa do Brasil. Isso quer dizer que outras 999 empresas faturaram mais.




E sabe quanto o São Paulo Futebol Clube, tradicionalmente o clube com maior receita do país, faturou no ano passado?


158 milhões de reais, menos da metade do faturamento da Itaiquara, a milésima empresa do Brasil, que vende produtos de panificação e patrocina a Portuguesa, o que – colocando nessa ordem – até faz sentido.


Menos da metade.


O maior clube do Brasil.


Não há dúvidas que ele poderia arrecadar mais.


Mas quanto mais?


O grosso da grana, quase 40%, vem da venda de jogadores e direitos de televisão, valores que dificilmente podem ser elevados.


Adicionando o patrocínio, que está num valor bastante significativo e que dificilmente tem espaço para crescimento, o percentual sobe para quase 50%.


Esse valor é de certa forma consolidado e tem pouco espaço para crescimento, por mais bem organizado que o clube seja.




De resto, tem valor de ingresso, sócios, premiações, enfim, uma diversidade de coisas.


Que até poderiam apresentar também um crescimento, mas nada capaz de fazer dobrar o faturamento do clube para que ele, dessa forma, chegasse próximo à milésima empresa do país.




Na Europa, acredite, também não é diferente. Os clubes de futebol não figuram na lista das maiores empresas de qualquer país.


Apesar de ter uma exposição enorme, o negócio do futebol, volto a dizer, não é tão grande assim.


Diminuir as expectativas de geração de receita provenientes do futebol, em especial do Brasil, talvez seja um passo importante para se melhorar as condições atuais.


Por isso, por mais decepcionante que possa parecer, é imprescindível que se analise a realidade do jeito que ela é.




E se você é de Itaiquara ou trabalha em um canavial, ou é torcedor da Portuguesa, por favor, me envie um e-mail. Ficaria bastante contente em conhecer as razões pelas quais você lê o que eu escrevo.




Em tempo: caso o São Paulo tivesse enviado o seu balanço para a Exame, ele ficaria na honrosa milésima centésima nonagésima quinta posição, empatado com a Ponte de Pedra, uma hidrelétrica localizada em Itiquira, Mato Grosso, que tem seis funcionários. Se você é de Itiquira, também pode me mandar um e-mail. Se você for um desses seis funcionários, por favor, não mande nada.


Seria assustador demais.



Para interagir com o autor: oliver@universidadedofutebol.com.br


www.universidadedofutebol.com.br

segunda-feira, agosto 24, 2009

Essa você não pega...

Imagem: Kicker

Verde que te quero verde... O Alecrim perdeu de 1x0, mas e daí? Está classificado!

Ontem grudei ao pé do rádio e fui ouvir a transmissão da Rádio Globo do jogo Alecrim e Central lá em Caruaru...


Na voz do Marcos Lopes, as coisas pareciam andar bem, pois a impressão que a narração passava era de que o Alecrim jogava melhor e tinha o controle da situação, mas repentinamente, um tal de Sidnei, depois de receber um cruzamento, subiu mais que todo mundo e marcou para o Central...


Putz...


Pensei no pior, levar um gol aos 13 minutos era tudo o que não podia acontecer...


O Central teria tempo para pressionar.


Terminado o primeiro tempo, fiquei torcendo para que Diá encontrasse uma maneira de fazer a rapaziada retornar disposta a buscar o empate, mas caso não desse, que ao menos resistisse à pressão que por certo viria...


Não deu outra...


Empurrados por seus torcedores o time ruinzinho do Central resolveu crescer para cima do Alecrim, pressionou, chutou e quase marcou o gol que levaria tudo para o campo do imponderável: a decisão por pênaltis.


Mas domingo, não era sábado e o Rio Grande do Norte já havia levado sua cota de chineladas futebolísticas e aí, o Alecrim mesmo perdendo, deu uma lição de garra e determinação, porém, é claro, com um time melhor qualificado que seu adversário...



No final, tomei um bom gole de café, acendi um cigarro (só para irritar o José Serra e todos os maníacos que na falta de coisa melhor, ficam enchendo o saco dos fumantes), dei um sorriso feliz, desliguei o rádio e pensei no Coronel Veiga: como ele estaria feliz se estivesse entre nós!

domingo, agosto 23, 2009

Nem a bola, nem o adversário: goleiro que se preze, sai para decidir.

Imagem: Kicker

Bragantino 3x0 ABC... Agora, é simples: basta vencer 50% dos jogos e tudo se resolve.

O ABC perdeu para o Bragantino por 3x0...


Alguma novidade nisso?


Não, era de se esperar.


Flavio Lopes cobrou empenho e determinação...


Normal...


Ele sempre faz isso.


Judas Tadeu se disse só e precisando urgentemente de quem o ajude nas contratações necessárias para salvar a equipe...


Creio que vai continuar só...


Acho improvável que nessa altura do campeonato, alguém vá fazer um investimento tão alto em condições tão desfavoráveis.


Doações a fundo perdido?


Não creio...


O conselheiro Francisco de Souza Segundo Júnior, talvez acreditando no blá, blá, blá de torcedores que adoram resenhas em fim de jogo e bravatas em comentários em blogs, teve uma idéia que poderia ter sido um sucesso, caso palavras não fossem apenas palavras que se perdem ao vento...


Francisco Júnior criou a “Vaquinha do ABC” (fui um dos primeiros a publicar, pois queria ajudar), uma forma de arrecadar através de doações espontâneas, uma grana que seria repassada ao clube...


Francisco imaginou que milhares de alvinegros doariam, chegou mesmo estipular como meta, arrecadar até o dia 28 de novembro, 5.000.000,00 milhões de reais...


Pois bem, a “Vaquinha do ABC”, criada no dia 31 de julho, arrecadou até aqui, míseros 9.138,10 mil reais (não dá para comprar um Uno Mille básico), cerca de 0,18% do pretendido (menos de 1%)...


O site recebeu 19.487 visitas, isto é, nem a metade dos visitantes doou um tostão sequer.


Portanto, Francisco Junior foi mais um daqueles que aprendeu que essa conversa que torcida é apaixonada e faz qualquer coisa, é papo furado...


Torcedor em qualquer parte do Brasil quer time bom, vitórias e títulos, mas com o dinheiro dos outros (faço uma ressalva à torcida do Internacional que já deu inúmeras mostras de comprometimento com o colorado gaúcho).


Sobre o jogo, não vi, ouvi e pelo que ouvi, o Bragantino passeou no primeiro tempo e no segundo, puxou o freio de mão, afinal, o Rio Grande do Norte já tinha apanhado o bastante para um sábado só.

Nem ficando de joelhos eu te entrego a bola...

Imagem: Marca

América 1x5 Ceará... E poderia ter sido mais.

Hoje fiquei decepcionado com Roberto Fonseca...


Terminado o jogo, esperei para ouvi-lo, pois o considero um sujeito equilibrado e sem meias palavras, mas quando disparou que a derrota do América teria sido fruto do pênalti mal marcado pelo árbitro contra os rubros, não gostei.


Como pode uma equipe levar uma goleada de 5x1, e tentar justificar esse placar alegando a interferência do árbitro ao marcar um pênalti inexistente?


Não fui ao jogo, não vi o lance, mas confio na palavra de César Virgilio, trabalhei com ele, sei quem é, como pensa, como age e como é criterioso em suas opiniões.


César só tem dois defeitos, é educado demais e decente demais para ganhar a simpatia do torcedor com expressões chulas e opiniões passionais...


Portanto, fico com a palavra de César (aliás, porque manter um comentarista de arbitragem se sua opinião é sempre contestada?).


Mas suponhamos que César tenha errado e que realmente o pênalti não tenha existido: como explicar os quatro gols marcados posteriormente?


Pelo que ouvi, o América fez um bom primeiro tempo, teve mais a posse de bola, atacou mais e deixou o Ceará com a opção do contra ataque...


E daí?


Ter maior posse de bola nada significa, principalmente se essa posse de bola proporcionou mais finalizações e essas finalizações não resultaram em gols.


Hoje o América foi presa fácil e culpar o árbitro não muda essa verdade.


O América é um time comum, voluntarioso em certos momentos, mas comum...


O jogo contra o Vasco não é parâmetro, afinal, o jogo era contra o Vasco e contra o Vasco todo mundo queria aparecer (que jogador de futebol não que assinar contrato com o Vasco?).


Isso é tão verdade que logo após a partida, espocaram notícias sobre um possível interesse do Vasco por Somália e Lúcio (prontamente desmentido pela direção do Vasco).


No Vasco Somália seria um bom reserva e Lúcio; bem, o Lúcio talvez entrasse na relação pré-jogo.


Contra o Ceará, as coisas pareceram aos jogadores mais parelhas e, portanto, o esforço poderia ser menor...


Ledo engano, o Ceará é bem superior ao América.


A goleada foi insofismável, incontestável e nenhuma manobra retórica conseguirá apagar a tarde-noite negra que se abateu sobre o Machadão.

Última chamada... Embarque imediato.

Imagem: Kicker

Sempre pensei que fosse um brincadeira do Juca... Não era! Descanse em paz Dona Nadir.

Da FOLHA DE SÃO PAULO


Por RICARDO GALLO


Dona Nadir ligou brava para a rádio predileta naquele outubro de 2000.


O apresentador do CBN Esporte Clube não havia falado as horas no ar - o que a fizera esquecer-se de tomar seus remédios.


Juca Kfouri recebeu o recado ao chegar para o programa, que estreara na noite anterior (”Rádio é prestação de serviço. Ele tem que falar a hora”).


Obedeceu: “Dona Nadir, tá na hora de tomar o seu remédio. Oito e meia”, disse.


Às 21h, novo aviso.


Ela gostou.


No outro dia, deixou mais um recado - era muita gentileza de Juca, colunista desta Folha, avisá-la.


Os remédios eram necessários desde que um AVC, em 1993, paralisou parte do seu corpo e a deixou em cadeira de rodas.


A doença, aliada a um problema na visão, fez do rádio sua companhia diária.


Pois dona Nadir e seus remédios viraram bordão e passaram a ser lembrados no programa todos os dias.


Até entrevistada ela já foi: no dia em que um convidado faltou, entrou no ar para falar de futebol - são-paulina, disse ter visto Leônidas da Silva estrear pelo tricolor em 1942.


Eduardo, um dos filhos, não sabia desse detalhe, mas lembrava da mãe bem-humorada, piadista e ansiosa.


Nascida em São Simão (SP), ela foi professora até 1972, quando virou dona de casa.


No dia 11, internada havia quatro dias, dona Nadir morreu de parada cardiorrespiratória.


Tinha 74 anos.


Deixou o marido, dois filhos, um neto e o radinho portátil.


Ao saber da morte, Juca decidiu: às 20h30 e às 21h, continuaria a falar do remédio.

Você sempre me faz cair a seus pés...

Imagem: Kicker

Vasco da Gama 4x0 Ipatinga...

Foi um almoço bem gostoso e como sempre, estávamos eu, Dona Graça (há onze ou doze anos, nem sei bem ao certo, trabalha aqui em casa) e Bill...


Dona Graça senta-se a mesa comigo, conversa, me informa dos acontecimentos da tarde-noite passada e me deixa atualizado sobre tudo o que não tem a menor importância.


Bill deixa de lado seu mau humor e senta-se confortavelmente no chão, a espera que um de nós se comova com seu olhar cheio de desejo e lance ao chão algum pedaço de qualquer coisa que esteja sendo consumida no almoço...


Às vezes me comovo, mas...


Terminado o almoço, Dona Graça trouxe a sempre cheia caneca de café e como de hábito, me pediu um cigarro, acendeu e entre tragos e goles de café, combinamos as tarefas de segunda feira.


Levantei fui tomar banho e decidi que ficaria em casa para assistir o Vasco.


Enquanto vestia um velho calção, largo, e desbotado que combinei com uma camiseta que um dia foi azul e com um furinho na axila esquerda, cheguei a sentir certo remorso por não ir ao Machadão, mas, por fim, acabei por encontrar uma solução: na tela o Vasco, no rádio o América.


Quando a bola rolou, olhei a volta e tudo estava perfeito...


A garrafa de café estava cheia e a mão, a coca cola tinha gelo o bastante, o cigarro, o isqueiro e o cinzeiro, repousavam na distancia exata.


O jogo começou chinfrim, chatinho mesmo, mas diante 79.636 vascaínos (está bem, desculpem, 79.606, seria injusto esquecer os 30 mineiros de Ipatinga que moram no Rio e que foram ver seu time) não dava para a equipe cruzmaltina ficar fazendo corpo mole e errando tantos passes e finalizações.


Portanto, o Vasco substituiu a apatia pelo esforço e impondo mais velocidade ao jogo, buscou chegar ao gol adversário...


Bastou essa mudança de atitude para que o gol saísse, Ramón cruzou e Alex Teixeira se antecipou a pesada e lenta zaga do Ipatinga para abrir a contagem.


Com a vantagem no marcador, o esforço abriu passagem para a malemolência tipicamente carioca e o Vasco passou cadenciar a partida, tocar a bola diante de um adversário incapaz de reagir.


Porém, o jogo é dinâmico, num cochilo da defesa, Marcelo Moscatelli de cabeça quase empatou.


Passado o susto, Alex Teixeira aproveitou um contra ataque, avançou pela direita do campo e cruzou para Carlos Alberto que livre de marcação, completou para as redes.


Na segunda etapa o jogo continuou do mesmo jeito, o Vasco hora corria, hora tocava, enquanto o Ipatinga se mantinha fechado na tentativa de evitar um placar maior.


Mas aos 10 minutos, Elton sofreu pênalti e o próprio Elton, cobrou e assinalou o terceiro gol do Vasco.


Quando a partida parecia definida, Alex Teixeira deu números finais ao marcador, ao receber a bola pela direita, passar seu marcador e chutar cruzado sem chances para o goleiro Fred...


Se você me perguntar se a partida foi boa, respondo que não foi...


Se você me perguntar se o Vasco jogou um futebol brilhante, respondo que não jogou...


Essa equipe do Vasco na Série A, estaria passando maus bocados, mas na Série B, essa equipe é mais do que suficiente.


Ah, fiquei muito feliz com o João Alberto Gomes Duarte...


Mostrou personalidade, pulso, competência e foi senhor absoluto do jogo...


Creio que agora o João já sabe qual é sensação de arbitrar uma partida de um clube massa, até porque, tão cedo, João verá 79.636 (inclui os 30 mineiros) torcedores a sua volta.

sábado, agosto 22, 2009

Sai da frente que lá vem ela...

Imagem: Kicker

Complemento da rodada de número 19... Final do Turno.

Vila Nova 0x0 Brasiliense

Um empate ruim para as duas equipes e para os 4.841 corajosos que saíram de casa para assistir um jogo com poucos momentos de emoção.


Fortaleza 4x0 Paraná


Na estréia do Treinador Marcio Fernandes, o Fortaleza goleou o Paraná e renovou em seu torcedor as esperanças...


Sem brilho, apático e completamente dominado, o Paraná pouco incomodou, aceitou o domínio do Fortaleza e deve ter sentido um enorme alívio ao ouvir o apito final do árbitro.


Ponte Preta 4x1 Duque de Caxias


Depois de três empates e uma derrota, a Ponte Preta recebeu o Duque de Caxias no Moisés Lucarelli, disposta arrancar uma vitória...


Nos primeiros minutos, a equipe campineira mostrou que não estava para brincadeira, acossou o adversário, colocou uma bola no travessão e por pouco não abriu o marcador.


Acuado, o Duque de Caxias não conseguia sair e após mais uma bola na trave a seu favor, a Ponte continuou pressionando até Jean Carioca abrir o marcador.


Antes do final do primeiro tempo, Lins marcou o segundo gol.


No início do segundo tempo, Juninho aproveitando um momento de relaxamento da Ponte, marcou para o Duque de Caxias, mas foi só, pois aos 30 minutos, Gustavo ao tentar cortar um cruzamento, acabou por marcar contra...


Completamente abatido, o Duque de Caxias ainda sofreu mais um gol, marcado por Fabiano Gadelha.

O sub 18 do Barcelona no Centro de Treinamento exclusivo deles...

Imagem: Mundo Deportivo

A força dos fortes...

Ainda não havia caindo à noite e 56 mil ingressos já haviam sido vendidos para o jogo Vasco e Ipatinga, amanhã no Maracanã...


Restam 12.059 ingressos da carga de 68.059 colocados a venda, mas mesmo assim o público pode chegar à casa dos 87.205 espectadores...


O publico não pagante está assim dividido:


8.705 ingressos estão reservados para idosos e menores de 12 anos.


1.850 ingressos são cortesias do Vasco, SUDERJ e FFERJ.


1.910 ingressos são dos camarotes.


6.036 Ingressos pertencem aos donos das cadeiras perpétuas do estádio.


425 ingressos são destinados a Tribuna de Honra.

sexta-feira, agosto 21, 2009

A soma dos dois, pagaria a folha de pagamento das Série B, C e D e, ainda sobrava uns trocados...

Imagem: Marca

Figueirense 0x1 São Caetano... Reação é isso!

Seis vitórias consecutivas e uma arrancada espetacular...


Essa é a campanha do São Caetano que deixou as últimas colocações e agora, faz parte do grupo dos quatro primeiros, pelo menos até amanhã.


Indiferente ao local da partida, o São Caetano derrotou o Figueirense por 2x0 em pleno Orlando Scarpelli em Florianópolis.

Assim o Werder Bremem, divulgou o novo uniforme e prestigiou seus jogadores nos amistosos da pré temporada...

Imagem: Kicker

Juventude 4x1 Guarani... Foi tão rápido que o Guarani nem teve tempo de reagir.

De forma fulminante o Juventude marcou dois gols em 3 minutos e quando o Guarani tentou retomar o jogo, marcou o terceiro...


Há muito uma equipe não entrava em campo, tão decidida a ganhar um jogo como o Juventude na noite de sexta feira.


Com um minuto de jogo, Marcos Dener abriu o marcador de cabeça, dois minutos depois, Luiz Felipe ampliou, deixando o Guarani sem entender o que estava acontecendo.


Após o abalo, a equipe campineira passou a tentar retomar o controle do jogo, mas aos 22 minutos, novamente Marcos Dener estava na área par marcar o terceiro gol do Juventude.


Assustado o Guarani tratou de melhorar a marcação e esperar o final da primeira etapa.


No segundo tempo, o Juventude voltou menos empolgado, sofreu um gol contra de Nenê e chegou a dar alguma esperança ao adversário, mas empurrado por sua torcida e contanto com um inspirado Marcos Dener que novamente de cabeça, marcou o quarto e último gol gaúcho.


Daí para frente, o Juventude controlou o jogo e deixou o tempo passar...


Esse foi mais um resultado ruim para o ABC, pois se não vencer em Bragança Paulista, verá o possível décimo sétimo ou décimo sexto colocado, ampliar para sete pontos a diferença que os separa.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Mundial de Atletismo - Berlim 2009

Imagem: Kicker

A fascinação pelo óbvio, cedeu lugar à denúncia mesquinha...

Não tenho nenhuma procuração do Secretário Tertuliano Pinheiro para defendê-lo, assim como, não tenho que pedir permissão ao mesmo para criticar qualquer ação que ofenda o bom senso.


Desafio a quem quer que seja a encontrar nesse blog qualquer alusão critica ou elogiosa às primeiras medidas do secretário.


Não me dei ao trabalho de aplaudi-lo por ter usado água, sabão, vassoura, panos de chão, rodos, vassouras e detergentes na limpeza do estádio Machadão.


Não abri um vasto sorriso de apoio ao saber que lâmpadas haviam sido trocadas e nem tão pouco fiquei embevecido a ponto de publicar fotos das luzes de efeito teatral, estrategicamente colocadas no entorno das arquibancadas...


Da mesma forma que não me derreti em aplausos, não fiz qualquer critica ou, menosprezei o fato.


Apenas silenciei.


Qual a razão do silencio?


Por que nenhuma palavra foi escrita sobre o assunto?


Simples:


Manter a limpeza e a higiene das coisas é algo tão óbvio e tão ululante que não me pareceu importante tocar no assunto.


Trocar lâmpadas queimadas é outra obviedade, principalmente em locais que funcionam após o por do sol.


Exigir que funcionários trabalhassem, realizando as tarefas pertinentes a sua função, é obrigação de qualquer gestor, pois se não me engano, um das funções de um gestor, é exatamente essa, seja no setor privado, seja no setor público...


Portanto, nada a aplaudir...


Tertuliano fez na SEJEL o mesmo que faz na sua empresa e com certeza na sua casa...


Sobre as luzes de efeito teatral, qualquer um que conheça Tertuliano, não se espantaria...


Tertuliano tornou-se um competente homem de marketing e como tal, sabe que nada encanta mais na escuridão que um vagalume.


Esses foram os motivos de nada haver escrito sobre esses primeiros dias de Tertuliano a frente da SEJEL.


Mas, hoje, tenho que me manifestar e o farei em defesa de secretário.


Algumas pessoas de forma atabalhoada e maldosa, “denunciaram” a realização de uma pelada no estádio Machadão, onde alunos da rede municipal de ensino teriam participado.


Pois bem, não houve a tal pelada, mas caso a bola tivesse rolado no gramado do Machadão empurrada ou chutada por alunos da rede municipal, nada teria acontecido de errado.


O que aconteceu na verdade foi que o estádio foi aberto para que crianças de um colégio localizado na Redinha participassem do “Projeto Escola em Campo”.


Ninguém utilizou o gramado, a não ser para tirar fotografias.


Agora, caso o programa incluísse um joguinho entre os meninos, onde estaria o crime?


O estádio Machadão é bem público...


Qual o problema se uma vez por mês o estádio for aberto para que meninos pobres da periferia dêem uns chutinhos numa bola?


Em qual pecado mortal irão enquadrar Tertuliano, por permitir que meninos de poucos recursos financeiros tenham um dia inesquecível em suas vidas?


Que estragos poderiam fazer no gramado alguns garotos chutando alegremente uma bola, por uns poucos minutos?


Desculpem, mas a tal denuncia nada mais foi do que mesquinharia pura e simples e, Tertuliano não tem porque se justificar.