quinta-feira, junho 20, 2013

Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014...



A Copa do Mundo mais cara de todos os tempos vem aí...

Quem virá?

- A América do Sul praticamente já tem dois representantes, além é claro do Brasil, país sede.

Faltando três rodadas para o término da disputa sul-americana, A Argentina com seus 26 pontos, virá com certeza...

A única dúvida é será ou não a primeira do grupo.

A Colômbia com 23 pontos, está praticamente classificada...

Pode ser ultrapassada por Equador e Chile que somam 21 pontos...

O Uruguai com seus 16 pontos, também pode tomar o lugar dos colombianos, mas só acreditando muito em milagre para imaginar que os uruguaios irão vencer seus três últimos confrontos e os colombianos não serão capazes de não vencer nenhum.

A briga, portanto, fica hipoteticamente entre Chile 21, Equador 21, Uruguai 16 e Venezuela 16...

Remotamente, o Peru com 14 pontos ainda pode chegar.

Honestamente, uruguaios e venezuelanos vão mesmo para a repescagem com Uzbequistão ou Jordânia.

- Na Oceania, a Nova Zelândia vai disputar a vaga com quem sobrar na CONCACAF.

Os jogos estão marcados para os dias 15 e 19 de novembro de 2013.

- A CONCACAF, ainda está indefinida...

Os Estados Unidos com 13 pontos, em tese, ainda podem ser ultrapassados por Costa Rica 8, México 8, Honduras 7 e Panamá 6...

A atual colocação do Grupo é a seguinte:

01 Estados Unidos 13 pontos;
02 Costa Rica 8 pontos;
03 México 8 pontos;
04 Honduras 7 pontos;
05 Panamá 6 pontos;
06 Jamaica 2 pontos.

- A Ásia definiu quem vem de forma direta...

Irã e Coréia do Sul terminaram respectivamente em primeiro e segundo lugar no grupo A da quarta fase da eliminatória do continente.

Japão e Austrália no grupo B, encerraram sua participação ocupando o primeiro e o segundo lugar respectivamente.

Uzbequistão e Jordânia vão disputar a condição de confrontar o quinto colocado da América do Sul por uma vaga na fase final do mundial brasileiro.

- Na África a situação é a seguinte:

No grupo A, a Etiópia está classificada para a terceira fase...

No grupo B, a Tunísia...

No grupo C, a Costa do Marfim...

No grupo D, Gana e Zâmbia disputam o primeiro lugar...

No grupo E, Congo e Burkina Faso, tem maiores chances de vencer o grupo, mas Gabão pode surpreender.

No grupo F, Nigéria e Malauí estão na briga...

No grupo G, o Egito está classificado...

No grupo H, a Argélia...

No grupo I, a Líbia lidera, Camarões é o segundo...

E, no grupo J, Senegal e Uganda estão na disputa.

Terminada esta fase, os 10 primeiros serão emparelhados no sistema mata, mata e os cinco vencedores estarão classificados para 2014.

- A Europa, dividiu sua seleções em oito grupos de seis seleções e um grupo de cinco...

As nove seleções que obtiverem a primeira colocação em seus respectivos grupos, estarão imediatamente classificadas...

As oito seleções melhores segundo-classificadas disputarão no sistema mata, mata, as quatro vagas restantes para o continente europeu.

A situação hoje, é a seguinte...

Grupo A, Bélgica e Croácia disputam o primeiro lugar...

Grupo B, a Itália lidera, mas pode ser ultrapassada por Bulgária e República Tcheca...

Remotamente, Dinamarca e Armênia podem chegar.

Grupo C, a Alemanha está com um pé na copa, mas ainda pode ser alcançada por Áustria, Suécia e República da Irlanda...

Poder pode, mas só um austríaco, um sueco ou um irlandês completamente fanáticos para acreditar em tal possibilidade.

Os três vão lutar mesmo pela segunda vaga.

Grupo D, Holanda, quase e, Hungria e Romênia, sonhando...

Grupo E, a Suíça é líder, mas Albânia, Islândia, Noruega e até mesmo a Eslovênia, matematicamente, ainda tem chance...

Grupo F, Portugal e Rússia correm atrás e com chances mínimas, Israel...

Grupo G, a Bósnia Herzegovina é a líder, seguida pela Grécia com a Eslováquia ainda esperançosa.

Grupo H, Montenegro é líder... a Inglaterra é a segunda, a Ucrânia está no páreo e a Polônia acredita.

Grupo I, Espanha e França, estão separadas por um único ponto.

Mas, a França joga apenas mais duas partidas e a Espanha, três...

França: Geórgia fora e Finlândia em casa...

Espanha: Finlândia fora e Bielorrússia e Geórgia em casa.

Calado é um poeta... Obrigado Chuck Norris...


Sai para lá menino bobo...

Imagem: EFE/Fernando Bizerra Jr.

Espanha o país da moda no mundo do futebol...

Imagem: AP/Bernat Armangue


Diante de 29.320 espectadores no Teddy Stadium em Israel, a Espanha derrotou a Itália por 4 à 2 e sagrou-se campeã europeia sub-21...

O futebol espanhol está na moda, gostem ou não.

Nos últimos 5 anos, a Espanha conquistou sete títulos e pode chegar aos nove, ainda este ano.

A seleção principal, venceu a Copa do Mundo e foi a primeira a conquistar duas Eurocopas seguidas...

A seleção sub-21, duas Eurocopas

A sub-19, repetiu o feito e, está na fase final da edição de 2013...

No Brasil, a seleção principal disputa a Copa da Confederações.

Para quem por aqui, pensa que a transição que fatalmente acontecerá depois de 2014 poderá prejudicar a desempenho dos espanhóis, ai vão os nomes que compõem a equipe titular da atual seleção sub-21...

De Gea; Montoya, Bartra, Iñigo Martínez, Alberto Moreno; Illarramendi; Thiago Alcântara; Tello, Morata e Isco.

No corpo a camisa, no rosto a bandeira...

Imagem: EFE/Felipe Trueba

Um dia na Copa das Confederações...

Imagem: Autor Desconhecido



A dura experiência de poder ver Xavi, Iniesta e cia ltda.

Por Carlos Henrique.


Quem acompanha o futebol de perto como eu, notadamente o europeu, não deixa de ficar fascinado pelo futebol fácil, envolvente, refinado e clássico dos meias espanhóis Xavi Hernández e Andres Iniesta.

Alguns nunca pararam pra pensar que o argentino Lionel Messi, a despeito de toda sua genialidade, tem muito do seu brilho em virtude desses dois jogadores trabalhando para ele no meio de campo do Barcelona.

O mesmo espetáculo a dupla catalã promove quando vestem a camisa da seleção da Espanha.

Não à toa, graças à imensa contribuição de ambos, a "Fúria" largou a pecha de time amarelão e entrou no seleto rol de equipes campeãs mundiais.

Sob a batuta deles também veio mais um título europeu de seleções.

Muitos brasileiros não podem presenciar o futebol de ambos no Camp Nou com facilidade, seja por motivos profissionais, financeiros e outros.

Eu já estive no Santiago Bernabéo, estádio do rival Real Madrid, há alguns anos e pude ver jogadores históricos do clube em ação como Raúl, Casillas e Guti em ação contra o Valladolid - vitória “merengue” por inesquecíveis 7 a 0.

Entretanto, durante minha passagem por Barcelona não pude ter a oportunidade de assistir a uma partida dos “Blaugranas” nem sequer a arena, já que o time catalão treinava naquele momento e não era permitida a entrada de turistas no local.

Pelo pouco tempo que me restou na cidade não pude retornar para tentar conhecer de perto o gigantesco estádio por dentro.

Enfim, os anos se passaram e eu pensava que dificilmente teria outra oportunidade de conhecer de perto o futebol de Xavi, Iniesta e Messi.

Eis que o Brasil é escolhido para ser sede de uma Copa do Mundo e a luz da esperança de ver ao vivo o futebol de dois craques consagrados se reacendeu em mim.

Veio a Copa das Confederações neste ano e a melhor das notícias: a Espanha jogaria em Recife, cidade distante menos de 300km daqui de Natal.

Ou seja, chance imperdível de conferir "in loco" o desfile dos atuais melhores meiocampistas do planeta na minha opinião.

Comprei meu ingresso com antecedência e me preparei para ir ao jogo em 16/06. Chegado o dia, um domingo de sol bonito em Natal, visto a camisa da seleção espanhola, coloco meu chapéu tipicamente nordestino e levo a bandeira do meu time do coração para a capital pernambucana.

Mas como nem tudo que reluz é ouro, houve muitas barreiras até poder concretizar essa minha vontade. A começar pela péssima estrutura montada pela FIFA em conjunto com as cidades-sede para recepcionar, orientar e distribuir os ingressos ao público.

Falando no meu caso, ao consultar e tentar agendar a retirada do meu bilhete em Recife, uma metrópole com aproximadamente 2 milhões de habitantes, deparei-me com apenas um único ponto de recolhimento para atender os cerca de 42 mil espectadores.

O que eu temia aconteceu: uma fila monstruosa de quase 3h de duração com poucos guichês - sem contar a péssima sinalização, desorientando qualquer um que ousasse percorrer o interminável Shopping Center Recife.

Missão cumprida após as 3h em 3 filas distintas era hora de comer algo e rumar para a Arena Pernambuco, afinal não queria me atrasar para um evento tão grandioso como esse entre Espanha e Uruguai pela Copa das Confederações - eram quase 17h. Do shopping até o estádio tive que passar por mais alguns perrengues: pegar dois metrôs e mais dois ônibus (a sorte é que liberaram centenas de veículos só para esse trajeto) até chegar a 2km do estádio através, onde tivemos que descer da condução e seguir a pé até a arena.

Nesse trajeto fiz aquelas amizades de 15 minutos que só o futebol proporciona - um grupo de cruzeirenses e um uruguaio fizeram o tempo de sofrimento nesse trajeto parecer menor, pois foi quase 1h a mais perdida tentando chegar ao jogo.

Chegando ao local da partida esqueço do transtorno que passei e só visualizo aquela construção iluminada de azul, os portões de entrada e a multidão entrando - dessa vez sem maiores complicações.

Corredores largos, muito espaço do lado de fora para se locomover e boa sinalização amenizaram um pouco o cansaço que já se instalava em meu corpo.

Procurei meu assento numerado, o P2 da categoria 3, e lá me instalei, não sem antes me deslumbrar com a imponência do moderno estádio de Recife, que depois da Copa das confederações será cedido ao Náutico para mandar seus jogos.

Cheguei atrasado para a cerimônia de entrada das duas seleções e para os hinos nacionais, dois momentos marcantes de um confronto internacional de futebol.

Mas cheguei a tempo de não perder um segundo de bola rolando.

E o que eu vi foi um show de bola da Espanha, como era de se esperar.

Os dois maestros regiam a Fúria Espanhola com toda classe e os uruguaios, atônitos, não sabiam o que fazer com o que viam.

Passes milimétricos e dribles sensacionais de Iniesta, aliados à perfeição tática e ao domínio de bola sobrenatural de Xavi resultaram num passeio espanhol em gramados pernambucanos para cima dos vizinhos uruguaios.

O resultado final foi 2 a 1 para os atuais campeões do mundo e poderia ter sido mais, caso a extrema fome de querer tocar a bola e não chutar de fora da área não fossem "defeitos" tão latentes dos espanhóis.

A essa altura eu nem lembrava mais do apuro que havia passado horas antes e sequer me passava pela cabeça o que iria passar dali pra frente após o apito final.

O árbitro encerrou a partida e eu ainda permaneci no estádio tirando algumas fotos e esperando o público sair (elogie-se, rapidamente a arena estava vazia sem nenhum tumultuo).

Entretanto, o caminho da volta foi tão tortuoso quanto o da vinda - com o agravante que eu ainda iria para a rodoviária pegar um ônibus e encarar mais 4h de estrada durante a madrugada.

Novamente me deparo com uma multidão seguindo vagarosamente em direção ao ponto de ônibus improvisado montado para fazer o transporte das pessoas.

Apesar de novamente estarem disponibilizados centenas de ônibus para tal fim, o que se viu foi uma total desorganização e falta de atenção para com o mínimo conforto e bem estar do espectador.

Aglomerações de pessoas esperando para voltar pra casa em conduções entupidas de gente.

Ao desembarcar na estação de metrô Cosme e Damião mais outro drama: o local estava apinhado de gente, quase sem poder se locomover num pequeno espaço.

A disputa para entrar no vagão só faltou ser no tapa, mas no fim das contas consegui e desci na rodoviária de Recife, após quase 2h de mais aborrecimentos, para pegar o transporte de volta para casa.

Apesar disso tudo, dessa falta de respeito dos gestores da capital de Pernambuco para com seus visitantes e da FIFA para com os espectadores, os poucos mais de 90 minutos vividos dentro da Arena Pernambuco foram intensos e bem aproveitados vendo um futebol de altíssima qualidade e o desejo de ver de perto dois astros do esporte que tanto aprecio tão de perto.

Que todo esse transtorno que foi até noticiado nas TVs do país inteiro sirva de aprendizado para os governantes pernambucanos (e brasileiros, em geral) e para a FIFA, em 2014, de que o espetáculo não pode se resumir apenas dentro do estádio, e sim para quem se desloca até ele também.

Valeu a pena presenciar mais esse show da dupla Xavi-Iniesta!