terça-feira, outubro 22, 2013

Impunes e livres para circular, eles vão ao Mangueirão como se nada tivesse acontecido...



A direção do Paysandu que hoje enfrenta o ABC no Mangueirão em virtude da selvageria de seus torcedores no último jogo contra o Avaí na Curuzu, bem que tentou registrar boletim de ocorrência contra o torcedor que jogou um rojão dentro do campo de jogo...

Infelizmente, a delegada que estava de plantão na delegacia do bairro São Brás em Belém, liberou o torcedor que havia sido detido alegando que o mesmo não havia cometido nenhum delito.

Segundo a direção do clube, o departamento jurídico do Paysandu pretende representar contra a delegada na corregedoria da polícia civil.

Do blog:

Está claro que a atitude da direção do Paysandu não está exatamente ligada a sua luta contra a violência nos estádio paraenses e sim, minorar uma possível punição do clube pelo STJD, porém, diante do quadro atual, qualquer coisa contra essa gente, é melhor que nada.

No entanto, a medida mais eficaz que os clubes poderiam tomar seria dar basta aos mimos e benefícios que concedem a essas facções e principalmente aos seus líderes.

Deixar de financiar esses grupos e passar a tratá-los como tratam qualquer torcedor já seria um avanço.

segunda-feira, outubro 21, 2013

Seleção olímpica da Alemanha de 1928...

Imagem: Autor Desconhecido

As Federações Estaduais e o Arrumadinho Atlético Clube...



Folha de São Paulo

Sérgio Rangel


Força oculta


RIO DE JANEIRO

O primeiro ficou 56 dias preso em Brasília, envolvido num suposto esquema de desvio de verbas federais no Amapá em 2010.

O segundo foi multado em R$ 1,1 milhão pelo Tribunal de Contas do Amazonas no mês passado, por 35 irregularidades encontradas na sua prestação de contas quando era prefeito de Eirunepé, em 2005.

O terceiro foi preso pelo Exército, acusado de fazer boca de urna em 2010. Dois anos depois, foi eleito prefeito de Boca da Mata, Alagoas.

Praticamente desconhecidos do mundo da bola, Roberto Góes, Dissica Valério e Gustavo Feijó fazem parte do pequeno grupo que vai escolher, em abril, o responsável por comandar a mais alta entidade do futebol brasileiro, a CBF.

Os três presidem as federações dos seus Estados. 

No colégio eleitoral da confederação, eles são maioria, com 27 votos no pleito.

O poder deles é superior ao dos clubes que disputam a primeira divisão do Campeonato Brasileiro deste ano. 

Juntos, os times, como Flamengo e Corinthians, têm os outros 20 votos em jogo na corrida eleitoral. 

Responsáveis pela festa em campo, os jogadores, que ontem fizeram protesto antes de cada partida pedindo bom senso, não têm nem poder de voto.

Herdeiro político de Ricardo Teixeira, que ficou 23 anos no poder, o atual presidente da CBF, José Maria Marin, trata com carinho os obscuros cartolas regionais.

Em campanha silenciosa para fazer o paulista Marco Polo Del Nero seu sucessor na eleição, Marin dobrou os repasses para as federações. 

O "mensalinho", como é chamado pelos cartolas, pulou em um ano de R$ 30 mil para R$ 60 mil mensais. 

Pelo menos 18 federações declararam, em seus balanços, que receberam, no mínimo, R$ 732 mil no ano passado. 

No total, Marin gastou quase R$ 20 milhões com eles. 

Com tanto dinheiro, não será fácil para a oposição derrotar Marin e Del Nero.


Boleiros mostrando aos letrados e iletrados da assistência que é possível ser civilizado...

 Imagem: Autor Desconhecido


Imagem: Autor Desconhecido

Caso de polícia futebol clube...



POR JAMIL CHADE, no “Estado de S.Paulo” de hoje

Andorra, o sexto menor país da Europa, irá retirar a autorização de residência que havia assegurado ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sob a alegação de que a publicação de novas informações sobre o cartola pelo jornal O Estado de S.Paulo e acesso a documentos da Justiça teriam obrigado a uma revisão do status garantido ao brasileiro.

As informações foram publicadas nesta segunda-feira pelo Diari de Andorra. 

Desde agosto, a reportagem do Estado vem revelando um esquema de desvio de dinheiro dos amistosos da seleção brasileira e contratos envolvendo Teixeira e Sandro Rosell, presidente do Barcelona. 

Parte desse dinheiro ia para Andorra.

No principado, o governo não disfarçava o mal-estar diante das revelações. 

Nos bastidores, o governo temia ficar manchado por ter dado residência a uma pessoa que está sendo investigada no Brasil e que a Justiça suíça já comprovou a corrupção. 

Segundo o governo de Andorra, Teixeira pediu a residência no local em setembro de 2012 e apresentou naquele momento documentos da Polícia Federal e do Ministério da Justiça que mostravam que tinha ficha limpa. 

No dia 14 de novembro de 2012, a residência lhe foi garantida, por um prazo de um ano.

Andorra e Brasil não contam com acordos de extradição, o que significa que se um dia Teixeira fosse condenado no Brasil, não poderia ser entregue pelas autoridades do país. 

Uma nova autorização teria de ser dada ao brasileiro em 15 dias. 

Mas fontes em Andorra já confirmam que uma decisão foi tomada e que ela é a de não manter o benefício ao cartola.

Segundo o Ministério do Interior de Andorra, tudo começou a mudar quando, em maio de 2013, a polícia local recebeu indicações de que Teixeira não teria uma ficha limpa na polícia brasileira. 

As suspeitas eram de “ações fraudulentas”. 

Em julho, as autoridades solicitaram a cooperação da Polícia Federal brasileira para obter uma nova declaração de antecedentes penais. 

Mas não teriam recebido até agosto deste ano qualquer tipo de documentação do Brasil.

Diante das revelações dos desvios de dinheiro e diante das suspeitas que pairavam desde maio, o governo de Andorra decidiu reexaminar o dossiê de Teixeira. 

O Estado ainda revelou que foi uma entidade com sede em Andorra que pagou uma pesada indenização para arquivar os processos que corriam na Suíça contra Teixeira e João Havelange por corrupção na Fifa. 

Outra revelação foi de que a empresa que fez a gestão para que Teixeira tivesse a residência tinha como um de seus proprietários Sandro Rosell. 

Entre 2006 e 2008, a Justiça de Andorra repassou para a Justiça da Suíça as movimentações bancárias de Teixeira, o que o levou a ser indiciado nos tribunais suíços em um outro 

Arriba Toro...

Imagem: Blas Cervantes/AFP/Getty Images