Imagem: Laurence Griffiths/Getty Images
Este espaço não propõe defesa nem ataque a nenhum clube ou pessoa. Este espaço se destina à postagem de observações, idéias, fatos históricos, estatísticas e pesquisas sobre o mundo do futebol. As opiniões aqui postadas não têm o intuito de estabelecer verdades absolutas e devem ser vistas apenas como uma posição pessoal sujeita a revisão. Pois reconsiderar uma opinião não é sinal de fraqueza, mas sim da necessidade constante de acompanhar o dinamismo e mutabilidade da vida e das coisas.
quarta-feira, maio 03, 2017
Final da Copa da Rússia acaba em pancadaria...
Ontem, o Lokomotiv Moscou derrotou a equipe do FC Ural Sverdlovskaya Oblast Yekaterinburg por 2 a 0 e conquistou seu nono título de campeão da Copa da Rússia...
Porém, a partida esquentou mesmo nos acréscimos, quanto todo mundo decidiu partir para a briga.
Terminada a confusão, árbitro que a distância tudo observou, expulsou 4 jogadores...
Artyom Fidler e Edgar Manucharyan, do Ural, e Jefferson Farfán e Ari, do Lokomotiv.
A trágica história dos irmãos John e Justin Fashanu...
Imagem: REX/Shutterstock
'Ofereci R$ 400 mil para que ele não revelasse ser gay': a trágica
história de dor e suicídio dos irmãos que viraram inimigos
Por ESPN
Um novo filme que será lançado
nesta terça-feira, no Festival de Documentários de Toronto, promete agitar o
futebol inglês.
"Forbidden games"
("Jogos proibidos") conta a história dos irmãos John e Justin
Fashanu, que quebraram tabus na Premier League, mas também protagonizaram uma
triste história que terminou em dor, tristeza e suicídio.
Filhos de pais nigerianos,
Justin, o irmão mais velho, e John, foram adotados ainda bebês por uma família
inglesa da cidade de Norfolk.
Lá, sofreram com o racismo desde
a infância.
"Se você visse um cara negro era uma foto do Michael Jackson em
algum lugar, ou talvez, só talvez, se tivesse sorte, de Muhammad Ali... Eles
foram os únicos negros que vi na vida até eu fazer uns 18, 19 anos",
lembrou John, em entrevista ao jornal The Guardian.
O futebol apareceu, então, como
opção para os irmãos alcançarem o sucesso.
"Era a maneira mais fácil da gente ganhar dinheiro, e nós ganhamos
bastante", contou John, que atuou por times como Norwich, Millwall,
Wimbledon (pelo qual foi campeão da FA Cup em 1988) e Aston Villa, além de ter
feito duas partidas pela seleção da Inglaterra.
"Não havia banqueiros e advogados negros, nada do tipo. Nós
sabíamos que a única maneira de ganharmos dinheiro era cantando, dançando ou
jogando bola. Simples assim".
Nessa época, os irmãos ainda eram
muito próximos.
Vivendo em meio ao racismo e ao
preconceito durante infância e adolescência, um protegia o outro, e inclusive
fizeram aulas de boxe e artes marciais juntos para se defenderem do bullying
dos locais.
Justin ainda era o responsável
por acalmar John quando o irmão mais novo tinha pesadelos, o que era frequente,
como conta o documentário.
Tudo começou a mudar depois que
Justin, que também começou no Norwich e passou por equipes como Nottingham
Forest, Manchester City, West Ham e Newcastle, além da seleção inglesa sub-21,
durante a carreira, assumiu ser gay, no início dos anos 90.
Nessa época, ele quebrou dois
tabus: além de se tornar o primeiro atleta abertamente gay no Campeonato
Inglês, ele também virou o primeiro jogador negro a valer 1 milhão de libras,
depois de trocar o Norwich pelo Nottingham Forest por este valor.
Em um tempo em que os
homossexuais eram frequentemente ligados à aids, doença que começava a se
espalhar pelo mundo, Justin seguiu sofrendo com o preconceito.
Convivia com insultos homofóbicos
de técnicos, piadas cruéis de seus companheiros e time e cânticos de insultos
de torcidas.
O próprio técnico do Forest, o
lendário Brian Clough (bicampeão da Liga dos Campeões com a equipe) chegou a
insultar Justin Fashanu, que frequentava boates e clubes gays na cidade, e perguntar
o motivo dele ir a "essas m... de lugares".
Para John Fashanu, seu irmão mais
velho nunca deveria ter saído do armário.
"Disse a ele: 'Te dou 100 mil libras se você ficar calado",
rememorou o ex-atacante.
Com o passar do tempo, John e
Justin foram se afastando cada vez mais.
O irmão mais novo admitiu que
sentia "vergonha" de Justin
ser gay.
"Eu temia que as pessoas achassem que eu era gay também. John
Fashanu, Justin Fashanu, J e J... Eu era um cara durão, jogava em um time de
caras durões (o Wimbledon), como Vinnie Jones e Dennis Wise. Eramos um time
durão, com aquela imagem de machos fortes, e as pessoas que gostavam do nosso
time adoravam isso. De repente, meu irmão faz isso! Naquele tempo, achei
absurdo", falou.
Ele também revelou sua indignação
com o fato do irmão mais velho, claramente mais talentoso, nunca ter usado sua
influência para ajudá-lo a dar um salto na carreira e atuar por times maiores.
Além disso, ficou revoltado com o
fato de Justin ter ficado com suas 100 mil libras (valor que hoje corresponde a
pouco mais de R$ 400 mil), mas ter assumido ser gay mesmo assim, em uma
bombástica entrevista ao The Sun.
Ele fez isso principalmente
porque tinha um estilo de vida gastão, e frequentemente ficava endividado.
"Na infância, ele foi meu pai e minha mãe. Era minha luz
brilhante. Minha vida. Tornou-se meu arqui-inimigo", disse John.
Justin, porém, jamais conseguiu
lidar com a pressão de ter saído do armário.
Sua carreira foi aos poucos
definhando, com passagens por equipes minúsculas da Inglaterra e dos Estados
Unidos (chegou a ser acusado de assédio sexual no estado de Maryland, onde atos
homossexuais eram ilegais à época), e terminou da maneira mais trágica
possível.
Em 3 de maio de 1998, o atacante
foi encontrado morto após ter se enforcado dentro de uma garagem em Londres.
Ele tinha 37 anos.
"Eu cheguei à conclusão que sou considerado culpado. Não quero
causar mais constrangimento para meus amigos e família", escreveu o
atleta, em sua carta de suicídio.
A última vez que os irmãos se
falaram foi justamente quando Justin estava enfrentando as acusações de assédio
sexual nos EUA.
À época, confessou a John que
temia ser preso, apesar de garantir a inocência.
O irmão mais novo disse que não
se envolveria no caso.
John descobriu que Justin havia
cometido suicídio em meio ao batismo de seu filho, Amir, quando policiais
entraram na igreja e o convocaram para identificar o corpo do irmão.
Hoje empresário, John diz que se
arrepende pela maneira como as coisas terminaram.
"Fico triste em pensar que à época eu não entendi todos os
desafios pelos quais Justin estava passando. Um pouco mais de entendimento e
carinho podiam ter mudado muitas coisas", admitiu.
O ex-atacante conta que reza pelo
irmão todo domingo, mas que prefere não pensar mais na morte de Justin, já que
não é possível voltar no tempo para mudar as coisas.
"Não dá para voltar e dizer: 'Oh, meu Deus, o que eu poderia ter
feito de diferente?'. Porque o mundo era muito diferente naquela época",
afirmou.
"Por que eu seguiria chorando depois de 15 anos? Minha mãe morreu,
minha outra mãe morreu, meu pai morreu... As pessoas morrem", resumiu.
Hoje, porém, John diz ter orgulho
do falecido irmão mais velho.
"Não importa se você gostasse dele, se o amasse ou o odiasse.
Justin é uma lenda".
terça-feira, maio 02, 2017
Campeonato Potiguar de 2017... O ABC FC é bicampeão do Rio Grande do Norte e levanta a taça de número 54.
Imagem: FNF
O ABC começou a partida como favorito e terminou campeão...
Mesmo empatando em 0 a 0, o alvinegro conquistou seu
quinquagésimo quarto título norte-rio-grandense de futebol de
forma incontestável.
O feito equivale a uma taça
a cada dois campeonatos...
Nada mal, não é mesmo?
No Brasil, ninguém se compara ao
ABC quando o assunto é título estadual...
Só Bahia com seus 46 títulos e o
Paysandu com suas 42 taças se “aproximam”.
Ontem, mesmo sem jogar uma partida
brilhante, o ABC não sofreu e nem passou sufoco...
O Globo, não foi o adversário que
poderia ter sido e, na verdade, apenas uma única vez levou real perigo ao gol
de Edson.
No mais, nada a dizer...
Qualquer dúvida é só consultar a
classificação geral do campeonato para conferir que um bicampeonato mais justo que esse, é impossível.
Desumanidade, indiferença e a justa indignação...
Pela Série A do Campeonato da Itália, o Pescara perdeu para o Cagliari, em partida disputada na Sardenha...
Porém, o que ficou registrado não foi o resultado da partida.
Neste caso, o que vai ficar marcado é o comportamento desumano dos torcedores do Cagliari, a indiferença do árbitro do jogo e o protesto indignado de um homem...
Seu nome?
Sulley Muntari, meio-campista, ganês, que joga no Pescara.
Vítima de ofensas racistas por parte do público presente, Muntari, solicitou ao árbitro que paralisasse o jogo até que os gritos ofensivos sessassem – em muitos países, árbitros têm paralisado partidas e exigido que os agressores se calem –, não foi atendido...
Indignado, insistiu, mas o máximo que conseguiu foi levar um cartão amarelo.
Diante da inação do árbitro, Muntari deixou o campo...
“Vocês viram o que aconteceu. Os torcedores cantavam durante o primeiro tempo. Havia uma criança pequena que fazia isso próxima dos pais, então fui até ela e pedi que não continuasse. Dei a minha camisa na saída para o intervalo, para ensinar que estas coisas não se fazem. Serve de exemplo para que cresça bem. Já no segundo tempo, se repetiu na curva e eu falei com o árbitro. Ele me disse que eu não deveria conversar com o público. Perguntei se ele não tinha ouvido, insisti que ele deveria ter coragem de parar a partida. O árbitro não está no campo para apitar, ele deve fazer de tudo. Inclusive dar o exemplo aos torcedores”
O bodyboarder Adrien Dubosc morreu vítima de ataque de tubarão...
Imagens: Autor Desconhecido
O Site Surf Today informou que bodyboarder
Adrien Dubosc, de 29 anos, morreu na manhã desta segunda-feira, vítima de um
ataque de tubarão na Ilha Reunião, território francês no Oceano Índico...
Mordido na perna esquerda na
altura da virilha, Dubosc foi resgatado na água e chegou a ser atendido na
praia por médicos, mas não resistiu aos fermentos e morreu.
Nos últimos seis anos, nove pessoas
morreram em ataques do tipo na Ilha Reunião...
Em fevereiro, no mesmo local, o
surfista Alexandre Naussac, amigo de Adrien, também morreu em um ataque de
tubarão.
Um ano depois de cair para a terceira divisão, o Bolton volta para a segunda...
Depois de ter sido rebaixado ano passado para a League One – Terceira Divisão da Inglaterra – o Bolton voltou a Championship – Segunda Divisão...
Derrotou o Peterborough United por 3 a 0 e garantiu a topo da tabela com 86 pontos ganhos.
Gabriel Barbosa, o Gabigol, deve ser emprestado...
Imagem: Autor Desconhecido
Gabriel Barbosa, o Gabigol,
custou aos cofres da Internazionale de Milão, 108 milhões de reais...
Foi contratado em agosto de 2016.
Pois bem...
O atacante jogou apenas 158
minutos nesta temporada e marcou um gol.
Com a chegada dos investidores
chineses que compraram o clube italiano, novos reforços devem desembarcar em
Milão, diminuindo ainda mais o espaço do ex-santista...
Porém, os italianos ainda
acreditam no potencial do jogador e, por essa razão, devem emprestá-lo.
segunda-feira, maio 01, 2017
Os clássicos mais quentes do planeta...
Imagem: Diário AS
Os 16 clássicos históricos mais
quentes do planeta, segundo o Diário AS de Madrid...
01: Peñarol e Nacional – Uruguai.
02: Olympiakos Piraeus e
Panathinaikos – Grécia (foto).
03: Milan e Internazionale –
Itália.
04: Roma e Lazio – Itália.
05: Kaizer Chiefs e Orlando
Pirates – África do Sul.
06: Flamengo e Fluminense –
Brasil.
07: Fenerbahçe e Galatasaray –
Turquia.
08: Estrela Vermelha e Partizan –
Sérvia.
09: Esteghlal e Persépolis – Irã.
10: Celtic e Rangers – Escócia.
11: River Plate e Boca Juniors –
Argentina.
12: Al Ahly e El Zamalek – Egito.
13: Sevilha e Betis – Espanha.
14: Benfica e Sporting –
Portugal.
15: Aston Villa Birmingham e
Birmingham City – Inglaterra.
16: Real Madrid e Atlético de
Madrid – Espanha.
domingo, abril 30, 2017
A Zé Vanildo o que é de Zé Vanildo...
Imagem: Autor Desconhecido
Criticar é uma coisa...
Ser injusto, outra.
O Rio Grande do Norte e o Estádio
Arena das Dunas não estão, até aqui, fora da Copa América, por qualquer outra razão
que não seja econômica...
“Uma das prioridades dos vigentes é realizar uma Copa América com
contenção de custos no Brasil. Assim, a intenção é que a competição fique
restrita a poucas sedes com deslocamento reduzido”.
Rodrigo Mattos, jornalista do UOL
Esporte.
A torcida do Borussia Dortmund é de outro planeta...
Imagem: Sporbild/MoMue
Neven Subotic, por 8 anos
defendeu o Borussia Dortmund...
Neste sábado, agora, no Colônia,
o zagueiro foi destaque no empate em 0 a0 contra seu ex-clube, em pleno Signal Iduna
Park.
Porém, diferente da imensa
maioria, a torcida do Borussia Dortmund ao fim da partida prestou homenagem a
Subotic...
A “Muralha Amarela” mostrou
respeito e gratidão por quem um dia defendeu suas cores.
ABC e Globo já estão definidos... o resto é "frescura".
Imagens: Autores Desconhecidos/Manipulação: Fernando Amaral
Essa conversa de que Geninho
ainda não definiu a equipe que vai enfrentar o Globo é cansativa...
Na verdade, Geninho não tem
nenhuma dúvida de quem vai estar em campo – nem ele e nem Luizinho Lopes.
ABC e Globo já tem definidos,
titulares e bancários...
Só ficam de fora os contundidos,
os que estão “machucados” e "sob cuidados médicos" só para causar frisson, vão
entrar.
sábado, abril 29, 2017
Afirmo que o ABC é favorito, não imbatível... deu para entender?
Imagem: ABC FC/Arte: Fernando Amaral
Segunda-feira se comemora o Dia
do Trabalho...
Um feriado.
Bem, não para todos...
Algumas categorias por serem imprescindíveis
ao bem-estar de todos nós, vão estar firmes e fortes na labuta.
Boleiros inclusos...
Aqui em Natal, é certo.
A bola vai rolar...
Para o mundo da bola é dia de suar.
ABC e Globo vão disputar a
partida que realmente define tudo...
Deste encontro sairá o Campeão
Norte-rio-grandense de Futebol de 2017.
Existe um favorito?
Sim, como não?
Vencedor da primeira partida, e
disparado o time de melhor campanha do estadual, o ABC é favorito...
Favoritíssimo.
Mas...
Ser favoritíssimo não significa
que o alvinegro vai encontrar facilidade e que tudo correrá às mil maravilhas.
Será uma partida difícil...
O Globo deve tentar ser a mosca
na sopa do ABC.
Porém, é preciso ter em mente o
seguinte:
Se der tudo errado e o Globo voltar
para Ceará-Mirim, campeão...
Culpe o imponderável – este sim,
o senhor de todas as emoções no futebol.
Entrevista com Edurne Pasaban: a mulher que escalou todas 14 montanhas com mais de 8.000 metros de altura.
Imagem: El País
“Continuo sonhando que vou seguir mais ou menos no mesmo ritmo”
Edurne Pasaban, a primeira mulher a escalar todas as 14 montanhas com
mais de 8.000 metros de altura, enfrenta o desafio de combinar maternidade e
alpinismo
Por Eduardo Salete para o El País.
Há algumas semanas encontrei
Edurne Pasaban na apresentação de sua linha de roupa esportiva e de montanha
que a Haglöfs realizou em Madri.
Assim que a vi tive a sensação
que tinha perdido um pouco a forma, que me perdoe a interessada quando ler
estas linhas, mas quando ficou de perfil percebi que o que estava acontecendo
com ela é que estava num estado “de boa
esperança”.
“Adeus montanha”, pensei.
Assim, depois da apresentação de
jaquetas e calças esportivas para mulheres, que fez com muito entusiasmo, me aproximei
dela para perguntar como via seu futuro na montanha depois da gravidez.
Fiquei surpreso com o entusiasmo
e o desejo dela de não reduzir a intensidade do alpinismo e, além disso, com a
disposição de fazer viagens com os mais inexperientes para mostrar o mundo da
montanha, que eu achei ainda mais interessante.
Aqui está a entrevista.
Pergunta:
Na apresentação da sua linha esportiva Haglöfs você disse que se
inscreveu bem jovem na escola de montanhismo porque “o monitor era um bonitão”
mais do que por gosto pela montanha. O que fez você redirecionar seus
interesses de um “cara maciço” para um maciço geológico?
Resposta:
Sim, nos inscrevemos com 14 anos, na época só pensávamos nos meninos e
não na montanha, mas depois esse interesse pelos meninos passou, aliás, quando
não me dão bola, tchau, passe bem. Encontrei na montanha uma maneira de me
expressar melhor, eu era uma menina muito tímida, se minhas amigas não tivessem
feito a inscrição naquele curso de escalada para ficar perto daquele rapaz, eu
nunca teria me inscrito. Na época, encontrei na montanha gente mais velha do
que eu, com quem podia me comunicar bem, com quem podia viajar muito. Minha mãe
diz que aí houve uma mudança e comecei a ter mais relação com as pessoas, a me
comunicar mais, a ter mais amigos e é isso que me fisgou na montanha. Eu me
sentia confortável.
P: Você se lembra do momento em que percebeu que seria montanhista
profissional?
R: Isso foi muito mais tarde. Lembro que fui escalando montanhas, aos
15 anos fui para os Alpes fazer o Mont Blanc com o clube, mas aos 18 anos, e
isso nunca esquecerei, fui com um grupo ao Equador para escalar o Chimborazo,
uma montanha de cerca de 6.000 metros (um vulcão de 6.263 metros), e lembro de
um senhor que fazia parte do grupo, cujo nome agora não recordo, que ele me
disse: “algum dia você escalará um 8.000”. E, claro, aquilo ficou gravado,
porque você tem 18 anos, sonha com grandes montanhas, você nunca foi ao
Himalaia, e uma pessoa mais velha do que você, que é uma referência, te diz
isso, me marcou; “oxalá”, pensei. E anos atrás comecei a ir ao Himalaia fazer
expedições, mas não me via profissionalmente na época. Mais do que tudo porque
estava consciente de que era um esporte bastante minoritário e
profissionalmente era muito difícil. Minha vida começou a mudar nesse aspecto
quando comecei a trabalhar no programa de televisão Al Filo de lo Imposible.
P: A primeira montanha é a que mais fica gravada na memória? Qual foi?
R: O Mont Blanc, subir a montanha com 15 anos num grupo de pessoas mais
velhas do que você foi um grande passo, ali sim eu comecei a perceber que
estava me dando muito bem, que gostava e que aquilo me caía bem.
P: O que se faz quando se chega ao topo do Everest? Dá para tomar uma
cerveja?
R: Na verdade é um pouco “vamos para baixo”, lembro que é um pouco
decepcionante porque o Everest é o primeiro 8.000, é a montanha mais alta da
Terra, e eu tinha feito o meu filme, acho que vemos muito cinema de Hollywood,
tipo vou chegar lá, vou gritar, vou abraçar, vou chorar, você realmente faz o
filme e quando está lá nunca acontece porque na verdade assim que se chega é
aquela pressa para tirar a foto, porque temos de descer, chegar ao acampamento
4. Foi uma sensação agridoce fazer o cume do Everest e ter de sair de lá
correndo.
Quando chegamos ao acampamento base, tomamos uma cerveja, lá em cima no
cume ela certamente congelaria.
P: É verdade que no acampamento base do Everest tudo é farra, música e
libertinagem, ou vocês estão se preparando e planejando numa situação de
tensão, olhando para cima para ver se uma janela se abre?
R: Seria legal que rolassem essas festas que se veem nos filmes, em que
todo mundo bebe. Mas as pessoas estão muito concentradas na preparação, há
muito nervosismo, você pode compartilhar uma refeição com outro grupo, mas é
uma refeição e pronto. Mas não são festas, se alguém vai ao acampamento base na
esperança de encontrar uma atmosfera festiva já vou dizendo que não é assim.
P: Em alguma escalada de uma das suas 14 oito mil você disse “por aqui
é impossível passar” e, em seguida, vocês conseguiram passar?
R: Sim, já aconteceu no K2, em 2004. O K2 tem uma parte muito
complicada a uns 8.400 metros no dia em que você ataca o cume, o lugar se chama
“pescoço da garrafa”, é um bastante técnico. Lembro-me de que em 2004 fazia
três anos que ninguém passava por ali porque era muito complicado e as pessoas
davam a volta. Quando chegamos nesse ponto, perto de 5h30 da manhã, e pensar
“eu não passo daqui, com certeza”, uma parede de gelo para escalar, para
escalar no gelo vertical, algo que já é difícil nos Pireneus a 2.000 metros,
imagine a 8.400. Houve um momento de bloqueio, de dizer “daqui não passamos”;
outra equipe italiana tinha pensado a mesma coisa, mas uma pessoa da nossa
equipe espanhola do Al Filo, o Mikel Zabalza, disse: “bom, vamos tentar, vamos
lá”, e olha que pensamos que nunca passaríamos. O Mikel colocou uma corda de
uns tantos metros e naquele dia passamos umas vinte pessoas, fizemos o cume do
K2 depois de vários anos que não se chegava ao cume.
“O que você fez?”, perguntava a
mim mesma. “Serve para algo ter escalado as 14 oito mil ou é uma coisa inútil?”
P: Você tem alguma história para contar em que prometeu construir
igrejas e catedrais se Deus te tirasse dali? E alguma história engraçada?
R: Não fiz uma promessa dessas, mas minha mãe fez promessa de
peregrinar a algum lugar, mas eu não. Mas já estive em lugares difíceis nos
quais se você me perguntasse “você tem fé, peça a Deus ou a Buda ou a quem
for”, sim, eu teria feito. Mas sim, eu cresci em um ambiente religioso e a cada
expedição que eu ia minha avó me dava um santinho, sempre diferente, eu não
sabia que havia tantos santos, no final tenho 25 expedições e 25 santos e
virgens, e sempre os levava dentro da mochila, “se minha avó me deu isso eu vou
levar por precaução”. Mas é verdade que, se você percebe que a situação está
difícil, você está mal ou não pode descer, essas coisas, algo você pede... não
sei se a Deus ou a você mesmo, mas pede “por favor, me tire daqui”.
E aventuras engraçadas... com certeza tenho muitas, mas eram
complicadas e quando passam você as vê de outro ponto de vista e parecem até
engraçadas, mas agora não lembro de nenhuma.
P: Que parte do seu equipamento é imprescindível em todas as suas
expedições? Você pode recomendar algum produto que sempre será útil na
montanha?
R: Tem coisas que são importantes em uma expedição. Para mim, uma das
coisas muito importantes são as meias. Quando tenho de atacar o cume, sempre
uso meias novas, sem lavar nem nada, novinhas. Por quê? Porque a lã, se for
lavada muitas vezes, fica gasta e as fibras são complicadas. Então, para mim o
que não pode faltar são meias novas, com certeza. E também usamos toda a gama
de jaquetas de pluma de ganso, que é importante.
Isso é para montanhas de 8.000 metros, mas quando vou a qualquer
montanha nunca saio de casa sem a jaqueta de Goretex, isso vale para todo
mundo. A jaqueta de Goretex é corta vento, serve para quando faz frio ou vai
chover. E mesmo no verão, porque na montanha o tempo pode mudar muito
rapidamente, então um gore, que hoje evoluiu muito – antes eu usava uma jaqueta
de Goretex de 3 camadas que ocupava metade da mochila, mas hoje existem
jaquetas de Goretex que dobradas cabem na mão. É imprescindível ter uma na
mochila.
Annapurna 8.091 metros
“É a montanha mais perigosa das
14 oito mil. Desde que você põe o pé fora do campo base você vai com medo,
pensando onde vai cair a avalanche. É uma daquelas montanhas para fazer uma vez
na vida... e nunca mais.”
P: Depois das suas 14 oito mil, você dá palestras e cursos de liderança
em empresas. Como o esporte de montanha pode formar um caráter para dirigir um
negócio, uma empresa ou a própria vida pessoal?
R: Isso sempre acontece comigo quando vou dar uma conferência e vejo
gente dizendo: “Essa menina escala montanhas, o que ela vai nos contar, o que
podemos aprender com ela?”, mas no fim existem muitos paralelos entre o mundo
da montanha e uma pessoa que está liderando um projeto empresarial, porque em
ambos os casos existe uma equipe que tem o mesmo objetivo, um objetivo comum, e
trabalhamos para alcançá-lo, e as regras são mais ou menos as mesmas.
P: Você será mãe em breve. É menino ou menina? Como você acha que essa
nova faceta vai mudar sua carreira na montanha?
R: É um menino. Não sei como vai mudar as coisas, porque faz dois meses
que estou preocupada com isso e não sei. A priori não quero que mude, meu plano
de vida é que não mude muito, mas não dá para saber até você não ter um bebê
nos braços, eu nunca fui mãe, as coisas podem acontecer, mas é verdade que
estou fazendo planos para 2018. Continuo sonhando que vou continuar mais ou
menos no mesmo ritmo. Embora amigas minhas, grandes escaladores que foram mães,
me digam “eu continuo escalando, mas não passo mais de 15 dias longe de casa
porque eu não posso, me angustia”; claro, se quem te diz isso é uma grande
alpinista, você pode imaginar o impacto.
P: É verdade que podemos acompanhá-la em alguma viagem? Se organizarmos
uma no blog Adrenalina você nos guiaria?
R: Tenho uma agência de viagens especializada, com o objetivo de poder
ir com as pessoas e mostrar, não os 8.000, mas os lugares que eu mais gosto, os
lugares que eu vivi. Com o maior prazer eu guiaria um trekkking organizado pelo
Adrenalina, me avise.
P: Que destino na Espanha e no resto do mundo você escolheria para essa
expedição?
R: Na Espanha existem muitos lugares, a Espanha é um paraíso no mundo
da montanha, é incrível. Eu escolheria os Pireneus, porque é onde eu moro, e o
Parque Nacional de Aigüestortes é demais para fazer uma trilha no verão.
E no mundo, eu iria para qualquer lugar, mas amo o Nepal. Tenho de ir
algumas vezes por ano para lá, é uma mistura de montanha e cultura, e a maneira
de ser das pessoas faz com que você se apaixone pelo lugar.
P: Finalmente, que conselho você daria ao leitor do Adrenalina para se
iniciar na montanha?
R: Que nada é impossível, você tem de encontrar gente para aprender,
nisso eu fui muito feliz porque conheci pessoas que me ensinaram muito, e no
fim das contas você tem de ir com pessoas que tenham muita experiência, porque
a montanha está lá e parece que qualquer um pode ir, e é isso, mas é um
ambiente natural que não se pode controlar 100%, por isso aprender com aqueles
que sabem é muito importante.
sexta-feira, abril 28, 2017
Alpinista de 21 anos é resgatado depois de conseguir sobreviver durante 47 dias preso em um remoto desfiladeiro do Himalaia, no Nepal...
Imagem: Prakash Mathema/AFP
Alpinista sobrevive 47 dias perdido no Himalaia
Namorada do jovem taiwanês faleceu três dias antes de a equipe de
resgaste localizá-los
El País e Agências
Um alpinista de 21 anos foi
resgatado no limite de suas forças depois de conseguir sobreviver durante 47
dias preso em um remoto desfiladeiro do Himalaia, no Nepal.
Liang Sheng-yueh, natural de
Taiwan (foto), foi encontrado ao lado do corpo de sua namorada, Liu Chen-chun,
de 19 anos, que morreu três dias antes de uma equipe de resgate localizá-los em
um cânion de 2.600 metros, no distrito de Dhading.
O sobrevivente perdeu 30 quilos,
estava cheio de piolhos e havia vermes aninhados em uma ferida infectada.
Os dois alpinistas, alunos da
Universidade Nacional Dong Hwa de Taiwan, haviam chegado ao Nepal em fevereiro
deste ano, procedentes da Índia, depois de uma viagem com muitas dificuldades.
Agora é alta temporada nos picos
nevados do Nepal, visitados anualmente por cerca de 150.000 senderistas
sedentos de aventura, exotismo, superação e paisagens grandiosas.
A última vez que se teve notícia
dos dois jovens foi em 9 de março, dia em que, apesar das fortes nevascas,
saíram para uma excursão com o objetivo de percorrer o leito do rio e visitar
uma aldeia remota.
A família começou a se preocupar
quando o casal não ligou em 10 de março para informar seu paradeiro e como
estavam, como prometido.
O casal ficou preso
acidentalmente há sete semanas em um desfiladeiro íngreme perto da aldeia de
Tiplling.
“Parece que, enquanto subiam pelo rio até a aldeia de Ghatlang,
escorregaram e caíram até ficarem presos em uma espécie de caverna junto a uma
cachoeira da qual não puderam sair", disse Madhav Basnet, um dos
integrantes da equipe de resgate, em entrevista à BBC.
O casal conseguiu sobreviver
comendo pouco a pouco as batatas e macarrão que transportavam.
Mas que acabaram.
“Quando os encontramos, ele estava dormindo. A verdade é que nos
surpreendeu muito encontrá-lo com vida. Ele nos disse que sua namorada tinha
morrido há três dias", acrescentou Basnet.
O sobrevivente foi levado de
helicóptero — alugado por seu pai, que estava no Nepal agilizando e financiando
a busca — até o Hospital Internacional de Katmandu, onde agora se recupera.
“Pode falar lentamente, mas não tem lesões traumáticas ou
mordidas", disse Sanjay Karki, médico responsável por seu tratamento.
"Quando chegou estava morto de fome, coberto de piolhos e tinha
uma infecção no pé direito coberta com vermes", acrescentou.
Fisco da Inglaterra em operação contra evasão de renda prende dirigentes e empresários...
Imagem: Lee Smith/Reuters
Operação contra evasão fiscal no futebol inglês prende vários agentes e
cartolas
Lee Charnley, presidente do Newcastle, foi detido dois dias depois de
seu clube confirmar o acesso à Premier League
Pablo Guimón de Londres para o El País
O departamento responsável pelos
impostos do Reino Unido (HMRC na sigla inglesa) lançou nesta quarta-feira uma
ampla operação contra a evasão fiscal nas transferências de futebol que
mobilizou 180 agentes em buscas no território britânico e na França, em
colaboração com as autoridades francesas.
Na operação foram apreendidos
documentos, computadores e celulares, e realizadas prisões de dirigentes e
empresários em toda a Inglaterra e também na França, como informou a imprensa
local.
Os funcionários do HMRC entraram
na sede do West Ham, localizados no antigo estádio olímpico de Londres, e do
Newcastle.
O diretor-geral deste clube do
norte da Inglaterra, Lee Charnley (de camisa branca na foto), foi preso.
Isto acontece apenas dois dias
depois que o time treinado por Rafa Benítez conseguiu confirmar seu retorno à
Premier League.
“Vários trabalhadores da indústria do futebol profissional foram presos
pelo HMRC por suposta evasão fiscal”, disse na manhã desta quarta-feira a
agência do governo em um comunicado.
“Hoje 180 oficiais da HMRC foram deslocados pelo Reino Unido e França.
Os investigadores fizeram buscas em várias dependências no nordeste e sudeste
da Inglaterra e prenderam pessoas, além disso foram apreendidos registros
comerciais e financeiros, computadores e celulares. As autoridades francesas
estão apoiando a investigação britânica, fizeram prisões e buscas em vários
locais na França. Esta investigação criminal manda uma mensagem clara de que,
independente de quem for, quem comete fraude fiscal irá enfrentar as
consequências”.
A investigação continua e, por
isso, o HMRC afirma que não pode oferecer mais detalhes sobre a operação por
enquanto.
quarta-feira, abril 26, 2017
Se o Macaé desistir é mesmo certa a volta do América a Série C?
Imagem: Arquivo
“O CLUBE SÓ PODERÁ DESISTIR DE
DISPUTAR A SÉRIE C, DESDE QUE O FAÇA COM UMA ANTECEDÊNCIA MINIMA DE 30 DIAS”
Muito bem...
Se o Macaé desistir o fará fora
do prazo permitido, Ok?
Cabe então uma pergunta:
Assim sendo, o que diz o
regulamento?
América FC: em época de vacas magras vale tudo.
Autor Desconhecido
Cascata voltaria para o América
se no lugar das magérrimas vacas, pastassem nos verdes campos rubros rotundas
holandesas?
Portanto, uma coisa fica bem
clara...
Quando não é possível um salmão acompanhado
de um ótimo vinho, uma ginga e uma cerveja passam a ter valor.
Estaduais: o começo e o fim para a maioria dos clubes brasileiros.
Imagem: Autor Desconhecido
Os campeonatos estaduais reúnem 226
equipes em todo o Brasil - com exceção do Amapá que ainda não
definiu a forma de disputa de seu campeonato...
Ano passado, por exemplo, o
amapaense teve apenas 5 equipes.
Pois bem...
Os estaduais estão no fim e, por consequência,
quem não vai participar das Séries, A, B, C e D, terá que arrumar um cantinho
quentinho, se enroscar e hibernar até 2018.
Isto significa que 138 clubes “fecham”
as portas e desempregam pessoas...
Dos 128 “privilegiados”, uma boa
parte, em julho, estará sem nenhuma atividade.
Para a maioria dos clubes brasileiros...
Tudo começa e tudo termina nos
tais campeonatos estaduais.
Atlético Paranaense e Coritiba descartam televisão aberta e apostam no Facebook e no YouTube...
Atlético Paranaense e Coritiba
nem ouviram as propostas das TVs abertas para transmitir a final do Campeonato
Paranaense...
Preferem explorar a nova
plataforma de transmissão no Facebook e YouTube.
Os dois clubes já deram início a
negociação com empresas por anúncios durante os jogos...
Porém a aposta para o futuro está nos
canais de pay-per-view.
Segundo cálculos da diretoria
atleticana, se atrair pelo menos 5% do total do público que assistiu na
internet a primeira partida, o canal do clube terá 150 mil assinantes...
Cobrando um de R$ 10,00 por
pessoa em dois jogos, é possível levantar R$ 3 milhões nas duas partidas, R$ 2
milhões a mais do que proposto pela Globo por todo o campeonato.
terça-feira, abril 25, 2017
A Federação de Futebol da Lituânia e as avós...
Imagem: Autor Desconhecido
Na Lituânia, vovós estão mostrando que futebol não tem gênero e muito
menos idade
Por: Nathalia Perez
Avós geralmente são sinônimo de
comidas gostosas aos domingos, de histórias que começam com o famoso chavão “lá no meu tempo…” e de carinho especial
dentro da família.
Alguns praticam esportes, fazem
ginástica e se exercitam de suas maneiras, dentro das restrições físicas e do
ritmo deles.
As vovós da Lituânia, por
exemplo, encontraram no futebol uma atividade que fornece a elas
condicionamento físico, entretenimento, autoconfiança e descontração.
E, graças a um projeto da
Federação Lituana de Futebol (LFR), elas estão tendo a oportunidade de praticar
o esporte com segurança e amparo profissional, e, de quebra, se divertir dentro
das quadras.
Devido ao sucesso da primeira
edição da Copa das Avós de Futebol de Salão, a federação da Lituânia resolveu
organizar o torneio novamente, este fim de semana.
Desta vez, no entanto, o número
de equipes participantes cresceu devido ao aumento da procura e interesse pela
prática do futebol na terceira idade.
Oito times se enfrentaram na
competição, que tem regras adaptadas por conta da condição das jogadoras.
Cada equipe joga com quatro
senhoras e as partidas duram apenas um tempo.
Além disso, a bola que elas usam
é feita de espuma, um material que evita lesões às vovós.
Mas a mais importante das regras
não diz respeito à organização dos times, da partida ou a estrutura da bola.
Os preceitos prioritários do jogo
entre elas são: ter respeito, coragem e confiança.
A história mais interessante
desta edição do campeonato entre avós foi a de uma senhora de 70 anos que
participou da competição ao lado de sua filha.
Se bem que todas ali, jogando
juntas, se divertindo e esquecendo que o tempo está passando compõem, no fim
das contas, uma família.
No final da Copa das Avós, a
equipe campeã recebeu um troféu e suas jogadoras ganharam medalhas.
Mas não só as vencedoras.
Todos os times participantes
foram condecorados, justamente para estimular que a competição e a prática do
esporte sejam contínuas.
Inclusive com pizzas, para fechar
o campeonato com chave de ouro.
Pepe Guardiola terá muita dinheiro para gastar...
Imagem: The Independent
Pepe Guardiola terá mais de R$ 1
bilhão para gastar na contratação de reforços para o Manchester City.
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