Imagem: Valery Matytsin/Tass
Este espaço não propõe defesa nem ataque a nenhum clube ou pessoa. Este espaço se destina à postagem de observações, idéias, fatos históricos, estatísticas e pesquisas sobre o mundo do futebol. As opiniões aqui postadas não têm o intuito de estabelecer verdades absolutas e devem ser vistas apenas como uma posição pessoal sujeita a revisão. Pois reconsiderar uma opinião não é sinal de fraqueza, mas sim da necessidade constante de acompanhar o dinamismo e mutabilidade da vida e das coisas.
terça-feira, junho 26, 2018
A Espanha empata com o Marrocos em 2 a 2 e avança sem mostrar nenhum protagonismo...
Imagem: Gonzalo Fuentes/Reuters
Terminada a primeira fase, o
que se espera é que a Espanha diga o que veio fazer na Rússia...
Até aqui, o máximo que espanhóis podem
dizer é que a sorte os acompanhou tão de perto que acabaram conseguindo a classificação
muito mais pelo demérito de seus adversários, do que pelos seus próprios méritos.
No Brasil, em 2014, a Espanha foi
um fiasco...
Ontem, o fiasco foi evitado
graças as bênçãos do VAR
Portugal está na oitavas de final, mas ainda não convenceu...
Imagem: Autor Desconhecido
Frente ao Irã, Portugal contou com Quaresma e
foi só...
Cristiano Ronaldo não se
encontrou e quando teve a chance de marcar presença, telegrafou o canto e
permitiu que o goleiro do Irã, que começou mal - errando muito e assustando sua
defesa - se recuperasse e voltasse a ser um dos protagonistas da equipe de
Carlos Queiroz.
Resumindo...
O gol de Quaresma foi uma pintura,
o pênalti perdido por Cristiano Ronaldo foi um exemplo de displicência, a
infração cometida por Cédric não precisava do VAR para ser assinalada e o Irã,
caso fosse mais ousado e tivesse um finalizador mais letal, poderia avançado para
as oitavas de final.
A mania do melhor do mundo...
Imagem: Jewel Samad/AFP/Getty Images
O futebol é o jogo de bola que mais se parece com o real da vida nua, e
começa embaralhando todas as cartas, minimizando os coringas, abolindo os
trunfos
Por José Miguel Wisnik
O futebol tem algo de novelesco,
de dramático, de patético e de trágico, de farsesco, de glorioso e de
sacrificial.
Se Nelson Rodrigues dizia que “a mais sórdida pelada é de uma complexidade
shakespeariana”, o que dizer das proporções da Copa no mundo
instantaneizado pelas mídias totais?
Por um mês, podemos nos dedicar a
confrontos entre Irã e Marrocos, Croácia e Nigéria, México e Alemanha, Japão e
Colômbia, em vez de suportar encontros entre Kim Jong-un e Donald Trump.
Uma guerra mundial em versão
apaixonante e entretida.
Ao mesmo tempo, o mundo quer
saber quem é o melhor do mundo, o mundo ama consagrar o melhor do mundo e ama,
com certo prazer e arrepio, vê-lo cair.
A mania do melhor do mundo chega
às raias da doença coletiva, talvez no Brasil mais do que em qualquer outro
lugar.
Cristiano Ronaldo, que é o maior
finalizador do mundo, que tem o physique du rôle de melhor do mundo, que se
prepara atleticamente para ter a melhor performance física do mundo, que diz
frontalmente que é o melhor do mundo, que joga num time que sabidamente não é o
melhor do mundo, faz com perfeição, em campo, tudo aquilo que leva a crer que é
o melhor do mundo.
Os deuses do futebol conspiram a
seu favor — os melhores goleiros frangam, a bola o procura com descarada
parcialidade e, quando não o procura, é ele que está lá, implacável, com uma
atenção focal absurda na direção do gol.
Lionel Messi, que é o melhor e
mais completo jogador do mundo, nunca diz nada para exaltar a si mesmo, parece
um homem comum, baixo e atarracado, olhando para o chão, atingido pela sina
fatídica de não levar sua seleção a nenhum título, como se a bola batesse
sempre numa barreira enigmática que não se sabe se está dentro ou fora dele.
“No es para mí”, já chegou a dizer sobre o fardo
terrível de arcar com o destino futebolístico da Argentina nas costas.
Neymar parece ter dedicado sua
carreira a perseguir o título oficial de melhor jogador do mundo.
Não deveria.
Melhor jogador do mundo alguém é,
chega a ser, fica sendo, sem que anuncie, sem que se envolvam nisso o time, a
seleção e a mídia na mira ou na miragem do projeto pessoal.
Messi nunca disse que ia ser, e
Cristiano Ronaldo sempre disse que já é.
Fazer crer que vai ser é propagar
uma armadilha para si mesmo.
O grande desejo é um segredo
precioso a ser preservado da sanha furiosa do mundo.
Neymar é, sim, o jogador vendido
pelo Barcelona ao Paris Saint-Germain pelo preço mais alto do mundo, está no
epicentro do redemoinho de sua capitalização empresarial e publicitária e é, ao
mesmo tempo, o jogador no mundo atual que mais tem espírito de amador, de
peladeiro, o gosto pelo drible, a pulsão gratuita do jogo pelo jogo.
Esse paradoxo diz ainda algo
sobre nós, sobre o Brasil, sobre a consequência e a inconsequência nacionais.
O futebol é de uma complexidade
machadiana.
Por isso mesmo Neymar está num
momento crucial.
A suas habilidades
extraordinárias ele precisa acrescentar aquela inteligência do jogo que não
falta normalmente nem a Messi nem a Cristiano Ronaldo, e que consiste em
administrar suas próprias qualidades de maneira a levá-las a um grau mortífero.
No momento em que os adversários
assumem publicamente, sem mais segredos, que pará-lo com faltas continuadas e
aplicadas com método é a melhor, ou a única, maneira de enfrentá-lo e
neutralizá-lo, cabe a ele entender qual é o momento oportuno e crucial do
drible e da retenção da bola.
Sou torcedor santista desde
criancinha e acompanho a carreira de Neymar desde seu primeiro minuto em campo.
Para mim, ele é um dos motivos de
alegria no mundo.
Observo, por isso mesmo, que ele
teve um grau maior de lucidez em campo quando jogou pelo Barcelona do que
quando escolheu um time para chamar de seu, transferindo-se para o PSG e
embicando de vez no programa explícito de premiação máxima.
O futebol é o jogo de bola que
mais se parece com o real da vida nua, e começa embaralhando todas as cartas,
minimizando os coringas, abolindo os trunfos.
As seleções que na avaliação
prévia mundial foram insistentemente apontadas como as amplas favoritas,
Espanha, França, Alemanha e Brasil, passaram todas por maus bocados na estreia,
cada uma a sua maneira.
Pelo jeito, nenhuma estará na
Rússia a passeio.
A arbitragem de vídeo, que
prometia acabar com o elevado grau de interpretação, de dúvida e de indecisão
na avaliação de jogadas que caracteriza o futebol, produziu uma nova modalidade
de incerteza: a interpretação da interpretação, em certos casos indecidível.
Em horas seguidas de
mesas-redondas, com o lance do gol da Suíça sendo repetido centenas de vezes,
não se vê consenso sobre se Miranda sofreu ou não sofreu falta.
Ou melhor, a conclusão é que
sofreu, mas não sofreu, de que houve empurrão, que é falta, mas de que esse
empurrão não chega a ser falta.
O mais anormal, de fato, é que,
diferentemente do cerrado empurra-empurra na área que caracteriza esse tipo de
lance de bola parada, um suíço se insinuou na área sem ser percebido, deu um
leve chega para lá num zagueiro brasileiro e cabeceou sem ser incomodado.
Todos seremos surpreendidos.
A realidade não é o que parece, e
o futebol é de uma complexidade pirandelliana.
José Miguel Wisnik...
... é professor de literatura da
USP, ensaísta e autor de Veneno Remédio – o Futebol e o Brasil
Fonte: Revista Época
segunda-feira, junho 25, 2018
Globo vence o Remo, entra na zona de classificação e empurra o ABC para a quarta colocação...
Em jogo movimentado, Globo vira para
cima do Remo e entra no G4
Por Ilton Gomes para o Universidade do Esporte
A Águia de Ceará-Mirim recebeu o
Remo no estádio Barretão e conseguiu voar alto, batendo o Leão do Norte por 3 a
1.
O jogo começou com o Globo
buscando o ataque e descendo sempre com muito perigo pela ponta direita,
aproveitando a velocidade de Romarinho.
Mesmo com o ímpeto ofensivo da
equipe do Globo, os adversários não abdicaram do ataque, e em cobrança de
escanteio, Isaac subiu sozinho e abriu o placar para a Remo aos 17 minutos do
primeiro tempo.
O revés no placar não abateu a
equipe potiguar, que aos 21 minutos, empatou o jogo com o zagueiro Alexandre
aproveitando uma sobra de bola na área.
No segundo tempo, o Globo não
diminuiu o ritmo e voltou pressionando a equipe paraense.
A pressão esbarrava sempre na boa
atuação do goleiro Vinicius, do Remo.
Os visitantes até buscaram
agredir a defesa do Globo, mas a velocidade da Águia nos contra-ataques acabou
sendo letal aos 17 minutos, quando o experiente Renatinho Potiguar recebeu na
entrada da área e bateu rasteirinho no canto esquerdo do goleiro remista.
Globo 2 a 1.
Depois da virada, o Remo não
conseguiu mais impor nenhum perigo ao gol dos donos da casa.
Aproveitando que os visitantes
não conseguiam mais jogar, o Globo continuou pressionando, até que aos 28
minutos da etapa final, Renatinho Carioca cobrou falta para dentro da área, o
zagueiro Carlos Alexandre escorou para trás e Max só empurrou para as redes dando
números finais ao jogo.
Com o resultado, o Globo chegou
aos 15 pontos na competição e assumiu a terceira colocação, deixando o outro
potiguar, o ABC, em quarto.
Já o Remo volta para casa na
mesma posição que chegou em Ceará-Mirim.
O Leão é o lanterna do Grupo A,
com apenas 8 pontos anotados.
Obi Mikel, volante da Nigéria pediu empenho aos croatas e que escalem seus titulares diante da Islândia... A resposta veio do treinador espanhol Javier Clemente.
Imagem: Autor Desconhecido
O jogador da Nigéria, Obi Mikel,
pediu em seu Twitter, empenho a Croácia diante da Islândia...
Pediu também que nenhum jogador
seja poupado.
Mikel tem razão; afinal, esse
jogo define o futuro da Nigéria na Copa do Mundo...
Uma vitória simples da Islândia
elimina a seleção africana.
Entretanto, o nigeriano não
esperava pela resposta de Javier Clemente...
“As voltas que a vida dá. Mike pedi empenho e os 11 titulares em campo
contra os islandeses, esqueceu a Copa de França de 1998? Pois é... A Nigéria
frente ao Paraguai, entrou com seus reservas e perdeu por 3 a 1. Neste dia, nem
o empenho nem a ética foram importantes para os nigerianos.”
Clemente lembra a Mikel o jogo em
que a Nigéria, chegou classificada na última partida da fase de grupos, poupou
seus principais jogadores e foi derrotada pelos paraguaios...
A derrota dos nigerianos eliminou
a Espanha e classificou o Paraguai.
Javier Clemente era o treinador
da seleção espanhola naquela ocasião...
“E não esqueci.”
O que pensa o Partido Comunista da Federação Russa (KPRF) sobre os turistas que chegaram para o Mundial...
“As mulheres russas deveriam evitar o sexo com homens estrangeiros não
brancos durante a Copa do Mundo de futebol, porque elas poderão se tornar mães
solteiras de crianças mestiças”, disse uma, importante parlamentar, em
Moscou.
“Normalmente quando as mulheres russas se casam com estrangeiros, as
relações geralmente acabam mal”, disse Tamara Pletnyova, chefe do comitê do
parlamento para famílias, mulheres e crianças.
As frases acima foram em resposta
a uma pergunta de uma estação de rádio sobre os chamados “Filhos das Olimpíadas” depois dos Jogos de Moscou em 1980, época
em que a contracepção não estava amplamente disponível no país.
O termo foi usado durante a era
soviética para descrever crianças não brancas concebidas em eventos
internacionais após relacionamentos entre mulheres russas e homens da África,
América Latina ou Ásia.
Muitas das crianças enfrentaram
discriminação.
“Precisamos dar à luz a nossos filhos. Essas crianças mestiças sofrem e
sofreram desde os tempos soviéticos”, afirmou Pletnyova à emissora de rádio
Govorit Moskva.
“É uma coisa se eles são da mesma raça, mas outra bem diferente, se
eles são de uma raça diferente. Eu não sou nacionalista, mas, mesmo assim sei
que as crianças sofrem”, disse ela.
Outro legislador disse que os
torcedores estrangeiros podem trazer vírus para a Copa do Mundo e infectar os
russos.
Em declarações à estação de rádio
Govorit Moskva, Alexander Sherin também disse que os russos devem ter cuidado
em suas interações com os estrangeiros, já que eles podem tentar divulgar
substâncias proibidas no torneio.
A Fifa e o comitê organizador da
Rússia 2018 não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre as
declarações de Pletynova.
Pletnyova é deputada pelo Partido
Comunista da Federação Russa (KPRF), que se autodenomina oposição, mas que apoia
o Kremlin do presidente Vladimir Putin na maioria das questões-chave.
Os russos compõem a maioria da
etnia no país, mas existem dezenas de grupos minoritários, bem como uma grande
força de trabalho migrante predominantemente da Ásia Central e do Sul do
Cáucaso.
The Guardian
Walter Bahr, um dos protagonistas da maior zebra da história das Copas do Mundo, morreu aos 91 anos no último dia 18...
Imagem: Autor Desconhecido
Bahr morreu aos 91 anos, no dia 18 de junho.
Ele foi um dos protagonistas da maior zebra da história das Copas do
Mundo
Fonte: Revista Época
Na tarde de 29 de junho de 1950,
mais de 13 mil pessoas lotaram o acanhado estádio Independência, em Belo
Horizonte, Minas Gerais, para assistir à partida Inglaterra versus Estados
Unidos pela Copa do Mundo, realizada no Brasil.
O interesse se devia unicamente à
seleção inglesa, uma das favoritas para vencer o Mundial.
Na estreia da fase de grupos, a
equipe havia derrotado com facilidade o Chile por 2 a 0.
Pegaria agora uma das barbadas do
torneio e, por isso, decidiu deixar sua principal estrela, o atacante Stanley
Matthews, no banco.
A seleção americana, derrotada no
primeiro jogo por 3 a 1 pela Espanha, reunia carteiros, lavadores de prato e
professores que se dedicavam ao esporte nos fins de semana.
O goleiro, Frank Borghi, era
motorista de carro funerário.
A diferença era tanta que, na
véspera da partida, o jornal inglês Daily Express ironizou: “Seria justo dar à seleção americana três
gols de vantagem”.
O resultado do jogo é considerado
a maior zebra da história das Copas do Mundo.
Um dos responsáveis pela vitória
dos Estados Unidos por 1 a 0 foi o meio-campista Walter Bahr.
Líder do time, o professor do
ensino médio arriscou aos 37 minutos do primeiro tempo um chute de longa
distância que se perderia na linha de fundo.
Mas o atacante Joe Gaetjens
mergulhou e conseguiu, de forma desajeitada, roçar a cabeça e deslocar o
goleiro.
“Não foi dos gols mais bonitos”, reconheceu Bahr seis décadas
depois em entrevista ao jornal inglês The Guardian.
Apesar da pressão, a seleção
americana conseguiu segurar o resultado, graças à grande atuação do goleiro
Borghi.
Ao final, torcedores brasileiros
invadiram o gramado, carregaram os anônimos heróis daquela quinta-feira e
comemoraram a derrota de um dos principais adversários do Brasil.
Último sobrevivente daquele time,
Bahr morreu nesta segunda-feira dia 18, aos 91 anos, na cidade de Boalsburg,
Pensilvânia, por complicações decorrentes da quebra do fêmur.
Jogou na seleção americana até
1957, boa parte como capitão do time, e depois foi por 15 anos técnico da
Universidade da Pensilvânia.
Seus três filhos foram jogadores
de futebol, dois dos quais defenderam o time olímpico americano.
Em uma entrevista ao site da liga
americana de futebol em 2014, Bahr disse que, ao deixar o estádio, pensava nas
críticas que seus adversários receberiam.
“Não sabia se ficava feliz pelo que fizemos ou ficava triste por
aqueles pobres rapazes ingleses”, afirmou. Ao Guardian, reconheceu que se
tratou de um daqueles jogos “onde a melhor equipe perde”.
“Sinto orgulho do que fizemos. Mas, se jogássemos contra a Inglaterra
dez vezes, eles teriam ganhado nove”, disse.
Foi um momento único e luminoso
de um grupo tecnicamente limitado.
No jogo seguinte, a seleção
americana perdeu de 5 a 2 para o Chile e foi eliminada.
Abalados pelo vexame anterior, os
ingleses foram derrotados pela Espanha por 1 a 0 e encerraram de forma bizarra
seu primeiro Mundial — haviam se recusado a participar dos torneios anteriores
por desavenças com a Fifa.
Apesar da façanha, não houve
festa no retorno dos jogadores aos Estados Unidos.
Foram recebidos apenas por suas
esposas, amigos e parentes.
O futebol interessava à pouca
gente e os jornais praticamente ignoraram a vitória histórica — o New York
Times deu apenas dois parágrafos.
“O resultado do jogo foi um segredo bem guardado nos Estados Unidos,
exceto para a comunidade do futebol”, afirmou Bahr.
Tudo mudou a partir da década de
1970, quando a liga americana contratou astros como Pelé e Beckenbauer, e,
principalmente, a partir de 1994, quando o país sediou o Mundial.
O futebol ganhou novos
torcedores, e a vitória sobre os ingleses se tornou conhecida e admirada por um
público mais amplo.
Em 1996, Geoffrey Douglas lançou
o livro The game of their lives (O jogo da vida deles), que virou em 2005 o
filme Duelo de campeões, com Wes Bentley (no papel de Bahr), Gerard Butler
(como o goleiro Borghi) e Jimmy Jean-Louis (no papel do haitiano Gaetjens, que
defendeu a seleção americana apesar de sua nacionalidade).
Imagem: Tucson Sentinel
domingo, junho 24, 2018
FIFA abre processo disciplinar contra Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri... Shaqiri cofirma que foi um ato político.
Imagem: Clive Rose/Getty Images
Fifa abre processo disciplinar
contra dupla suíça após comemoração polêmica...
Shaqiri confirmou que o gesto foi
uma atitude política, mas preferiu não polemizar.
"Não quero falar sobre
isso. No futebol, você tem emoções à flor da pele. São só emoções. Não é nada
mais que isso, não precisamos falar disso.”
*As mãos de Shaqiri se entrelaçam simbolizando a águia albanesa...
Xhaka e Shaqiri, nasceram no Kosovo e seu ato foi uma homenagem ao pequeno território, onde seus habitantes são albaneses étnicos.
A Bundesliga alcança a segunda melhor média de público da história...
Bundesliga alcança segunda melhor média de público da história
Temporada 2017/2018 teve média de 43.879 ingressos vendidos por jogo
Por Redação do Máquina do Esporte
O número é baseado nas
estatísticas informadas pelos próprios clubes que disputam a Bundesliga.
Para se ter uma ideia, apenas a
temporada 2011/2012, com média de 44.293 espectadores, fica à frente da
temporada que terminou no mês passado.
As estatísticas são
contabilizadas desde a temporada 1963/1964.
Em comparação com a temporada
anterior, houve um aumento de 8%.
Em 2016/2017, a média de
ingressos vendidos foi de 40.693.
Vale ressaltar que ingressos
dados como cortesia são contabilizados, enquanto bilhetes não utilizados não
entram nos números oficiais.
Na Bundesliga 2, a segunda
divisão do campeonato alemão, o número médio de ingressos vendidos foi de
17.473.
Nesse caso, bem abaixo do que foi
registrado na temporada anterior (2016/2017), que teve média de 21.560
ingressos.
No total, somando-se os ingressos
vendidos nas duas principais divisões do futebol alemão, atual campeão do
mundo, foram vendidos quase 19 milhões de bilhetes (18.773.618), número
considerado muito bom pelas autoridades que organizam o esporte no país.
Farfán sofreu traumatismo cranioencefálico, mas passa bem.
Imagem: Goal.com
Jefferson Farfán sofreu um
traumatismo cranioencefálico, ontem, sábado e vai passar a noite numa clínica
de Moscou, sob observação, anunciou a Federação Peruana de Futebol, sublinhando
que os resultados dos exames a que foi submetido são tranquilizadores...
Farfán machucou-se após um choque
com um dos goleiros durante um treino da seleção.
Site de apostas fecha com o Paris Saint-Germain...
3 milhões de euros o PSG receberá
do site de apostas Unibet, que passa a ser o parceiro oficial de apostas do
clube pelos próximos dois anos.
Fonte: Máquina do Esporte
sábado, junho 23, 2018
A Suíça vira o jogo, vence a Sérvia e as "águias albanesas voam" em Kaliningrad...
Imagem: Clive Rose/Getty Images
A Sérvia foi melhor no primeiro
tempo...
No segundo, a Suíça se aproveitou
do declínio dos sérvios e do excepcional retorno do intervalo de Xherdan Shaqiri para tomar conta do
jogo e vencer os sérvios, de virada, por 2 a 1.
O resultado fez justiça ao melhor
futebol apresentado pelos suíços e castigou o recuo injustificado dos sérvios...
Mitrovic marcou para a Sérvia e
Xhaka e Shaqiri marcaram para a Suíça.
Na aproxima rodada a Suíça
enfrenta a Costa Rica podendo até empatar...
Já Brasil e Sérvia não permite
espaço para negociações: caso à Suíça conquiste o empate, somará 5 pontos e
obrigará, brasileiros e sérvios a lutar por uma vitória.
O Brasil venceu a frágil Costa Rica nos acréscimos....
Imagem: Max Rossi/Reuters
O Brasil venceu, mas só convenceu
aos mais apaixonados...
A seleção com Thiago Silva como
capitão e Fágner no lugar de Danilo pela direita, a seleção voltou a demonstrar
problemas no setor de criação em uma vitória sofrida, de alta tensão.
Neymar insistiu no individualismo,
se perdeu num nervosismo injustificado, foi desnecessariamente agressivo com a
arbitragem e pensou que seu desempenho teatral fosse render alguma vantagem ao
desistir de tentar o gol para simular uma penalidade, mas acabou descobrindo
que sua performance conseguiu no máximo ser digna dos melhores canastrões...
O queridinho da grande imprensa
sequer conseguiu ser o rascunho do jogador que seu talento lhe permite ser.
É preocupante ver a seleção
vencer – mesmo a vitória sendo justa – um adversário tão frágil com tanta
dificuldade...
Coutinho e Neymar, marcaram os
gols da vitória brasileira.
A lenda do pior goleiro do mundo...
Imagem: Autor Desconhecido
A lenda do pior goleiro do mundo
O goleiro salvadorenho Luis Ricardo Guevara entrou para a história das
Copas do Mundo depois do 10 x 1 sofrido contra a Hungria na Espanha-82
Martín Caparrós
A cada quatro anos, quando o
futebol novamente é destaque em todo o mundo, alguém se lembra dele, vai atrás
dele, conta sua história.
Luis Ricardo Guevara Mora tem um
raro mérito: ninguém, na história do futebol, fez pior.
Guevara nasceu em São Salvador,
El Salvador, em setembro de 1961.
Um menino pobre de um país muito
pobre que tentava —adolescente, alto, atlético, moreno— jogar basquete,
beisebol.
Quando lhe propuseram ser goleiro
de um time de futebol, achou engraçado e decidiu tentar.
Guevara se deu bem.
Tinha 17 anos quando estreou na
seleção de El Salvador; dois anos depois, foi goleiro da equipe de seu país nas
eliminatórias para a Copa do Mundo de 1982.
El Salvador vivia uma guerra
civil: os combates eram suspensos para assistir aos jogos.
Foram cinco, Guevara levou apenas
um gol, e seu país chegou, pela segunda vez em sua história, à rodada final.
Chegar à Espanha foi um problema:
a Federação salvadorenha era pobre, mas caótica, e enviou os jogadores em
muitos aviões.
A equipe demorou três dias para
chegar à cidade de Elche, onde ainda vivia uma senhora que havia sido, muitos
anos antes, "uma morena de altas
torres, alta luz e olhos altos": Josefina Manresa, viúva do poeta
espanhol Miguel Hernández.
Eles não se importavam: só
queriam vencer o primeiro jogo contra a Hungria, que parecia mais fácil do que
a Argentina ou a Bélgica.
Então, decidiram tentar, ir para
o ataque, mas, aos cinco minutos, já estavam perdendo.
Quando estava 0 x 5, um atacante
salvadorenho, "Pelé" Zapata, fez um gol —que passaria a ser conhecido
depois como gol de honra— e seus companheiros interromperam a comemoração para
não irritar aqueles hunos sedentos.
Talvez não tenham se irritado;
continuaram goleando com sorrisos.
Guevara poderia ter sofrido
menos: quando havia levado apenas seis, seu treinador decidiu substituí-lo, mas
o goleiro substituto se recusou a entrar e Guevara teve que continuar.
No final, os húngaros conseguiram
o resultado mais impressionante das Copas do Mundo: 10 x 1.
Nos mil jogos disputados desde o
início do torneio, em 1930 em Montevidéu, nunca houve nada igual.
Tem mérito, se reconhece pouco.
A arte de vencer é fácil, quase
óbvia; a arte do fracasso é mais complexa.
Naquele dia, Guevara levantou,
sem querer, seu monumento: o fato que seria inscrito na memória.
Tinha 20 anos e já era o que
seria para sempre: o homem que levou o maior número de gols em um jogo da Copa
do Mundo, um vencedor às avessas.
O esporte se tornou o evento
cultural mais difundido de nossos tempos, porque é simples.
Parece complexo, cheio de
nuances, mas, em última análise, oferece uma facilidade que a vida escamoteia:
um resultado.
Em um esporte está claro o que é
ganhar e o que é perder, quem vence e quem não.
Por isso, é raro quando esses
casos confusos aparecem: aquele que se torna inesquecível por sua derrota.
El Salvador voltou a perder
outros dois jogos, só que mais discretamente.
Alguns dias depois, quando
"la Selecta" —como a equipe é chamada em seu país— chegou a São
Salvador, milhares e milhares de compatriotas os esperavam para insultá-los nas
ruas.
E Guevara era o símbolo do
desastre: o inimigo público que todos queriam atacar e, também, o pobre coitado
do qual todos gostavam de ter pena; ele não sabia o que doía mais.
Mas também não permitiram que
escolhesse: já na alfândega abriram sua mala e, uma semana depois, atiraram no
carro onde estava.
Foram 22 tiros, e não defendeu
nenhum.
Luis Ricardo Guevara Mora teve
que começar sua vida quando esta já estava definida para sempre.
Deixou seu país, continuou
jogando futebol por outras duas décadas, sobreviveu.
Agora trabalha, modestamente,
mais gordo, em um centro esportivo de uma cidade salvadorenha e, a cada quatro
anos, alguém lembra que foi o pior de todos.
Ele, certamente, nunca soube como
esquecer isso.
A Medida Provisória 841 é nefasta para o esporte brasileiro...
Imagem: Autor Desconhecido
Inserir o Esporte No Debate Presidencial
Por Alberto Murray
O esporte está unido, como poucas
vezes se viu, para derrubar a nefasta MP 841 que, praticamente, liquida com o
segmento.
O mesmo Estado que promoveu os
Jogos Olímpicos e que tanto enalteceu o legado que viria, de supetão, extermina
com qualquer esperança de desenvolvimento físico e esportivo da nação.
Desnecessário repisar que a
atividade esportiva deve ser questão de Estado porque se trata de saúde pública,
educação e, também, segurança pública.
Ou revoga-se a MP 841, ou
asfixia-se o esporte.
Devemos ter em mente que esse
governo está em seus estertores.
Em praticamente meio ano teremos
um novo Presidente (ou nova Presidente), eleito pelo voto direto.
Vasculhei o que os pré-candidatos
teriam proposto, até este momento da campanha, no quesito esporte.
Não encontrei nada.
Não há, até agora, nenhum
candidato, ou candidata, que tenha ocupando-se de inserir em seus planos de
governo a questão esportiva.
É como se o esporte não existisse
para eles.
E isso é incrível, em um País que
gastou bilhões para realizar grandes eventos esportivos.
Por isso que a união do esporte
não pode cingir-se a debater a revogação da infausta MP 841.
A comunidade esportiva deve
aproveitar o instante para cobrar, dos presidenciáveis, propostas para esporte,
desde a base, passando pelas escolas, universidades, clubes, Forças Armadas,
até o alto rendimento.
Há poucos dias publiquei neste
espaço algumas propostas que julgo importantes para a criação de uma política
de Estado para o esporte brasileiro.
A discussão central em torno do
esporte não reside no fato se o próximo presidente transformará a Pasta em
Secretaria, ou se a manterá como Ministério.
Isso é irrelevante.
O ponto principal é ter um órgão
que efetivamente funcione, que seja prestigiado pela Presidência da República,
com a atribuição de massificar a prática esportiva e criar as estruturas
sólidas de uma política nacional de esporte, trabalhando em consonância com os
Ministérios da educação, saúde, com os Comitês Olímpico e Paraolímpicos,
Confederações, Federações, Ligas, Clubes, Escolas e Universidades.
E, claro, que o nome que vier a
liderar esse processo, seja como Ministro, ou Secretário, alguém positivamente
ligado à área, assim como sua equipe.
Que a união dos esportistas e das
entidades vá além da briga pela derrocada da famigerada MP 841 e pense adiante,
no que acontecerá depois.
sexta-feira, junho 22, 2018
Mais uma moça russa é ofendida por um "macho" latino... Depois dos brasileiros e dos colombianos, um argentino fez questão de registrar sua baixeza.
Imagem: Selfie
Nestor Fernando Penovi, de 47
anos, um argentino que se aproveitou da simpatia e desconhecimento do espanhol
para escrachar e humilhar uma moça russa, não teve a mesma sorte dos “gorilas”
brasileiros...
O governo argentino reagiu
imediatamente após a divulgação do vídeo, pedindo as autoridades russas que
retirassem a Fan ID (identidade de fã, que autoriza o torcedor a entrar nos
jogos) de Penovi.
O pedido foi feito pelo diretor
de segurança de espetáculos futebolísticos do Ministério da Segurança, Gilberto
Madero, o pedido foi atendido.
"Pedimos imediatamente que esta pessoa, por ser desonesta e
indecente, fique sem a possibilidade de entrar nos estádios durante todo o
Mundial. Nos dá pena como argentinos ver uma coisa assim quando há milhares
tendo um comportamento exemplar", disse o diretor para a rádio La Red,
de Buenos Aires.
Na gravação, Nestor aparece “ensinando”
a uma jovem de 15 anos a convidar os argentinos para irem a Rússia...
É deprimente.
“Olá argentinos venham para cá, quero chupar.....”
A gravação termina com ele
mandando um beijinho para a mocinha e dizendo, hermosa.
A Argentina balança num fio de esperança...
Imagem: Clive Mason/Getty Images
A Argentina está por fio...
Para eles, uma tragédia, para
quem acompanha o futebol, um momento que não surpreende, construído que foi ao
longo do tempo.
Essa seleção não é nem de longe a
Argentina que conhecemos, respeitamos e até “odiamos”...
Lhes falta alma, raça, coragem,
gana, sede, força e tesão.
Sobre Messi, me amparo na
declaração de Modric a um canal de televisão da Argentina, que ansiosa por
jogar sobre os ombros do camisa 10 toda a culpa pelo resultado fez a seguinte
pergunta ao meio-campista croata...
- “Como você viu Messi, nós o
percebemos cabisbaixo, desanimado, como você o viu?”
- “Messi é genial, é grande, mas
não pode fazer tudo sozinho.”
Modric em razão!
Não havia em campo, um Passarela,
um Kempes, Tarantini, Caniggia, Simeone, Batistuta, Ruggieri, Crespo, Zanetti,
Burruchaga, Perfumo, Ayala, Brindisi, Houseman e tantos outros.
A Argentina se debate em agonia,
mas ainda resta esperança para quem crê e milagres...
Ainda resta a última rodada e é
nela que eles, certamente apostam todas as fichas.
Sobre a Croácia
Me surpreendeu, principalmente
depois do amistoso contra o Brasil, quando achei que jogaram muito pouco.
Bem, ou eles esconderam alguma
coisa, ou me faltou uma percepção...
De qualquer forma, os croatas
foram uma grata surpresa.
Dinamarca em pata com a Austrália e perde a chance de garantir a classificação antecipada...
Imagem: Autor Desconhecido
Se no primeiro tempo a Dinamarca
foi melhor, marcou seu gol e controlou a partida com quis...
No segundo, não
fosse Kasper Schmeichel, a Austrália poderia ter aplicado um doloroso castigo nos dinamarqueses diante péssimo futebol apresentado.
Se alguém tem o que reclamar com
a sorte, esse alguém é a Austrália...
Já os dinamarqueses precisam fazer a "pazes" com o VAR.
A França derrota o Peru por 1 a 0 e elimina a equipe andina...
Imagem: Anthony Dibon/Icon Sport via Getty Images
A França ainda não encontrou uma
forma de transformar seus ótimos valores individuais num coletivo capaz de gelar
seus adversários...
Já o Peru, sonhou e emocionou a
todos com seu retorno a uma Copa depois de uma ausência de 36 anos.
Mas ainda não foi dessa
vez...
Porém, os peruanos saem da Copa
de cabeça erguida, fizeram o seu melhor e, provavelmente, por muito tempo terão
a sensação que poderiam ter feito um pouco mais.
Por sua vez, a França, ou consegue
montar uma equipe ou provavelmente essa promissora geração ficará aquém do que
poderia conquistar...
Esperemos.
A Disney faz proposta para comprar a Fox...
71,3 bilhões de dólares é a nova
proposta da Disney para a compra da Fox, o que deve fazer o negócio ser
concretizado nos próximos meses.
Fonte: Máquina do Esporte
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