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Este espaço não propõe defesa nem ataque a nenhum clube ou pessoa. Este espaço se destina à postagem de observações, idéias, fatos históricos, estatísticas e pesquisas sobre o mundo do futebol. As opiniões aqui postadas não têm o intuito de estabelecer verdades absolutas e devem ser vistas apenas como uma posição pessoal sujeita a revisão. Pois reconsiderar uma opinião não é sinal de fraqueza, mas sim da necessidade constante de acompanhar o dinamismo e mutabilidade da vida e das coisas.
sábado, novembro 09, 2019
O Muro de Berlim na Copa do Mundo...
Imagem: Autor Desconhecido
O Muro de
Berlim na Copa do Mundo
Dividida
ideologicamente por sistemas políticos dissonantes e fisicamente pelo Muro de
Berlim, a Alemanha passou 50 anos tendo duas faces: a capitalista e a comunista
Em 1974,
Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental se enfrentaram no Mundial disputado no
lado capitalista do país, surpreendentemente foi o lado comunista que saiu
vencedor
Por Pedro
Henrique Brandão Lopes, do Universidade do Esporte
O dia 22 de
junho de 1974, guarda uma das mais políticas histórias do futebol mundial.
A partida que
colocou frente a frente os dois lados da Alemanha dividida pelo Muro de Berlim,
numa Copa do Mundo disputada do lado Ocidental do país, a partida terminou com
o placar mais inesperado possível: vitória do lado Oriental por 1 a 0.
Depois que a
Segunda Guerra Mundial terminou, em 1945, com a Alemanha arrasada pelos
aliados, o país ficou dividido entre as duas potências que derrotaram o
exército nazista de Adolf Hitler.
O lado
influenciado pelos Estados Unidos, passou a ser a Alemanha capitalista e se
recuperou de maneira rápida das perdas da guerra.
No lado em
que a influência foi da União Soviética, o sistema socialista vigorou e um
ponto na cidade de Berlim passou a ser a fronteira física entre o mundo
capitalista e o mundo socialista, era o Muro de Berlim.
Quando a FIFA
escolheu a Alemanha Ocidental como sede do Mundial de 1974, o planeta passava
pelo momento mais acirrado da Guerra Fria.
Os anos 1970
entraram para a história pela constante tensão no ar em que qualquer movimento
vindo do Kremlin ou da Casa Branca poderia desencadear um conflito nuclear e
dizimar a população mundial.
Nesse clima
apocalíptico, o Volksparkstadium — estádio do Parque do Povo — em Hamburgo, foi
o front decisivo para os dois lados da Alemanha, que sequer podiam se esbarrar
na diplomacia internacional, mas teriam que lutar por cada palmo do gramado na
última partida do grupo A, que valia o primeiro lugar na classificação.
O Partido
Socialista Unificado da Alemanha escolheu minuciosamente 2 mil torcedores que
fizeram número entre os 60.350 presentes ao estádio.
A grande
estrela do lado Oriental era Helmut Schön, enquanto isso, o lado Ocidental
tinha Franz Beckenbauer como líder de uma estrelada equipe que contava com
jogadores como Sepp Meier, Berti Vogts, Paul Breitner, Wolfgang Overath, Gerd
Muller e Uli Hoeness.
Era um duelo
desigual e que apontava para uma goleada da Alemanha Ocidental.
Por isso, a
expectativa era que os Orientais abusassem da violência, mas não foi isso que
aconteceu na disputada, porém, limpa partida.
Com a bola
rolando, a Alemanha Ocidental dominou o primeiro tempo, como era esperado, e
teve duas oportunidades claras para abrir o placar, mas parou no goleiro Croy e
depois, com Breitner, foi a trave que evitou o gol dos donos da casa.
No segundo
tempo, o jogo mudou e a Alemanha Oriental passou a dominar o ataque.
Logo nos
primeiros minutos, Kreische, sozinho quase colocou os orientais em vantagem,
mas falhou na pontaria e colocou para fora.
O que não
aconteceu naquela chance desperdiçada, acabou se tornando realidade no minuto
23, quando Jürgen Sparwasser escreveu a história com um chute forte depois de
receber entre três defensores, carregar a bola para dentro da área e anotar o
gol que decretou a vitória da Alemanha Oriental.
A inesperada
vitória do lado Oriental contra a mais forte seleção do lado Ocidental gerou
uma teoria da conspiração que apontava para uma entrega do jogo pela Alemanha
Ocidental para se beneficiar de cruzamentos mais fáceis na fase eliminatória.
Essa tese,
porém, ignora as condições daquela partida.
Se o Muro de
Berlim era a fronteira física de um planeta polarizado por duas ideologias, o
jogo entre as alemanhas significava o embate entre o capitalismo e o comunismo
que guiavam todas as discussões do mundo naquele momento.
O que não era
teoria da conspiração, foi a repressão do regime socialista que levou Jürgen
Sparwasser, o autor do gol histórico, a fugir do lado oriental em 1988, um ano
antes do muro cair e a Alemanha ser reunificada.
Há exatos 30
anos, o Muro de Berlim caiu e decretou o final da Guerra Fria, fez a Alemanha
novamente uma nação única, deixou aquela partida como um espetáculo singular na
história das Copas e impensável nos dias de hoje.
Mesmo 30 anos
depois, a separação das alemanhas ainda produz cicatrizes no futebol alemão.
O primeiro
alemão oriental a jogar na nova Alemanha reunificada foi Matthias Sammer, nascido
em Dresden...
Sammer fez 51
partidas entre 1990 e 1997.
Michael
Ballack, que nasceu na Alemanha Oriental, mas brilhou com a camisa da Alemanha
reunificada.
Posteriormente,
Mario Götze e André Schürrle, também nascidos no lado oriental, foram
convocados para defender a Mannschaft.
Götze,
inclusive, foi autor do gol que garantiu o tetracampeonato alemão.
No cenário
nacional, porém, a história dos times do lado oriental na Busdesliga é curta.
Depois da
unificação, um campeonato foi disputado com apenas dois representantes da
Alemanha comunista.
O RB Leipzig
foi o primeiro a alcançar a vaga na elite do futebol alemão, em 2014, mas o
clube nasceu bem depois da reunificação e é mantido pela Red Bull.
Neste ano, o
acesso do Union Berlim, finalmente colocou um representante do antigo lado
oriental da cidade na Bundesliga.
Quem são os treinadores mais bem pagos do Brasil?
Imagem: Gazeta Esportiva
A ESPN
publicou a lista dos maiores salários...
1º Jorge
Jesus (Flamengo): R$ 1,5 milhão por mês
2º Renato
Gaúcho (Grêmio): R$ 900 mil
Jorge
Sampaoli (Santos): R$ 900 mil
4º Mano
Menezes (Palmeiras): R$ 750 mil
5º Tiago
Nunes (Corinthians): R$ 600 mil
Abel Braga
(Cruzeiro): R$ 600 mil
7º Luxemburgo
(Vasco): R$ 300 mil
Roger Machado
(Bahia): R$ 300 mil
9º Fernando
Diniz (São Paulo): R$ 280 mil
10º Rogério
Ceni (Fortaleza): R$ 250 mil
Vagner
Mancini (Atlético-MG): R$ 250 mil
Zé Ricardo
(Internacional): R$ 250 mil
13º Alberto
Valentim (Botafogo): R$ 180 mil
Baleia beluga "joga rúgbi com a tripulação de um barco...
Uma baleia beluga
foi filmada “jogando rúgbi” com uma bola oficial da Copa do Mundo do Japão de
2019 perto do Polo Ártico...
O grupo de sul-africanos
a bordo se divertiu com a baleia que perseguia a bola e depois a devolvia aos
homens no barco.
Arábia Saudita pagará por seis temporadas 30 milhões de euros para ter a Supercopa da Espanha...
Arábia
Saudita pagará por seis temporadas 30 milhões de euros a Federação espanhola para
ter a Supercopa da Espanha disputada território...
Não será a
primeira vez, em 2018, por conta do faturamento e do calendário, a partida
entre Barcelona e Sevilha, vencida pelos catalães por 2 a 1, foi jogada no
Marrocos.
A decisão
está tomada...
Jidá, a
segunda maior cidade saudita foi a escolhida para receber o encontro.
Como obteve
sucesso de público e audiência, a RFEF vai manter continuar a levar os jogos da
Supercopa da Espanha para fora do país...
Seguindo
assim o que há um bom tempo faz Itália – Estados Unidos, Líbia, China e Qatar
já receberam a decisão em jogo único da Supercopa da Itália.
sexta-feira, novembro 08, 2019
Quando grandes craques jogaram no gol... Bobby Moore, em 1972.
Imagem: Trinity Mirror/Mirrorpix/Alamy
O que Bobby Moore
disse sobre a experiência de jogar no gol em substituição ao goleiro Bobby
Ferguson na partida contra o Stoke City pela Copa da Liga em 1972...
"Eu não
gostaria de suportar isso novamente. Acho que nunca me senti tão mal na vida.
Acho que, a partir de agora, continuarei como zagueiro Moore e deixarei o gol
para outra pessoa.”
O Stoke City venceu por 3 a 2.
A seleção alemã de futebol não irá a países em que os direitos das mulheres sejam discriminados...
Fritz Keller
foi muito claro sobre o tema em entrevista ao ‘Die Welt’, quando confirmou a
decisão de que o respeito às condições sociais e políticas será prioridade da Federação
Alemã de Futebol (DFB).
“No futebol
alemão temos que estar prontos para responder de maneira diferenciada questões
complexas. Que valores não são negociáveis para nós? Por exemplo, os direitos
das mulheres”, escreveu Keller, que preside a DFB desde setembro.
Assim que
assumiu, em sua primeira reunião, apresentou uma proposta “segundo a qual
não enviaremos nenhuma seleção para partidas em que tenham lugar em países em às
mulheres não tenham direitos iguais”.
Keller
afirmou que a ‘Mannschaft’ também não disputará partidas onde não seja garantido
o livre acesso a estádios de futebol ou outras instalações esportivas à todas
as mulheres...
A proposta
foi aprovada por unanimidade, como assegurou Keller, ex-presidente do SC Friburg.
Do blog:
A notícia
acima foi publicada pelo Deportes Quatro.com, que pertence ao conglomerado
MEDIASET Espanha...
Bom, confesso
que ainda estou tentando ir mais a fundo, pois as consequências de tal decisão vão
atingir profundamente o futuro do futebol alemão.
Vejamos,
então...
A Alemanha está
fora da Copa do Mundo de 2022, no Qatar?
Afinal, o
Catar é um país em que praticamente todos os direitos sofrem restrições...
Mulheres e
gays em especial são prioritários na lista de discriminação do governo do
Catar.
E a Eurocopa?
A Alemanha também
pensa em desistir de disputar a competição?
Na atual
competição a seleção alemã está em um grupo em que apenas um país tem sérios
problemas em relação aos direitos humanos, a Bielorrússia...
Porém, o jogo
entre as duas seleções em que Minsk foi a sede, aconteceu antes da aprovação da
proposta – a Bielorrússia enfrenta a Alemanha no próximo dia 16 de novembro, em
território germânico.
Mas, e daqui
para frente?
A UEFA mudará
o critério de formação dos grupos?
Em vez de
sorteio, será escolha?
Pois segundo
a decisão da DFB, a seleção alemã não pisará em solo de países como a Armênia,
Cazaquistão, Rússia, Chipre(?), Moldávia, Albânia, Turquia, Macedônia, Romênia,
Azerbaijão, Geórgia, Sérvia, Bulgária, Montenegro (?) e Kosovo (?)...
Mesmo concordando
com decisão da DFB, sinto que na prática será bastante difícil torná-lo exequível.
Uniforia, a bola da Adidas para Eurocopa de 2020.
Imagem: Adidas
A Euro 2020
será disputada entre 12 de junho e 12 de julho do ano que vem nas cidades de
Amsterdã (Holanda), Baku (Azerbaijão), Bilbao (Espanha), Bucareste (Romênia),
Budapeste (Hungria), Copenhague (Dinamarca), Dublin (Irlanda), Glasgow
(Escócia), Londres (Inglaterra), Munique (Alemanha), Roma (Itália) e São
Petersburgo (Rússia)...
Penalty tem lucro líquido de 4,1 milhões de reais...
4,1 milhões de
reais foi o lucro líquido da Penalty no terceiro trimestre...
Em nove
meses, fabricante brasileira tem um lucro total de R$ 12 milhões.
Fonte:
Máquina do Esporte
quinta-feira, novembro 07, 2019
Palmeiras aos trancos e barrancos vence o Vasco da Gama e ainda acalenta esperança...
Imagem: Cesar Greco/SE Palmeiras
Aos trancos e
barrancos
Mesmo com a
surpreendente decisão de Mano Menezes de escalar um time misto para a partida
em São Januário, o Palmeiras conseguiu arrancar uma difícil vitória sobre o
Vasco da Gama e segue, ainda sem encantar, sua busca pelo improvável
bicampeonato nacional.
Pedro
Henrique Brandão Lopes
Não foi
fácil!
Assistir
Vasco da Gama x Palmeiras, na noite dessa quarta-feira, se tornou missão
difícil de ser cumprida.
Não bastasse
o futebol nada animador que o Palmeiras tem praticado, principalmente, após a
Copa América, Mano Menezes decidiu escalar um time misto para o confronto com o
cruzmaltino e 7 titulares sequer viajaram com a delegação.
Weverton, que
fez sensacional partida no sábado, Gustavo Scarpa e Bruno Henrique, foram
alguns dos poupados que se uniram ao suspenso — pela enésima vez — Felipe Melo
e aos que ficaram no banco com Dudu e Diogo Barbosa.
A ideia de
elenco qualificado que o Palmeiras construiu nos últimos anos, normalmente é
desfeita em ocasiões como a de hoje.
Com os
titulares, o Alviverde não consegue um bom desempenho e se amarra ao resultado
como tábua de salvação.
Com os
reservas, então, a coisa degringola e o resultado acontece na emoção ou com a
entrada de jogadores que estão sendo poupados.
O script
dessa noite foi exatamente esse.
Porém alguns
jogadores que receberam chances conseguiram mostrar serviço.
Matheus
Fernandes foi um desses. Outro foi Lucas Lima e logo com um gol, que o camisa
20 não anotava desde setembro de 2018.
A vitória
parcial deu a tranquilidade que o Palmeiras precisa, mas Mayke não se conformou
em navegar em águas serenas e num dos mais absurdos gols contra da história.
Tudo igual no
placar da primeira etapa.
No segundo
tempo, o que parecia ruim piorou pelas condições do gramado encharcado e pela
condição dos jogadores vazios de criatividade.
Mesmo assim,
num lance que fomenta polêmicas, Luiz Adriano conseguiu anotar o gol da vitória
palmeirense.
Com o tento,
o camisa 10 tirou um caminhão de peso das costas de Mano, que em caso de
derrota ou até um empate, teria de explicar por que resolveu poupar mais da
metade do time num jogo em que pode pressionar o líder.
A única
explicação plausível para mudar tanto o time é o Derby que se aproxima e
acontecerá no domingo.
Mano Menezes
sabe a importância de vencer clássicos e, talvez, saiba também que o único
título possível para o Palmeiras é justamente o de vencedor do Derby.
De qualquer
maneira, foi difícil assistir à Vasco 1 a 2 Palmeiras!
Sadio Mané: confiamos em Klopp cegamente...
Imagem: Autor Desconhecido
Sadio Mané
revelou o que disse Jürgen Klopp treinador do Liverpool após a derrota por 3 a 0,
frente ao Barcelona, no jogo de ida das semifinais da Liga dos Campeões
2018/19...
Klopp é surpreendente,
disse Sadio Mané, em entrevista à revista “France Football”.
“Terminada a
partida, ele veio até nós e disse: ‘olá rapazes, tenho boas notícias para vocês’”
...
"O vestiário
ficou calado e ele: 'Sim, a boa notícia é que o Barcelona é uma equipe que
gosta de jogar futebol e essas equipes são boas para nós. Vão ver, vamos chegar
à final'. Foi o melhor que podia ter feito para nos tirar a pressão".
“No fim, ele
tinha razão”, concluiu o atacante.
quarta-feira, novembro 06, 2019
Amores e desamores na cancha da vida...
Imagem: Ana Lourdes Bal/Universidade do Esporte
É possível
habitar o Brasil e ignorar o futebol?
Ou nascer na
Argentina, sob a sombra de Dom Diego, e não se sentir tocado por um
Superclássico?
Imagine,
então, nascer na Argentina, vir morar no Brasil, aos 9 anos, e simplesmente não
fazer a mínima ideia de quem lidera a Superliga ou quem tem mais chances no
Brasileirão.
O senso comum
que apregoa o velho e batido “o Brasil é o país do futebol” e que faz da
Argentina a eterna favorita a tudo que disputa, faria qualquer um acreditar que
o quadro descrito acima é totalmente fictício.
Somente
alguém que nasceu em Buenos Aires, com o pé no Rio da Prata, e pelas marés do
destino veio aportar em Natal, a Esquina da América, para contradizer o senso
comum que não se aplica a ilógica América Latina.
Ana Lourdes
Bal é essa argentina potiguar, apenas 22 anos, sem medo de errar, com vontade
de aprender e muita emoção para dar e vender, ela prova que há vida sem ter o
coração descompassado pelas canchas.
Até a página
dois, porém, porque essa menina/mulher, hermana e brazuca, descobriu que a
disritmia do futebol, num misto de alegria que baila tango e melancolia que
samba, pode guiar descobertas de amores, dores, (des)pudores e sobretudo, para
além do jogo, servir de farol para apontar o rumo do conhecimento da vida.
Por tudo
isso, no texto a seguir, não espere análises táticas, números, opiniões sobre
esse ou aquele jogador, esse ou aquele treinador, mas espere muito futebol,
muito além do futebol.
Pedro
Henrique Brandão Lopes
Amores e
desamores na cancha da vida
Por Ana
Lourdes Bal
Nascida e
criada até meus nove anos na Argentina, recentemente me indignei com uma frase
que ouvi em uma série: um escritor contava que se apaixonou por futebol quando
ainda era criança, segundo ele, porque era impossível crescer na Argentina e
não se apaixonar por futebol.
Jamais fui
essa criança.
Mas, talvez,
com mais idade, tive meus momentos de “legítima criança argentina”.
Um desses
momentos foi a Copa do Mundo de 2014, realizada aqui no Brasil.
Meu eu de 15
anos, de fato, não é tão diferente do atual, em relação ao quesito conhecimento
do mundo do futebol.
Com certeza,
eu não sabia o nome e a camisa que cada um dos integrantes daquele time usava,
mas estava apaixonada por cada um deles e pela possibilidade de vitória, àquela
altura, tão sonhada.
Era bastante
irônico ver a Argentina na final, em um território no qual não era nem um pouco
bem-vinda.
Final contra
a Alemanha.
Era um
domingo, fim de tarde, clima ameno.
Uma tradição
nos domingos dos argentinos é a famosa parrilla, o churrasco argentino.
Ela estava
presente naquele dia.
Não só nele,
mas também de todos os jogos daquela Copa.
Mas aquele
era um dia importante.
Aquele gol do
Higuain, nos iludiu.
Berramos e
nos calamos, ao ver que havia sido assinalado o impedimento.
Mas acredito
que o ponto alto do jogo, que levo até hoje, ainda não foi esse.
Aquele gol
que não foi nada feliz. Não para mim, não para minha família, não para milhões
de argentinos.
Meu pai,
minutos antes daquele gol, olhou para mim e para meu irmão, e disse: “Chicos,
ustedes se van a acordar...”.
Pois é, eu
lembro bem.
Gol do Götze
no finalzinho da primeira parte da prorrogação.
Tão marcante,
que consigo lembrar até o nome do jogador!
Silêncio na
sala da minha casa.
Meu pai foi
para o lado de fora, atirar a taça de vinho que estava bebendo, no muro da
nossa casa.
O barulho do
estilhaço é tão claro na minha mente que, facilmente, poderia confundi-lo com o
meu coração sendo partido.
Acho que foi
o suficiente para mim: da mesma forma que amar alguém pode ser um sofrimento,
torcer por um time também pode ser.
Acompanhei um
pouco a Copa de 2018, mas nada se compara a fiel seguidora que fui da anterior.
Não era mais
o meu "primeiro amor".
Aquela
derrota me deixou traumatizada, e tive a certeza de que jamais queria sentir
aquilo novamente.
Talvez eu
tenha passado a vida inteira fugindo do medo inevitável de sofrer.
O segundo
momento é o atual, novembro de 2019.
Estou cercada
de um grupo de, em sua maioria, homens, onde praticamente todos são meus amigos
e alguns, chegam a ser “irmãos”.
Aqui, porém,
ser mulher nunca foi um problema, porque eu fui acolhida em uma família onde a
ovelha negra sou eu, mas por outra razão: não entendo absolutamente nada de
esporte.
‘Pero estoy
intentando’.
Encontro
motivo para gostar de esportes por gostar tanto desses amigos e ‘irmãos’ que
amam tanto o mundo da bola.
Vale a pena
tentar aprender só para ficar perto desses meninos.
É incrível
ver a empolgação deles ao comentar sobre o esporte que gostam.
É incrível
ver a felicidade deles depois de sair de uma transmissão de jogo.
É incrível
vê-los falando do que amam.
Também tive
meu momento “incrível” de participação.
E literalmente,
por trás das câmeras.
O gramado do
Frasqueirão acolheu minha primeira participação em campo, como fotógrafa.
Detalhe, essa
foi minha segunda vez dentro de um estádio para ver um jogo.
Questionamentos
mentais do que eu deveria fotografar foram bastante recorrentes.
Senti de
pertinho momentos de felicidade e, também de raiva daqueles jogadores, através
dos ouvidos e olhos.
E, também da
minha lente.
Decidi
apostar nisso.
A fotografia
vai além de você congelar aquele momento, mas é também o sentimento que a foto
pode carregar.
Futebol pode
transmitir zilhões de sentimentos.
Como eu senti
naquela Copa de 2014.
Foi essa
simbologia que procurei em campo.
Acabei me
somando ao grupo.
Andar pelo
gramado com uma câmera na mão também é incrível.
Editar fotos
é incrível.
Fazer parte
disso tudo é incrível.
Em pouco
tempo fiz, na prática, uma grande descoberta: talvez não é o jogo que seja tão
interessante e que apaixone tantos e tantas, o que seduz e faz o escritor da
série ter razão é tudo o que o futebol provoca ao seu redor.
Acabei me
apaixonando, novamente.
Dessa vez,
sem medo de sofrer.
Hellas Verona suspende líder dos ultras que ofendeu Balotteli num programa de rádio...
O Hellas
Verona viveu em seu estádio um dos momentos mais tensos da Série A nesta
temporada...
Balotelli,
jogador do Brescia, controlou a bola no canto e imediatamente depois chutou a
bola nas arquibancadas em protesto contra gritos racistas dirigidos a ele.
Agora, o
clube italiano anunciou que penalizou com uma suspenção superior a dez anos o
líder dos ultras Luca Castellini, que chamou Mario Balotelli de
"palhaço" e acrescentou que o atacante "nunca será
completamente italiano", depois do incidente que ocorreu durante a
partida contra o Brescia...
Castellini
insultou Balotelli em uma rádio local e o Hellas Verona reagiu anunciando sua suspensão do clube até 30 de junho de 2030.
Em nota a
direção do Verona disse que a punição reflete o descontentamento diante de
expressar ideias que "se opõem completamente aos valores e princípios
éticos do clube"...
Nike fecha acordo milionário com a tenista Amanda Anisimova...
70 milhões de
dólares a Nike pagará para ter a jovem tenista americana Amanda Anisimova, de
18 anos, como sua nova garota-propaganda no esporte...
Fonte:
Máquina do Esporte
terça-feira, novembro 05, 2019
Entrevista com com Sebastian Vettel: "A marijuana é legal no Texas?"
Imagem: Autor Desconhecido
"A marijuana é
legal no Texas? Senti o cheiro dentro do carro. Que loucura!"
Sebastian
Vettel, aos repórteres durante entrevista coletiva após o Gran Prix de Fórmula 1 dos Estados Unidos...
O piloto
alemão afirmou que sentiu um forte cheiro de maconha em duas das curvas do
traçado da pista do autódromo de Austin, capital do Texas.
Campeonato Potiguar da Segunda Divisão: Força e Luz fará final com o Alecrim...
O Força e Luz
vai enfrentar o Alecrim na final da segunda divisão do campeonato potiguar de
2019...
Venceu nesta
segunda-feira, sem sustos ou preocupações a equipe Centenário, no Maria Lamas
Farache por 3 a 1.
Nadal acumula fortuna em premiações...
Imagem: Autor Desconhecido
115 milhões de
dólares Rafael Nadal acumula em premiações na carreira...
Tenista
espanhol voltou à liderança do ranking da ATP.
Fonte: Máquina do Esporte
segunda-feira, novembro 04, 2019
A terrível contusão de André Gomes...
Imagem: The Australian
O meio
campista André Gomes, do Everton, será operado hoje...
"Depois
exames médicos no hospital, foi confirmado que sofreu uma fratura com desvio do
tornozelo direito", confirmou o Everton por meio de nota oficial.
Alecrim vence Atlético Potengi por 3 a 0 e é finalista do Campeonato Potiguar de Segunda Divisão...
Imagem: Mateus Biston/Universidade do Esporte
O Alecrim como
era esperado venceu o Atlético Potengi por 3 a 0 e confirmou presença na final
do campeonato potiguar da segunda divisão...
Logo mais ás
15 horas, no Estádio Maria Lamas Farache, o Força e Luz deve assinar sua
presença na decisão.
A goleada de 5
a 0 imposta ao Centenário, em Caicó, dificilmente será invertida...
Teremos Força
e Luz e Alecrim lutando para saber quem vai enfrentar o América na primeira
rodada do campeonato potiguar da primeira divisão de 2020.
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