domingo, junho 04, 2017

CR Vasco da Gama: Projeto de lei reconhece São Januário como de interesse histórico, cultural, desportivo e social...

Imagem: Autor Desconhecido


Os vereadores Renato Cinco e Tarciso Motta, apresentaram projeto de lei que propõe o reconhecimento do estádio de São Januário como “de interesse histórico, cultural, desportivo e social para o Município...

Os vereadores solicitaram ao jornalista Juca Kfouri sua colaboração na justificativa do projeto.

Abaixo o texto escrito por Juca Kfouri...

O Estádio de São Januário, inaugurado em 1927, é patrimônio histórico da cidade do Rio de Janeiro e um dos mais emblemáticos templos do futebol mundial.

De notável arquitetura neocolonial, palco de alguns dos mais importantes eventos esportivos, culturais e políticos do país durante o século XX, a casa do Club de Regatas Vasco da Gama é também um símbolo da luta contra o racismo no esporte e até hoje um exemplo de espaço popular de lazer no subúrbio carioca.
Sua construção remonta à perseguição que o Vasco da Gama sofreu após ser campeão carioca no ano de 1923 com uma equipe formada por atletas negros, mestiços e de origem humilde.

Na ocasião, o time bateu, logo em seu primeiro ano na primeira divisão, os clubes grandes da época, então formados por jovens de famílias ricas da cidade.

Para mascarar inconfessáveis ânimos racistas e elitistas, dirigentes que defendiam a exclusão imposta ao Vasco do campeonato alegaram para tanto, entre outras coisas, a falta de um estádio próprio.

Foi o que motivou uma histórica campanha de arrecadação que movimentou a capital federal e envolveu milhares de associados e torcedores.

Em tempo recorde, ao pé de uma colina no bairro de São Cristóvão, os vascaínos ergueram aquele que durante alguns anos foi o maior estádio de futebol das Américas – e que, para sempre, ficou como um monumento contra o preconceito e pela igualdade racial no país.

A partir de então, até a construção do Maracanã, em 1950, São Januário foi o principal estádio do Rio de Janeiro e testemunhou momentos marcantes do nosso esporte.

Além de receber jogos de grandes times brasileiros e estrangeiros, foi casa da Seleção Brasileira, que se sagrou ali campeã da Copa Roca de 1945, das Copas Rio Branco de 1947 e 1950, e do Campeonato Sul Americano (a atual Copa América) de 1949, vencido com seis jogadores vascaínos atuando como titulares na maior parte do torneio.

Em 1998, o Vasco da Gama fez em São Januário uma das partidas finais da Libertadores da América, principal competição de clubes do continente.

Em 2007, o atacante Romário marcou ali seu milésimo gol no futebol.

Vários grandes jogadores que defenderam o Brasil em Copas do Mundo foram formados ou se consagraram em São Januário.

Além do próprio Romário, nomes como Fausto, Leônidas da Silva, Russinho, Domingos da Guia, Barbosa, Augusto, Danilo Alvim, Ademir de Menezes, Chico, Heleno de Freitas, Maneca, Jair da Rosa Pinto, Friaça, Pinga, Vavá, Bellini, Orlando Peçanha, Roberto Dinamite, Mazinho, Bebeto, Edmundo, Mauro Galvão e Juninho Pernambucano, entre muitos outros, tiveram por lá momentos fundamentais de suas carreiras.

Nomes lendários que nunca tiveram a oportunidade de jogar um mundial pela seleção – caso de Jaguaré, Sabará, Walter Marciano, Ipojucã ou Dener, por exemplo – também escreveram sua história em São Januário.

Ídolos de nosso atletismo olímpico como Adhemar Ferreira da Silva adotaram o estádio como espaço de treinamento.

Até hoje o Vasco da Gama se notabiliza como clube revelador de grandes jogadores, mantendo nas dependências de São Januário um alojamento e um colégio para a formação dos adolescentes que vêm de diversos lugares do país e encontram no futebol uma oportunidade.

São Januário também testemunhou importantes momentos de nossa história política e cultural.

Nas décadas de 30 e 40, o presidente Getúlio Vargas costumava arrastar multidões para seus comícios no estádio.

Em um deles, no dia 1º de maio de 1940, anunciou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as primeiras leis trabalhistas do Brasil.

Naquele mesmo ano, a “Colina Histórica” – como também é conhecido o estádio – foi o palco da apresentação de um coral composto por mais de 40 mil estudantes e regido pelo maestro Heitor Villa-Lobos.

Cinco anos mais tarde, durante o processo de redemocratização do país, Luis Carlos Prestes reuniu mais de 100 mil pessoas em um comício que foi fundamental para trazer o Partido Comunista de volta à legalidade.

Também em 1945, o estádio recebeu o desfile das escolas de samba, vencido naquele ano pela Portela.
Percebe-se, portanto, a grande importância histórica, cultural, desportiva e social do Estádio de São Januário para o município do Rio de Janeiro.

Localizado na zona norte, em uma região que reúne espaços como a Feira de São Cristóvão, a Quinta da Boa Vista, o CADEG, a quadra da Estação Primeira de Mangueira e o Maracanã, São Januário possui até hoje grande centralidade na vida esportiva e cultural da cidade, sendo um dos principais destinos de lazer de cariocas de diferentes classes sociais.

Ao aprovar essa lei, a Câmara Municipal de Vereadores fará um justo reconhecimento e zelará pelo patrimônio do Rio de Janeiro.

A final da Champions League superou o Super Bowl...

Imagem: David Ramos/Getty Images


Superou Super Bowl: por que a final da Champions é o maior jogo do ano

Rodrigo Mattos

Por uma tradição europeia, a final da Liga dos Campeões é disputada em um jogo único.

O crescimento da competição em interesse global elevou a evento esportivo mais valioso do ano, superando até o Super Bowl (a final do futebol norte-americano).

Sua audiência é maior e mais global, e os valores envolvidos na decisão entre Real Madrid e Juventus, em Cardiff, se aproxima de R$ 300 milhões.

Não foi um caminho fácil. Quando a Liga dos Campeões foi formada, em 1992, seus direitos comerciais inteiros valiam € 8 milhões.

Nesta temporada, consideradas as três competições de clubes europeias, a Uefa vai arrecadar € 2,4 bilhões.

Há vários elementos envolvidos nesta evolução da Champions, como organização, uma cara fixa e promoção da competição, atração de jogadores de alto nível à Europa.

E o jogo único ajudou a atrair todas as atenções do mundo para o campeonato.

No ano passado, a final da Liga foi assistida por 160 milhões de pessoas, acima dos 145 milhões do Super Bowl.

Os números são da Uefa, mas outros indicadores pelo mundo confirmam que o jogo de futebol superou o esporte dos EUA (ainda que exista variações nos índices).

Também há uma maior abrangência da Liga dos Campeões que vai para 200 países, enquanto a decisão do futebol americano fica em 180.

E a maior parte da audiência do evento norte-americano é concentrado no próprio país.

Em palestra na CBF em maio, a chefe de operações comerciais da Uefa, Catalina Navarro, ressaltou essa característica:

''Foi o evento mais assistido, passando o Super Bowl. É um evento de nível global, não somente de interesse europeu.''

Por conta disso, os valores financeiros envolvidos na final têm crescido.

Só em premiações para os dois times pela participação na final são € 26,5 milhões, isto é, R$ 60,3 milhões.

O campeão fica com € 15,5 milhões, e o restante é do vice.

Fontes do mercado avaliam que os direitos de televisão apenas desse jogo valem US$ 15 milhões, o que representa quase R$ 50 milhões.

Há ainda valores indiretos envolvidos como os patrocínios que são para toda a competição, e comerciais pelo mundo inteiro para as redes de televisão, impossíveis de mensurar.

Como ocorre com o Super Bowl, há atualmente uma concorrência para sediar a final da Liga dos Campeões.

A cidade de Cardiff estima uma arrecadação de 40 milhões de libras (R$ 170 milhões) por ser a sede do jogo.

Esse tipo de mediação, claro, é impreciso.

Mas a previsão é de 170 mil turistas, mais do que o dobro da capacidade do estádio de Cardiff.

Certo é que a cidade de Gales se tornará o centro do mundo por duas horas, uma capacidade que antes só a Copa do Mundo e a Olimpíada tinham de produzir.

A Liga dos Campeões atrai menos atenção global do que esses dois eventos.

Mas seu crescimento exponencial parece não parece ter limites.

Argolas... Jogos de Baku, Azerbaijão.

Imagem: Jonathan Nackstrand/AFP/Getty Images

Hope Solo, goleira dos Estados Unidos bate forte em Messi e Neymar...

Imagem: Autor Desconhecido


A reação de Hope Solo diante da pergunta se há no futebol feminino jogadoras como Messi e Neymar...

- “Muitas vezes me perguntam se há jogadores como Messi ou Neymar no futebol feminino. Infelizmente não. Eu nunca ouvi falar de uma única jogadora com dinheiro suficiente para pensar em evadir impostos."

sexta-feira, junho 02, 2017

Pouso na caixa de areia...

Imagem: Autor Desconhecido

Cardiff está pronta para a final da Champions League... pronta e caríssima.

Imagem: Autor Desconhecido


Eu não vou estar em Cardiff no sábado...

Mesmo que quisesse estaria impedido pela dificuldade em encontrar lugar nos voos e pelos preços que estão sendo praticados na simpática capital de Gales.

Segundo a imprensa europeia se você conseguir achar uma poltrona livre numa aeronave, prepare-se...

O sobre-preço está na casa dos 600 euros.

Em Cardiff, um ingresso daqueles baratinhos custa 71 euros e os mais caros 460...

Lugar para ficar?

Bem, um dos últimos poucos hotéis disponíveis, o mais luxuoso da cidade, custava mais de 1.300 euros por noite...

As demais acomodações são casas a cerca de 5 quilômetros do estádio e que estão cobrando 3.900 euros para quartos com quatro pessoas.

Tottenham Hotspurs versus Aston Villa Birmingham nos anos 60...

 
Imagem: Popperfoto/Getty Images

O Palmeiras lidera a média de público na temporada...

Imagem: Autor Desconhecido



Palmeiras, Atlético Paranaense, Bahia, Remo e Itumbiara são os clubes com maior média de público das regiões Sudeste, Sul, Nordeste, Norte e Centro-Oeste, respectivamente...

Como era de se esperar os cinco também comandam o ranking de seus estados.

O Palmeira é o clube que ostenda a melhor média de público do Brasil...

A média é 31.205 pessoas em seus jogos.

Na região sul o Atlético Paranaense conta com uma média de 17.274 espectadores...

O Bahia soma 13.993, o Remo com 11.015 e o Itumbiara, recordista de Goiás e do Centro-Oeste, acumula média de 9.375 espectadores.

A baixo média de público pagante na temporada dos líderes de cada estado e do Distrito Federal:


Palmeiras-SP (31.205)

Flamengo-RJ (24.749)

Atlético Paranaense-PR (17.274)

Cruzeiro-MG (16.649)

Internacional-RS (16.513)

Bahia-BA (13.993)

Remo-PA (11.015)

Itumbiara-GO (9.375)

Sport-PE (8.314)

Ceará-CE (8.253)

CSA-AL (6.629)

Campinense-PB (6.179)

Avaí-SC (5.419)

ABC-RN (3.927)

Moto Club-MA (3.317)

Sergipe-SE (3.281)

Corumbaense-MS (2.969)

Gama-DF (2.747)

Sinop-MT (2.271)

Ríver-PI (1.613)

Sparta-TO (1.445)

Princesa do Solimões-AM (908)

Atlético Acreano-AC (770)

São Mateus-ES (743)

Ji-Paraná-RO (645)

São Raimundo-RR (322)

Trem-AP (192)

Dos seis piores, apenas o São Mateus do Espírito Santo não é do norte do país.

O salto nas sombras...

Imagem: Marco Bertorello/AFP/Getty Images

Chapecoense versus Cruzeiro... E lá se foi um pouco da utopia criada na Colômbia.

Heydar Aliyev Arena... Baku, Azerbaijão.

Imagem: Marco Bertorello/AFP/Getty Images

O Real Madrid se alimenta da aversão daqueles que o atacam.

Imagem: Autor Desconhecido


"O combustível do Real Madrid é ódio que muitos lhe dedicam... Os merengues se alimentam aversão gratuita dirigida contra ele."

quinta-feira, junho 01, 2017

O golpe que finalizou a luta...

 Imagem: Dan Mullan


Imagem: Jonathan Nackstrand/AFP/Getty Image

O desempenho do próximo adversário do ABC... o Santa Cruz.

Estatísticas Santa Cruz em 2017

Por Gabriel Leme Penteado

Próximo adversário do ABC na série B será o Santinha.

O clube disputou a Série A ano passado, mas não conseguiu se manter na elite do futebol brasileiro.

A equipe de Vinícius Eutrópio foi bem no estadual e na Copa do Nordeste (chegou até a semifinal).

Na Copa do Brasil a equipe chegou até as oitavas de final...

Ontem, o Santa Cruz acabou eliminado pelo Atlético Paranaense – (0 a 0 no Arruda e 2 a 0 na Baixada da Arena).

Na Série B, o Santinha venceu duas partidas e perdeu uma (1 vitória em casa, 1 fora e 1 derrota fora de casa, para o CRB).

A equipe de Vinícius Eutrópio, curiosamente (ou estrategicamente), vem jogando em duas formações: 4-5-1 e 4-3-3.

O último jogo, foi com a primeira formação.

Para jogos em casa, o técnico aposta em um time ofensivo, com boas peças nas pontas como William Barbio e Everton Santos (artilheiro do time no Pernambucano com 6 gols).

A referência do ataque é por conta de Halef Pitbull – artilheiro do Santa na Copa do Nordeste com 4 gols.

A equipe pernambucana pode jogar no 4-5-1.

O time deve usar o esquema tradicional na defesa: 2 zagueiros e 2 laterais e jogando com 5 meias, sendo 2 volantes, 2 alas e um meia armador.

Apenas Halef joga na frente.

Caso opte por jogar com o ABC na 4-3-3 (esquema que rende ao clube muitas oportunidades em velocidade), o Everton Santos, Ricardo Bueno e Halef podem ser as melhores opções para o duelo.

Ricardo Bueno, inclusive, estava acertado com o Guarani, mas acabou indo para o Santinha e garantiu a vitória da equipe duas rodadas atrás contra o quase ex-clube.

O duelo é decisivo para ambas as equipes e vale um lugar no G4.

O ABC, caso ganhe, pode chegar aos 8 pontos e até na liderança, pois as 4 equipes do grupo de acesso jogam fora de casa.

América x Paysandu, Oeste x CRB, Vila Nova x Guarani e Internacional x Juventude.

O duelo entre Santa Cruz e ABC está marcado para o próximo sábado, às 16:30, no Arruda.

Jogos de Baku...

Imagem: Benjamin Cremel/AFP/Getty Images

A onipresença de N'golo Kanté...

Imagem: Moz Life


A onipresença de Kanté

Por Gabriel Leme Penteado, repórter do Universidade do Esporte – 88,9 FM Universitária.

Pode parecer difícil de acreditar, mas o Futebolista do Ano, eleito pela associação de escritores ingleses, foi N’Golo Kanté.

O jogador do Chelsea (campeão pelo Leicester na temporada passada e novamente campeão pelos Blues) demonstrou uma grande qualidade atuando como volante na Premier League.

Não se trata de coincidência.

Pelo Leicester, o francês foi considerado o pilar do elenco, sendo o principal jogador do técnico Cláudio Ranieri.

O meia foi vendido posteriormente pela bagatela de 32 milhões de euros (valores que, nas atuais cifras do mercado europeu, são considerados uma pechincha – ainda mais para um jogador considerado a estrela de seu antigo clube).

Os rivais do clube londrino foram além dessas cifras por uma contratação (Xhaka e Pogba custaram 35 e 106 milhões de euros, respectivamente).

Ambos não terminaram a competição na zona de classificação para a Champions League, mas o United conquistou a Liga Europa e volta para a principal competição do planeta na próxima temporada.

Em números, Kanté reforça a eficiência que apresentou em 2016.

O meia jogou 35 jogos na Premier League, venceu 27, deu mais de 2.000 passes e jogou, aproximadamente, 3.000 minutos.

Não tomou um único cartão vermelho (para um volante de marcação, é um feito e tanto) e fez 79 interceptações – mais do que qualquer jogador dos Blues.

Não contente com esses números, o meia ainda se tornou o primeiro jogador a conquistar a Premier League duas vezes de forma consecutiva.

Durante os jogos, comentários e mais comentários sobre a inteligência e o papel tático do francês são feitos.

O camisa 7 do Chelsea parece ocupar o campo todo, durante os 90 minutos.

Cada bola adversária que passa pelo meio, encontra os pés de Kanté.

A onipresença foi atribuída por tais atuações e não à toa, o volante foi o grande destaque da campanha do título, junto à Eden Hazard.

O treinador dos Blues, Antonio Conte, ainda nos permite concluir a satisfação que tem com o jogador ao substituí-lo apenas uma vez nos 35 jogos em que Kanté foi titular.

Dado esses fatos, o prêmio é mais do que justo e o volante é a melhor representação da campanha do Chelsea, reforçando que coincidências não existem e que o raio cai mais de uma vez no mesmo lugar.

No Brasil até restos mortais desaparecem...

Arte: Bianco


Os restos mortais de Garrincha sumiram...

Desapareceram em meio ao descaso dos administradores do cemitério de Raiz da Serra, distrito de Magé, no Rio.

Segundo informaram, seus restos foram retirados da cova há dez anos para dar lugar a um outro...

E agora ninguém sabe onde está.

Petr Chec...

Imagem: Clive Mason/Getty Images

O Internacional não merecia passar por tamanha vergonha...

Arte: Nynno Tavares


Recorrer de uma punição considerada injusta, é justo...

Justíssimo.

Porém, se valer de documentos falsos para anular a justa decisão, é vil...

Fosse sério o Brasil, o Internacional de Porto Alegre seria afastado da Série B e do futebol por uns dois anos, seus dirigentes banidos e seus advogados punidos pela Ordem dos Advogados do Brasil.

Mas, como não somos...

Irão usar argumentos como exagero, desproporcionalidade e bom senso para justificar, um puxãozinho de orelha e deixa o resto para lá.

quarta-feira, maio 31, 2017

A paz em nome de Alá... a multinacional do Kuwait de telefonia celular Zain Telecom num anúncio especial para o Ramadã, promoveu tolerância...

Corpo a corpo...

Imagens: Christopher Lee/Getty Images

Os cinco clubes com melhor média de público - até o momento - em 2017...

Imagem: Autor Desconhecido


A surpresa entre os cinco clubes com melhor média de público em 2017 é o Clube Atlético Paranaense...

A equipe curitibana até aqui com 17 mil pagantes em média nos seus jogos.

Em primeiro lugar está o Palmeiras com média de 31 mil pagantes...

O São Paulo é o segundo com 29.500, e o Corinthians, o terceiro, com quase 28 mil.

Na quarta colocação está o Flamengo...

A média dos cariocas é 25 mil pagantes.

Pés que correm...

Imagem: Jonathan Nackstrand/AFP/Getty Images

Paulo Dybala... Um argentino que é fã do futebol brasileiro...

Imagem: Antonio Calanni/AP


Dybala: “O que há de errado em tentar ser decente?”

Fã de Gladiador, argentino revela admiração pelo futebol brasileiro, fala sobre perda do pai e explica comemoração característica

Por E. Audiso para o La Repubblica

Turim

O atacante da Juventus Paulo Dybala (Argentina, 1993) é o último substituto oficial de Maradona e Messi.

A nova geração.

Um bom rapaz.

Atento, antecipa tudo.

Não tem limites ou ideologias.

É um dos poucos argentinos que torcem pelo Brasil, o grande inimigo.

“Gosto da facilidade, da alegria com que se divertem com a bola. Sempre admirei Ronaldinho e a ideia de que o jogo seja magia e não sofrimento. A primeira Copa do Mundo que vi pela televisão foi a de 2002, a final entre Alemanha e Brasil. Estava com os três erres, Ronaldo e Rivaldo também. A diversidade deles era genial. Gosto de tudo que representa o oposto de mim. Por exemplo, Pirlo, Del Piero, Agüero e a frieza de Benzema. Os killers não me desagradam; os que agem resolutamente, os que não suam, os que matam sem ser barrocos. E sim, admito, não sei dançar tango”.

Tem quatro tatuagens, mas não são muito exageradas.

“Não gosto de valentões, de jogadores mal intencionados, dos que vivem de excessos, dos que pensam que se justifica fazer o que não é certo porque assim alguém falará deles, dos que querem ser diferentes a todo custo. Minha imagem é importante para mim. O que há de errado em tentar ser decente? Não me jogo na área, não procuro o pênalti. É possível fazer algo pelos outros sem ser um infeliz e nem estar furioso; sem cuspir para a vida. Não acredito nos belos malditos. Não é difícil evitar construir outros infernos. Entre a santidade e a indiferença há muitos caminhos intermediários. Eu gosto daqueles que têm estilo, como Federer e Bolt; das pessoas que te comovem, e também de Agassi pela forma como ele se antecipava com seus golpes, por determinados ângulos”, explica antes da final da Champions, no próximo sábado, 3 de junho, contra o Real Madrid.

O esboço do futuro ídolo foi obra do pai. Adolfo – jogador já falecido que dirigia um estabelecimento de apostas na cidadezinha – foi quem colocou Paulo atrás da bola.

Aos quatro anos, o menino já estava em campo.

Aos 15 anos, o jogo parou.

E também a respiração de Adolfo, que sempre o levava de carro aos treinos.

O pai morreu de um tumor no pâncreas.

Corria o ano de 2006. Paulo estava em crise e se mudou para a residência de jovens promessas do Instituto de Córdoba.

“Sem pai, sem família, à noite eu ia chorar no banheiro”.

Em 2012, através de uma bisavó, chegou a Palermo com passaporte italiano e lá começou a trabalhar seus pontos fracos.

“Sou canhoto. Até para escovar os dentes uso a esquerda. Então pegava uma caneta e tentava escrever, mas com o pé direito. Eu a colocava entre o dedão e o dedo seguinte. Praticava como um louco para ter mais sensibilidade e capacidade. Também treinava os olhos. Para ver mais além e em direções diferentes, para me antecipar aos adversários e intuir as trajetórias. Também comecei a ir muito à academia. Na Itália, aprendi a defender a bola. Para mim é importante. Se Cristiano Ronaldo ultrapassou os 360 gols é porque, sendo destro, também chuta com força com a esquerda. Com apenas um pé sou mais fácil de ser marcado. Na Itália, a defesa é coisa séria. Eles têm uma boa escola”.

A máscara de ‘Gladiador’

Paulo está em paz com as coisas que perdeu e que não voltarão.

“Quando era pequeno, meus amigos da escola faziam longas excursões e eu não podia ir por causa do futebol. Sofri, sim. Não por causa da discoteca, mas pela despreocupação, pela ligeireza que você compartilha com seus companheiros em uma idade em que você acha que não há nada que não possa ser adiado. Agora eu sei que os sacrifícios são necessários, que devemos ter cuidado com a alimentação, e que, no final, há recompensa. Mas também sei que o meu pai se foi, que ele não me viu crescer e ganhar, e essa dor me ensina que é preciso ter pressa. Por isso eu gostaria de ter filhos em breve. Assim eles terão mais tempo para me conhecer e estar comigo”. Sua namorada, Antonella Cavalieri, vive com ele desde a época de Palermo. “Ela faz com que eu não perca o controle. Tê-la por perto significa que não procuro distrações por aí, que eu não me deixo levar”.

Descobriu o Sul quando chegou a Turim.

“Ao chegar ao norte, à Juventus, percebi que há várias itálias diferentes.

Em Palermo eu morava em Mondello, andava de bicicleta, ia à praia, os vizinhos cuidavam de mim embora tivesse minha mãe, Alicia.

Para qualquer coisa que eu precisasse, eles estavam lá.

Turim é elegante e discreta; te deixa em paz.

Mas se você precisa de açúcar, é inútil bater na porta do vizinho.

É melhor ir diretamente ao supermercado.

Nós, argentinos, somos afetuosos, precisamos da família, não nos assustam as pessoas em grupo.

Assim, esse caráter reservado me pesa um pouco.

Aqui, quando vamos para o estádio de ônibus, cada um coloca seu fone de ouvido e ouve suas músicas.

Na Argentina eu estava acostumado com um aparelho gigantesco que fazia a música jorrar.

Estávamos todos no mesmo ritmo.

Talvez fossemos uns caipiras, mas era divertido”.

Quando marca um gol, faz o gesto da máscara.


“Nasceu de um erro, de um pênalti que perdi contra o Milan na final da Supercopa, em Doha. Não foi um momento alegre. Pelo contrário, eu me senti decepcionado, especialmente por mim mesmo, não conseguia me recompor. Quando olhava para os outros, me sentia culpado. Então publiquei a frase de Michael Jordan que diz que alcançou o sucesso porque falhou mil vezes na vida. A máscara é a de Gladiador, um filme que vi 30 vezes. Na vida você tem de voltar a se levantar e lutar, mas também entender que há guerras inúteis. No jogo das comparações, me comparam com Messi, mas eu não tenho de evitá-lo. Ele já fez; eu estou fazendo. Na seleção, quero ganhar com Messi, não no lugar dele. O jogo é estarmos juntos, nunca perder ninguém”.

O TSV 1860 München decepcionou os 62 mil torcedores presentes ao Allianz Arena... Caiu para a Terceira Divisão.

Imagem: Andres Gebert/DPA

Diego Polino o homem que corre de costas...

Imagem: El País/David GP


O ‘maluco’ que corre para trás

Mexicano Diego Polino encerra o Ironman de Lanzarote fazendo maratona de costas em cinco horas

Por Carlos Arribas de Madrid para o El País

Diego Polino sempre foi um bicho esquisito.

Cresceu praticando esporte e acostumado a chamar a atenção para si mesmo involuntariamente.

O mexicano (de Guadalajara, Jalisco, como o campeão Chivas, a tequila e o mariachi) é um atleta de alto nível que nunca correu como os outros. Tampouco viu a vida da mesma maneira.

Desde pequeno, sempre praticou a marcha atlética em bom nível ao lado de alguns outros que tornaram o México uma das grandes potências mundiais nessa modalidade.

Ao completar 20 anos de idade, deixou o atletismo e o esporte para ser um produtor a mais no sistema.

Abriu negócios com amigos e, chegando aos 30 anos, respondeu às dúvidas normais de mudança de década (quem sou? O que estou fazendo da vida? O que quero fazer? Será só o trabalho e mais nada?) retornando ao esporte.

“Sem abandonar o meu trabalho, retomei a prática de forma planejada, quase em nível de alto rendimento”, conta Polino, de 31 anos. “Comecei correndo como todo mundo, mas um dia, de brincadeira, tive a ideia de correr para trás. Pouco depois, fiquei sabendo não só que essa forma de correr de costas era praticada por mais pessoas, mas também que havia uma federação específica que organizava um campeonato disso na Inglaterra”.

Correndo de costas nos parques de Guadalajara, Diego Polino ouvia de tudo das pessoas que o viam e que cobravam dele que corresse como todo mundo.

Hoje, quando aparece correndo de costas (os praticantes dessa modalidade a chamam de retrorunning e a consideram quase uma religião), as pessoas que o veem virando-se vez por outra para ver o que há atrás ou olhando para o alto para identificar os postes de luz ou as linhas do caminho - orientando-se também pelos gritos dos que dividem a rua com ele - também o chamam de maluco.

“No mundo há 28.000 retrorunners registrados, mas em Guadalajara eu sou o único a fazer isso, e é normal que chame a atenção das pessoas, que elas me chamem de maluco. Mas elas também me estimulam e me aplaudem”, conta o atleta, que dez dias atrás enfrentou com sucesso o maior desafio de sua vida.

Ele participou do Ironman de Lanzarote (Espanha) e foi até o final.

Nadou os 3.900 metros em pouco mais de uma hora e meia; consumiu sete horas em bicicleta para percorrer 180 quilômetros e fez a maratona que encerra a prova em 4h 52 min, de costas, vendo os demais atletas se aproximarem dele de frente.

“Da próxima vez talvez eu faça o nado de costas também, olhando para o céu, já me sugeriram isso, mas só o farei se vir que haverá vantagens nisso”.

Sem ter introduzido mais essa extravagância em seu repertório, Polino concluiu a prova em um total de quase 14 horas, cinco horas e meia a mais do que o campeão, o belga Bart Aernouts (8h 34m 13s).

Mas não foi o último colocado, e sim o 918º de um total de 1.338 que chegaram até o final, registrando um tempo de três horas a menos do que o último colocado.

“Corri com cuidado, fazendo um quilômetro a cada sete minutos, porque o circuito era aberto e tinha gente passeando distraidamente, e a corrida era pela orla, junto ao mar e eu não podia me desviar. Mas em 10.000 eu tenho uma marca de 45 minutos, fazendo um quilômetro a cada 4m 30s, quase a velocidade da marcha”, diz Polino, que, como todos os seus demais praticantes, assume ares de missioneiro da modalidade.

O atleta mexicano menciona várias vantagens fisiológicas proporcionadas pela corrida de costas.

São supostos benefícios, ainda não comprovados cientificamente, como o impacto menor sobre as articulações e um aumento de 30% a 40% na quantidade de calorias queimadas no exercício.

“Eu adquiro menos lesões e tenho menos dores do que quando corria do jeito normal”, argumenta.

Mais difíceis de negar são as vantagens de ordem psicológica, as sensações subjetivas trazidas pelo fato de se ver a vida pelo avesso.

A primeira é de se sentir bem consigo próprio, essencialmente.

“Correndo desse jeito, eu vejo os outros vindo em minha direção de frente”, diz.

“Vejo o mundo de forma diferente. Tudo ao avesso. Quando andamos pela vida, deixamos tudo para trás, e nem sempre, na vida, o futuro está diante de nós. Correndo assim, eu avanço sem perder a perspectiva, vendo sempre de onde eu venho e aquilo que já vi. Não esqueço daquilo que sou”.

terça-feira, maio 30, 2017

Pianinho FC... Que venha a Barca, nosso maior rival.

Imagem: Autor Desconhecido


Pianinho FC

Os pênaltis, o sofrimento e a glória de quem chegou pela primeira vez aos Jogos Gerais da UFRN

Por Ana Clara Dantas (na foto, sentada com um sorriso imenso de felicidade), jornalista, comentarista do Universidade do Esporte da 88,9 – FM Universitária e do TVU Esporte da TV Universitária... 

Aninha não esconde de ninguém sua paixão incondicional pelo Pianinho FC.


O torcedor do Pianinho é um apaixonado.

É meio adolescente, desesperado, aflito.

Parece que a gente vai morrer ou é o mundo que vai acabar de vez.

Mas basta uma bola roubada e um gol no último minuto para nos lembrar que estamos vivos.

Bem vivos.

O corpo torna-se puro reflexo da emoção que toma conta da alma.

E a gente desafia a torcida rival, a perna cansada e até mesmo a lógica.

Se existem Deuses do futebol, eles pararam na tarde do último domingo para ver Pianinho 3 x 3 Sociolombra.

Quem esteve no Ginásio sabe que o clima era diferente desde os primeiros minutos.

Era uma Pianinho que sabia sofrer, sabe-se lá porquê, mas o time estava intenso, mordido.

Não era o nervosismo de quem pode colocar tudo a perder, era a vontade de quem leva pras quadras e campos o mesmo espírito de luta com que toca a própria vida.

E o futebol, tantas vezes metáfora da vida, nos ensina que não dá pra começar ganhando sempre.

Gol da Sociolombra.

E agora?

Mais uma derrota!

Por que, meu Deus?

O torcedor sofre, reza, quase entra em campo.

Até que Tiago iguala o placar.

E como um alento pro sofrimento que ainda viria, Negueba, com sua costumeira classe, vira o jogo.

Tá tudo muito fácil…

O Pianinho não é assim!

Depois só dá Sociolombra.

A torcida empurra o time da sociologia.

Eliabe, solitário como são todos os goleiros, salva o que pode.

Mas, como é ingrata essa profissão.

Alguns segundos e tudo muda.

A Sociolombra não só empata, como vira o jogo.

É hora de quem tem fé acionar seus Deuses e quem não têm, confiar na sorte, porque ela parece premiar as histórias mais bonitas.

Eu juro que aquela quadra parecia ter quinhentos metros.

Do primeiro toque de Kieza até o chute no gol, o mundo parou um pouco.

Parou porque havia um coração incrédulo, mas consciente de que aquela história não pararia por ali.

E quando Kieza contar sobre esse dia para os filhos, o gol parecerá sempre mais bonito.

Se o gol é o clímax do futebol, a disputa de pênaltis é desfecho dramático digno de tragédia grega.

Começa com um medo absurdo, mas depois não nos resta mais nada além de acreditar.

Acreditar em Kieza e seu oportunismo de artilheiro, em Hildo e sua capacidade de se reinventar, em Negueba e o talento de um garoto que parece jogar bola há quinhentos anos.

Acreditar na liderança de Rodolpho, na garra de Tiago, na segurança de Vitor e na calma de Dênis.

Defender o time numa disputa de pênaltis é carregar um piano nas costas.

Mas Hugo está concentrado, abandonado na meta vazia, entregue ao destino.

Ensaia uma reza e até eu que nunca fui religiosa faço minhas preces.

E olha, Hugo, parece que alguma força maior nos ouviu.

Você foi atrás de cada chute e cada bola parecia te procurar.

Acabou.

Ou melhor, começou.

Começou a história do Pianinho nos Jogos Gerais da UFRN.

E a classificação veio com a cara do time.

O retrato de quem já apanhou muito, mas é teimoso e cisma em continuar.

Antes dos Gerais ainda tem a final do CCHLA contra a Barca, nosso maior adversário.

Dia desses eu ouvi a frase “Grandes homens não nascem grandes, mas tornam-se grandes”


Talvez ela resuma bem o que é o Pianinho: um time que se torna maior a cada jogo. 

Que venha o clássico e que venham os Gerais!

Copa do Mundo de 1966... Jimmy Greaves contra os defensores do México - Inglaterra venceu por 2 a 0.

Imagem: Alamy Stock Photo

Arrivederci, Totti...






Imagem: Stinger/Reuters


Arrivederci, Francesco Totti

Por Oscar Cowley, repórte do Universidade do Esporte da 88,9 – FM Universitária

Jogadores como Totti são difíceis de encontrar.

Não só pela capacidade técnica, mas principalmente pela lealdade e fidelidade a seu clube do coração. São peças muito valiosas que com o passar do tempo tendem a ficar cada vez mais raras.

Afinal, hoje em dia quem é que pode se dar ao luxo de recusar 100 milhões dos times mais poderosos da Europa?

Ídolos que viram lendas pela entrega e paixão demonstradas por uma única camisa.

Frutos da base tantas vezes desvalorizada pela chegada de novos concorrentes de fora que nada sabem das histórias e batalhas que o clube já travou.

Os mesmo que choram como se fossem torcedores nas derrotas mais difíceis e lutam até a última gota de sangue contra o eterno rival.

Pois, só quem é da casa consegue entender a dor de perder o clássico da cidade.

Neste último final de semana, a Roma se despediu do seu último imperador.

Depois de 25 temporadas, Francesco Totti vestiu pela última vez a elástica vermelha contra o Génova na vitória por 3 a 2 que certificou a segunda colocação no campeonato italiano.

E, como todas as despedidas, esta não foi menos dolorosa.

“Já está. O momento chegou”

Como uma criança obrigada a ler uma redação na frente da turma, Totti pegou a carta (com a raiva de quem não queria ir embora do recreio) que faria 65 mil pessoas derramarem as lágrimas no Estádio Olímpico de Roma.

“Eu queria começar do final – do adeus – porque eu não sei se serei capaz de ler estas linhas.”

Antes, Daniele de Rossi, agora capitão do time da Roma, tratava de segurar o choro (evitando olhar para os olhos de Totti) ao entregar uma bandeja metálica contendo os agradecimentos de cada um dos jogadores do clube.

Outros, como El Shaarawy, não conseguiram se controlar.

“Ao longo dos anos, eu tentei me expressar através de meus pés, que tornaram tudo mais simples para mim desde que eu era uma criança.”

Se movimentando no centro do campo como se do vestiário se tratasse e os torcedores fossem seus companheiros prestes a entrar em campo para uma grande final, o capitão tentava conter a emoção.

“Em certo ponto da vida, você cresce – é o que me disseram e o que o tempo decidiu. Maldito tempo.”

A essa altura, as câmeras já mostravam diversos rostos contorcidos de lágrimas nas arquibancadas assim que conquistas antigas foram lembradas.

“Voltando a 17 de junho de 2001, tudo o que queríamos era o tempo passando um pouco mais rápido. Não podíamos esperar para ouvir o apito final. Eu continuo me arrepiando agora quando penso de volta nisso.”

Para trás o craque deixava na lembrança dos romanistas nada menos do que 785 jogos, nos quais anotou 307 gols e deu 197 assistências.

“Eu quero dedicar esta carta a todos vocês – a todas as crianças que me apoiaram. Às crianças de ontem, que cresceram e se tornaram pais, e às crianças de hoje, que talvez gritem ‘Tottigol’.”

E à frente, um mar de incertezas...

“Desta vez, eu não posso ver como o futuro se parece além dos buracos da rede.”

Porém, havia uma única certeza absoluta nessa história...

“Ter nascido romano e romanista é um privilégio.”

E assim, num último esforço o capitão juntou as forças necessárias para fazer uma última declaração àqueles que sempre o apoiaram nos bons e maus momentos.

“Agora, eu descerei as escadas e entrarei nos vestiários que me acolheram quando criança e que agora deixo como um homem. Sou orgulhoso e feliz por ter dado a vocês 28 anos de amor. Eu amo vocês.”

 Arriverderci, Totti!

O desespero diante do erro...

Imagem: Peter Powell/EPA

As 10 melhores defesas do Campeonato Alemão 2016/2017...

O toque decisivo...

Imagem: Lee Smith/Action Images

Rússia... SKA Khabarovsk, o time do fim do mundo.

Imagem: SKA Khabarovsk


O SKA Khabarovsk foi a terceira equipe a se classificar para a Primeira Divisão da Rússia...

A primeira foi o Dynamo Moscou, que caiu ano passado e a segunda foi o Tosno, equipe da região de São Petersburgo.

Mas, e daí?

Daí que Khabarovsk está localizada a leste da Rússia...

Para ser mais exato, na costa do Pacífico, à 30 quilômetros da fronteira com a China.

Só para se ter uma ideia, o Zenit de São Petersburgo quando for visitar a cidade em um dos turnos, precisará voar 10 horas e 10 minutos para percorrer os 8.855 km que separam as duas cidades...

Se você for um torcedor fanático do Zenit ou do SKA e quiser assistir sua equipe na casa do adversário, mas tiver medo de voar, prepare-se para enfrentar 112 horas de carro ou 6 dias e 8 horas se for de ônibus.

Adversário mais “próximo”, o Ural Ecaterimburgo fica a 6,5 mil quilômetros – 2 mil km a mais que Pelotas-Fortaleza, a maior distância das duas principais divisões do Brasil...

Porém, o SKA, na Segunda Divisão enfrentou distância maior ao jogar contra o Baltika Kaliningrado – foram 9 mil km.

Abriu espaço, chutou...

Imagem: Adrian Dennis/AFP/Guetty Images