
Imagem: Site oficial do AGOVV

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O site do AGOVV, deixa claro o que eles vieram fazer em Natal: alguém ainda tem dúvida?
NOTA OFICIAL
O ABC Futebol Clube vem, através de Nota Oficial, prestar esclarecimentos importantes sobre o amistoso realizado neste domingo, 23 de maio de 2010, contra o AGOVV, da segunda divisão do futebol holandês, no estádio Maria Lamas Farache – Frasqueirão. A Diretoria recebeu carta de intenções da equipe europeia sobre a possibilidade de um jogo contra o Mais Querido. Na oportunidade, foi informado o histórico da agremiação, foi realizada reunião em Natal, ações que respaldaram a efetivação do acerto com o mesmo.
No duelo deste domingo, os atletas do AGOVV entraram em campo com camisas sem numeração, fato não acertado com o ABC Futebol Clube. A direção alvinegra reprova a atitude, uma falta de respeito com os profissionais de imprensa, com o público, um gesto com aquiescência da arbitragem da partida. O Mais Querido ainda trocou flâmula com o adversário, além de tocar o hino holandês em respeito ao país da referida equipe.
O Mais Querido é forte nacionalmente e internacionalmente, sendo o único clube do mundo a ter excursionado para temporada de jogos com 108 dias na Europa, África e Ásia, em 1973.
A Diretoria tem respeito pelo seu torcedor e não permitirá que fatos como estes se repitam, preservando a imagem da instituição, da marca ABC.
O ABC foca sua temporada no jogo de quinta-feira, 27 de maio, diante do Boca Juniors, da Argentina, um dos maiores clubes do mundo, com seis títulos da Libertadores da América e três títulos mundiais, além de várias conquistas no país “Hermano”. Para esta partida, as substituições serão limitadas.
É por nossa torcida, pelo amor ao nosso clube, que iremos coibir tudo que for prejudicial ao nosso ABC e continuar com apoio da Frasqueira. Ela sim merece nosso respeito e carinho todos os dias.
Atenciosamente,
Rubens Guilherme Dantas
Presidente
Do Blog:
Recebi e publico a nota oficial do ABC FC sobre os acontecimentos ocorridos na tarde de ontem, quando do amistoso entre o ABC FC e o AGOVV Apeldoorn da Holanda.
Entretanto, não posso me furtar de algumas considerações a respeito do fato, mesmo não tendo comparecido ao Maria Lamas Farache (acho que acabei fazendo o correto).
É uma viagem festiva, onde boa parte do tempo será passada entre Ponta Negra e a praia de Pipa.
Entretanto, entre as idas praia e os passeios já programados, o AGOVV Apeldoorn, realizará no dia 20 um amistoso com o ABC FC.
O responsável por esses dia ensolarados no nordeste brasileiro é o senhor Ad van der Molen, diretor da Fly Brasil.
Para a equipe, a viagem será um prêmio, uma espécie de férias antecipadas, pois o campeonato holandês só terá início em agosto.
Esse foi o texto inicial do post “AGOVV Apeldoorn passeia no Rio Grande do Norte e faz amistoso contra o ABC FC”...
O texto acima não é fruto de adivinhação ou de “achismo”; na verdade é apenas um pouco de literatura sobre o modus vivendi além-fronteiras...
É absolutamente comum nos finais de temporada na Europa, que grande parte dos clubes profissionais e amadores, cuja campanha tenha sido considerada um sucesso por seus diretores, façam viagens com suas equipes e membros de comissão técnica.
Essas turnês nada tem haver com pré-temporada (na pré-temporada, quem saí do país, saí através de convite e a cidade que convida paga para receber o convidado), são um prêmio e também, uma forma de proporcionar uma maior aproximação pessoal entre os membros da equipe...
No caso das grandes equipes, essas viagens servem como divulgação – isto é, eles aproveitam para abrir novos mercados, tanto para a venda de seus produtos, como para conquista de novos parceiros comerciais.
No entanto, uma coisa é comum entre grandes e pequenos: a escolha do local para onde vão sempre recai em países considerados por eles, como exóticos, bonitos e agradáveis – afinal, é um tour festivo!
No caso do AGOVV, foi exatamente isso que aconteceu.
Porém, não foi à primeira vez...
A cerca de uns 11 anos, o FC Breitenbach da Suíça esteve em Natal e fez dois jogos contra o ABC no Juvenal Lamartine; um contra a equipe profissional e o outro contra a equipe de juniores.
Na época, o ABC não fez questão de divulgar e nem cobrou ingressos para o jogo – o público também foi pífio (eu estava lá).
Daqui, o Breitenbach partiu para Fortaleza e terminou seu tour no Rio de Janeiro, onde entre outras coisas, seus jogadores, comissão técnica e dirigentes, acabaram se esbaldando em meio às mulatas das escolas de samba cariocas.
Enfim, o erro a meu ver, no caso do AGOVV de Apeldoorn foi à cobrança de ingressos a preços salgados e a excessiva importância dada pelos meios de comunicação ao jogo.
Nossos veículos deveriam ter procurado se inteirar mais sobre o assunto, pois no próprio site do AGOVV, está claro desde o início, que a viagem era uma excursão festiva e não uma temporada esportiva séria (hoje, qualquer um pode encontrar no site do AGOVV, fotos das férias em Natal).
No mais, o que poderia fazer o AGOVV se quem bancou sua vinda e estadia, exigiu o uso de uma camisa promocional?
Como o árbitro poderia tomar alguma providência contra o uso pelo AGOVV das camisas promocionais, se ao chegar ao campo descobriu que o ABC iria jogar a segunda etapa com 11 novos jogadores – ferindo frontalmente as determinações internacionais que permitem no máximo 7 substituições?
No contrato estabelecido entre o promotor do encontro e o ABC, as regras para a disputa do jogo estavam previamente estabelecidas?
Portanto, o jogo de ontem, não foi nada mais ou nada menos que o encontro de um grupo de jogadores de um clube europeu que entre os passeios as praias, restaurantes, bares, boate e locais típicos de turistas, aproveitaram para “bater uma peladinha” contra uma equipe local – como na Holanda não existe o termo “peladinha”, eles usaram amistoso.