quinta-feira, dezembro 22, 2011

Ler alguns comentários nas postagens dos blogs esportivos, é um ótimo e hilariante programa...



Ler comentários em alguns blogs é uma tarefa deliciosa...

O senso comum e a desinformação dos “comentaristas” de comentários é estupendamente rica.

Certo cavalheiro, comentando o comentário de um colega sobre a derrota do Santos e a formação de jogadores pelo Barcelona, fez a seguinte afirmação: “Na Europa eles não tem empresários como aqui... lá o jogador é do clube”.

Como diria Robin, fiel escudeiro de Batman: “santa ignorância”!!!

Quem foi que disse tal asneira ao “comentarista” de comentário?

Ontem, Marcos Lopes publicou em seu blog a lista dos 20 maiores Agentes de Futebol no Mundo...

Com a publicação da lista, Marcos Lopes, sepulta a questão e me poupa algumas horas de pesquisa, pois estava me preparando para comentar sobre o comentário do comentarista de comentários... ufa!

O documento por Marcos Lopes foi elaborado pela Pluri Consultoria de Curitiba no Paraná.

E, das 20 primeiras agencias: 7 são alemãs, 5 são inglesas, 2 são francesas, 2 brasileiras...

Portugal, Argentina, Holanda e Espanha, completam o quadro com uma agencia cada um.

Bem, espero que o cidadão que escreveu tal bobagem, passe a ler e pesquisar para então, comentar.

Se lesse mais e melhor, teria conhecimento da “Lei Bosman”ou “Acórdão Bosman” (Jean-Marc Bosman), proferido pelo Tribunal de Justiça Europeu e aí, saberia dos efeitos causados por tal lei no futebol mundial.

No Brasil, a “Lei Pelé”, sofreu forte influencia da “Lei Bosman”.




quarta-feira, dezembro 21, 2011

Deixa de ser melodramático e fique aí mesmo...



Imagem: Picture Alliance

O típico discurso do torcedor brasileiro...



O texto abaixo chegou as minhas mãos através de um e-mail do professor Horácio Accioly Junior, um amigo querido e que sempre me presenteia com ótimos e-mails.

Infelizmente o autor não foi identificado, mas o texto é fantástico.

O que mais me fez rir, foi lembrar que todo ano, semana por semana, sou obrigado a ouvir coisas do gênero, mesmo que as circunstâncias não se assemelhem.


Um time que detém 76% de posse de bola e só faz 4 gols é uma bosta.

Os seus jogadores ficam tocando a bola de ladinho, de pé em pé, sem errar passes, até chegar à área adversária.

E só.

Não fazem um chuveirinho na área durante toda a partida.

Quase nunca fazem gols de cabeça.

Chegam ao cúmulo de não baterem um único escanteio na área.

Não deram um único chutão em 90 minutos!

O goleiro sempre sai jogando com seus zagueiros.

Não tem força no pé pra rifar a bola no meio do campo?

É um jogo de futebol covarde, não se lançam desembestados, não correm feito loucos atrás da bola, só vão na certeza.

Isso pode ser tudo, menos futebol.

Nem falta os caras fazem!

É um tédio assistir a esses esnobes jogando.

Cadê a raça?

As bolas divididas, os carrinhos animais, as jogadas viris?

Heim?

Parece que estão jogando xadrez, isso sim.

Os gols saem quase por acaso.

Sem desespero, sem violência, sem quase suar a camisa.

Não deixam o adversário jogar, são uns fominhas.

Falta espírito esportivo, "fair play", solidariedade, sei lá.

É muito irritante.

O Barcelona decretou o fim do futebol.

É a morte da emoção, do espetáculo, da caixinha de surpresas.

E tem gente que gosta!

Ainda bem que temos o Neymar, suas firulas inúteis e sua humildade vira-lata.

O cidadão ganha R$ 2 milhões por mês e declara que “aprendemos a jogar futebol”.

Não é comovente?

O Paulo Henrique Ganso não é obrigado a jogar assim.

Tem liberdade.

É independente.

Só joga quando tem vontade.

Isso é espetacular no futebol brasileiro.

Sempre uma surpresa.

O Elano só anda.

Craque é craque.

Uma lição para o mundo.

Que esse time espanhol fique lá na Europa decadente e seus campeonatos de dois times.

Não por acaso o Velho Continente está em crise, caindo pelas tabelas.

Tanto que nenhum time europeu jamais ganhou um Campeonato Brasileiro ou título da Libertadores da América.

Vocês são uns Fanfarrões!!!

Time de bosta...


Torcedor do Beşiktaş Jimnastik Kulübü...



Imagem: Action Images

Manuel Sérgio, um português que prova haver vida inteligente entre os analistas do futebol...



O todo é mais do que a soma das partes ou o jogo Barcelona-Santos.

O que Pep Guardiola aprende em seus encontros com Enrique Vila-Matas para enriquecer o jogo da equipe catalã.

Por Manuel Sérgio.

Por quatro golos, sem resposta; com duas bolas nos postes dos adversários; e 72% de posse de bola – o Barcelona “esmagou” o Santos, no jogo final do Mundial de Clubes. 

Porque me considero luso-brasileiro (não legalmente, mas pelo coração), eu fui, naquele jogo, que contemplei pela TV, um “torcedor” do Santos.


No entanto, findos os primeiros 45 minutos, já a superioridade do Barça era tão evidente, que não me restava senão aceitar desportivamente a derrota e refletir sobre as razões de tamanho desnível entre os dois clubes, incluindo entre os jogadores de maior valia técnica, o Messi e o Neymar: as rajadas impetuosas do Messi foram o corolário do dinamismo organizacional de uma equipa onde o todo é mais do que a soma das partes; a ineficácia do Neymar foi o resultado do trabalho de uma equipa onde o todo é menos do que a soma das partes.


Em qualquer complexidade sistémica, fomenta-se a relação todo-partes de modo que esta dialética permita a emergência de qualidades que, por si sós, nem as partes nem o todo possuem. 

O que era Barcelona, sem o Messi? 

Muitíssimo menos do que hoje é. 

O que era o Messi, sem o Barcelona? 

Igual ao Neymar!


Este, em entrevista televisiva, afirmou, convicta e humildemente, que o Barcelona acabara de dar ao Santos uma aula de bom futebol. 

E não só de bom futebol, mas também doutros temas que é preciso saber no futebol, como em qualquer outra área do conhecimento.


Entendo agora por que o escritor catalão Enrique Vila-Matas, um dos grandes escritores da atualidade, faz parte de um grupo de intelectuais que, periodicamente, se reúne com Pep Guardiola...

Não, não estou a dizer que o Enrique Vila-Matas sabe mais de futebol do que o Guardiola. 

Sabe menos! 

Mas da relação entre os dois (porque o futebol é uma atividade humana e não só uma atividade física) o Guardiola enriquece os seus conhecimentos do futebol e o Enrique encontra novos motivos (incluindo os estilísticos e os retóricos) para os temas da sua prosa.


Hoje, em qualquer comunidade científica, a multi e a interdisciplinaridade são procedimentos básicos. 

Por que o não são, na esmagadora maioria dos clubes de futebol? 

Porque se desconhece que só sabe de futebol quem sabe mais do que futebol (e de medicina quem sabe mais do que medicina e de direito quem sabe mais do que direito e de economia quem sabe mais do que economia, etc., etc.).


Não há área do conhecimento que não se desenvolva, sem uma sistemática relação com as demais áreas do conhecimento. 

A complexidade do real exige a complexidade do pensamento e da ação. 

E o futebol é bem mais do que a técnica e a tática.


Estou certo que o Pep Guardiola sabe tudo isto o que venho de escrever e acredito que já tenha tentado recriar o futebol que lidera, como trabalho que cria conhecimento. 

Há uma revolução a fazer no futebol.

Estou certo que já começou, no Barcelona. 

Se não laboro em erro grave: está prestes a começar no Sport Lisboa e Benfica de Luís Filipe Vieira, Domingos Soares de Oliveira e... Jorge Jesus!


“Todo o conhecimento, mesmo o mais físico, é uma produção bio-antropológica, social, cultural, noológica” (Robin Fortin, Compreender a Complexidade, Instituto Piaget, p. 241). 

Que o mesmo é dizer: no futebol, a preparação física depende dos grandes objetivos que animam a equipa.

O próprio jogador genial encontra-se em rede com os seus colegas. 

Compreende-se o Messi, sem o Xavi e o Iniesta? 

Mas também o todo é mais do que a soma das partes, se se desconhece o papel das emoções, no comportamento de uma equipa de futebol.


Ainda há pouco um aficionado do Barcelona me garantia que o seu clube apresenta uma indelével marca política (que não partidária): 

“O Barcelona, mais do que os ideais de um clube, representa os grandes anseios políticos da Catalunha”.

Talvez seja por isso que muitos dos jogadores que a publicidade mais idolatra, das outras equipas, pareçam viver num mundo fictício, convencional, artificial, gritando um clubismo declamatório e balofo, nos órgãos da Comunicação Social e saltitando nas revistas cor-de-rosa, de mãos dadas com jovens artistas (ou desportistas) de quem se contam grosseiras anedotas.


Ao invés, o Messi, o Xavi e o Iniesta, não sendo monges nem deixando de ter vida afetiva, dão bem a entender que, mesmo nas suas horas de ócio, não deixam de cuidar do seu “treino invisível”. 

De facto, fogem daquilo que não interessa, para brilharem (com luz inusitada) naquilo que verdadeiramente lhes interessa.


O Barcelona é a melhor equipa de futebol do mundo. 

E por que? 

Em primeiro do mais, porque, nela, o todo é mais do que a soma das partes. 

E aqui as partes não são só a técnica e a tática e o físico – mas também o intelectual e o moral. 

E até os aspetos epistemológicos, que o Pep Guardiola também já mostra entender.


*Antigo professor do Instituto Superior de Educação Física (ISEF) e um dos principais pensadores lusos, Manuel Sérgio é licenciado em Filosofia pela Universidade Clássica de Lisboa, Doutor e Professor Agregado, em Motricidade Humana, pela Universidade Técnica de Lisboa.

Notabilizou-se como ensaísta do fenômeno desportivo e filósofo da motricidade. É reitor do Instituto Superior de Estudos Interdisciplinares e Transdisciplinares do Instituto Piaget (Campus de Almada), e tem publicado inúmeros textos de reflexão filosófica e de poesia.

Esse texto foi mantido em seu formato original, escrito na língua portuguesa, de Portugal.

Para interagir com o autor: manuelsergio@universidadedofutebol.com.br

terça-feira, dezembro 20, 2011

Exemplo que deveria ser seguido...





Acusado de envolvimento na manipulação de resultados para beneficiar apostas ilegais, o ex-jogador da Atalanta, Cristiano Doni, foi preso na Itália junto com outras 16 pessoas.

Ninguém é santo por lá, mas quem opta por desvios, acaba preso mesmo.

O alemão Vettel conquistou o coração das britânicas...



Imagem: Marca

Apenas para o meu esclarecimento...



Perguntar não ofende: Se o Tenente Coronel Djalma Beltrami da Policia Militar do Rio de Janeiro, comandante do sétimo batalhão em São Gonçalo aceitou propina de traficantes de droga, é licito imaginar que o árbitro Djalma Beltrami, pode também ter recebido favores de dirigentes de futebol?

Bola mascando chiclete...



Imagem: Picture Alliance

José Mourinho totalmente azedo...



Após a vitória do Barcelona sobre o Santos em Yokohama, o treinador do Real Madrid, como era de se esperar foi procurado pela imprensa espanhola para que emitisse sua opinião sobre o assunto.

Curto e grosso, José Mourinho deu a seguinte declaração:

“É muito mais importante ganhar a Liga dos Campeões que essas duas partidinhas. Em todo caso, felicito o Barcelona”.

É claro que Mourinho aproveitou para alfinetar seu rival, desqualificar a conquista e deixar escapar um pouco de sua irritação com mais esse sucesso catalão, mas para quem acompanha o futebol europeu, a declaração não assusta...

Na Europa o título de Campeão Mundial de Clubes nunca foi considerado algo tão grandioso assim.

A reação dos torcedores do Barcelona logo após o jogo mostra claramente satisfação, mas não, emoção.

A ironia em tudo isso, é que desde que a FIFA assumiu de direito e de fato a competição, a Europa a tem dominado.

Das oito edições do torneio, cinco foram ganhas por clubes do velho continente e três por sul-americanos.

2000 – SC Corinthians Paulista.
2005 – São Paulo FC.
2006 – SC Internacional.
2007 – AC Milan.
2008 – Manchester United.
2009 – FC Barcelona.
2010 – FC Internazionale.
2011 – FC Barcelona.

Made in Argentina...




Charge: Cazo

O mundo não é tão difícil de entender, quando subimos numa cadeira e olhamos por sobre o muro que nos cerca... O texto é longo, mas repito: esse blog é feito para quem gosta de ler.



O texto de Ranyeri Maciel Vítor Medeiros, que não conheço, é bastante esclarecedor para aqueles que consideram qualquer conhecimento sobre o futebol europeu, perda de tempo...

Talvez por isso, sempre que são surpreendidos, nossos arrogantes analistas ficam tentando arrumar esfarrapadas desculpas para minimizar a trombada.

Ontem me preparava para escrever sobre o assunto, quando em meio às dezenas de pesquisas que me obrigo antes de começar, deparei-me com o texto de Ranyeri...

Foi um belo achado, poupou trabalho.

Com um texto bem escrito, objetivo, leve e refinado, Ranyery descreve com exatidão tudo o que aconteceu na capital da Catalunha desde a chegada de Rinus Michels até os dias de hoje.

Faço apenas uma correção:

O que o mundo viu em 1974, não foi programado para acontecer na Alemanha.

O processo começa em 1965, quando Michels assume o comando técnico do Ajax de Amsterdam.

Ali, começou a montagem do viria a ser conhecido como “Futebol Total”.

De 1965 até a estreia da Holanda no mundial de 1974, Michels venceu de forma consecutiva com o Ajax, quatro campeonatos holandeses, três copas da Holanda, sendo duas delas também de forma consecutiva e a Taça dos Campeões da Europa – hoje, Liga dos Campeões.

Em 1973 já no comando do Barcelona, Michels conquistou o Campeonato da Espanha da temporada 73/74.

Aproveito para acrescentar um dado importante ao texto de Ranyeri...

O local onde o Barcelona implantou a filosofia trazida por Michels, chama-se La Masia...

La Masia é o centro de treinamento que produz os jogadores que irão vestir a camisa azul/grená...

Foi para lá que Messi foi mandado quando chegou à Espanha e foi lá que Piquet, Cesc Fábregas, Xavi, Iniesta, Pedro, Valdés e tantos outros deram seus primeiros passos.

La Masia custa milhões de euros, mas poupa outros tantos milhões.

Talvez por isso, Josep Guardiola tenha ficado tão assustado diante da falta de informação de quem lhe perguntou se o nível econômico do futebol europeu era o diferencial sobre o brasileiro e, respondeu: o custo do Barcelona é zero.

Bem, meu caro leitor, fique agora com o excelente texto de Ranyeri Maciel Vítor Medeiros.


Barcelona: uma cultura e identidade de jogo


Por Ranyeri Maciel Vítor Medeiros.


Quem nunca brigou de bobinho jogando futebol? 

O bobinho é aquele que fica dentro de um círculo tentando tomar a bola dos outros participantes.

Como em um carrossel, as pessoas vão se mexendo de um lado para o outro até que o bobinho tome a bola ou peça, como falamos aqui em Natal, ARREGO. 

Este tipo de filosofia técnica, do bobinho, pôde ser vista (de forma mais atenta) pela primeira vez, em 1974. 

Durante a copa do Mundo, o técnico da Holanda, Rinus Michels, programou um sistema onde os jogadores não tinham posições definitivas. 

Havia inversões de jogadas e posições. 

O jogador que começava a partida pela direita, poderia muito bem terminá-la atuando na esquerda.

Os adversários ficavam como verdadeiros “bobinhos” tentando encaixar a marcação. 

Uma pena a Holanda não ter sido campeã daquela copa. 

No entanto, Michels, deixou essa filosofia viva e passou o segredo para o seu pupilo Johan Cruyff.

Cruyff foi treinado por Michels na Seleção Holandesa, Ajax e Barcelona. 

Ao assumir o comando do Barcelona em 1988, Cruyff tinha como meta adotar o esquema que não rendeu o título à seleção Holandesa, mas encheu os olhos do mundo com o estilo de jogo elegante, rápido e deslumbrante. 

O Barcelona foi conquistando cada vez mais espaço no cenário mundial e, assim como seu maior rival, o Real Madrid, tornou-se um dos clubes mais vitoriosos do mundo. 

Mas ainda faltava algo para completar a cereja do bolo de um esquema tático tão envolvente e diversificado. Faltava torná-la no Barcelona uma filosofia de jogo. 

Um estilo próprio que, quando todos olhassem, saberiam qual clube estava jogando.

Em 2008, Josep Guardiola assumiu o comando do clube. 

Pep, como é carinhosamente chamado, foi treinado por Cruyff no Barcelona. Mentira! 

Não somente treinado, como também teve o Holandês como seu mentor e principal motivador e incentivador no aprendizado tático e técnico do jogo. 

Pep encontrou o clube que vinha de dois anos seguidos sendo derrotado pelo Real Madrid e algo precisava ser feito. 

A primeira coisa foi a de possuir mais jogadores vindos das canteras (categorias de base) em seu time. 

Ele não queria apenas criar um time, ele queria muitos mais do que isso. 

Queria fazer do time um exemplo para a sua cidade e criar, através do futebol, uma identidade para o povo Catalão. 

Nascido em uma das Províncias de Barcelona, logo adotou um esquema que modificaria totalmente a sua equipe. Montou um 4-3-3. 

Mas esse esquema não era nenhuma novidade. 

Claro que não! 

O que o diferenciava era a forma como os jogadores se portavam em campo. 

Com a liderança e ajuda do capitão Puyol, Pep pôde colocar dentro da cabeça dos jogadores que eles não jogavam apenas pelo clube, mas também por toda a nação Catalã. 

Uma filosofia de jogo! 

Com um time rápido, com troca de passes envolvente e versatilidade nas posições dentro de campo, logo em seu primeiro ano no clube, ele venceu todos, eu disse TODOS os campeonatos dos quais disputou. 

As equipes montavam uma marcação especial para um determinado jogador, em uma determinada área. 

Mas isso não era possível. 

A troca de posições era intensa. 

O passe era preciso demais e a finalização certeira. Começava a nascer o Carrossel Blaugrana (azul e grená cores do clube).

Com esse estilo inovador adotado por Pep, as equipes começaram a buscar antídotos para bater o Barcelona. 

Uns conseguiram de forma sofrida, como a Inter (Itália) em 2010. 

Outros não conseguiram nem ao menos entender o que se passava dentro de campo. 

O time agora tinha uma identidade. 

A maioria dos titulares eram nascidos na Catalunha ou em Províncias perto da mesma. 

A identidade com a torcida era notória. 

O Barcelona começava a incomodar pela paciência com a posse de bola. 

Para uns, um estilo chato de se ver, para a maioria, uma revolução. 

É como dizem os Argentinos: toque y me voy (toca e passa). 

Quando todos pensavam que nada mais poderia ser “inventado”, eis que surge a variação tática dentro do próprio campo. 

O time começava em seu habitual 4-3-3. 

Mas dependendo do adversário, Pep logo passava e pedia que seus jogadores invertessem de posições para um 3-4-3, 4-4-2, etc. 

É lindo assistir ao Barcelona jogar. 

Para quem é amante do futebol como eu, é de fazer dar boas gargalhadas dos bobinhos que se tornam os adversários quando o Barça possui a bola.

O maior exemplo disso ocorreu no último sábado (10/12/2011) durante o clássico contra o Real Madrid, jogo realizado em Madrid. 

O time começou no 4-3-3. 

Tomou um gol com 30 segundos. 

Muda tudo, agora é 3-4-3. 

Quando conseguiu empatar o jogo, mudou novamente, 4-4-2. 

A marcação do adversário simplesmente se perdia. 

Dos 11 titulares, 8 foram formados nas Canteras do clube. 

Pep não aperfeiçoou apenas um esquema que veio desde os tempos de Michels e passou pelo Cruyff. 

Ele tornou o clube, os jogadores, verdadeiras identidades da Catalunha. 

E o bobinho que antes era apenas uma brincadeira, agora ficou encarnado dentro de campo. 

Basta assistir aos jogos do Barcelona.



segunda-feira, dezembro 19, 2011

van Assaidi do Heerenveen, marcou o gol mais bonito que já vi... pena que não valeu.


Tudo muito calmo, tudo muito fácil...


Pepe Guardiola antes do jogo...



Durante a madrugada de domingo, nas horas que antecederam o jogo entre o Santos e o Barcelona, procurei ler algumas coisas sobre Pepe Guardiola e acabei me deparando com uma entrevista que ele concedeu ao Mundo Deportivo...

Mundo Deportivo: Muricy Ramalho afirmou que você só poderá bater no peito como técnico depois de ganhar um Brasileirão, disse o jornalista.

Guardiola: Ainda sou muito jovem, me deem tempo.

Mundo Deportivo: Por que você quer tanto ganhar esse mundial?

Guardiola: Na Espanha não se dá muito valor a esse torneio, mas chegar até aqui, é muito difícil. Para nossa equipe, será um grande mérito.

Mundo Deportivo: Em momentos assim, o que você costuma dizer a sua equipe?

Guardiola: Digo sempre aos meus jogadores que eles podem perder; por isso, correm tanto atrás da vitória.

Mundo Deportivo: Neymar terá uma atenção especial?

Guardiola: Neymar é um garoto tecnicamente muito bom, mas não temos que nos ater a ele e sim, a bola... sem a bola não há Neymar.



Volvi Rafael...



Imagem: Diário AS

Se o resultado for menos de quatro, algo saiu errado...



Quase uma semana antes, dei a meu filho a seguinte resposta quando ele me indagou sobre as possibilidades do Santos conquistar o Campeonato Mundial de Futebol da FIFA: nenhuma.

- Mas pai, o senhor não está levando em consideração o imponderável?

- Não, não estou... se eu entrar num ringue contra o Brock Lesnard, a única coisa imponderável que irá acontecer é sair de lá sem nenhum osso quebrado, mas certamente, nunca mais saberei quem fui e quem sou...

E, é bem provável que jamais consiga ir a lugar algum.

- Mas me desculpe pai, com seu preparo físico, as centenas de cigarros e os galões de Coca-Cola, eu mesmo faço isso sem precisar de muito esforço (risos)...

- É verdade (risos)...

- O senhor está exagerando...

- Não, Alexandre... se o Barcelona fizer menos de quatro gols, alguma coisa deu errado.

- Está bem, domingo nos falamos.

Na sexta-feira, voltei da festa de confraternização da TV Universitária com Aílton Medeiros e como era de se esperar, a final do mundial veio à baila...

- Quando Ailton me perguntou a mesma coisa que o Alexandre havia perguntado, não titubeei e repeti a mesma frase: se o Barcelona fizer menos de quatro gols, alguma coisa deu errado.

Ailton então fez um longo discurso patriótico, me fuzilou com os olhos e no final, com um sorriso debochado disse: domingo nos falamos.

Falei com os dois há pouco...

Alexandre apenas disse: o senhor estava certo, mas o Aílton concordou com a superioridade catalã, mas novamente fez um longo discurso cujo tema foi à falta de garra dos santistas.

- Amaral, o Santos não honrou a camisa do Santos e suas tradições...

- Aílton, ninguém mais na história, honrou tanto as tradições e a história de sua gente que Leônidas e, ainda assim, ele seus 300 companheiros foram trucidados nas Termópilas.

Desligamos.


Buenas noches Japón, Buenos días Brasil...



Imagem: Diário AS

Barcelona 4x0 Santos... mole, mole.



Demorei a postar algo sobre a final do mundial da FIFA disputada hoje pela manhã em Yokohama no Japão, mas é da minha natureza, primeiro deixar passar o calor do momento para só então sentar e escrever.

Gosto de pensar antes e gosto de discutir comigo mesmo...

Analisar com mais detalhes e reavaliar posições fortalece.

Mas, vamos lá...

Quando a partida começou, não tinha a menor dúvida de quem seria o vencedor...

Não me enganei...

O que vi foi um tranquilo passeio azul e grená.

Nos 90 minutos de jogo, o Barcelona reteve a bola em seu poder 79% do tempo e marcou quatro gols...

Já o Santos ficou sem saber o que fazer nos  29% restantes.

O Santos saiu do Brasil em busca de sua terceira estrela, acabou não conquistando a que queria, mas viu muitas: onze no campo adversário e as outras tantas, ficaram rondando a volta da inchada e tonta cabeça de seus jogadores, dirigentes e torcedores.

O Barcelona desconstruiu o mito do menino muito bom de bola, ainda candidato a gênio, mas já elevado à condição de “Deus” por gente ansiosa por ter nos gramados alguém para louvar.

Neymar, na noite japonesa e na manhã brasileira, sumiu, desapareceu e ficou reduzido à condição de craque solitário de um time que se assusta no Brasil e no seu continente, pouco ou quase nada, incomoda aos grandes europeus.

Mas mesmo assim, não me venham com essa história de que o Santos envergonhou o Brasil...

Não sejam tão medíocres e nem bobocas...

Corinthians, Vasco, Flamengo, Internacional, Grêmio, Palmeiras, Fluminense, Botafogo ou qualquer outro membro da Série A, perderia na manhã de hoje.

Se o Barcelona, o Real Madrid, o Bayer de Munique, o Manchester United, o City ou o Milan e a Internazionale jogassem na nossa primeira divisão, nos sobraria apenas as vagas para a Sul-Americana.

Portanto, não me venham com a história que Muricy Ramalho foi covarde... queriam o que?

O Santos jogando para frente, peitando o Barcelona?

Tenham paciência...

A surra seria absurdamente maior.

Por que nós, temos tanta dificuldade de reconhecer que outro foi melhor?

Por que nos custa tanto, simplesmente dizer: perdemos para um gigante e ponto final.

O Barcelona venceu sem fazer nenhum esforço e o Santos, segundo disse Juca Kfouri: “foi tratado como um Bétis qualquer, apenas para lembrar os que desdenham da facilidade do Campeonato Espanhol”.

Serenos, superiores e senhores da situação, os comandados de Pepe Guardiola apresentaram um recital.


domingo, dezembro 18, 2011

E a bola furou...


Everybody was kung fu fighting...



Imagem: Getty Images

O crepúsculo nada glorioso do velho senhor e de seu ungido...



Depois de pedir o boné e renunciar ao cargo que ocupava na assembleia do Comitê Olímpico Internacional, Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange, vê seu ex-genro e pupilo seguir seus passos...

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pediu afastamento da FIFA e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, “até janeiro”.

O fato foi anunciado por Joseph Blatter, presidente da FIFA com um indisfarçável ar de satisfação.

Para que você leitor entenda:

Suspeito de atos de corrupção envolvendo propinas pagas pela empresa de Marketing, ISL, e com um processo em andamento, Havelange, provavelmente foi informado por seus pares do Comitê Olímpico Internacional que sua situação era irreversível.

Diante da provável condenação no julgamento que seria realizado pela assembleia do COI e da consequente expulsão, Havelange optou por renunciar.

Com sua renuncia, o processo contra ele foi suspenso e o caso dado por encerrado.

Acontece que o enfraquecimento e a perda de prestigio de Havelange, respigaram em Ricardo Teixeira...

Acuado pelas revelações do jornalista escocês, Andrew Jennings...

Bombardeado pela imprensa brasileira...

Execrado pela maioria esmagadora dos torcedores...

Colocado na “geladeira” pela presidente Dilma Rousseff e, ameaçado por Joseph Blatter que já teria em mãos os documentos necessários para conseguir sua expulsão sumária...

E, sem o manto protetor de seu ex-sogro, o outrora respeitadíssimo e todo poderoso João Havelange, Teixeira pediu afastamento temporário das funções que ocupa na FIFA e da presidência do Comitê Organizador da Copa.


Mergulhado e longe das luzes, Ricardo Teixeira travará nas sombras sua última batalha na tentativa de mudar o melancólico e patético fim de seu reinado.



sábado, dezembro 17, 2011

Noccalula Falls, Gadsen, Alabama/USA... 30 metros de queda livre - Música: Calvin Harris - Feel So Close.


Eles também disputavam um campeonato fraco, mas tiveram a sorte de jogar num clube que sabia lapidar talentos sem se importar com os muxoxos da imprensa e humores das arquibancadas...


"Professor", se eu lhe der um abraço, o senhor reconsidera o cartão?



Imagem: Getty Images

Dilma diz não a irresponsabilidade...



A presidente Dilma Rousseff vetou o uso de recursos do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS) para obras da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016.

A proposta aprovada pelos nossos não muito ilustres parlamentares, envolvia um montante de 5 bilhões de reais e, certamente, caso o veto presidencial não houvesse acontecido, daria ótimos motivos para fazer sorrir a boca larga, os "adoradores" de recursos públicos.

Parabéns a presidente Dilma Rousseff.


sexta-feira, dezembro 16, 2011

O de azul é o máximo!


O que leva alguém a fazer isto?



Imagem: Getty Images

Um papo de fim de tarde que aconteceu por mero acaso...



Na última quarta-feira fui ao consultório do Dr. Júlio Fuco, torcedor do ABC, professor universitário, oftalmologista de primeira linha e um amigo que gosto muito.

O motivo de procurá-lo é óbvio, mas a razão, nem tanto.

Minha teimosia acabou vencida pelo tempo e então, tive que aceitar que já não consigo ler coisas próximas sem o auxílio de lentes.

A consulta foi clinicamente tranquila e o papo como sempre, agradabilíssimo.

Trocamos impressões sobre a temporada passada, falamos sobre nossas expectativas sobre 2012 e no final, marcamos um novo encontro para tratar de um projeto que me foi apresentado por Ana Godeiro, estagiária do TVU Esporte, sobre saúde...

O Dr. Júlio Fuco é em minha opinião, a pessoa ideal para nos assessorar e até quem sabe, apresentar esse novo quadro que pretendo colocar no ar no próximo ano.

Bem, terminada a consulta, aproveitei que já estava quase no centro da cidade e fui a uma ótica para encontrar a armação para as lentes que a partir de agora, vou ter que usar.

No meio da conversa com o proprietário da ótica, percebi a chegada de Rui Barbosa, ex-deputado estadual e ex-presidente do ABC...

Dirigi-me a ele e como sempre, fui recebido com um sorriso amável...

Depois de trocarmos um aperto de mão, ele sentou ao meu lado – havia ido buscar um par de óculos – e enquanto o proprietário da loja se retirou para fazer uns ajustes na armação que escolhi, conversamos sobre banalidades...

Porém, como era natural que acontecesse, o futebol entrou em pauta.

- E então Rui como está o trabalho lá no ABC, perguntei...

- “Me afastei Fernando”.

- Como assim, por quê?

- “Fernando, quando fui convidado para assumir a diretoria financeira do ABC, pensei que tudo passaria por minhas mãos”... porém não foi assim que aconteceu”.

- O que houve, insisti.

- “Bom, sempre que iam contratar algum jogador, alguém chegava e dizia: Rui manda o talonário de chegues assinado; estamos fechando um negócio e depois, te explicamos tudo”.

- E depois, explicavam?

- “Não”!

- “Diante da repetição do fato, me senti desprestigiado e preferi deixar o cargo”.

- “Agora veja Fernando, o motivo da minha saída foi apenas por não concordar em ser apenas uma figura decorativa, só isso”!

Neste momento o proprietário da loja voltou com minha armação e a atendente chegou com os óculos de Rui...

Despedimo-nos e desejei a ele um Natal feliz e um Ano Novo idem.

Esta conversa foi testemunhada por Frederico Bezerra, um amigo que me acompanhou em função de termos assuntos pessoais para tratar depois, em outro lugar.


Todo torto...



Imagem: Getty Images

Histórias do futebol que o tempo quase apagou...



Escrever um blog é não é tarefa das mais fáceis...

Aliás, escrever apesar de prazeroso, não tão fácil como parece.

Existem dias que a preguiça te agarra...

Existem dias que o cansaço forma uma excelente dupla de zaga com a preguiça e aí, chegar próximo do teclado acaba virando uma tarefa quase impossível...

Mas também, existem dias que a falta de assunto ou a irrelevância do que está em foco é tão grande, que chega a desanimar.

Entretanto, há alegrias.
Ver o crescimento lento, mais constante de acessos é compensador...

Verificar que chegam leitores de todas as partes do Brasil e do planeta é uma sensação incrível.

Esses dias eu recebi um e-mail de um cidadão que quase me levou ao desespero...

Estava escrito em cirílico...
Um alfabeto usado no leste da Europa, cuja leitura é absolutamente impossível para gente como eu.

Imagino que o assunto fosse a bola, pois ele me enviou algumas fotos bem interessantes de uma equipe que não consegui identificar, mas que me pareceu disputar alguma divisão inferior do país dele.

No entanto, alguns amigos virtuais conquistados através do blog que escrevem e-mails de Portugal, da Espanha, do Uruguai, do México, de Angola, de Moçambique e de outros locais onde a escrita permite que um monoglota simplório como eu, consiga ler e compreender o texto, acabam virando fonte de conhecimento e aprendizado.

Um deles, o português João Moreira Santos, há muito deixou de ser apenas um leitor e virou um incentivador e um colaborador por quem tenho muito apreço...

É em homenagem ao João Moreira Santos que publico a história abaixo.

Mantive a grafia original e a fonte, é o blog...

http://monumentosdesaparecidos.blogspot.com.



Imagem: Equipe de Lisboa - Monumentos Desaparecidos Blogspot


O primeiro grande jogo de futebol em Portugal


O Histórico jogo entre as selecções do Porto e de Lisboa ocorrido a 2 de Março de 1894, no Porto, mais concretamente no desaparecido Campo Inglês (zona do Campo Alegre), que reuniu uma selecção de Lisboa composta por jogadores do Club Lisbonense, do Carcavelos Club e do Braço de Prata, e um combinado do Porto composto por atletas do Oporto Cricket Club.

A partida foi organizada por Guilherme Pinto Basto, um profundo entusiasta do “belo jogo”, e a quem o futebol português muito deve, já que entre outros factos foi ele quem trouxe de Inglaterra (país onde estudava) para Portugal a primeira bola de futebol, objecto que desde logo suscitou um enorme interesse naqueles que com ele primeiramente tiveram contacto.

Pela primeira vez o vencedor levava para casa um troféu, neste caso a Taça D. Carlos I, uma oferta do citado monarca.

Família real que, aliás, se encontrava no meio da assistência do célebre encontro, sendo que um dos episódios curiosos do mesmo relata que os jogadores tiveram de fazer um esforço suplementar em jogar um prolongamento pelo facto de Suas Majestades o Rei D. Carlos, e a Rainha D. Amélia (os quais se faziam acompanhar pelos príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel) terem chegado ao evento a meio da 2ª parte.

Como tal e para que os ilustres espectadores pudessem apreciar devidamente o espectáculo que ali se desenrolava foram jogados mais alguns minutos de uma contenda que seria ganha pela equipa de Lisboa, por 1-0.

A taça seria entregue a Guilherme Pinto Basto.

Na fotografia de cima, pode ser vista a selecção de Lisboa que venceu este histórico encontro, a qual posa com a bonita taça que se assumiu como uma das peças de maior valor histórico do futebol lusitano.


quinta-feira, dezembro 15, 2011

Barcelona 4x0 Al Sadd... fácil, fácil...


Agora, os santista torcem pelo Al Sadd, mas vão morrer dizendo que querem o Barcelona...


Um Wagner, "parado" sem muito Love...



Imagem: Getty mages

Em nome do interesse do leitor...



O torneio de futebol máster ganho com brilhantismo pelo América FC ao vencer a seleção de Goianinha nas penalidades máximas por 4x3, depois de um 0x0 no tempo normal, está incorretamente sendo denominado de Campeonato Estadual Master por blogueiros, radialistas e jornalista...

Na verdade o torneio foi organizado e patrocinado pela AFURN (Associação dos Funcionários da UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e seu nome oficial é “Campeonato Quarentão” de Futebol AFURN/2011.

Com o apoio incondicional de Francisco Carlúcio Porfírio, presidente da AFURN, a direção de promoções esportivas da entidade, sob o comando do servidor Gerardo Felipe Silva de Souza, organizou e realizou a competição.

A função de quem informa: jornalista ou não, é ser absolutamente exato.



O indelicado guardião...



Imagem: Action Images

La "U", é a melhor equipe sul-americana até o momento...



A Universidad de Chile, mais conhecida em seu país como La “U”, venceu na partida de volta a equipe da Liga Deportiva Universitaria – LDU – do Equador por 3x0 no Estádio Nacional de Santiago e não só conquistou de forma invicta a Copa Sul-Americana de Clubes, mas também, confirmou o título de melhor equipe do continente até aqui.

Os chilenos disputaram 12 partidas, venceram 10 e empataram duas...

Com o resultado diante da LDU, a Universidad de Chile completa 35 jogos sem conhecer derrota.

Após a partida, os 55 mil torcedores que lotaram o Estádio Nacional comemoraram o primeiro título continental de uma equipe chilena.

Os gols da partida foram marcados por Vargas aos 2 minutos do primeiro tempo Lorenzetti e novamente Vargas, fecharam o marcador aos 34 e 40 minutos do segundo tempo.



Mais rápido que o atacante...



Imagem: Imago

Os dez melhores do Ranking Nacional de Clubes da CBF, para 2012...



A CBF divulgou o ranking nacional dos clubes para o ano de 2012...

Os dez primeiros colocados são os seguintes:

01 – SE Palmeiras de São Paulo/SP
02 – Santos FC de Santos/SP
03 – CR Vasco da Gama do Rio de Janeiro/RJ
04 – Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense de Porto Alegre/RS
05 – CR Flamengo do Rio de Janeiro/RJ
06 – SC Corinthians Paulista de São Paulo/SP
07 – SC Internacional de Porto Alegra/RS
08 – Cruzeiro EC de Belo Horizonte/MG
09 – São Paulo FC de São Paulo/SP
10 – Clube Atlético Mineiro de Belo Horizonte/MG


Na região nordeste os Estadas da Bahia e Pernambuco continuam sem rival...

O EC Bahia ocupa a décima quarta posição e seu arquirrival, o Vitória é o vigésimo colocado.

Pernambuco tem o Sport Clube Recife em décimo sétimo lugar e seus rivais, Clube Náutico Capibaribe e Santa Cruz FC, ambos também de Recife, ocupam respectivamente a vigésima primeira e vigésima segunda posição.

A grata surpresa para nós foi à ótima colocação do América FC de Natal: o clube rubro é o vigésimo nono colocado...

Já seu rival, o também natalense, ABC FC, está na quadragésima sétima posição.