quarta-feira, abril 27, 2011

A Marcos Lopes: vesti a carapuça e ela me serviu como uma luva...


Estaduais devem ser valorizados


26/04/2011 às 09:01 por Marcos Lopes


Sou frontalmente contra a tese que defende a extinção dos Estaduais, e nem falo pela manutenção da rivalidade ou da tradição. Alegar que as competições devem ser extintas por causa da falta de público ou pelo fato dos clubes não terem capacidade de investimento é inaceitável.

questão da falta de público nos estádios e a baixa capacidade dos investimentos dos clubes é uma realidade no futebol brasileiro. Se o torcenauta fizer um levantamento proporcional das médias de público na Série B por exemplo, vai ver que proporcionalmente ela é próxima do Estadual.

Se pegar o Paulistão e comparar proporcionalmente com o nosso, vai ver que são próximas. Comparar a realidade dos Estaduais com a realidade da Suécia, Suiça, Alemanha ou Portugal, é querer zombar da inteligência do torcedor.

Não interessa se na quinta divisão da Inglaterra, os caras jogam assim ou assado.


(estrutura e grafia mantidas integralmente).


Meu caro Marcos Lopes,


Você me conhece e, por isso, me chocou a forma agressiva como você usou das palavras para distorcer o que eu disse durante o programa “Esportes em Debate” da rádio Globo, no domingo próximo passado...


“Comparar a realidade dos estaduais com a realidade da Suécia, Suíça, Alemanha ou Portugal, é querer zombar da inteligência do torcedor”. (sic)


Desafio a qualquer um, inclusive você, a me mostrar em que momento eu comparei “alhos com bugalhos”?


O que fiz ao ser perguntado por Santos Neto foi informar (se não me engano, esta é uma obrigação de qualquer radialista, jornalista ou afim) a não existência na maioria esmagadora das nações de campeonatos estaduais e, mostrar de que forma esta maioria esmagadora, estrutura sua pirâmide organizacional...


Isto é zombar da inteligência de quem quer que seja?


Seja honesto, você classifica tal coisa com zombaria?


Responder a uma pergunta, expondo um fato com o propósito esclarecer as pessoas, é zombar da inteligência das pessoas?


Conhecendo-me como você me conhece, ainda assim, não pestanejou em me rotular como zombeteiro... por que me jogar contra as pessoas?


Triste isso.


Diferente de você, disse com todas as letras porque sou a favor da extinção dos campeonatos estaduais: dei motivos, mostrei fatos, apresentei números...


Você afirma ser frontalmente a favor da continuidade dos mesmos, mas não argumenta, não apresenta razões...


Despreza inclusive dois argumentos fortíssimos: a tradição e a rivalidade...


Usa, não sei se intencionalmente, uma técnica muito comum em situações onde a escassez de argumentos é patente: sou a favor porque sou e fim de papo.


A maioria adora tal postura, pois a discussão se encerra com um “tiro no peito” do interlocutor, sem que este tenha mais nada a dizer...


É um final messiânico: creio pela fé!


Está bom, se objetivo é calar, você me calou, pois sem saber suas razões para ser frontalmente a favor, fico sem poder contra argumentar.


Mas, vale a pena lembrar que em nenhum momento, eu disse que os estaduais deveriam ser extintos pela incapacidade de investimentos das equipes – desculpe, mas ao afirmar isso, você sim, zomba da minha inteligência (se é que você reconhece em mim, alguma inteligência): está claro que o fim dos estaduais implicaria numa elevação desses investimentos, pois em uma competição nacional, investimento é fundamental...


Não é você mesmo, que cobra elencos de Série B em times que vão disputar Série C e investimentos de Série A em equipes que vão disputar Série B?


Então?


O que eu disse, e repito, é que os estaduais já não despertam nas pessoas o mesmo interesse que antes...


Menti?


Zombei da inteligência de alguém?


O Santos vai a Lins e o público é bisonho, o Corinthians visita Americana e as arquibancadas estão vazias...


O interior paulista é realmente fascinado por estaduais e pelos grandes da capital.


Não é mesmo?


O mesmo acontece no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e aqui...


Que estádio lotou no interior para ver América e ABC (excetuando-se a final do primeiro turno em Santa Cruz)?


Conte-me...


Você foi a alguns, não foi?


Pois é...


Se uma peça de teatro, um espetáculo de ballet ou um show musical não lota o espaço a ele reservado, é retirado de cartaz.


Se um programa de TV ou de rádio, não atinge índices razoáveis de audiência, sai de cena sem maiores delongas.


Se uma empresa não consegue atingir metas, seus executivos vão para fila dos desempregados e, se ainda assim, o fracasso persistir, as portas são cerradas sem nenhuma cerimônia...


Só o futebol, nesse nosso querido país, sobrevive com estádios às moscas.


No mais, se a você não interessa o que acontece na quinta, quarta, terceira, segunda ou primeira divisão de qualquer outro lugar que não seja o Rio Grande do Norte, respeito isso.


Mas a mim, meu caro Marcos, interessa, pois trabalho com informação, trabalho com a obrigação de saber o que acontece alhures...


Não construo muros a minha volta, não me isolo atrás das montanhas que cercam meu verde vale...


O horizonte sempre me fascinou, sempre quis saber o que acontecia por trás daquela linha que se forma diante de nossos olhos.


Vesti sim carapuça, pois sei que ela foi feita para mim!


Por fim, peço que não me leve a mal, pois não escrevi essas linhas com nenhum sentimento agressivo e nem pretendi desqualificar sua opinião...


Opinião é opinião e eu, assim como ensinou Voltaire, tenho o dever de respeitar e lutar pelo direito de qualquer cidadão ter a sua – certo ou errado.


O que eu quis foi apenas lhe pedir que ao discordar de mim, primeiro não se acanhe em escrever meu nome com todas as letras e depois, que não me rotule de forma tão rasteira – afinal, sempre nos tratamos com respeito.


Desejo-lhe o melhor sempre e espero que seu sucesso profissional permaneça contínuo e crescente, pois você é sim, um excelente narrador e um profissional zeloso de sua missão.


Sou seu leitor assíduo.


Um forte abraço e lembranças a sua família.


Fernando Amaral.


Olé!

Imagem: Picture Alliance


Resposta ao leitor Sérgio Henrique - Você tem razão: considerei o fato e não o direito.


Caro Sérgio Henrique,


Em primeiro lugar, agradeço sua participação e fico feliz com seus questionamentos.


Mas vamos por partes...


Quando postei os títulos das Séries A, B, C e D, levei em consideração as competições realizadas de fato...


Em 1987, o Campeonato Brasileiro da Série B foi disputado por 48 equipes divididas em 2 dois Módulos: o Branco e o Azul – Não me pergunte por que usaram módulo no lugar de grupo e nem tão pouco, saberia dizer a razão das cores para identificá-los...


Ao final da competição, o Americano da cidade de Campos/Rio de Janeiro, venceu o Módulo Azul com seguinte campanha: 16 pontos ganhos, 12 jogos, 6 vitórias, 4 empates e 2 derrotas e, o Operário de Cuiabá/Mato Grosso do Sul, conquistou o Módulo Branco com a seguinte campanha: 17 pontos ganhos, 12 jogos, 7 vitórias, 3 empates e 2 derrotas.


Como não houve decisão entre os dois; considerei ambos campeões.

Em relação a 1986, a situação a praticamente a mesma...


A Série B foi disputada por 36 equipes, divididas em 4 grupos de nove equipes cada um (grupos, E, F, G e H)...


Ao termino da competição, Treze de Campina Grande/PB, Central de Caruaru/PE, Internacional de Limeira/SP e Criciúma de Criciúma/SC, vencerem seus grupos...


O Treze com 12 pontos venceu o Grupo E, o Central com 11, venceu o Grupo F, o Internacional de Limeira com 13 pontos, venceu o Grupo G e o Criciúma com 14 pontos, venceu o Grupo H...


Como não houve decisão, considerei em minha postagem, os quatro com vencedores da competição.


Você tem razão e suas pesquisas estão certas, pois elas consideram os campeões de direito e eu, considerei os de fato.


Entretanto, falhei em não explicar e, portanto, peço desculpas por ter causado essa confusão.


Porém, espero que algum dia a CBF reconheça o Americano e Operário com vencedores da Série B de 1987, assim como, reconheça, o Treze, o Central, o Internacional e o Criciúma com legítimos campeões do ano de 1986.


terça-feira, abril 26, 2011

Ich bin Ich...

Imagem: Getty Images


Quando um jogador do Bayern de Munique veste pela primeira vez a camisa da equipe, encontra na parte interior da gola a inscrição: “Mia san Mia”...


A frase está escrita em bávaro e, ao ser traduzida para o alemão, se transforma em “Ich bin Ich”...


Em português, vira algo como: “Eu sou eu”, ou então, “Nós somos quem somos”...


A partir daí, ninguém precisa ficar gritando que é preciso raça, determinação, vontade, respeito e suor...


Quando a camisa cobre o torso do atleta, ele já sabe disso.


Quando um aluguel é mais importante que uma vida perdida por puro descaso...


Enquanto a enfadonha briguinha provinciana do aluga, não aluga, toma conta de jornais, resenhas esportivas, programas de televisão, blogs e afins, a morte do zagueiro Jácio, ocupou poucos minutos e poucas linhas nos veículos dedicados ao futebol.


Claro que esse puxa encolhe entre dirigentes míopes economicamente e “perigosamente” infantis emocionalmente, rende mais, vende mais...


Mas o que me assustou foi que a morte do zagueiro foi tratada como um assunto trivial, corriqueiro, quase banal...


Alguns deram notas emotivas, típicas de momentos assim e informaram o fato como se Jácio tivesse falecido “confortavelmente” instalado em uma enfermaria ou quarto, depois de sofrer um grave acidente ou, ter chegado ao hospital em estado desesperador em função da hepatite C que o atormentava a cerca de 16 anos.


Na verdade, não foi bem assim...


Jácio Salomão de 73 anos sofreu um acidente em casa e quebrou o fêmur – vou repetir, quebrou o fêmur...


Na segunda-feira, dia 18, deu entrada no pronto-socorro do hospital Walfredo Gurgel e lá, foi devidamente acomodado em um dos confortáveis e equipados corredores do nosocômio, a espera de uma cirurgia...


Entrou no dia 18 e lá ficou até falecer no dia 24, às 5 horas da manhã...


Segundo os médicos que o atenderam, sua morte pode ter sido (?) provocada por problemas cardíacos...


E só, ponto final.


Mas deixe ver se eu entendi o que li no blog do Justino Neto (aliás, o único que noticiou o fato detalhadamente)...


Um cidadão de 73 anos que em função da hepatite C, fazia constantemente hemodiálise, chega a um hospital para sofrer uma cirurgia no fêmur, fica uma semana num corredor e morre de ataque cardíaco?


Não sou médico e não tenho autoridade e nem qualificação para entrar em detalhes, mas como cidadão e sujeito a passar pelo mesmo problema, pergunto:


Uma semana não é muito tempo para um alguém de 73, sofrendo de uma hepatite grave e com um fêmur quebrado, ficar num corredor a espera de um atendimento mais acurado?


Não culpo os médicos, quem vai ao Walfredo sabe que a maioria dos profissionais de saúde que lá exercem sua função, são experientes e capazes...


Mas não consigo entender como as autoridades de saúde ainda permitem tamanho absurdo.


Entretanto, como sou obrigado a ouvir quase diariamente da boca uns tantos cínicos, que com a chegada dos recursos para a Copa de 2014, tudo vai mudar, pois as melhorias fenomenais que serão implantadas para a Copa, vão permanecer como um legado para o povo de Natal, talvez só me reste mesmo, culpar o velho Jácio, por não ter sido cauteloso o bastante para esperar 2015, e aí sim, quebrar seu fêmur.


No mais, só lamento que o aluga, não aluga, tenha sido mais importante do que “gritar” contra tal descaso...


Descanse em paz Jácio e nos perdoe por tanta subserviência e omissão.



Goleiro "regador de grama"...

Imagem: Cathrin Müller

Estados que já conquistaram títulos nas Séries A, B, C e D...



Já que estamos nos aproximando do início do Campeonato Brasileiro em suas Séries A, B, C e D, aí vão umas curiosidades...

Número de títulos por Estado, na Série D...

Ceará 1

Pará 1

Números de títulos conquistados por Estado, na Série C...

São Paulo 7

Goiás 3

Rio de Janeiro 2

Pará 2

Santa Catarina 2

Minas Gerais 1

Distrito Federal 1

Rio Grande do Norte 1

Maranhão 1

Paraná 1

Número de títulos conquistados por Estado, na Série B...

São Paulo 8

Paraná 6

Minas Gerais 4

Pará 3

Rio de Janeiro 3

Pernambuco 2

Santa Catarina 2

Distrito Federal 2

Rio Grande do Sul 2

Goiás 1

Maranhão 1

Paraíba 1

Mato Grosso do Sul 1

Número de títulos conquistados por Estado, na Série A

São Paulo 27

Rio de Janeiro 15

Rio Grande do Sul 5

Minas Gerais 3

Paraná 2

Bahia 2

Pernambuco 1


domingo, abril 24, 2011

Cercada de homens, a loira mostrou sua fina educação...

Imagem: Picture Alliance


Não existe pecado ao sul do equador: só ao norte, não é meninos? - se que me fiz entender.


“Mala Branca” é ilegal e tão deplorável quanto qualquer outro tipo de mala...

Mas, hipocrisia apequena os homens.



Parece que o Ibisevic teve problemas como o cara de boné a esquerda e com a loira ao centro: o rapaz do boné o fuzila com os olhos e a loira, idem...



Imagem: Picture Alliance

Alecrim 0x1 ABC...


O ABC venceu...


Venceu, graças a um chute de longa distancia desferido por Cascata...


Venceu e ampliou para seis pontos, a diferença que o separa do América...


Venceu e com essa vitória, praticamente assegura o título de campeão do segundo turno do campeonato potiguar de 2011...


Mas...


Convenceu?


Empolgou?


Acho que não.


Já o Alecrim, perdeu e ficou para trás segurando a lanterna do segundo turno...


Vai para Mossoró enfrentar o Baraúnas precisando arrancar ao menos um empate, pois se perder, e o Centenário vencer o Santa Cruz em Pau dos Ferros, o bicho pega...


Sinceramente, é difícil ver uma equipe tradicional como o Alecrim chegar a esse ponto.



Coisa de brasileiro: o único a conseguir sorrir depois da derrota, foi Daniel Alves...

Imagem: Getty Images

Deu no blog do Itamar Ciríaco...


O jornalista Itamar Ciríaco levantou uma questão importante no tocante ao projeto sócio torcedor que o América pretende implantar...


Sem local para disputar suas partidas em Natal, durante a Série C deste ano, como viabilizar a adesão de sócios-torcedores?


Estará incluso na mensalidade o transporte desses sócios torcedores aos jogos?


Bem, fiquem com o texto do Ciríaco e tirem suas conclusões.


Projeto de sócio do América enfrentará problemas


Por Itamar Ciríaco.


Já disse aqui em outras oportunidades, que os clubes precisam investir em outras formas de ganhar dinheiro evitando depender apenas das arrecadações, as famosas rendas. Aplaudo de pé as iniciativas de ABC e América relativas à questão de ampliar o número de sócios-torcedores.

No entanto, ao receber da assessoria do América a informação que o clube pretende ter até 7 mil sócios-torcedores no fim de 2011, vejo algumas dificuldades que o clube terá que superar.

1) O América está iniciando tarde essa campanha para atingir esse número. O clube perdeu a oportunidade de iniciar as vendas logo no Campeonato Estadual. Irão dizer que o Estadual não é atrativo. Concordo, no entanto, no Estadual, o América tinha o Machadão, ou seja, a garantia que o associado iria assistir aos jogos no estádio no bairro de Lagoa Nova e não distante alguns quilômetros de Natal (Goianinha).

2) Como o sócio torcedor do América pretende superar essa distância até Goianinha ou outro estádio que o time jogue a Série C? O sócio terá transporte até lá? Para levar sete mil sócios o clube teria que locar 140 ônibus a cada jogo.

3) Ao contrário de outras competições, a Série C é eliminatória em sua fase inicial. Como convencer o torcedor a se associar se o calendário não está garantido até o fim do ano?

Apostar apenas no amor do torcedor pelo seu clube é muito pouco. Para se associar, a torcida precisa de um produto que seja viável e de qualidade. É um desafio muito grande a ser superado pela direção do clube e como apoiamos as novas iniciativas, esperamos que consigam resolver.



Ontem e hoje, no campeonato estadual...


Ontem o Baraúnas venceu o Corintians em Caicó e chegou aos 13 pontos no segundo turno...


Menos mal, pois a equipe mossoroense começou a competição aos trancos e tropeções.


Os gols foram marcados por Wilson para o Corintians e Adalgiso duas vezes para o Baraúnas.

Hoje, o Centenário derrotou lá em Pau dos Ferros, o ASSU por 2x1 (Lanzinho e Paulinho marcaram para o Centenário e Leonardo Sá, marcou para o ASSU) e pode fazer este blogueiro que já o considerava morto e enterrado, engolir cada palavra escrita nos últimas rodadas...


Por quê?


Acontece que o blogueiro se esqueceu de um pequeno, mais importante detalhe: o regulamento do campeonato!


Para ser considerado campeão de um turno sem necessidade de um jogo extra, é preciso somar quatro ou mais pontos de vantagem sobre o mais próximo concorrente...


Isto vale também em relação ao rebaixamento...


Para escapar de uma partida valendo a permanência na primeira divisão, o penúltimo colocado terá que ter quatro ou mais pontos que o último colocado no computo geral dos dois turnos...


Entretanto, Potiguar de Mossoró e Alecrim, somam hoje 15 pontos e o Centenário nove...


Na próxima rodada o Centenário recebe em seus domínios o Santa Cruz, o Potiguar vai a Açu para enfrentar o ASSU e o Alecrim, joga contra o Baraúnas em Mossoró...


Caso vença o Santa Cruz (que já declarou que se utilizará de uma equipe mista), o Centenário chegará aos 12 pontos e aí, Potiguar de Mossoró e Alecrim, vão ter que se virar para arranjar ao menos um empate.


O Santa Cruz venceu em seu estádio Palmeira de Goianinha por 2x1...


O palmeira perdeu o jogo e a vice-liderança do turno.


Felipe Alves e Alvinho assinalaram os gols do Santa Cruz e Galeguinho diminuiu para o Palmeira.


Da série eu torço pelos animais... Viva El Toro, siempre!

Imagem: Autor Desconhecido - Todos os Direitos Reservados


O Coritiba Football Club, reina absoluto no Paraná...


Um fato relevante merece registro...


O Coritiba Football Club conquistou o campeonato paranaense – aliás, o bicampeonato – ao derrotar o Clube Atlético Paranaense por 3 a 0 em plena Arena da Baixada, neste domingo.


Com a vitória de hoje, o Coritiba completou 21 uma vitórias seguidas e igualou o recorde nacional do Palmeiras em 1996.


Foram 21 vitórias e 26 partidas e, até aqui, o torcedor coxa-branca ainda não conheceu derrota.


Agora, o melhor mesmo foi que com título de hoje, o Coritiba ampliou a diferença em relação ao seu rival: 35 campeonatos paranaenses, contra 22 dos rubro-negros.



sábado, abril 23, 2011

Anos 80... a defesa perenizada numa fotografia.

Imagem: Marca

América 5x0 Potiguar de Mossoró... os rubros respiram por aparelhos, mas ainda respiram.


Se o publico já não era lá grande coisa, quando as chances ainda claras, o que se podia exigir do torcedor depois da humilhante derrota em Caicó diante de um Corintians totalmente esfacelado...


Nada!


E, a resposta da torcida foi clara...


Cansou e não foi, ou melhor, um pouco mais de 100 foram, pagaram seus ingressos e proporcionaram uma renda inferior a R$ 1.500.


O irônico é que a centena de americanos presentes ao Machadão acabou vendo o que muitos esperavam ter visto na partida passada: esforço, vontade e um mínimo de dedicação.


E, a soma desse esforço, dessa vontade e dessa dedicação, rendeu um resultado que ainda mantém viva a esperança dos rubros...


Foram cinco gols...


Porém, ninguém aqui, está dizendo que esses cinco gols foram fruto de um futebol esplendoroso...


Não mesmo!


Os gols de André Neles 2, Adalberto 2 e Mauro, surgiram por duas razões...


O time do Potiguar de Mossoró é bisonho, mas o Corintians de Caicó, também é, mas, acontece que hoje, o América fez o que tinha de ser feitos: entrou com seriedade e venceu.


Não importa a qualidade do adversário: o que importa é determinação em cumprir o papel com dignidade.


Perder ou ganhar faz parte do jogo, mas perder por falta de compromisso, é imperdoável.


Depois de hoje, o América está nas mãos de Alecrim e Corintians, os próximos adversários do ABC...


Mas sem esquecer que ainda falta o Palmeira, quarta-feira em Goianinha.


Nó complicado esse.

Pode parecer machista, mas espero que ao invés de um coelho, venha uma coelha...

Imagem: The Walt Disney Company


Resposta, explicação, desabafo... sei lá!


Sem público e quase sem gols... O pulso ainda pulsa.


Mais uma vez o sensacional e interessantíssimo campeonato estadual, mostrou sua força junto ao público – pífio – e sua qualidade técnica inigualável – cinco jogos, 3 gols.


Que maravilha!


O comentário acima gerou o comentário abaixo e esse, por sua vez, está gerando uma resposta, uma explicação ou um desabafo, sei lá...


Comentário chato esse seu, Fernando.


Em outros estados, o campeonato estadual é bastante valorizado, independente dos grandes públicos e dos inúmeros gols por partida.


A diferença é que nesses estados (Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Sul, São Paulo) a imprensa trata o futebol local como um produto que merece respeito e que pode ser viabilizado como negócio na medida em que, ao ser valorizado, poderá ser vendido como algo importante.


Claro, o nível técnico não é lá essas coisas, mas onde temos futebol de grande nível no Brasil, já que em nosso país se joga o futebol série C (nossos jogadores de nível A e B estão jogando na Europa e Ásia em troca de maiores salários)?


Ou você acha que o futebol jogado no RJ é lá essas coisas todas (o Fluminense, campeão brasileiro, não consegue passar da primeira fase na libertadores)?


Quem sabe o de SP (onde um dos líderes é o Palmeiras, jogando um futebol sofrível)?


Acho sim, que devemos valorizar o nosso futebol, divulgá-lo, incentivá-lo.


Talvez dessa forma, isso se transforme numa poderosa corrente, em que os empresários despertem para investir, o governo viabilize investimentos na melhoria de estádios, transportes públicos em dias de jogo, a torcida se empenhe um pouco mais para acompanhar os jogos...


Antes que você rebata dizendo que nossos empresários não investem um tostão no nosso futebol, observe o caso do ABC, onde temos empresas como Ecocil, Livraria Câmara Cascudo, Ster bom, Drogarias Globo, Art Digital que são empresas potiguares e investem no nosso futebol.


Voltando à questão do papel da imprensa nesse papel, recordo-me da minha última visita à Recife, há cerca de 1 mês: mesmo no domingo pela manhã, havia na TV mais de um programa de debates sobre o futebol voltado exclusivamente para o futebol local.


Programas com 2 horas de duração. O campeonato pernambucano é todo transmitido pela TV aberta.


Você pode argumentar que o futebol de lá recebe incentivos do governo, mas aí vem à questão: será que o governo não faz isso justamente por saber o quanto o futebol atrai a atenção das pessoas em razão da valorização que é dada pelos canais de comunicação locais?


Eu particularmente valorizo muito o estadual (sou sócio do ABC desde 2003, vou a todos os jogos do meu time quando estou em Natal e incentivo minha filha a ir ao estádio - ela vai comigo desde os 3 anos) e acho muito legal essa coisa de viajarmos a outras cidades, conhecendo novas pessoas, acompanhando a luta do pessoal do interior em formar e manter seus times, mas fico decepcionado com o tratamento que esses caras recebem da imprensa.


Às vezes penso que isso se deve ao fato de haver tanta gente na imprensa esportiva do estado oriunda de outros centros (pode parecer um pouco preconceituoso isso que escrevo), uma vez que essas pessoas não veem com o mesmo brilho essa briga quase hercúlea de manter acesa a chama do nosso futebol.


Particularmente, hoje não consigo assistir aos jogos da seleção brasileira de futebol (são tantas estrelas desconhecidas nossas, tanta gente cheia de pose, caras e bocas...).


Parafraseando Belchior, prefiro um tango argentino a um blues.


Enfim, caro Fernando, sei que me estendi muito, mas se você tiver curiosidade e paciência de ler essas linhas um pouco mal escritas entenderá essa minha aflição.


Gostaria muito (e me dói um pouco ver essa situação) que os formadores de opinião (homens da nossa imprensa) que militam em nossa imprensa procurassem valorizar mais nossas coisas, nosso futebol.


Não precisamos pra isso ser sectários, mas bem que poderíamos ser mais orgulhosos com nossos feitos e nossos valores.


É isso!


Um abraço!


O leitor que enviou o comentário se chama Aécio Carvalho e desde que o recebi, tenho procurado me lembrar de seu rosto, pois tenho certeza quase absoluta que o conheço...


Se for quem penso que é, o tenho em alta conta, pois é um homem gentil, educado, bom papo e despido de maldade (seu texto mostra isso claramente)...


Enfim, tomara seja ele, mas se não for, tudo bem, o respeito será o mesmo.


Meu caro Aécio, você não se estendeu, eu, gosto de ler!


Por outro lado, não li por curiosidade, mas sim por interesse e, não me faltou paciência, pois nada do que você escreveu foi enfadonho.


Bem, hora de responder, explicar ou desabafar...


Que bom que você começa seu texto com as seguintes palavras: “Comentário chato esse seu, Fernando”.


Teria sido terrível tivesse dito: “Quanta calúnia, quanta mentira, quanto disparate, meu caro Fernando”.


Sinto-me mais aliviado.


Aqui nessas linhas – espero não me estender, pois sei quem nem todas as pessoas apreciam ler – vou lhe falar sobre Fernando Amaral, portanto, não espere que me posicione sobre o que fazem os outros...


Não escrevo com as mãos atadas...


Não tenho patrocinadores – confesso que até já pensei em tê-los, mas depois vi que isso me traria mais problemas que solução.


Todas as vezes que me falam em patrocínios, me lembro de uma frase de Millôr Fernandes: “jornalismo é oposição... todo o resto é armazém de secos e molhados”.


Se é que você me entende.


Escrevo procurando me ater aos fatos, mas quando opino, o faço escudado em minhas convicções.


Muitas vezes erro, mas como disse Juca Kfouri, jornalismo é errar mais que acertar...


Não existe infalibilidade.


Quando decidi criar esse blog, depois de muita pressão de Mário Sérgio de Mendonça Figueiroa – um amigo-irmão que me “torrou” a paciência até quase a exaustão –, o fiz com a firme decisão de não enveredar pelo lugar comum...


Não queria ser mais um a tratar o futebol com um produto, não sou marqueteiro: tem gente muito melhor qualificada que eu, a fazer isso.


O futebol para mim é uma atividade humana e como toda atividade humana, tem acertos e erros.


Produtos, só têm vantagens – mesmo que sejam apenas para engambelar o consumidor.


Então, não espere de mim silencio sobre estádios vazios...


Estádios vazios, são tristonhos, são perversos para com os artistas que encenam o espetáculo.


E, espetáculo sem público, logo sai de cartaz.


Não espere de mim textos de incentivo a torcidas cujos times caminham para o rebaixamento – se um time marchar para a degola, direi com todas as letras que ele marcha para o cadafalso...


Se fosse para ser diferente, escreveria um blog sobre o Vasco da Gama e aí, me comportaria como todo blogueiro-torcedor: criaria fantasias, desculpas esfarrapadas e me deleitaria com piadas de mau gosto e agressões gratuitas aos adversários.


Cabe ao torcedor, fazer contas, ascender velas, consultar o oráculo, o horóscopo e até os búzios, se assim o desejar, mas a mim não!


Porém, não sou cego às conquistas, as vitórias, as lutas travadas muitas vezes em condições totalmente adversas...


Não negarei um elogio e até mesmo uma ode, se o feito for merecedor...


Cobrarei sempre, transporte melhor, acomodações melhores, segurança efetiva e tratamento condigno para aqueles que deixam seus lares e vão acompanhar suas equipes...


Exigirei sempre, que dirigentes apresentem projetos viáveis, confiáveis e acima de tudo lucrativos para atrair empresários e empresas...


Não sou daqueles que acham que uma empresa por ser sólida e bem sucedida, deva jogar em clubes de futebol, seu dinheiro.


É preciso saber para onde vai e quando volta.


Não sou daqueles que criam falácias sobre o retorno que o futebol trás, apenas para tentar abrir os cofres de municípios e estados, a fundo perdido.


Ricardo Teixeira com sua flauta patriótica, já conseguiu mais seguidores que o flautista de Hamelin.


É preciso lacrar o ralo que cobre o poço sem fundo que consome milhares de reais.


Governos devem sim, investir no esporte, mas no esporte escolar, no esporte de inclusão social e não no futebol dito profissional...


Um clube de futebol, assim como qualquer outra atividade, ou se estabelece pela competência, ou desaparece tragado pelas movediças areias da má gestão...


Aliás, o futebol é o que menos pode reclamar dos governos, pois basta levantar o calote gigantesco que a maioria esmagadora dos clubes já deu aos cofres públicos para constatar que digo a verdade.


Mas isso é uma longa discussão e creio não ser aqui, o lugar mais adequado.


Quero tê-lo como leitor e como amigo, mas sem que isso, nos obrigue a escrever ou dizer sempre, o que o outro espera ler ou ouvir.


Por fim, sou um dos oriundos de outras plagas que escolheram Natal para viver...


E aí, me permita uma rápida história:


Uma vez na escola, escandalizei um professor, militar, xenófobo e ufanista que afirmou que todos, devemos ter orgulho de ser brasileiros...


Perguntei por que, e ele, exaltado me olhou disse: por que é nossa pátria!


Eu lhe disse: “o senhor escolheu nascer aqui”?


Claro que não, disse ele.


Então, como o senhor pode se orgulhar de um acaso?


Não seria melhor o senhor dizer que todos, devemos nos orgulhar das coisas que fazemos e das coisas que conquistamos?


Não seria melhor sentir orgulho do que criamos e de tudo que parte de uma escolha?


Para mim, a aula não terminou: fui expulso da sala aos gritos pelo velho.


Portanto, quando aqui ou ali, alguém se dirige a mim como um carioca forasteiro, costumo responder o seguinte:


Onde nasci é obra do acaso, mas onde vivo hoje, é escolha e, portanto, dela me orgulho...


Não nasci no Rio Grande do Norte, mas escolhi o Rio Grande do Norte para viver, criar meu filho e morrer...


DESCULPEM-ME, ESTOU AQUI POR ESCOLHA E NÃO, POR ACASO.


Ah, não faço escolhas entre o Tango e Blues, não me imponho fronteiras e nem construo muros a minha volta.




sexta-feira, abril 22, 2011

Tomando satisfação no banco do adversário...

Imagem: Imago

Em Mossóro, rodada dupla e 173 pagantes...


Fim da sétima rodada em Mossoró...


Rodada dupla.


Potiguar perde de 1x0 para o Palmeira de Goianinha na preliminar...


Gol de Zé Antônio.


Baraúnas vence o ASSU por 2x0...


Gols de Helinho e Adalgiso.


O primeiro resultado trás o Palmeira para a segunda posição na tabela do segundo turno, mas a cinco pontos do líder ABC e deixa o Potiguar com minguados seis pontos, dois a mais que os últimos colocados, Alecrim e Centenário de Pau dos Ferros – muito pouco para uma equipe que representa a segunda maior cidade do Estado.


A segunda partida, apenas confirmou o que todos já sabem: a última administração do ASSU foi catastrófica e a nova, pouco ou quase nada conseguiu fazer.


Para o Baraúnas, a vitória representou a possibilidade de tentar encerrar sua magra participação no estadual deste ano, numa posição mais digna.


Entretanto, o pior ficou por conta das arquibancadas: 173 pagantes!


A última barricada...

Imagem: Getty Images


De quem é a culpa... Leitura obrigatória para os lúcidos e os não tão lúcidos assim.


O texto abaixo foi integralmente copiado do blog “Mecão Voz e Vez”...


Critico, mas lúcido...


Incisivo, mas ponderado...


Enfim, um texto de um americano apaixonado, que não perdeu a racionalidade e nem temeu expor a luz o duro momento vivido por seu clube.


Publico e faço questão de dizer que concordo com cada linha.


Por Ricardo M. Lima (http://mecaovozevez.blogspot.com/)


O América dá adeus a mais um campeonato estadual.


Demite-se o técnico, dispensam-se jogadores, cobra-se da torcida.


Mas, o que fez o clube chegar a esse ponto?


A torcida não tem culpa nenhuma.


O que o América deu a ela nos últimos anos a não ser vergonha ao final de cada etapa e de cada campeonato?


Não se pode exigir do torcedor sacrifícios em vão.


Nem todos têm esse perfil ou dinheiro suficiente.


E não é a questão do ovo e da galinha não: No futebol, PRIMEIRO os resultados, DEPOIS a renda da torcida para bancar as despesas.


É assim que funciona com raras exceções.


Os atletas também não têm grande parcela de culpa.


A equipe que aí está tinha todas as condições de estar na liderança do campeonato com folga.


Mas são empregados, e como todo empregado, precisam de salário, de um líder e de um clima organizacional minimamente saudável, o que parece não existir.


Os treinadores são culpados.


Uns são teimosos, outros cegos e outros são burros mesmo (outros são as três coisas juntas).


E a Diretoria?


Bom, um clube é uma empresa e o América não tem cara de empresa.


Empresa tem diretor e funcionários, tem expediente, tem orçamento e tem planejamento.


Tem um grupo à frente que é unido e vive diuturnamente os seus problemas.


No América o que se vê é um diretor que está lá porque ninguém quis o lugar.


As pessoas que têm como ajudar ficam no bem-bom vendo vaca ir para o brejo, e de vez em quando, numa reunião honorífica, esporádica e tumultuada, aparecem para dar pitaco e cobrar de quem luta sozinho.


Ou para cobrar interesses próprios, pois possuem na própria caderneta, jogadores, técnicos, auxiliares, compadres, amigos, afilhados, favorecidos, e precisam locar esses caras.


Parece que a pressão para fazer um trabalho decente é mais interna do que externa.


Assim não dá!


Tá na hora de repensar, reestruturar e PROGRAMAR.


Essa fraqueza de dar dó é um prato cheio para os urubus fazerem a festa.


quinta-feira, abril 21, 2011

Real Madrid 1x0 Barcelona... a Copa do Rei é merengue.

Imagens: Agelo Rivera/Marca


Domingo vou estar no "Esportes em Debate" da Rádio Globo...


Ontem, fui convidado para participar do programa “Esportes em Debate” da Rádio Globo...


Santos Neto e Pedro Neto receberam a mim e Hélio Câmara para uma conversa sobre os campeonatos estaduais: sua continuidade, ou seu fim.


Posso adiantar minha posição: sou favorável à extinção desse tipo de competição.


Agora, as razões, você meu caro leitor, terá que esperar até domingo – não seria ético, antecipar nada.


O clima foi cordial, mas teve momentos bem quentes.


Bem, estou escrevendo sobre o assunto, para agradecer a direção da rádio Globo, a Santos Neto e a Pedro Neto pela oportunidade e dizer, da minha alegria de ter como “contraponto”, Hélio Câmara.


Repito aqui, o que poderá ser ouvido por todos no domingo:


Hélio Câmara, o narrador, nada ficou em sua vitoriosa carreira a dever a nenhum dos grandes narradores brasileiros – Jorge Curi, Waldir Amaral, Doalcei Bueno e tantos outros...


Minhas divergências, sempre foram com o Hélio comentarista, mas essas divergências nunca me fizeram perder o respeito e admiração pelo grande profissional do rádio que ele é.


Quem quiser ouvir o que conversamos, basta sintonizar na Globo ou, acessar a internet.


Ah, a primeira edição é às 7 horas da manhã e a reprise, às 14 horas.

O Passeo de la Castellana em Madrid, durante a final da Copa do Rei...

Imagem: Angelo Rivero/Marca


Santa Cruz 4x0 Alecrim...


Começou ontem a sétima rodada e, hoje, termina...


Ufa, faltam apenas duas para esse me engana que eu gosto terminar...


Os jogos foram realizados com equipes de 11 jogadores cada uma, um árbitro central, dois auxiliares de linha, um quarto árbitro, ambulâncias, policiais militares, jornalistas, radialistas, e em campos apropriados para pratica do futebol, mas...


Faltou gente e sem gente, não há o calor humano e sem calor humano, um estádio se transforma num tristonho espaço vazio...


Estádio vazio é como passar sozinho, uma noite de Natal.


Foi assim que começou a sétima rodada e certamente, será assim que terminará hoje.


No Trairi, o Santa Cruz goleou o Alecrim por 4x0...


Marciano, Paulinho Mossoró, Didi Potiguar e Alvinho, assinalaram os gols da equipe tricolor.



Levando a sério...

Imagem: Rolf G. Herchen


ABC 4x0 Centenário de Pau dos Ferros... os alvinegros estão com a mão na taça do segundo turno.


Em Natal, o ABC fez um péssimo primeiro tempo e ainda assim foi para os vestiários vencendo por 1x0...


No segundo tempo, o Centenário de Pau dos Ferros – agora irremediavelmente rebaixado para a segunda divisão – com seu time ruim de doer, permitiu que o ABC ampliasse o marcador sem ser necessário maior esforço.


A noite foi de Gabriel, marcou três gols e deu o passe para Renatinho Potiguar marcar o dele.


Terminado o jogo, os alvinegros comemoraram, pois com a derrota americana em Caicó, o ABC coloca seis pontos de vantagem sobre os rubros e, só perdem o turno diante de uma catástrofe.



Pôxa menina, custava ter batido na trave...

Imagem: Valéria Witers


Corintians 1x0 América... os rubros dão adeus ao campeonato.


Sem ter mais a verbinha da prefeitura, sem seus principais jogadores e prometendo quitar os salários atrasados, o Corintians de Caicó foi à luta contra o América.


Mas para ser sincero, nem precisou lutar muito não...


Josicley abriu o marcador aos 7 minutos do primeiro tempo para o Corintians e o resto ficou por conta do bisonho time americano...


Fica um alerta: ou as correntes que ao invés de unir, querem partir o clube, deixam suas “razões” de lado e se unem, ou então, o risco de permanecer na Série D é real.



quarta-feira, abril 20, 2011

Logo mais, Real Madrid e Barcelona, decidem a Copa do Rei.

Imagem: AFP

No futebol, o antes nada vale... então, é melhor esperar e só depois, criticar ou elogiar.


Hoje na Livraria do Campus, encontrei alguns amigos e entre um cafezinho e outro, conversamos sobre o recuo do sindicado em relação à deflagração da greve que estava prevista para os próximos dias e sobre o que cada um pensava a respeito da nova reitora, a professora Ângela Paiva Cruz...


Porém, papo vem, papo vai e alguém me perguntou, porque nunca ou quase nunca, escrevo no blog minha opinião sobre os jogadores que chegam a Natal, contratos para reforçar nossas equipes...


Respondi contando uma história que repasso agora para os leitores do Fernando Amaral FC.


No final de 1981, início de 82, tínhamos acabado de disputar mais uma das acirradas peladas que costumávamos jogar nas tardes de sábado no estacionamento do bloco F da Super Quadra Sul 214, em Brasília...


O resultado daquele jogo, eu não lembro...


Mas me recordo que rolava um acalorado debate sobre como o “Nanico”, havia marcado de forma desleal o Walter...


“Nanico” dizia que o Walter era muito sensível e o Walter quase pulando em sua garganta, retrucava mostrando os arranhões que sofrera ao cair no asfalto, depois de levar umas quatro ou cinco “bandas” de seu implacável marcador.


Walter era troncudo, habilidoso e “pau para toda obra”, enquanto o “Nanico”, era aguerrido, briguento, bom de bola, mas jamais perdia uma “viagem” - sempre achei que ele adorava bater e jogar, porém, não necessariamente nessa ordem.


Minhas canelas, ainda se arrepiam quando penso naqueles “clássicos” e nas divididas com o baixinho atrevido e pouco afeito a firulas na hora de recuperar a bola.


Pois bem, acalmados os ânimos, a conversa enveredou para a segunda coisa que mais gostávamos depois do futebol: as meninas (dependendo do dia e da hora, havia uma inversão de prioridades).


O Júlio todo empolgado fazia comentários elogiosos, mas pouco cavalheirescos sobre as belas coxas que sustentavam o belo traseiro da irmã de Ronaldo, quando o Wilton, sem motivo aparente disparou: “porra, ontem me chamaram para ver uma banda tocar e, foi uma merda”...


E sem deixar espaço para nenhuma pergunta, prosseguiu: “os caras tocam mal para cacete e o cantor é muito ruim”!


Lá de trás, uma voz questionou: “como é o nome dessa merda”?


E o Wilton disse: “Aborto Elétrico”...


Depois de alguns segundos de silencio, todos riram e mais calmo o Walter concluiu: “também, com um nome desses”...


Algum tempo depois, o Aborto Elétrico se desfez e o cantor que se chamava Renato Russo, formou uma banda conhecida como Legião Urbana e Fê Lemos, que havia brigado com Renato, formou outra banda, chamada Capital Inicial...


Moral da história:


Ainda bem que o Wilton foi morar na França e hoje trabalha na Unisys, onde dá consultoria e suporte para clientes em toda a Europa...


Tivesse escolhido a critica musical como seu sustento, estaria passando fome.


Portanto, desde então, costumo ser cauteloso com aquilo que não vi ou que vi uma, duas ou três vezes...


Não quero correr o risco de repetir o bom e velho, Wilton.


A defesa...

Imagem: Getty Images

Copa América: o Japão desiste e a Espanha diz não...


Em função dos recentes e trágicos acontecimentos no país, o Japão desistiu de participar da Copa América que será realizada entre 1 e 24 de julho, na Argentina...


Rapidamente, a direção da CONMEBOL convidou a Espanha, mas o convite acabou sendo recusado.


O motivo da recusa: as férias dos jogadores na Espanha coincidem com o período da realização do torneio sul-americano.


No rebote, o gol...

Imagem: Getty Images