sexta-feira, outubro 06, 2017

A investigação que levou Carlos Arthur Nuzman a prisão...

Imagem: Autor Desconhecido


A devastadora investigação que aponta a evolução patrimonial de Carlos Arthur Nuzman

Por Lúcio de Castro para o site Agência SportLight (Agência de Jornalismo Investigativo)

O exercício profissional diário não era visto.

Vivia do que?

Como tinha patrimônio tão grande e tão alto padrão de vida?

Como morava numa mansão tão suntuosa?

Essas e muitas outras questões sempre povoaram o entorno de Carlos Arthur Nuzman.

E podem estar começando a serem respondidas, como mostra a Força Tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro.

A investigação é devastadora.

De quebra, ainda tem uma definição que talvez seja a que melhor retrate o que foram os jogos olímpicos do Rio e seus dirigentes:

“Membros do engendro criminoso agiram articuladamente, de forma organizada e com divisão (ainda que informal) de tarefas, em busca do objetivo comum: buscar meios para atrair investimentos para o Rio de Janeiro e, com isso, a possibilidade de, de um lado, beneficiar os “amigos da Corte” com contratos públicos vantajosos e, de outro, que esses mesmos agentes privados pagar vantagens indevidas (propinas) aos agentes públicos”.

E completam com a devastadora investigação sobre a evolução patrimonial de Nuzman.

É fundamental ressaltar aqui: os dez anos aos quais se detém a investigação, são fundamentalmente os mesmos anos onde o volume de dinheiro público injetado no esporte cresceu vertiginosamente.

A partir da realização do Pan.

“Nos últimos 10 dos 22 anos de presidência do COB, CARLOS NUZMAN ampliou seu patrimônio em 457%, não havendo indicação clara de seus rendimentos. E, conforme a seguir narrado, em situação de permanência, CARLOS NUZMAN mantinha oculto parte de seu patrimônio na Suíça. Nesta grande “jogada”, o planejamento e execução da vinda dos Jogos Olímpicos para o Rio de Janeiro – a todo custo – foi uma das melhores estratégias de capitalização financeira e política para a organização criminosa chefiada por SÉRGIO CABRAL, que pôde multiplicar as possibilidades de ganhos ilícitos com a realização de obras e com os contratos de serviços firmados com outros membros da organização, sempre mediante pagamento de expressivas quantias de propinas aos agentes políticos. Tudo a demonstrar que todos os membros do engendro criminoso agiram articuladamente, de forma organizada e com divisão (ainda que informal) de tarefas, em busca do objetivo comum: buscar meios para atrair investimentos para o Rio de Janeiro e, com isso, a possibilidade de, de um lado, beneficiar os “amigos da Corte” com contratos públicos vantajosos e, de outro, que esses mesmos agentes privados pagar vantagens indevidas (propinas) aos agentes públicos”.   


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