Max retornou do Rio de Janeiro e
em conversa com o presidente do América, Alex Sandro Ferreira de Melo,
reafirmou não fazer uso de drogas e disse que a assinatura que constava nos
documentos anexos ao segundo frasco de urina que serviu para contraprova não era
sua.
Depois da conversa o presidente
rubro informou que irá pedir ao departamento jurídico do clube que intervenha
no sentido de elucidar a questão...
Alex Sandro Ferreira de Melo
também questionou o prazo de sessenta dias entre o recolhimento do material
usado para os exames e a realização dos mesmos.
Muito bem...
A afirmativa de Max é grave...
Se o jogador está dizendo a
verdade, todo o sistema antidopagem da CBF estará sob suspeita.
Porém, lendo o
regulamento da Comissão Nacional de Controle de Dopagem, fica difícil crer que
existam muitas possibilidades de falsificação das assinaturas dos envolvidos em função do rigor de suas normas.
No caso de Max persistir negando
que a assinatura seja sua, um exame grafotécnico será capaz de resolver a
questão em pouco tempo.
O regulamento da Comissão
Nacional de Controle de Dopagem diz o seguinte:
4.3 - COLETA DE AMOSTRAS EM
COMPETIÇÕES
4.3.2 - Na sala de controle de
dopagem, onde NÃO É PERMITIDO FUMAR, só poderão permanecer a CECD os médicos
e/ou representantes dos clubes, os jogadores sorteados e o delegado da CBF.
A CECD comprovará a identidade do
jogador por meio do FNCA e pela credencial do mesmo.
4.3.3 - Os jogadores sorteados
permanecerão na área de espera da sala de controle de dopagem até que se
coletem as amostras.
4.3.4 - Os jogadores deverão
permanecer sob observação da CECD até a coleta final da amostra. Poderão tomar
refrigerantes, água ou bebidas que não contenham substâncias proibidas e que se
encontrarão lacradas e à disposição na área de espera da sala de controle de
dopagem.
4.3.5 - Ao se dispor a urinar, o
jogador escolherá um kit lacrado para a coleta de amostra.
Urinará dentro do recipiente
próprio sob a estrita vigilância da CECD. O volume da urina será superior a 75
mL, (a WADA/ AMA estabelece o volume mínimo de 90 mL), dos quais 2/3 serão
colocados no frasco (A) e 1/3 no frasco (B).
Poderá haver a coleta de um
volume maior de urina por solicitação do laboratório, ou FIFA /WADA.
Neste caso
a distribuição será de 2/3 para o frasco A e 1/3 para o frasco B.
Caso o atleta
não consiga urinar a quantidade necessária de uma única vez, o próprio atleta
deve fazer a “guarda temporária” de seu material.
Para tanto, escolherá um saco
plástico lacrado contendo uma tampa reserva, abrirá a caixa contendo o frasco
“A” (frasco maior) de seu kit escolhido e colocará toda sua urina no frasco
“A”, lacrando-o, com a tampa reserva.
Em seguida guardará dentro do saco plástico
com dispositivo de lacre inviolável todo seu material, inclusive o béquer de
coleta.
Neste saco plástico consta o nome do atleta, número de sua camisa,
equipe e deve ser assinado pelo atleta e pela CECD.
Após nova coleta de urina, o
material guardado é então misturado com o da nova coleta para que haja a
homogeneização do pH e da densidade.
4.3.6 - Colocada à urina, pelo
jogador ou acompanhante, nos frascos “B” e “A”, nessa ordem, igualmente
numerados, os mesmos serão lacrados com tampas contendo a mesma numeração.
Com
o restante da urina, um membro da CECD tomará o pH e a densidade, anotando o
resultado em lugar apropriado no FNCA.
4.3.7 - Sob a observação do
jogador e das autoridades, o membro da CECD colocará etiquetas numeradas nos lugares
apropriados.
Colocará também no frasco “B” e
somente neste, um adesivo de segurança autodestrutível e inviolável assinado
pelo jogador e seu acompanhante.
Também receberão as etiquetas
numeradas aquelas partes do FNCA selecionadas para tal fim.
A seguir, o membro da CECD
completará o preenchimento do FNCA que levará os dados do jogador (nome
completo e número, hora que chegou à sala de controle de dopagem, hora em que
urinou etc).
O FNCA tem uma seção de
observações onde o jogador informará os medicamentos utilizados por ele
recentemente. Também deverá informar se foi induzido a tomar tais substâncias.
O FNCA será assinado pelo
jogador, pelo médico ou acompanhante dele, pelo delegado da partida e pelo
coordenador da CECD ou seu representante na partida.
Importante.
OBS.: OS LAUDOS DA PROVA E DA CONTRAPROVA
SÃO FEITOS EM CUMPRIMENTO AO QUE DETERMINA A RESOLUÇÃO NÚMERO 2 DE 5 DE MAIO DE
2004, PUBLICADO NO DIÁRIO OFICIALDA UNIÃO, SEÇÃO 1, NÚMERO 90, EM 12 DE MAIO DE
2004, NÃO SE CARACTERIZANDO SIMPLESMENTE EM FACE DE LAUDO LABORATORIAL
COMPROVANDO A EXISTÊNCIA DE “RAA“, QUE TENHA HAVIDO “DOPING” POR PARTE DO
ATLETA, O QUE SÓ PODERÁ SER DEFINIDO PELO TRIBUNAL COMPETENTE.
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