A Inglaterra como sempre, sai na frente e repensa seu futebol...
A Premier League decidiu que a partir da temporada 2010/2011, os clubes que a disputam, terão que obrigatoriamente ter uma quota de jogadores formados nos clubes ingleses.
A decisão tem como objetivo, aumentar o número de ingleses nas equipes da Premier League e reduzir o número de estrangeiros, que hoje, está na casa dos 60%.
Claro que muitos podem argumentar que a medida causará uma queda na qualidade dos jogos, pois a diferença técnica será relevante, mas os dirigentes da Premier League, usaram o argumento de que o excesso de estrangeiros tem prejudicado a revelação de jovens valores nacionais e que esse fato, acaba se refletindo na seleção do país.
Esse argumento, não é novo, a Itália e a Alemanha, já tiveram seus defensores, mas o baixo valor dos jogadores estrangeiros, principalmente, os africanos e latino americanos, acabou por calar os dissidentes.
Porém, a crescente dificuldade na renovação de suas seleções e a queda na qualidade dos novos valores, trouxe de volta o debate sobre o assunto: Portugal, Alemanha, Itália, Espanha e França, têm dado ao assunto cada vez mais importância.
Porém, a nova determinação da liga inglesa, deixa uma sutil brecha...
Leia com atenção e verifique a “pequena” falha.
Os clubes da Premier League, apenas podem escrever 25 jogadores com mais de 21 anos, sendo obrigatório que pelo menos 8 dos 25, tenham sido formados em clubes ingleses.
A norma considera jogadores formados no país, os atletas que tenham sido inscritos num clube inglês no mínimo durante três anos entre os 16 e 21 anos.
Embora a regra permita apenas 25 jogadores em cada elenco, podem ser inscritos mais, desde que tenham menos de 21 anos.
Perceberam a “brecha”?
É a seguinte: como a regra não fala em nacionalidade, basta que as equipes inglesas passem a contratar (o que, aliás, já é feito) jogadores estrangeiros na faixa etária permitida e espere o período de três anos para então, inscrevê-los no elenco principal.
E tem gente que pensa que por lá só existe “menino bobo”...
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