domingo, outubro 22, 2006

Recorde de público no Campeonato Brasileiro...



57.851 torcedores, lotaram o Mineirão para ver Atlético 4x1 Avaí.
Série A

Depois da 30ª rodada, onde foram marcados 33 gols em 10 jogos. Posso até queimar os dedos (lembre-se que estou escrevendo), mas o São Paulo já pode começar a confeccionar as faixas de campeão brasileiro de 2006. O empate em Porto Alegre diante do Grêmio mostrou uma equipe madura e pronta, para administrar a grande vantagem que tem sobre Internacional, Santos e Grêmio, seus mais próximos concorrentes. Por ironia, a vitória do Flamengo que jogou com uma equipe reserva, deixa o se arqui-rival o Vasco da Gama, na disputa pela vaga na Taça Libertadores da América do ano que vem. Botafogo, Figueirense, o próprio Flamengo, Cruzeiro e Goiás, vão morder os calcanhares de Vasco e Paraná, até o final, tudo pode acontecer. O Santa Cruz a meu ver já é parte da segunda divisão, enquanto São Caetano e Fortaleza, ainda têm remotas chances de escapar. Ponte Preta, Fluminense, Corinthians, Palmeiras e Juventude, devem ficar com as barbas de molho, pois um deles vai passar a temporada de 2007, na Série B.

Série B

Restando ainda 7 rodadas, fica difícil afirmar quem estará no próximo baile da Série A. Atlético Mineiro e Sport estão brigando pelo título de campeão da segundona, porém qualquer descuido será fatal, é só olhar a tabela e ver que América, Náutico, Paulista e Coritiba, ainda podem sonhar com o título. Brasiliense, Santo André e até mesmo o Marília, ainda lutam por uma vaga entre os quatro. As próximas 3 ou 4 rodadas serão definitivas, para os sonhos de um dos citados acima. Paysandú, Avaí e Ceará, não irão chegar, mas precisam ganhar ainda alguns pontos, para garantir a permanência na segunda divisão no ano que vem. O bicho vai pegar mesmo, é entre, Gama, Ituano, CRB, Remo, Guarani, Vila Nova, São Raimundo e Portuguesa de Desportos. Esses vão ter que suar muito para fugir do inferno, cada jogo, será um Deus nos acuda e, cada ponto ganho comemorado com muita festa. Porém, cada derrota será como um pisão nos dedos de quem se agarra à beira do precipício.

Série C

O Brasil de Pelotas, não disse ao que veio. Um ponto em quatro jogos não era o que se esperava da equipe gaúcha. O Bahia venceu e respirou aliviado, porém ainda vai ter que jogar muito se quiser voltar para a Série B. O Ipatinga de Minas Gerais assumiu a liderança e está com pinta de finalmente, ascender à segunda divisão, já o Criciúma e o Vitória querem permanecer na cola dos mineiros. Treze, Grêmio Barueri e Ferroviário perderam seus jogos, e passam a correr perigo. Ruim mesmo, foi o resultado do festejado time paulista, perdeu em casa e ainda não mostrou a força que dizem ter.
Porém nada está perdido, nem ganho, todos ainda tem 3 jogos a disputar no turno e 7 no returno.
Sobre o conceito de craque...



Na minha humilde opinião, craque é aquele que quando pega na bola, nos dá a impressão do campo estar deserto...

Enfim entre os 4...

Não foi um grande jogo, não foi empolgante, nem inesquecível. Mas foi o jogo que marcou a entrada do América na zona de classificação e isso é o que realmente importa para o torcedor americano. O primeiro tempo poderia perfeitamente ter terminado sem que o placar fosse alterado, pois se de um lado o CRB se defendia e procurava usar seus alas como armas, do outro o América mantinha a pressão constante sobre o adversário. Só não era o dono absoluto do jogo, em função dos inúmeros erros de passe e das atuações irregulares de alguns jogadores, porém o futebol não é regido somente pela lógica, mesmo o mais racional observador, sempre será surpreendido e foi o que aconteceu na primeira fase. Com o relógio marcando 41 minutos, Eninho do CRB, tem uma falta a sua disposição, bate e faz um belo gol, o observador racional e frio, diria ser esse gol fruto do imponderável e já começaria a pensar no segundo tempo. Porém, eis que o imponderável se apresenta mais uma vez, desta feita é o América que é beneficiado pela imprudência de um defensor regatiano (cometer uma falta próximo da área tendo o Souza como adversário é a imprudência das imprudências). Bola na marca, Souza bate e decreta o empate... Souza é mesmo iluminado, a bola que morreria nas mãos do goleiro, foi sutilmente desviada pelo “montinho artilheiro”, que costuma ser “amigo” dos craques.
Fim do primeiro tempo.
Ao começar a segunda parte, era previsível imaginar que o CRB, partiria em busca do empate, pois com 37 pontos na tabela o time alagoano corria o risco de ter que lutar contra o rebaixamento... Só, que como sempre, no mundo da bola o previsível nem sempre aparece e aos 4 minutos, Max, que durante toda a semana lutou para entrar na vaga de Tiago Cavalcanti, estava onde deve estar todo artilheiro e fez o que um artilheiro faz... América 2x1 de virada! O machadão rugiu e rugiu com força, pois esse resultado alçaria o América, a condição de terceiro colocado e membro efetivo da turma dos quatro. Daí para frente, o que se viu foi um CRB, tentando buscar forças para diminuir o prejuízo e o América mesmo com um ou outro cochilo, controlar a partida. Ao perder Rogerinho expulso, os alagoanos perderam a fé, a segunda expulsão, só aumentou o desânimo dos representantes da terra dos marechais.

Final de partida, América 49 pontos e o CRB bem ao lado da porta que dá para o inferno.
Historias do futebol...


Helio Miranda era o técnico do São Domingos que enfrentava o ASA de Arapiraca na partida preliminar da rodada dupla no Estádio Rei Pelé. Sentado no banco de reservas onde fica o CRB, o “mestre” estava preocupado com o empate de 2x2 que tirava do São Domingos as ultimas chances de ir para o quadrangular final.
Tinha direito a uma mudança e resolveu colocar no time o ponta de lança Salê, contratado ao CSE de Palmeiras dos Índios. Logo depois da substituição, um cruzamento vindo da esquerda encontra Salê na entrada da área. Ele estufa o peito, mata a bola que desce pela coxa direita e, sem deixá-la cair o atacante fuzila de pé esquerdo, sem apelação.
Um verdadeiro golaço.
Vibração geral no banco do São Domingos. A vitória estava garantida faltando apenas seis minutos para acabar o jogo.
O dirigente Clóvis Rabelo, irmão do presidente Miguel Spinelli, abraçado ao treinador, comentou:
- Quem bom se o Salê todo jogo fizesse um gol desses.
E o Helio Miranda bem tranqüilo respondeu:
- Besteira, Clóvis. Se o Salê fizesse isso todo jogo nem ele estava aqui nem o Zagalo estava procurando um centro avante para a seleção.

Fonte:
http://www.museudosesportes.com.br/
Fotos que marcaram época...


Imagem: Luis Vieira
O que teria assustado tanto ao zagueiro Franco do Rio Ave de Portugal?
Rapidinhas...


- O América tomou seu assento na primeira classe, depois de um início de viajem um tanto turbulento. Agora confortavelmente instalado, o time rubro terá que segurar com firmeza o bilhete, pois ainda restam sete escalas até o desembarque no paraíso.

- Fica aqui uma pergunta... Souza será sedado e embarcará no avião com o time ou irão alugar um automóvel especial para levar o jogador?

- Com o América tendo em seus calcanhares, Náutico, Paulista, Coritiba, Brasiliense e no fim da fila o Marília, teremos um festival de matemáticos, astrólogos, futurólogos, babalorixás e todo o tipo de otimistas a explicar o porquê à vaga é americana. Em compensação, os “secadores” e pessimistas de plantão, irão esgotar os estoques de velas pretas, frangos e cachaça, nas mandingas anti-americanas. Enfim, serão as sete rodadas mais divertidas da história recente do nosso futebol.

sábado, outubro 21, 2006

Um momento que foi eternizado...


Imagem: Tomás Gabriel Almeida

O último gol de Miklos Fehér 1979 -2004
Rapidinhas...

- Com o devido perdão, o fato de jogar depois de encerrados todos os jogos da 31ª rodada, não beneficia, nem prejudica em nada ao América. Por um simples motivo; Só a vitória interessa...

- Sei que vão dizer que sou ranzinza e chato, tudo bem... Faz parte! (como diria o filósofo Bambam do BBB). O site do América estampou a seguinte chamada: “Machadão vai virar céu de Bagdá”. Sinceramente, poderiam ter sido mais criativos, poderiam ter encontrado algo melhor. Se bem me recordo, as luzes que alumiaram o céu de Bagdá eram explosões de mísseis e bombas, e seus estilhaços e fragmentos espalharam dor e morte pela cidade. Nada haver com a bonita festa que o América pretende fazer, antes da partida contra o CRB. Nada haver com a alegria e o orgulho, que seus torcedores sentirão ao ver o céu de Natal iluminado pelo brilho dos fogos, cuja mensagem, será de fé e amor ao clube rubro. Às vezes na empolgação de um momento, não percebemos o profundo mal gosto de algo que a princípio parece genial.

- Acabei de chegar do jantar de 29 anos da FERA (Fiéis Esmeraldinos Radicais), lá revi alguns amigos e pude conversar um pouco com quase todos. Ouvi rasgados elogios ao Presidente do América Gustavo Carvalho por sua participação no conselho arbitral e por ser ele, um dos responsáveis pela idéia aprovada ao final da reunião. Outro que foi largamente elogiado, foi o representante do ABC, Augusto Azevedo. Segundo um dos interlocutores, Augusto teria sido o “divisor de águas”, a figura que impôs lucidez e que conduziu os debates em alto nível. Em ambos os casos, nada a estranhar... Gustavo é um empresário inteligente e bem sucedido, seus negócios, têm a marca da competência e do tino comercial. Enquanto Augusto Azevedo é um homem culto, dono de uma personalidade forte e de incontestável retidão moral. Gustavo e Augusto pensaram no futebol como um todo, Gustavo, até preferiu que sua idéia fosse assumida por outros, dando uma prova de humildade e desprendimento... Esse era o Gustavo que gostaria de ter visto em uma outra ocasião.

- Parabéns Normando por sua festa, por sua dedicação e por seu amor incondicional ao Alecrim.

- O presidente do Alecrim Edvaldo Gomes, me confidenciou que pretende enviar o ex-goleiro Sérgio Maria, para fazer um curso de treinador em São Paulo. Segundo Edvaldo, Sérgio mostrou competência e dedicação, e isso merece reconhecimento. Edvaldo Gomes vai aos poucos deixando sua marca e dando lições bem interessantes aos seus pares.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Peço desculpas aos leitores, pela demora na postagem. Infelizmente tive problemas com a conexão via Velox...
Fotos que marcaram época...



Imagem: Luis Vieira

No dia 25 de janeiro de 2004, às 21h30min na partida Vitória de Guimarães e Benfica de Lisboa, o atacante Miklos Fehér, 24 caiu em campo, logo o desespero tomou conta de seus companheiros e adversários, na foto vemos Tiago, seu companheiro desde os tempos de Sporting Braga, tomado pelo desespero após constatar a gravidade da situação. Lamentavelmente Fehér, não resistiu e faleceu na mesma noite às 23h10min no Hospital da Senhora da Oliveira. O mais impressionante é que enquanto o jogador ainda era atendido em campo, a torcida presente, gritava seu nome na tentativa de reanimá-lo...
Passados quase três anos, mesmo depois da morte do zagueiro Serginho do São Caetano no mesmo ano, ainda se descumpre a lei, que obriga os estádios a terem um desfibrilador cardíaco à disposição dos médicos para qualquer enventualidade, seja em campo, seja entre os torcedores.

Quanto o discurso não condiz com a realidade... Parte 1

Lendo e ouvindo, me deparei com inúmeros defensores do Rubens Barrichello, confesso fiquei assustado, nem sabia que ele tinha tantos. Comentários indignados soam através de microfones e saltam aos olhos nos textos de alguns patriotas bissextos. É engraçado o tom de revolta, contra uma possível agressão ao piloto brasileiro em sua “casa” o Brasil e em sua “cidade” São Paulo. Porém o mais assustador é a descarada hipocrisia na tentativa de exaltar a falta de respeito ao homem Barrichello e sua condição de ser humano. Nossa impressa às vezes passa do limite, em sua tentativa de considerar o leitor e o ouvinte néscio e abobalhado, logo a boa e velha imprensa, useira e vezeira em desrespeitar seres humanos. Quem começou a campanha desmoralizadora de Rubinho? Foram os europeus? Foram os jornalistas estrangeiros? Não... Foi à patriótica imprensa nacional que na tentativa de arranjar um herói pós Sena, jogou sobre o Rubens toda a responsabilidade de “curvar a fórmula 1” ao gênio imbatível dos brazucas sempre prontos a vingar nosso eterno sentimento de inferioridade. Como não deu certo, logo as ironias e piadas foram sendo estampadas nos jornais, nas rádios e até em programas de TV. Seria impossível colocar nesse espaço as piadas e os textos que desqualificavam o “nosso” corredor, sempre que Rubinho perdia ou tinha que sair da disputa por problemas mecânicos. Os comentários sutilmente desabonadores pipocavam. Portanto o que a equipe do Pânico fez, foi levar para uma entrevista com o Schumacher aquilo que corriqueiramente se fazia alhures e algures. Condenar os humoristas do Pânico é idiotice da grossa, eles sempre fizeram um humor cáustico e agressivo (se de bom ou mau gosto, é outra discussão), sempre arrancaram risos rasgados de todos, sempre foram assim, mesmo por vezes sendo inconvenientes, nunca foram taxados de grosseiros e desrespeitadores. O próprio Jô Soares cansou de tirar sarro do Barrichello e nunca ninguém ousou acusá-lo ou recriminá-lo. Desta feita a indignação surgiu por ter sido a “brincadeira” feita na frente de jornalistas forasteiros e diante do piloto alemão, mas se esquecem os críticos que até a imprensa nacional presente ao evento também riu da “piada”... Schumacher que não é nenhuma miss simpatia, apenas aderiu ao clima e repetiu ao “fingir que chorava”, o que sempre fez sem máscara, demonstrou sua pouca ou nenhuma consideração por Barrichello. O fato foi banal, poderia e deveria ter passado despercebido, pois o ato foi praticado por humoristas e não jornalistas e convenhamos a “tartaruguinha até que é simpática”.

Fernando Amaral.

Quando o discurso não condiz com a realidade... Parte 2

Ainda sobre a indignação e o pedido de respeito a seres humanos feitos em artigos e comentários da imprensa esportiva diante da “brincadeira” feita por membros do programa humorístico Pânico, tenho sempre dito que nada é mais perigoso que um comentário esportivo, sempre carregado de emoção, sempre carregado de patriotadas e clubismos, sempre na tentativa de agradar as grandes torcidas, seus poderosos dirigentes ou proteger seus os xodós nacionais ou locais. Mesmo quando criticam, tentam manter uma aura de proteção em torno do “amado”. Edmundo, sempre foi um mau caráter, porém o apelido “animal” tinha a intenção de elevá-lo, nunca de condená-lo. Romário foi e ainda é um péssimo profissional, um péssimo exemplo, mas a alcunha de “bad boy” visava torná-lo um “diferente”, um incompreendido. No passado, Beijoca que fez fama no Bahia era um bandido, mas o chamavam de “raçudo”, chutar goleiros no chão ou dar cotovelada em seus rostos era visto pela imprensa com raça e vontade de vencer. Serginho Chulapa agia como louco destemperado, mas para a imprensa, era “macho” “valente” e agora, faz poucos dias, o Deus supremo, mostrou toda a sua frieza, toda a sua indiferença diante da morte da filha (sempre renegada) e ninguém pediu respeito ao ser humano, que faleceu sem receber sequer uma visita ou telefonema do pai. Ninguém cobrou dele um gesto de humanidade, de reconciliação. A velha e boa hipocrisia campeia nas redações esportivas... Os mesmos que gritam por respeito a Barrichello, são os mesmos que elegem ao final de cada partida, a “baranga” e o “mortinho” do jogo que se arvoram em juízes e afirmam que esse ou aquele jogador, não deveria vestir a camisa deste ou daquele clube. Costumam adjetivar seres humanos na luta por seu pão, de perna de pau, de caneleiro, de bonde, de grosso, de franqueiro e etc. São os mesmos que abortaram tantas carreiras, apenas para agradar arquibancadas passionais e desesperadas por resultados. Não quero me alongar, mas não posso deixar citar o comportamento leviano em relação a árbitros e auxiliares, sempre colocando em dúvida a honradez desses profissionais, sempre inoculando desconfiança, quando não perdem a compostura e berram a plenos pulmões, que o árbitro é “ladrão”, “mal intencionado” e que está “propositalmente prejudicando o nosso clube”... Já tive a oportunidade de ouvir coisas bem “respeitosas” sobre árbitros, inclusive um sonoro, “esse bandeirinha é débil mental”... Portanto, deixemos de lado a crise patriótica medíocre, deixemos de lado o bom mocismo cínico e caiamos na real, a imprensa esportiva é arrogante, pretensiosa, parcial e acima de tudo, nunca prezou pelo respeito a ser humano nenhum, principalmente com os seres humanos, que não lhes cai nas graças.

Fernando Amaral.
Rapidinhas...

Aos poucos o estatuto do torcedor vai promovendo justiça...
A Portuguesa de Desportos foi multada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJD), em 10.000 reais, a multa foi aplicada em virtude dos danos causados no carro do árbitro Rodrigo Martins Sintra, que apitou Portuguesa x Santo André, no dia 19 de setembro, no Canindé. Além da multa, o clube vai ter que comprovar o pagamento dos danos ao veículo.

O Atlético Paranaense vai muito bem, na Copa Sul Americana. Depois de começar perdendo para o Nacional de Montevidéu, na casa do adversário, o clube paranaense, virou o jogo e venceu por 2x1. O Nacional marcou aos 10 minutos do segundo tempo com Alonso e o rubro-negro paranaense, empatou aos 28 com Pedro Oldoni e virou aos 44minutos, com um gol de Marco Aurélio. Agora o Atlético recebe o Nacional em Curitiba e tem grandes chances de ir as semifinais.

quinta-feira, outubro 19, 2006

O tempo tudo esclarece...



Imagem: Aftonbladet




O jornal sueco Aftonbladet, publicou matéria sobre as festas na casa do atacante brasileiro Adriano da Internazionale de Milão. A matéria destaca, que tais festas são corriqueiras e que o jogador, já começa a aborrecer alguns cardeais do clube...
Na foto, Adriano, segura um cigarro enquanto “suas amigas”, procuram mostrar seus dotes... (Cá entre nós, com a grana que ele ganha, bem que dava para arranjar umas amigas mais vistosas).
Malandro demais se atrapalha...


Imagem: Sportpress

Esse imaginou, que ninguém perceberia... O fotógrafo, percebeu!


Caneladas da imprensa...

O repórter Ricardo Silva da Rádio Globo, ao falar sobre o nadador Clodoaldo Silva... “Está em Natal o nosso Clodoaldo Silva, o TUBARÃO DAS ÁGUAS”! Ainda bem, caso contrário, o pobre tubarão morreria...

“O Liverpool descontou com Roman Abramovich, mas não evitou a perda do título”...
Título de uma matéria do Site Futebol Interior, que junto com Galvão “Magda” Bueno, são os reis da canelada. Roman Abramovich é o todo poderoso controlador do Chelsea e pelo que consta, nunca jogou futebol, nem na Rússia, nem na Inglaterra. (Fonte: Trivela.com)

“O Liverpool derrotou o Bayer Leverkunsen por 3x1 no Estádio Anfield Road, em Londres”... Só mesmo a poderosa Globo, poderia remover o Anfield Road de Liverpool para Londres e tirar da terra dos Beatles, a sua maior paixão, o Liverpool, transferindo-o para a capital da Inglaterra. (Fonte: Trivela.com)

Rapidinhas...

- Finalmente a FNF e o Conselho Arbitral, deram alguma demonstração de bom senso. Após duras criticas da imprensa local, os responsáveis pelo futebol do Rio Grande do Norte, resolveram voltar atrás e irão realizar o Campeonato Estadual e a Copa do Rio Grande do Norte em datas diferentes. Segundo a nova resolução, o estadual terá início em janeiro e seu término em maio. Já a Copa RN, começa em outubro e termina em dezembro. Outra medida importante, mesmo que, não tenha causado maiores repercussões, foi à segunda divisão passar a ser disputada entre os meses de junho e agosto.
Tal medida me proporciona uma sugestão aos clubes da primeira divisão estadual. Porque não inscrever, “equipes B” na segundona local? Esses cinco meses de inatividade, seriam preenchidos e dariam oportunidade a uma preparação mais apurada, tanto para quem vai disputar a Série C, como para a disputa da Copa RN. Mesmo o América jogando, na Série B ou na Série A, tiraria proveito. Mesclaria jovens valores da base, com jogadores profissionais sem oportunidade na equipe principal e poderia observar com mais critério suas atuações.

- Orlando Baia e Luiz Fernando Barros, não jogam, não realizam treinos táticos, técnicos ou físicos, mas são peças de extrema importância em uma equipe de futebol. Os dois são médicos, eles curam! O problema é que tanto o Dr. Baia, quanto o Dr. Barros, estão em greve e segundo se sabe, só voltam a trabalhar, depois que seus salários atrasados forem pagos. Assim, o CRB de Alagoas vem para Natal, sem seus médicos, caso a diretoria do clube não acerte as contas. Porém, o problema não está localizado apenas no Departamento Médico, jogadores e funcionários, também estão a ver navios.
Na medida, que se aproxima o fim da Série B, as mazelas vão começar a aparecer, muita gente boa, ainda vai se assustar ao ver o tamanho da cratera, que algumas diretorias vão precisar tapar...

- Ah! É Edmundo... Ah! É Edmundo... Assim a torcida do Vasco, comemorou o pênalti perdido pelo ex-xodó da galera cruzmaltina, em São Januário na vitória sobre o Palmeiras por 3x0.

- Grosseria, incapacidade profissional, ilegalidade e preconceito, tudo isso a polícia do Pará, demonstrou em uma abordagem na Avenida Gentil Bittencourt, em Belém. Ao parar o automóvel considerado suspeito, os policiais de armas em punho, obrigaram seus três ocupantes a descer e sem pedir nenhum tipo de documento, passaram a revistar o veículo, seu condutor e os caronas. Depois de toda a humilhação, é que um deles pôde dizer quem era o que faziam e para onde iam. Silvio zagueiro do Paysandú e Daniel volante da mesma equipe iam para o treino na Curuzu, e o motorista, era um amigo que os conduzia ao treino. Liberados puderam seguir seu caminho... Toda a operação foi uma grande trapalhada, seria condenável em qualquer circunstância, mas nesse caso, uma coincidência torna a lambança ainda maior. Os três eram negros e os policiais, justificaram a ação, alegando que pensaram ser o carro roubado.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Fotos que marcaram época...


Imagem: Kicker

Pior que perder o gol, foi ver a chuteira partir...
Edson matou Pelé...

Houve um menino que tratou a bola com muito carinho...
Com ternura e afeto...
Fez dela sua paixão e seu amor...
Esse menino ficou conhecido como Pelé...
Há um homem que renegou sua filha...
Que a tratou com indiferença e desprezo...
E que se negou até o último momento, a um gesto de reconciliação...
Esse homem é conhecido como Edson Arantes do Nascimento...

Fernando Amaral.
Seria tão bom se sério fosse...


Sempre fui e sempre serei um defensor ferrenho das categorias de base, seja no futebol, seja em qualquer outro esporte. Sempre defenderei competições que sirvam para abrir espaços a jovens atletas, afinal à renovação faz parte da vida e no esporte fundamentalmente, é o caminho mais barato e talvez o mais eficiente, se estiver alicerçada por uma boa estrutura e conduzida por profissionais aptos.
Porém, tenho dúvidas se os campeonatos hora patrocinados pela Federação Norte-rio-grandense de futebol, cumprem seu papel, se as competições servem mesmo ao propósito de descobrir futuros jogadores de futebol. Pelo que tenho acompanhado ao longo dos anos, poderia afirmar que os resultados são medíocres, seja pelo número ínfimo de talentos descobertos, seja pela qualidade da estrutura oferecida pelos clubes aos que buscam o futebol como profissão. Pelo que me recordo o último goleiro, saído das categorias de base no estado e que chegou a titular absoluto de sua equipe, foi Eugênio, nascido nas bases do América e hoje treinador de goleiros do ABC. Isso há mais de 10 anos, o com que convenhamos é muito pouco. Por outro lado, não posso negar que vi alguns jovens promissores correndo atrás da bola, tanto nos infanto-juvenis, quanto nos juvenis e juniores, mas raros foram aqueles que tiveram a oportunidade de atuar com freqüência como titulares em equipes como América e ABC, mesmo Potiguar e Baraúnas de Mossoró dão poucas chances a atletas da base. Para confirmar o que digo o último jogador da base a sair para um grande centro e que deu algum retorno ao clube, foi o meio-campista Sandro do ABC. É claro que, outros nomes surgiram nesse meio tempo, mas nenhum chegou a ser negociado, por um motivo muito simples; faltou paciência aos dirigentes, que se deixaram levar por cobranças descabidas de seus torcedores e pelo vício da imprensa local por nomes conhecidos, mesmo que em fim de carreira ou de qualidade duvidosa. Mas retornemos aos campeonatos de base. É absolutamente desproposital, a quantidade de times que participam dessas competições, além de serem em sua quase totalidade, clubes de fundo de quintal, sua presença é nociva, por serem desprovidos de estrutura física e não disporem de pessoal qualificado para cuidar do desenvolvimento atlético e pessoal de seus jogadores. É inconcebível, que a federação, aceite como participantes desses campeonatos, clubes, sem médicos, preparadores físicos, massagistas e uma administração razoavelmente montada. É absurdo, que um atleta seja inscrito por uma entidade, incapaz de lhe dar qualquer garantia em caso de uma contusão mais séria. Como processar um clube, que só existe no papel e cujo dirigente, é um senhor faz tudo? Não seria mais razoável, que os campeonatos de juniores, só fossem disputados por clubes que disputassem campeonatos profissionais? Não seria mais razoável que nas categorias inferiores, a federação, até permitisse um número maior de disputantes, mas que buscasse atrair instituições capazes de fazer frente às necessidades dos seus atletas? Já que essas categorias, não têm compromisso com os resultados, mas com a formação e garimpo de futuros jogadores, o melhor seria que além dos clubes profissionais, fossem as escolas, as universidades, as empresas e até alguns órgãos governamentais os participantes de tais eventos. Que mal teria o Nordestão, o CEFET, o Marista, a UNP, o SESI ou até mesmo a CAERN, ter uma equipe nas categorias infanto-juvenil e juvenil? Creio que nenhum, pois estariam as empresas ou órgão de governo, contribuindo com um forte trabalho social e atrelando seu nome a uma causa simpática aos olhos de todos. Por outro lado, as escolas, divulgariam seus nomes e criariam um vínculo maior, entre a nossa juventude e o futebol local. Quanto às universidades, eu diria que dariam oportunidade aos alunos dos cursos correlatos ao esporte, de uma vivência prática, além de colocar no mercado, gente capacitada a preencher o enorme vácuo existente.
Nada do que foi proposto acima é impossível ou acarreta gastos estratosféricos, pois o próprio governo seria um parceiro, não colocando dinheiro público, mas com incentivos a quem, colaborasse na tarefa de atrair jovens para uma vida saudável.
Infelizmente, para isso, seria necessária uma federação arejada, comprometida com o esporte e com a juventude, sem homenzinhos torpes e medíocres, que fazem do futebol escada para seus sonhos de reconhecimento social, ou porta para câmaras e assembléias legislativas, onde ocuparão cadeiras, apenas para representarem a si mesmos, suas famílias e se colocarem a disposição de quem fizer a melhor oferta.

Fernando Amaral.
Sandra Nascimento...

Segundo o Jornal Folha de São Paulo, ainda internada no Hospital da Beneficência Portuguesa, Sandra Regina Nascimento, teria dito a mãe, Anísia Machado, que gostaria de ver o pai ou ao menos receber um telefonema dele... Sua mãe tentou o contato, mas Pelé, não deu retorno.

Toda essa triste história me fez lembrar de meu pai, que dizia: “Meu filho, nunca se aproxime de seus ídolos, nunca chegue perto de heróis. Se o fizer, vai descobrir que eles são miseravelmente humanos”. Não me cabe julgar, mas posso chorar...
Sandra Regina Arantes do Nascimento...


Imagem: Agência Estado
Do blog do Nassif

A filha de Pelé.
A morte de Sandra Nascimento, a filha que Pelé relutou em reconhecer, traz à lembrança um dos episódios mais tristes que um homem público jamais cometeu. A luta daquela moça para ver a paternidade reconhecida, a frieza de Pelé para com seus sentimentos foi algo que marcou definitivamente sua imagem perante um grande número de admiradores.

Transcrevo aqui, o comentário do jornalista Luis Nassif em seu blog e confesso concordar inteiramente com o mesmo.
Rapidinhas...

A vitória do Brasiliense sobre o Marilia por 1x0, aumenta ainda mais a necessidade do América vencer o CRB no sábado em Natal. Sexta-feira o clube da capital do país, joga contra a Portuguesa de Desportos em casa, em caso de vitória, irá a 47 pontos. Portanto, vencer o CRB, é fundamental na busca pelo acesso.

O polêmico radialista Jorge Kajuru, está internado em São Paulo, após ingerir uma dose excessiva de remédios. No Hospital São Francisco os médicos que o acompanham, acreditam em tentativa de suicídio.

terça-feira, outubro 17, 2006

Fotos que marcaram época...



Imagem: Reuters

Um pequeno vacilo e a corrida acabou mais cedo.
No TV U Esporte da última segunda-feira (16), um telespectador, fez um pergunta bem interessante... “Vocês acham que o número de clubes profissionais no Rio Grande do Norte, deveria ser diminuído”? Todos respondemos que sim, mas divergimos no número de equipes a disputar o campeonato local. Lupercio afirmou que acreditava que entre 10 e 12 equipes seria o ideal, Accioly e Normando Bezerra, nosso convidado, também aceitaram a opinião do Lupercio. Fixei um número entre 6 e 8 equipes, porém 8 participantes são em minha opinião, o mais próximo do perfeito.
Vejamos:

Campeonato Norte-rio-grandense de Futebol Profissional – Primeira Divisão.

ABC FC – Natal
América FC – Natal
Alecrim FC – Natal
ACD Potiguar – Mossoró
ACEC Baraúnas – Mossoró
São Gonçalo FC – São Gonçalo do Amarante
SC Santa Cruz – Santa Cruz
AC Corintians – Caicó

Campeonato Norte-rio-grandense de Futebol Profissional – Segunda Divisão.

Potiguar EC – Parnamirin
Associação Cultural e Desportiva Potyguar Seridoense – Currais Novos
Macau EC – Macau
SE Pauferrense – Pau dos Ferros
Parnamirin SC – Parnamirin
Associação Sportiva Sociedade Unida - ASSU
Cruzeiro FC – Macaíba
Guamaré EC – Guamaré

O exemplo acima é hipotético e pessoal, apenas serve como ilustração de uma idéia. Os critérios usados na escolhas das equipes foram: História e tradição, títulos conquistados, participação em campeonatos anteriores, potencial de crescimento e que tivessem como sede, cidades com projeção econômica e com representatividade em sua região.
Creio que, um campeonato com esse número de equipes, proporcionaria uma disputa em dois turnos, tornando-o mais justo e mais viável do ponto de vista financeiro. Daria a possibilidade de se ter a subida e a queda de apenas um clube por temporada, sem que o rebaixado perdesse a animo e se retirasse da competição.
Caso algum leitor queira ampliar a discussão, envie sua sugestão por escrito para fernandoamaral55@hotmail.com. Terei o maior prazer em publicar e dar continuidade ao debate. Peço apenas que sejam idéias claras e que possam contribuir, para quem sabe, um futuro projeto para o nosso futebol. (Não custa sonhar... Custa?).
Se é para sair, saia com decisão...



Imagem: World Soccer

Mark Bosnich, corta o cruzamento e mostra ao atacante do Tottenham Hotspur quem manda na área.
Rapidinhas...

Comenta-se a boca pequena, que o processo sucessório na FNF, já está em marcha. Segundo algumas fontes, o empresário, conselheiro do América e atual deputado, Paulinho Freire teria dado mostras que gostaria de presidir a federação. Outro que já chegou a consultar amigos, foi o atual prefeito de Santa Cruz, Tomba...

Caso se confirme à informação de que o ABC FC, está contratando um paisagista para incrementar o visual do Maria Lamas Farache, faço questão me congratular com a direção do clube. O futebol é um espetáculo visual, seu charme está nas cores dos uniformes, na multicolorida massa de torcedores e no verde impecável do gramado. Há muito que o futebol europeu se preocupa com esse aspecto, os grandes clubes do continente, costumam contratar profissionais do design, artistas plásticos, paisagistas e gente especializada em montagem de espetáculos, para assessorar e implementar mudanças que atraiam o interesse dos espectadores que freqüentam os estádios, assim como dos fãs que assistem aos jogos pela televisão. Empresas como Nike, Umbro, Adidas, Puma e Diadora, têm em seus quadros, gente que estuda profundamente, os efeitos que as cores dos uniformes, luvas e chuteiras, causam em contraste com o verde da grama e com a luz, tanto artificial, como natural. Portanto, se for verdade, parabéns... O mundo é bem mais amplo do que o horizonte alcançado pelas retinas.

domingo, outubro 15, 2006

Curiosidades das Copas

Por Carlos Henrique


Quem lê esse blog certamente se liga em tudo o que acontece nas Copas do Mundo. Porém, alguns não se atêm a algumas curiosidades marcantes que envolvem os mundiais.

Por acaso você sabe qual o nome do autor do primeiro gol da história das Copas? O que dizer sobre o autor do gol mais rápido? Será que é capaz de lembrar o menor público já registrado em um estádio durante a Copa? E a maior goleada? *

Aos poucos vamos introduzindo aqui no blog muitas curiosidades sobre a história das Copas do Mundo. Afinal, o futebol não vive só do presente, a sua história é essencial para que tenha se tornado o fenômeno mundial que é hoje.

* Respostas das questões propostas acima, respectivamente:

- O autor do primeiro gol em Copas do Mundo foi o francês Lucien Laurent, em 1930, quando sua seleção venceu o México por 4 a 1 jogando no estádio Centenário de Montevidéu. Na oportunidade, Laurent fez um belo gol de voleio aos 19 minutos de jogo.

- O gol mais rápido da história das Copas foi bastante recente: em 29 de junho de 2002, no Daegu Stadium, em Daegu (Coréia do Sul), o turco Hakan Sükür fez o primeiro gol de sua equipe aos 11 segundos de jogo, na partida diante dos donos da casa, que valia o 3º lugar da Copa do Mundo daquele ano. O placar final foi de 3 a 2 para os turcos.

- Já o menor público da história se deu na partida entre Romênia e Peru, no dia 14 de julho de 1930, na Copa do Mundo do Uruguai. Nesse confronto, que terminou 3 a 1 para os romenos, apenas 300 “testemunhas” resolveram comparecer ao estádio Pocitos na capital uruguaia.

- A maior goleada dos mundiais ocorreu na Espanha, em 1982. Mais precisamente na data de 15 de junho, no Nuevo Estádio, em Elche, a seleção da Hungria bateu El Salvador por 10 a 1. Nyilasi (2), Pölöskei, Fazekas (2), Tóth, Kiss (3) e Szentes entraram para a história das Copas. Vale salientar que nessa partida o salvadorenho Ramírez também entrou para a história, afinal, foi o único gol de seu país até os dias atuais na competição.




Imagem: Uol


Mais um fim de semana de futebol pelo Brasil em suas três divisões, 77 gols marcados em 24 jogos. Na Primeira Divisão, o São Paulo já anda de mãos dadas com a taça e dificilmente deixará de ser o campeão da temporada. Grêmio e Internacional, praticamente garantiram sua participação na Libertadores da América do próximo ano, enquanto, Paraná, Santos, Vasco da Gama, Figueirense, Cruzeiro e Botafogo, lutam pela última vaga para o torneio continental. Na parte baixa da tabela, o Santa Cruz, já pode começar a planejar sua participação na Segunda Divisão. São Caetano e Fortaleza ainda acreditam em Coelhinho da Páscoa e Papai Noel, Corinthians, Ponte Preta, Fluminense, Palmeiras e Atlético Paranaense, patinam, nos próprios erros e tentam fugir da degola.
Emocionante mesmo, está a Segunda Divisão, Atlético Mineiro e Sport, devem lutar pelo título e estão quase na Primeira Divisão. Náutico, Coritiba, América, Paulista, Santo André e mais distante o Brasiliense, vão lutar ponto a ponto pelas duas vagas restantes. Na turma do desespero, Portuguesa, São Raimundo, Guarani, Remo, Vila Nova, Ituano, CRB e Gama, vão ascender velas para todos os santos e fazer tudo tipo de promessa. Na Série C, o Treze de Campina Grande, venceu o Bahia por 2x0 em casa e está a 41 jogos invicto nos seus domínios e lidera com Ferroviário, Grêmio Barueri e Ipatinga o octogonal final da terceirona. Bahia e Brasil de Pelotas são os lanternas, com 1 ponto em 3 jogos.
Nos veremos em 2009...


Após quinze dias de competição, os Primeiros Jogos da Lusofonia, chegaram ao seu final com uma grande festa de encerramento em Macau (China). Oito paises, Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Cabo Verde, Guiné Bissau, Angola e Moçambique, além de Macau ex-possessão portuguesa e de regiões na Guiné Equatorial, no Sri Lanka e na Índia, participaram do evento esportivo que os reuniu em torno da língua comum. O fato a lamentar, foi a não participação da Galícia, região ao norte da Espanha, mas que também fala português. O Brasil foi o grande vencedor, conquistando 57 medalhas... 29 ouros, 19 pratas e 9 bronzes. Portugal foi o segundo colocado, com 12 ouros, 18 pratas e 21 bronzes. Na última colocação ficou a Guiné Equatorial, sem nenhuma medalha. Os Jogos da Lusofonia, foi considerado um sucesso por seus organizadores e os 733 atletas presentes, também aprovaram a sua realização. Os próximos jogos terão lugar em Portugal em 2009 e o Comitê Organizador, deseja ver o Brasil representado no futebol e um número ainda maior de atletas inscritos.

sábado, outubro 14, 2006

Imagem: Guilherme Starling Junior

VALENTE E GUERREIRO O TRENZINHO CAIPIRA ATROPELA ADVERSÁRIOS...

Depois de 30 minutos esperando que as “crianças” parassem de brigar, finalmente a bola rolou para América e Náutico. Jogo complicado, onde a equipe natalense enfrentou seu pior adversário; a ansiedade. E o primeiro tempo, se desenrolou entre toques, estudos, erros de marcação e algumas poucas chances de gol. O empate ao final dos 45 minutos iniciais, foi justo e deixou para segundo tempo as emoções mais fortes. Partida reiniciada, o América foi à busca do resultado, enquanto o Náutico “cozinhava o galo” e vez por outra arriscava um ataque. Até que Souza, sempre ele, percebeu a brecha e chutou para o gol adversário. Obediente e dócil com que a trata bem, a bola atendeu aos desejos do meio campista e aconchegou-se no gol pernambucano. A bola é o craque, tem razões que a vã razão desconhece. América na frente, estádio em rebuliço, sorrisos e abraços a festejar mais um vitória que chegava. Até que num desses descuidos, o silêncio caiu sobre a massa americana, silêncio incrédulo e de gosto amargo, Fábio Silva, que acabara de entrar, marca o gol de empate do Náutico Capibaribe. Logo ele, deve ter sido o pensamento geral, o gol adversário já era difícil de engolir, ainda mais marcado por um ex-jogador do arqui-rival ABC... Atordoados e aborrecidos, os torcedores do América mantiveram a esperança, afinal, os comandados de Heriberto em casa, não costumam falhar. E estavam certos, não demorou muito e Paulo Isidoro, com malícia, raça e força, marcou o segundo gol. Novamente as estruturas carcomidas do velho João Machado tremeram e tremeriam ainda mais. Leandro Sena chega veloz e sela o destino do Náutico. América 3x1... Serelepe e faceiro, o “trenzinho caipira”, segue abrindo caminho em direção ao paraíso, jogando fumaça no rosto dos adversários e carregando os sonhos de milhares de fãs por todo o Rio Grande do Norte.

Fernando Amaral.
Rapidinhas...

O América agiu corretamente ao não aceitar trocar seu uniforme, só não precisava de tanto discurso...

Por 30 minutos o jogo ficou a mercê da falta de conhecimento da lei, da falta de pulso do árbitro Wladyerisson Silva de Oliveira e do festival de infantilidade dos dirigentes do Náutico e da necessidade dos dirigentes do América pelos holofotes e microfones. Dirigentes equilibrados e cônscios de sua posição hierárquica, mandariam um subalterno munido do regulamento resolver a questão... E ponto final.

O jogo entre Barcelona e Real Madrid pelo Campeonato Espanhol, será disputado no dia 22 de outubro... Colocados a venda, na sexta-feira 13, os ingressos foram vendidos em apenas duas horas. Organização e respeito ao público, receita simples para o sucesso de uma competição.

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Mandaíl, abdicou do mandato de deputado na assembléia nacional portuguesa, para se dedicar inteiramente à federação de futebol... E depois ainda fazem piada com eles.
Henriques Xavier da Silva, um exemplo de altivez e dignidade.



Imagem: Site oficial dos Jogos Lusófonos


Timorense, atleta de futebol de salão e logo estará no Guinness Book, como o goleiro que mais gols tomou em uma competição. Foram 56 de Portugal, 14 de Macau e 76 do Brasil, exatamente isso... 146 em apenas 3 partidas, faltando ainda o jogo de despedida contra Angola. Esse foi o preço que o jovem goleiro e a jovem nação asiática, pagaram pela ousadia de participar dos Primeiros Jogos Lusófonos, que estão sendo realizados em Macau, ex-possessão portuguesa em território chinês. O mais impressionante, é que, Xavier da Silva, foi considerado o melhor atleta da seleção timorense de futebol de salão e segundo informações da imprensa, que cobre o evento, o goleiro evitou uma torrente ainda maior de gols. Pedro Cavern, técnico do selecionado de Timor, fez questão de parabenizar seus jogadores e afirmou: “Todos sabem o que passou em Timor a pouquíssimo tempo, fomos invadidos pela Indonésia, nossas casas foram queimadas, nossos bens saqueados e muitos foram brutalmente mortos, tanto por soldados, quanto pela milícia financiada pelo governo de Jacarta”. Cavern, ainda acrescentou, “Essa é nossa primeira competição internacional, não temos equipamentos, nem estrutura. Estamos aqui, pelo prazer de jogar e pela honra de representar nossa pequena nação”. E foi com esse espírito, que Xavier da Silva, enfrentou seus adversários, foi pelo prazer de jogar e pela honra de representar Timo, que enfrentou seus antigos colonizadores, os portugueses e os melhores jogadores de futebol de salão do mundo, os brasileiros. Xavier da Silva pode entrar para o Guinness como o goleiro mais vazado do mundo, mas em Dili, capital de seu pequeno, pobre e arrasado país, ele é um herói. Um timorense, que não se acovardou diante de forças muito superiores e que foi até o fim na tentativa de evitar o impossível.
Rapidinhas...

O presidente do Santa Cruz de Pernambuco, Romerito Jatobá, ofereceu um milhão de reais a serem divididos entre jogadores e comissão técnica, como premio extra, caso o time fuja do rebaixamento para a segunda divisão. A manobra do presidente acabou não dando certo, pois em resposta os atletas da equipe, disseram, que não aceitariam o dinheiro. Os atletas afirmaram que são conscientes de suas obrigações profissionais e de seu dever moral em lutar para alcançar vitórias e propuseram ao cartola, que cumprisse com suas obrigações legais, pagando em dia seus salários...

Nos Primeiros Jogos Lusófonos, realizados em Macau (China), o Brasil segue liderando com sobras o quadro de medalhas.
O Brasil conquistou 53 medalhas até aqui, foram 26 de ouro, 18 de prata e nove de bronze. Portugal é o segundo colocado, com 45 medalhas, 11 de ouro, 15 de prata e 19 de bronze. Em último lugar, está Guiné Equatorial, sem nenhuma medalha até agora.
Os jogos seguem até domingo, quando haverá uma grande festa de encerramento.

Ainda pelos jogos dos paises de língua portuguesa... Portugal é medalha de ouro em futebol, após vencer na final a seleção de Angola por 2x1. A medalha de bronze ficou com a seleção de Cabo Verde, que bateu Moçambique, por 1x0.

O pivô da seleção brasileira de futebol de salão, Valdin, é o mais novo recordista mundial. Marcou 20 gols em uma só partida, na goleada do Brasil, em Timor Leste, por 76x0.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Como é dura a vida de zagueiro...


Imagem: Wilson Tsoi

A vida de zagueiro é dura, muito dura... Principalmente jogando na Liga Universitária da California.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Quero agradecer ao jornalista e colunista do site www.cidadedofutebol.uol.com.br Erich Beting, por autorizar a publicação do artigo abaixo.

O futuro do jornalismo esportivo

Erich Beting erich@cidadedofutebol.com.br

“Se você quiser ser jornalista no esporte, não vá para a televisão. Fique no jornal ou na revista”. Ouvi essa previsão durante um almoço em 1998, ainda com a careca que simboliza a entrada na faculdade (e não o sinal dos tempos) de meu tio, muito mais experiente e estabelecido na profissão.

O aviso desde então martela em minha cabeça. Jornalismo, no esporte, não existe na TV. Passados oito anos daquela “profecia”, é que cada vez mais claro que, na televisão, o esporte tem de ter o status de entretenimento.

Sim, com a importância que o esporte adquire nas grades de programação das emissoras, sem dúvida que o espaço para o jornalista diminui paulatinamente dentro das transmissões esportivas.

Não é difícil perceber isso no dia-a-dia. O que podemos falar sobre as mesas-redondas infindáveis dos domingos? Quantas informações são de fato transmitidas para os telespectadores nas noites de domingo? Apenas os gols da rodada são informativos. Do restante dificilmente extraímos alguma coisa.

E as transmissões esportivas são, cada vez mais, shows para entreter o público, para aumentar a audiência de quem transmite e assim ganhar a concorrência do filme, da mulher semi-nua do outro canal, do cinema com a namorada...

Por isso mesmo que, recentemente, a classe jornalística se pegou numa discussão sobre a proibição a comentaristas que são ex-jogadores de futebol. Por que eles não podem pegar os microfones e falar ao público com o gabarito de quem já esteve em campo?

Oras, deixemos a hipocrisia de lado. Qual a função do comentarista para a empresa que o contrata? Assegurar bons índices de audiência para o canal. Sendo assim, se na transmissão já existem dois repórteres de campo para levar as informações sobre os atletas, por que é preciso um jornalista para comentar e levar as mesmas informações ao telespectador? Não é melhor chamar alguém de renome para os comentários? Isso não garante índices maiores de audiência? Sem dúvida que sim...

Além disso, é importante lembrar que o futebol na TV, hoje, é um produto como é o filme da segunda-feira, o humorístico da terça e por aí vai. Ou seja, não é possível assumir uma visão crítica imparcial e detonar o produto, já que a emissora depende dele para ter receita com publicidade.

O esporte na televisão é, acima de tudo, um espetáculo de entretenimento. Resta ao jornalista ter discernimento para não cair na bobeira de achar que ele faz parte do show. Sua função é informar. Deixa a representação para outros palcos.
Hábeas Corpus preventivo para o “azar”...

Andava me preparando para escrever sobre o ABC FC, já havia, até definido um título para o artigo... “ABC solidifica seu patrimônio ao invés de choramingar pelos cantos”.
Depois de se ver obrigado a guardar no armário o material de jogo de sua equipe profissional, o clube não desabou em incontido pranto, nem se deixou dominar pelo desanimo e consequentemente pela depressão. Foi à luta, mesmo com alguns tentando justificar o momento, colocando a culpa de tudo no azar (alguém ainda vai precisar escrever algo em defesa do “azar”. Esse “ser” subjetivo, que sempre é acusado de tudo. Dizem que a “incompetência e a burrice” são as mais beneficiadas por não ter o “azar”, condições de contratar um grande advogado), arregaçou as mangas e partiu para concluir seu estádio e a sua denominada “Vila Olímpica”. Hoje o clube tem uma nova cara, o Estádio Maria Lamas Farache (desculpem, mas acho “frasqueirão” um apelido feio de doer) é uma realidade. Aliás, uma bela e moderna realidade. Campos de treinamento estão sendo implantados e o alojamento de seus atletas é confortável, limpo e digno desse nome. Fala-se muito em parcerias, em patrocinadores e em valorização cada vez maior das categorias de base (é sempre bom esperar para ver), tomara seja verdade tomara sejamos brindados com uma nova mentalidade, mais arejada, mais profissional. Seria bom ver um clube nordestino, de um estado economicamente frágil, surgir como exemplo, como referência. Mas, como tudo por aqui tem um, mas... Começo a ver que se patrimonialmente, o ABC, deu um salto à frente, em termos de futebol as coisas ainda resistem em mudar. Os dirigentes alvi negros sofrem com um velho distúrbio, a fixação... Que o clube vai precisar contratar, todos sabemos, mas os nomes que surgem aqui e ali mostram, o quanto é grave o tal distúrbio. Dário, Reinaldo Aleluia e tantos outros que por aqui já passaram e nada conquistaram, são lembrados a todo o momento. Nenhum nome novo, nada em que possa depositar esperanças de que o novo vai imperar. Alysson é destaque no Treze de Campina Grande, Berg do Potiguar de Mossoró, faz sucesso no Piauí, Flamel da Tuna Luso, foi destaque na Série C, o mesmo acontecendo com Felipe Mamão que foi emprestado pelo Remo ao cruzmaltinos de Belém e marcou em média, um gol por partida, Bruno Rangel do pequeno Ananindeua balançou redes por onde jogou. Todos jovens e talentosos todos prontos para brilhar. Mas nenhum deles consta na lista, pois a fixação é um distúrbio grave, cega e faz com que o dedo, sempre procure as mesmas teclas do celular, que os ouvidos ouçam sempre os mesmos empresários e os olhos busquem sempre as mesmas faces. Até o treinador, já é uma fixação... Maurício Simões é o xodó, porém Flávio Lopes está na agulha, basta puxar o gatilho e pum! Ele desembarca em Natal. Ninguém lembra de um outro nome, nada... Sempre os mesmos, sempre as velhas e manjadas caras, talvez nem seja preciso imaginar, que se algo der errado, as velhas caras ajudem a tornar mais fácil a velha desculpa. “Fizemos tudo dentro de um rigoroso planejamento, mas o grande time que montamos no papel, não encaixou... Foi azar”. Coitado do “azar”. Vai levar a culpa como sempre!

Fernando Amaral.
Rapidinhas...


Do atacante Thiago Cavalcante do América... “Nossos erros, é que impediram de estarmos no G4 entre os 4”. Ta bom!

Na Série C, o destaque foram os dois gols do zagueiro Allysson do Treze de Campina Grande, no jogo contra o Grêmio Barueri no Estádio Palestra Itália em São Paulo. Cada vez que vejo um jogador, que por aqui foi desprezado se destacar, sinto uma enorme satisfação...

Ainda pela terceirona, Criciúma e Vitória lideram em número de pontos. Bahia e Brasil de Pelotas decepcionam e são os últimos colocados. Mas, ainda é cedo, para se afirmar qualquer coisa, as quatro vagas da Série C serão disputadas palmo a palmo.

O futebol brasileiro e em particular o paranaense estão de luto. Morreu na capital paranaense Curitiba, o ex-zagueiro Pescuma (61), vítima de acidente vascular cerebral.
Pescuma começou no São Paulo e jogou ainda pelo União Bandeirante (PR), Coritiba, Portuguesa de Desportos, Corinthians e Fluminense. Pescuma encerrou sua carreira no Coritiba e fixou residência na cidade. Foi companheiro de equipe de Fito Neves (hoje treinador e que passou pelo ABC), na equipe campeã paranaense de 1972.

O Atlético Paranaense conseguiu sua classificação ao empatar com o River Plate em 2x2 na Arena da Baixada em Curitiba. Com esse resultado o rubro negro, segue na Copa Sul Americana como o único representante do Brasil... Santos, Corinthians e Fluminense, tropeçaram no tango argentino.
O preço da arrogância...



Imagem: Helder Almeida Capela


Em uma etapa do Campeonato de Kayaksurf Português, realizado na cidade de Peniche, um surfista é atropelado por um competidor.
O acidente ocorreu em virtude dos surfistas se negarem a sair da zona de competição, mesmo esta, estando demarcada com bandeirolas na areia e dos alto falantes pedirem a todo instante que esses respeitassem as normas de segurança.
Um kayak pesa em torno de 20 kg, se acrescentarmos o peso do tripulante e a força da onda, podemos ter uma idéia do que o desrespeito causou ao surfista atingido...


Não foi escrita por quem deveria ser...


Causou-me estranheza a nota publicada no site www.americadenatal,com.br ontem dia 11, às 11h44min, com intuito de esclarecer seus torcedores sobre as razões que impedem o clube de reduzir o preço dos ingressos nos jogos do clube e não pleitear a reabertura do setor de gerais do Estádio João Machado.
Primeiro, estranhei a demora da direção americana em se pronunciar já que, a muito seus torcedores vem postando no site tais reivindicações. Segundo, foi o fato da nota ser apócrifa, nela não consta à assinatura de nenhum diretor do clube, mesmo o site sendo oficial, seria esperado que alguém assinasse o “documento”.
Terceiro, foi a afirmação de que existe uma proibição, do Ministério do Ministério Público Estadual, que impede a abertura da geral do estádio. Pelo que me consta, quem proíbe a abertura da geral nos estádios, não é o Ministério Publico, e sim, o Estatuto do Torcedor, uma lei federal e, portanto acima de qualquer outra. Também é oportuno citar a grosso modo que, o Ministério Público não tem o poder de proibir nada, sua função, é zelar pelo patrimônio público, pela ordem e fiscalizar o cumprimento das leis. Ao Ministério, cabe investigar, colher provas, ouvir pessoas e ao final, encaminhar para a justiça suas conclusões, ficando a cargo dos tribunais decidirem sobre o mérito da questão.
E para piorar, a nota diz que tal proibição, torna a direção do América refém da determinação. Ora, é estranho que uma entidade ou pessoa, se sinta refém das leis, quando o normal, é que cumprimento da lei seja motivo de orgulho, pois uma norma legal tem como objetivo o bem da maioria das pessoas.
Império da lei...


Os deputados franceses aprovaram na Assembléia Legislativa, alterações no estatuto dos árbitros, tanto amadores como profissionais. As alterações têm como finalidade, dar proteção aos juízes de futebol e estancar a crescente diminuição, no número de árbitros e auxiliares nos quadros das ligas de futebol do país.
A nova legislação eleva a categoria, em todos os níveis, ao status de trabalhadores de utilidade pública, à semelhança do que ocorre com um policial ou bombeiro naquele país. Segundo a nova lei, ataques verbais resultarão em multas e as agressões, serão passiveis de penas pesadas contra os agressores. Outra modificação que trará benefícios aos árbitros, foi à modificação no estatuto financeiro da categoria, haverá aumento em seus salários e o governo reduzirá a taxação fiscal sobre os mesmos.
O ministro dos esportes francês declarou que, não é mais possível aceitar, insultos e intimidações aos árbitros. “O respeito pelas regras e pela autoridade é uma das condições que, caso não aconteça, desvirtuará o esporte de sua identidade e valores”.
Rapidinhas...


Argentinos dominam a Copa Sul Americana.

Precisando vencer por 3 gols de diferença e aí buscar a vaga nos pênaltis, o Santos venceu. Mas não levou... 1x0 não foi o suficiente.

O Corinthians marcou com um minuto de jogo, mas não resistiu e ao terminar o primeiro tempo, perdia de 3x1. No segundo tempo, tentou buscar o empate que lhe daria a classificação, fez mais um gol, porém, Magrão resolveu mostrar categoria, mas como não é do ramo perdeu a bola, e a equipe argentina selou a sorte do timão. Lánus 4x2...

Já o tricolor carioca, foi a La Plata e como de costume ultimamente, perdeu. Gimnasia 2x0 Fluminense. Com os resultados da rodada de ontem dia 11, os clubes brasileiros seguem sua sina, de ser fregueses dos irmãos do cone sul. Hoje à noite, o Atlético Paranaense vai enfrentar o River Plate, com a missão de salvar algum anel, já que os outros se foram.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Um cometa no futebol...
Por Carlos Henrique.


Saeed Owairan, nascido a 19 de agosto de 1967, é um ex-jogador de futebol que fez toda sua carreira Al-Shabab, da capital saudita Riad. Passaria despercebido no esporte se não fossem dois fatos bastante curiosos em sua vida.

Dia 29 de junho de 1994, Copa do Mundo dos Estados Unidos, estádio Robert Fitzgerald Kennedy (Washington D.C.). A partida entre a sempre enjoada Bélgica e Arábia Saudita caminhava para um insosso 0 a 0 quando surgiu a figura do camisa 10 da seleção saudita. Com a bola no meio de campo, Al-Owairan (seu nome para a religião islâmica) percorreu quase 70 metros em direção ao arqueiro belga Preud’Homme, driblou 4 defensores e mais o goleiro. Como diria o cantor Jorge Benjor em uma de suas canções, só não entrou com bola e tudo porque teve humildade: GOL! O atacante escreveria o seu nome nos anais das Copas do Mundo. Seu gol é considerado o 6º mais bonito da história dos mundiais*, segundo a Fifa.

Com o gol, Al-Owairan ficou mundialmente famoso, chegando a ser chamado de “O Maradona asiático”, em alusão ao semelhante gol feito pelo argentino na Copa de 1986, contra a Inglaterra. Com a eliminação saudita nas oitavas-de-final frente à Suécia, os jogadores foram recebidos de volta em seu país com muita festa. O camisa 10, entretanto, recebeu uma “pequena lembrança” dos xeiques árabes por seu feito: uma Mercedes conversível novinha em folha e muitos “petrodólares”.

Todavia, toda essa aura de sucesso iria desabar algum tempo depois. No mundo árabe o adultério é crime praticamente hediondo, sendo o “criminoso” condenado à prisão, porém levando algumas chibatadas antes como castigo. Al-Owairan cometeu esse erro e viu sua rápida história futebolística ir por água a baixo. Condenado, foi preso e incapacitado de jogar futebol, coisa que tanto gostava. Perdeu seus bens materiais e, principalmente, a forma física. Tentou voltar a jogar bola em 1998 e até chegou a ser convocado para a Copa de 1998, na França. Porém, seu futebol estava longe daquele vistoso do mundial passado.

Eis mais um exemplo de uma grande oportunidade perdida na vida, como fazem muitos jogadores de futebol. Tornam-se figuras passageiras no horizonte esportivo assim como os cometas que cruzam os céus.

* Para quem quiser conhecer a lista dos 10 gols mais bonitos da história das Copas, clique aqui:
TOP 10 FIFA WORLD CUP.
Resolvi publicar essa foto, como mera provocação... A idéia é causar certa inveja aos que praticam outro esporte, no país de um só esporte.

Imagem: Kicker

Arremesso para o gol adversário...
A beleza plástica da imagem é ampliada na expressão do atleta. Olhos fixos no alvo, lábios cerrados e o rosto contraído dão a dimensão exata da tensão e determinação do atacante, em conseguir seu objetivo. Mas para mim, o melhor da imagem é o público que lota o ginásio e garante as várias marcas de patrocinadores no uniforme do atleta e as placas em volta da quadra. Nada disso é obra do acaso ou do marketing, tudo começa com uma política esportiva séria, consistente e objetiva. Tudo tem seu gênesis nas escolas primárias, ganha viço, nas escolas secundárias, até alcançar as universidades e explodir nos clubes que praticam a modalidade. É um processo, onde impera o pluralismo esportivo, onde cada jovem pode escolher a atividade que mais lhe agradar, pois terá apoio estatal e sustentação da economia privada. É um processo onde esse público cristalizado na fotografia, foi conquistado há muito tempo, pois vivenciou e fez parte da cadeia anterior, aprendeu a gostar, a freqüentar e a torcer... Esse público e as conseqüências econômicas que provoca, faz parte de uma cultura, onde o estado está a serviço do cidadão e não ao contrário.
Ah! Ia esquecendo, esse é o Campeonato Alemão de Handball.


Fernando Amaral.

terça-feira, outubro 10, 2006

Rapidinhas...


Apenas três equipes mantêm seus treinadores desde o início da Série B, são eles: Paulista de Jundiaí, Vagner Mancini, Marilia, Arthur Bernardes e Santo André com Ruy Scarpino...

O meio campista Joey Barton do Manchester City, foi multado pelo comitê disciplinar da Federação inglesa, em 2.500 libras. A multa foi aplicada ao jogador, como punição por ter mostrado a bunda para a torcida do Everton de Liverpool, após marcar o gol de empate do Manchester. O treinador Stuart Pearce, também deve ser punido, pois segundo a polícia, o treinador, foi informado por um policial a beira do gramado do incidente e não tomou nenhuma atitude...

Quem está fazendo o maior sucesso na grande impressa do sul do país, é o Treze FC de Campina Grande. O time paraibano tem sido, destaque em blog’s, jornais, programas de rádio e TV, por ser uma exceção entre os clubes brasileiros... O Treze está em dia com o INSS, não responde a nenhum processo na justiça do trabalho e não deve ao FGTS. Além disso, seus salários, bichos e outros prêmios, estão rigorosamente em dia. Outro fato que tem chamado à atenção da imprensa sulista é o fato de ser o clube de maior torcida na Paraíba, mesmo sendo de uma cidade interiorana e seu estatuto, obrigar a troca de presidente de dois em dois anos. Para completar, o time é o clube brasileiro há mais tempo sem perder em seus domínios. São 40 jogos sem derrota o que significa, 1 ano e 6 meses, sem perder no Estádio Ernani Sátiro.

De 11 a 18 de novembro, deste ano, Natal será a sede do basquetebol master brasileiro. Nossa cidade deve receber cerca de 1300 participantes diretos e 600 acompanhantes, que irão disputar o XXII Encontro Nacional de Basquetebol Master. Amanhã à noite(19), no restaurante Mina D’Água, na Avenida Campos Sales, será realizado o coquetel de lançamento do evento. Desde já, desejamos sucesso ao Carlos Alberto Medeiros Galvão, Presidente da Associação dos Veteranos e Amigos do Basquete do Rio Grande do Norte/AVAB/RN.


O Brasil venceu o Equador em Solna na Suécia... Explico; o Estádio Rasunda, que foi palco da final do mundial de 58, está localizado na cidade de Solna e não em Estocolmo, com estão divulgando. Mesmo sendo limítrofe aos subúrbios da capital sueca, Solna é uma cidade e não um bairro.

Ainda sobre a seleção, posso dizer que foi uma partida sem grandes emoções, no primeiro tempo, vimos um jogo violento de ambas as partes e os dois gols só foram marcados graças a duas falhas gritantes. O gol do Equador teve a patética saída do goleiro Gomes, como ponto marcante. O empate do Brasil por intermédio do atacante Fred, deve ser creditado a lambança do zagueiro equatoriano, que na tentativa de rebater, deu um passe para o avante brasileiro. No segundo tempo, com a entrada de Ronaldinho Gaúcho e com um jogador a mais, o Brasil foi um pouco mais vibrante e acabou vencendo com um gol de Kaká.
Para refletir...


Imagem: Kicker

Os pequeninos adversários, vão deixar o campo após árdua "batalha", mas seu exemplo ficou eternizado na imagem do fotógrafo...

Se...

Peço desculpas aos leitores, mas não vou passar a semana toda a repetir a mesma “cantiga de grilo”...
Agora que entramos na curva que antecede a reta de chegada do Campeonato Brasileiro da Série B, seremos obrigados a ouvir, ler e ver, um interminável bla, bla, bla, sobre as chances do América em chegar, ao que alguns colegas chamam pomposamente de “G 4”, numa alusão pouco criativa ao “G 8”, que engloba as oito mais poderosas nações do mundo.
Eu prefiro chamar os tais 4, de classificados mesmo, pois no frigir dos ovos é o que cada um será no final das 38 rodadas. Mas voltando ao que de fato interessa, essa vai ser uma semana sofrida para quem gosta de programas e páginas esportivas. Diariamente, teremos projeções e mais projeções, aparecerão matemáticos, físicos, astrólogos, futurólogos e é bem provável que entrevistem Mãe Diná, tudo em função do condicionante “se”... E esse, é o x ou o y (como queiram) da questão, o tal “se”.
Se o América vencer todas as partidas em casa e empatar umas duas ou três fora, chega a tantos pontos e com esses pontos, estará de volta ao paraíso. Se vencer todas as partidas fora de casa e ganhar umazinha em casa, touchê! Voltamos a primeirona. Teremos hipóteses para todos os gostos, todas recheadas de otimismo e confiança na capacidade dos rubros, em superar as adversidades.
Alguns lembrarão à vitoriosa campanha de 1996, falarão da habilidade do Souza, da garra do Luís Maranhão, da lucidez do Paulinho Kobayashi e lamentarão as ausências de Roni e Eduardo. Teremos um festival de conceitos táticos a transbordar, pelas televisões, páginas de jornal e rádios de todos os tamanhos.
“Eu acredito que o 4 5 2 é o melhor esquema, escreverá um”. “Pessoalmente, acho que 3 6 1 é o mais recomendado, falará outro”. E terá aquele que dirá... “Cada partida é uma partida, portanto, o time deve buscar atuar, de acordo com o adversário”.
Entremeando os comentários, teremos as mesmas e enfadonhas entrevistas, onde serão repetidas as mesmas e enfadonhas perguntas, para que ouçamos as mesmas e enfadonhas respostas.
Ao término de cada programa ou texto, será colocada uma advertência, quanto à dificuldade que cada partida representa, e o velho clichê, saltará em voz alta ou em letras garrafais: “AGORA TODO JOGO É DECISIVO”. O respeitável público será cumprimentado e o festival de chutes, terminará com um ar de seriedade e bom senso.
Felizmente o TV U Esporte é apresentado uma vez por semana, assim eu, Lupercio e Accioly, poupamos nossos telespectadores de tão cruel tortura.
Portanto, esse será o único texto que escreverei sobre o assunto, pois acredito que “se”, tudo sair como espero, o América vai disputar a primeira divisão no ano que vem. Caso algo saia errado, ainda posso esperar que “se”, fulano ou beltrano perderem seus jogos, vamos ficar com a quarta vaga e aí, olha nós na elite outra vez...
Mas “se” nada der certo, tudo bem... Ano que vem tem mais, e ouvido de torcedor adora ouvir sempre a mesma “cantiga de grilo”.

Fernando Amaral.

Técnica, precisão e coragem...

Imagem: Thiago Silva



Primeiros Jogos da Lusofonia...

Macau ex-possessão portuguesa e hoje Região Administrativa Especial sob tutela da China, recebe os Primeiros Jogos da Lusofonia (países de língua portuguesa).
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Macau (China), Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Guiné Equatorial, Índia e Sri Lanka, disputarão medalhas nas seguintes modalidades: Atletismo, Basquete, Futebol, Futsal, Taekwondo, Tênis de Mesa, Voleibol de Praia e Voleibol. O Brasil participa do atletismo com 43 atletas,assim distribuídos: Futsal 14 atletas, taekwondo 4,tênis de mesa 9 e vôlei de praia 6.
Os jogos foram abertos no dia 07 e irão se estender até o dia 15 de outubro. Até o momento o Brasil lidera com 4 medalhas de ouro. Angola, Cabo Verde, Índia e Macau, vêm em segundo com duas, uma de prata e uma de bronze respectivamente. Na terceira posição está São Tomé e Príncipe com duas medalhas de bronze, Moçambique e Portugal, obtiveram uma medalha de bronze cada um e Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Sri Lanka e Timor Leste, não conquistaram medalhas até aqui.
Hoje dia 9, o taekwondo do Brasil brilhou com Douglas Marcelino e Leonardo dos Santos, nas categorias menos 80 kg e mais 80 kg. Ambos conquistaram medalhas de ouro ao vencerem nas finais, respectivamente, Ibrahim Khan da Índia e Eduardo Vieira de Moçambique. Com esse resultado o Brasil confirma a hegemonia no taekwondo, já que Gilvan Santos, categoria menos 58 kg, havia vencido ontem Luis Gomes de Macau. Na prova menos 68 kg, outro brasileiro também subiu ao podium para comemorar mais um ouro, desta vez foi Marcos Gonçalves, que derrotou o cabo-verdiano Joseph Fernandes. A partir de amanhã, o Brasil, deverá aumentar o número de medalhas, já que no vôlei de praia, Ana Richa comanda uma das três duplas brasileiras que disputam os jogos e nosso futsal e atletismo são considerados favoritos pelos organizadores do evento.

Portugal massacra Timor Leste...

Em jogo disputado pela primeira rodada de futsal dos jogos da lusofonia, Portugal aplicou uma estrepitosa goleada em Timor Leste. 56x0... Isso mesmo! 56x0... Nada mais a comentar.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Uma Política Esportiva Sem Técnica Nem Tática

Por Horacio Accioly Junior

Durante toda a década de setenta o tão criticado regime militar, mandatário do país durante vinte anos, em suas políticas educacionais dedicou atenção especial à saúde do povo brasileiro. Digo saúde, e não doença, pois vou tratar das atividades físico-desportivas que sempre foram o único instrumento de promoção da saúde em qualquer lugar desse planeta. Como dizíamos, os governantes militares, a exemplo do que fazem nos quartéis, estabeleceram por duas vezes – 74 e 78 – os PNEDs – Plano Nacional de Educação Física e Desportos. Em seu bojo essas políticas, com base na Carta Internacional de Educação Física e Desportos, propunham uma doutrina constituída por duas correntes filosóficas: dogmática e pragmática.
Trocando em miúdos, isto quer dizer que o cidadão durante toda sua vida deve estar consciente dos benefícios que as atividades físico-desportivas lhes proporcionam. Isto representa educação permanente para um estilo de vida saudável. Já o pragmatismo, deve levá-lo a competir, para melhorar sua performance biológica, psicológica e social, preparando-o para uma vida cada vez mais disputada. Através desse pragmatismo poderão surgir, natural e consequentemente, resultados que possibilitarão ao País subir aos podiuns internacionais. Foi assim que o Brasil melhorou significativamente, em 10 anos, seus resultados olímpicos.
Na década seguinte, veio à abertura e com ela a liberdade de pensar e agir capitaneada pelos pseudos intelectuais de plantão que nunca vestiram um calção na vida. Sob a égide de uma educação e cultura eminentemente cognitiva (esporte também é cultura), desobrigaram as universidades da prática da Educação Física com caráter desportivo, estabelecida pelo Decreto 69.450 de novembro de 1971. Extinguiram o DED – Departamento de Educação Física e Desporto, do então Ministério da Educação e Cultura. Criaram e fecharam secretarias e ministérios; aprovaram a lei fulano e lei beltrano; misturaram esporte amador com profissional. Como resultado, os clubes esportivos foram fechando suas portas e com eles as federações amadoras.
Deu-se então, início à fase da privatização do esporte. Fundamentada no neoliberalismo emergente, banco esse e aquele, empresa essa e aquela, visando tão somente os benefícios fiscais, criaram clubes e com eles o amadorismo marrom.
O sistema educacional como um todo, também privatizado, engole cada vez mais o sistema público. Considerando ser o esporte o maior atrativo para os jovens, as universidades particulares, após uma espetacular expansão no mercado recém criado, se aproveitam desse fenômeno social para fazer publicidade. E tome clube de universidade tal e faculdade qual. Novamente se institucionalizava no Brasil uma política esportiva repleta de objetivos e ideais duvidosos. O passe do atleta “amador” passou a valer uma bolsa de estudos.
Concomitante e gradativamente se extingue a CBDU – Confederação Brasileira de Desportos Universitários. Há dois anos os Jogos Universitários Brasileiros estão sendo substituídos pelas Olimpíadas Universitárias, sob a gestão do COB – Comitê Olímpico Brasileiro. Menos mal, porque dirigida por estudantes universitários sem experiência, nada pode dar certo; afinal esporte é coisa séria e, mesmo sendo amador, tem que ser dirigido por profissionais.
As universidades estatais por sua vez, detentoras dos melhores parques esportivos do País, construídos pelos militares durante o tempo em que governaram, têm de contentar-se com disputas em subcategorias especiais nos eventos esportivos universitários nacionais, promovidos com dinheiro público. Suas parcas verbas mal dão para manter os grandiosos ginásios, piscinas e campos, subutilizados por estudantes desmotivados pela ausência de competições esportivas internas, locais e regionais. Seus docentes limitam-se às aulas dos cursos de formação de professores educação física. Nesse cenário, só vão às olimpíadas universitárias para perder. Não possuem a menor condição para competir com as instituições privadas, muito embora detenham os melhores recursos humanos, tanto docentes, quanto discentes. É bom lembrar que, ao contrário do que muitos pensam, é nas instituições de ensino superiores públicas que se encontra a elite da juventude brasileira. Só passa nos seus vestibulares quem vem de escolas particulares. Os de menores níveis sócio-econômicos estão nas universidades particulares, trabalhando de dia para pagar seus estudos da noite. Os que se dedicam à prática esportiva de rendimento têm que dividir seu tempo entre trabalho, estudo e treinamento. Melhor ainda é ser atleta de universidade particular e não pagar mensalidade.
Tentando dourar a pílula, há quem diga que esse é o modelo americano do norte; que devemos imitá-lo. Esquecem-se de que lá, o dogmático já está embutido na educação formal. O pragmático é interesse de todos, tanto público, quanto privado. É outra realidade.
Para não me alongar mais, encerro perguntando e respondendo: por que, mesmo com esses desatinos, o deporto brasileiro cresce em resultados? Resposta: Porque, felizmente, constituímo-nos num povo forte, inteligente e capaz de ganhar, mesmo em condições adversas, em meio ao caos. Somos fruto de um caldeamento de raças, o maior processo de miscigenação do mundo contemporâneo; amálgama forte que resiste às mais duras agressões internas e externas: mas que poderia ser muito melhor, poderia.... Basta mudar a cabeça dos nossos dirigentes civis e, pelo menos nesse aspecto, seguir o exemplo deixado pelos nossos comandantes militares. Esporte é saúde e dever do Estado. Está na Constituição!

Os recordes africanos...

Por Carlos Henrique.


A África pode não ter um padrão condizente de vida, nem uma história de conquistas no futebol. Entretanto é do continente a Leste do Brasil recordes interessantes no esporte.

O camaronês Roger Milla ficou famoso apenas aos 38 anos de idade, quando jogou a Copa do Mundo da Itália, em 1990, e atuava pelo modesto Jeunesse Sportif Sainte Pierroise, das Ilhas Reunião, que se localizam no oceano índico, a leste de Madagascar. Na Itália, depois de ter pendurado as chuteiras com a seleção e, a pedido do presidente da federação camaronesa de futebol, ter voltado atrás na decisão, foi um dos destaques da campanha dos Leões Indomáveis, chegando até as quartas-de-final e marcando 4 gols.

Porém, Milla, hoje acertadamente reconhecido como o maior futebolista africano da história, fez mais. Em 1994, aos 42 anos e 39 dias, o “vovô” camaronês se tornou o mais velho jogador de futebol a marcar um gol por sua seleção – o de honra na goleada sofrida diante da Rússia por 6 a 1. Nesse jogo, também vale salientar, outro recorde se estabeleceu: o russo Oleg Salenko marcou 5 vezes, se tornando o maior artilheiro de seleção em um só jogo em Copas do Mundo.

Por outro lado, o serraleonês Mohammed Kallon, então atuando pelo Sponga, de seu país, tornou-se o mais jovem jogador da história a marcar um gol pela sua seleção. No dia 22 de abril de 1995, aos 15 anos e 192 dias, Kallon marcou o segundo gol da vitória de Serra Leoa sobre o Congo por 2 a 0 pela Copa Africana de Nações. Atualmente joga pelo AS Mônaco, da França.

E, para finalizar, outro recorde que pertence ao futebol africano: o do jogador mais jovem a entrar em campo com sua seleção. O meia togolês Souleymane Mamam jogou, no dia 6 de maio de 2001 com apenas 13 anos e 310 dias, uma partida contra a Zâmbia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. Mamam, entretanto, não marcou. Hoje, o jogador defende as cores do Royal Antwerp FC, da Bélgica.

A velha África, pobre e relegada pelo mundo rico e desenvolvido, há de continuar a encantar o mundo, com suas histórias, seus heróis e seus recordes...

MTK Hungária FC, um clube que uniu um povo e venceu o preconceito...




O futebol europeu tem características diferentes das nossas, a maioria de seus clubes mantém fortes ligações com seus fãs e essas ligações vão além do simples gostar e da mera paixão. São vínculos mais fortes mais profundos e por vezes mais perigosos. O Chelsea da Inglaterra se orgulha de representar o bairro londrino do mesmo nome (apesar de sua sede ser apenas vizinha), o Celtic é a arma dos católicos de Glasgow na Escócia, contra o rival protestante Rangers. Na Espanha o Athletic Bilbao representa a nacionalismo basco, assim como o Barcelona representa a “nação catalã”. Esses são alguns exemplos, poderia dar mais, como o Dínamo Kiyvi que é o símbolo da resistência ucraniana ao invasor alemão. São muitas histórias e espero poder contar algumas aqui. Escolhi o MTK de Budapest por ser esse clube também um símbolo da resistência de um povo, o povo judeu. A luta dos descendentes de David pela sobrevivência tem sido marcada por perseguições, banimento, cativeiro e morte de seus membros. Sua fé, sua unidade e sua capacidade de superação é que os mantêm firmes em sua decisão de jamais desistir, de jamais desaparecer. O futebol foi um importante elo de união dos jovens judeus em toda a Europa, tanto nos anos anteriores à perseguição nazista como no após guerra, onde os judeus foram vítimas do bolchevismo soviético que se implantou no leste europeu. O MTK nasceu no então Império Austro-Húngaro, assim como outros clubes de origem judaica floresceram sob a égide dos Habsburgs. Se em Viena havia o SC Hakoah, em Budapest brilharia o MTK.
Fundado em 1888 como Magyar Testgyakorlók Köre em Budapest capital de Hungria, o MTK só adotaria o futebol 13 anos depois em 1901. Em 1903 a equipe se inscreveu na Liga Hungarian, a mais importante liga de futebol do país.
No ano seguinte em 1904, o MTK venceu seu primeiro título nacional e ainda sob a tutela do Império Austro-Húngaro, venceu os campeonatos de 1908/14/17/18. Teve seus anos de ouro no período amadoristico, conquistando 15 campeonatos nacionais, além de 7 copas. Suas conquistas receberam o reconhecimento internacional e logo a equipe era convidada para participar de muitos torneios pelo continente. No período que antecede a segunda grande guerra, o MTK continuou sua trajetória de vitórias, mas o mundo caminhava para as trevas e em 1940, a Hungria adere à Alemanha. Devido a inúmeros dirigentes judeus e o fato de seus sócios pertencerem à comunidade judaica, o clube passou a ser visto como uma equipe “judia”, e isso, custou caro,mesmo com a Hungria adotando uma política “branda” em relação aos seus cidadãos judeus. O clube, seus dirigentes e sócios sofreram com as perseguições até serem banidos da vida esportiva do país.
O MTK, só volta a existir após a segunda guerra mundial, mas agora tinha um novo regime a governar a Hungria e seus representantes tinham uma outra idéia sobre o esporte e como conduzi-lo. Seus rivais estavam fortalecidos pois muitos haviam sido “adotados” por instituições estatais, como o Honvéd que pertencia ao exército húngaro. Como todos os clubes de então, precisou “agradar” os novos senhores para com isso obter recursos e continuar a existir. No período socialista mudaram seu nome várias vezes: Primeiro para Budapesti Textiles SE (uma fábrica têxtil do governo), depois foi incorporado ao grupo de clubes pertencentes às forças armadas e batizado de Budapesti Bástya SE (Bastião de Budapeste SE). Dois anos depois, volta à tutela da fábrica têxtil e é novamente rebatizado, agora para Budapesti Vörös Lobogo SAE (Bandeira Vermelha de Budapeste SC). Na década de 70 acontece nova troca de nome, o clube se funde com a equipe do Ministério das Finanças e passa a se chamar MTK VM SK (Magyar Testgyakorlók Köre Vörös Meteor Sport Klub). Com o fim do regime comunista e a volta do capitalismo, Gabor Varszegi assume o comando do time, mantém o nome original MTK e acrescenta o antigo nome do tempo do Império Austro-Húngaro: Húngaria FC. Assim, renasce o MTK um dos grandes de Budapeste.
22 vezes campeão húngaro, 19 vezes vice-campeão, 14 vezes chegou na terceira posição e levantou 12 vezes a Copa da Hungria. Em 1964 conseguiu sua maior proeza, foi finalista da antiga Copa dos Vencedores das Copas, perdendo a final para o Sporting de Lisboa. Apenas duas vezes caiu para a segunda divisão, em 1981 e 1994, sempre retornando no ano seguinte à elite do futebol magiar.
Na atual temporada (2006/2007), após a oitava rodada é o segundo colocado um ponto atrás do Zalaegerzseg que tem 22 pontos. Mantendo-se firme na luta para reconquistar a taça que venceu pela última vez em 2003.
Essa é um pouco da história de um clube que teve entre seus jogadores os lendários Nándor Hidegkuti e o judeu Béla Guttmann. O primeiro foi companheiro de Puskás na seleção de ouro da Hungria e o segundo um dos maiores treinadores de futebol do mundo, chegando a trabalhar no Brasil como treinador do São Paulo FC.
Essa é a história de um clube que resistiu a duas guerras mundiais, que sobreviveu ao fascismo húngaro, ao nazismo alemão e ao bolchevismo russo. Que manteve em suas cores as cores da bandeira de Israel e que ainda é o elo entre os judeus da Hungria e seu passado em território magiar.

Fernando Amaral.

Colaborou Aaron Schain (Leco), 23 anos.



domingo, outubro 08, 2006

Campeonato Brasileiro, A,B e C...

Estamos fechando mais um domingo, mais um fim de semana onde a bola rolou solta e serelepe pelos campos do Brasil. Foram 24 partidas em suas três divisões, 66 gols marcados e muitos perdidos. Na primeira divisão o São Paulo é cada vez mais líder, enquanto a cobra coral pernambucana rasteja em direção ao precipício. Na segundona, o galo mineiro tomou a frente e por enquanto é o dono do terreiro. Já a nau lusitana faz água e luta para não naufragar no mar das tormentas da terceira divisão. Por falar em tormenta, os oito eleitos começaram hoje a briga por uma das quatro vagas que os livrará do inferno e os elevará ao purgatório. Só o Brasil de Pelotas desafinou e perdeu em casa para o Vitória de Salvador os outros mesmo com resultados magros, venceram seus jogos.

A lei e a ordem acima de qualquer coisa...


Alertado por um jovem e inteligente leitor (Aaron Schain, o Leco) que reside em Israel e com quem tenho o prazer de trocar correspondência, fui em busca de informações sobre um fato que apesar do lado triste tem também algo de profundamente positivo. O rebaixamento do Ferecvàrosi Torna Club fundado em 1899 em Budapest, capital da Hungria. Dono de 28 títulos da primeira divisão, 20 copas nacionais e finalista da Copa das Copas edição 74/75, os verdes de Budapest, vivem seu momento mais negro. A Federação Húngara de Futebol (Magyar Labdarúgó Svövetség) não emitiu a licença necessária para o Ferencváros disputar a Primeira Divisão do país e ainda o relegou a Segunda Divisão. Com isso o tradicionalíssimo clube de Budapest que este ano chegou a se classificar para a fase de grupos da UEFA Champions League, amarga a pior e mais humilhante derrota de sua gloriosa história, já que desde o primeiro campeonato húngaro disputado em 1901 por Budapesti TC, Magyar Úszó Egylet, Budapesti SC, MFC e o Ferencváros, o clube jamais conheceu o rebaixamento. A negativa da federação de conceder a licença se deu por motivos financeiros e morais, o clube se encontra afogado em dividas, envolto em escândalos e atividades nebulosas envolvendo seus dirigentes. Mas a punição levou em consideração as ações de seus torcedores que remonta aos anos noventa, quando começaram a promover arruaças a cada derrota do time, quebrando estações de trem, ônibus, bares e tudo o que encontravam pela frente. É hábito dos fãs do Ferencváros, ir aos estádios expressar sentimentos anti-semitas, xingar atletas negros e promover batalhas contra torcedores rivais. Costumam também recepcionar seus próprios jogadores com paus e berros quando os resultados os desagradam. Diante da perda do controle financeiro, do controle moral e do silêncio em relação aos seus seguidores, só restou a federação magiar punir exemplarmente seu mais tradicional clube, que agora disputa a segunda divisão no grupo nordeste sob estreita vigilância das autoridades locais.
O mais incrível nessa história é que a justiça húngara não aceitou nenhum recurso do Ferencváros, a imprensa local não choramingou pelos cantos nem ousou defender com argumentos emotivos e interesseiros a atitude de entidade maior do futebol húngaro. Todos compreenderam que o esporte é fator de educação e congraçamento e que nenhum clube está acima do bem ou do mal por ser tradicional, ou porter a seu lado um grande número de seguidores. Parabéns Hungria por sua federação, por seus juizes, por sua imprensa e por não se curvar a nenhum interesse que não a lei, a ordem e o respeito humano.